Por entre os olhos amarelos dos crocodilos, cresceu a fome pela literatura de Katherine Pancol e através de uma valsa lenta, tão lenta, como a das tartarugas, esperei que esse livro caminhasse até mim, pelos caminhos das requisições da bibliotecas públicas!
A valsa lenta, deliciosa e até charmosa da família Cortês, mais precisamente as peripécias de nossa escritora fantasma, revelam-se agora mais expostas e mais integradas na movida parisiense, mas sempre sem dar muito nas vistas, já que a mãe, escritora, irmã e mulher ... é um misto de sensibilidade com mistério que enreda muito bem todas as histórias que se vão passando.
Quem sabe esta valsa é mais um tango, ou um pasodoble já que a traição, a mentira, a hesitação, a intensidade é outra, quem sabe esta é uma dança ao género de um policial que se espalha ao longo de um romance, esse sim, lento como uma tartaruga, o romance que a nossa protagonista vive com o cunhado e que é sem dúvida arrebatador e consumado entre um peru de natal e um fogão escaldante!!! ;) Para mim, a melhor parte de todo o livro, especialmente pela forma teatralizada com que a autora nos consegue fazer vivenciar a sua própria fantasia e conto de fadas.
Concordo completamente com a sinopse do livro quando nos diz que, obstinadamente estas personagens avançam a passos lentos, num mundo rápido e acelerado, que não nos vê, ouve ou sente, mas no qual, persistimos e lutamos para vingar com sucesso em todas as áreas da nossa vida, tal qual uma Josephine, uma Íris ou até mesmo um Luca.
A leitura é uma viagem por palavras nacionais, estrangeiras, umas cultas, outras menos... umas quem sabe rebuscadas e outras simplificadas, algumas levam-nos às lágrimas, muitas delas às gargalhadas e as melhores, aquelas que nos deixam abismadas, tamanha é a profundeza da ideia, da genuinidade expositiva, onde a simples contemplação daquele texto nos deixa assim, sem palavras! É este o Efeitos dos Livros!
