quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A Valsa Lenta das Tartarugas de Katherine Pancol

Por entre os olhos amarelos dos crocodilos, cresceu a fome pela literatura de Katherine Pancol e através de uma valsa lenta, tão lenta, como a das tartarugas, esperei que esse livro caminhasse até mim, pelos caminhos das requisições da bibliotecas públicas!


A valsa lenta, deliciosa e até charmosa da família Cortês, mais precisamente as peripécias de nossa escritora fantasma, revelam-se agora mais expostas e mais integradas na movida parisiense, mas sempre sem dar muito nas vistas, já que a mãe, escritora, irmã e mulher ... é um misto de sensibilidade com mistério que enreda muito bem todas as histórias que se vão passando.


Quem sabe esta valsa é mais um tango, ou um pasodoble já que a traição, a mentira, a hesitação, a intensidade é  outra, quem sabe esta é uma dança ao género de um policial que se espalha ao longo de um romance, esse sim, lento como uma tartaruga, o romance que a nossa protagonista vive com o cunhado e que é sem dúvida arrebatador e consumado entre um peru de natal e um fogão escaldante!!! ;) Para mim, a melhor parte de todo o livro, especialmente pela forma teatralizada com que a autora nos consegue fazer vivenciar a sua própria fantasia e conto de fadas.


Concordo completamente com a sinopse do livro quando nos diz que, obstinadamente estas personagens avançam a passos lentos, num mundo rápido e acelerado, que não nos vê, ouve ou sente, mas no qual, persistimos e lutamos para vingar com sucesso em todas as áreas da nossa vida, tal qual uma Josephine, uma Íris ou até mesmo um Luca. 

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