quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

"A Livraria" de Penelope Fitzgerald


Inglaterra, 1959.
Florence Green vive na pequena vila costeira de Hardborough, longe de tudo, e que se caracteriza precisamente por aquilo que não tem. Florence decide então, contra tudo e todos, abrir a primeira e única livraria da terra.
Florence compra um edifício abandonada há anos, gasto pela humidade e com o seu próprio fantasma. Como se não bastasse o mau estado da casa, ela terá de enfrentar as pessoas da vila que, de um modo cortês, mas inabalável, lhe demonstram a sua insatisfação com a existência da primeira livraria local. Só a sua ajudante, uma menina de dez anos, não deseja sabotar o seu negócio.
Quando alguém sugere que coloque à venda a primeira edição de Lolita de Nabokov, a vila sofre um «terramoto» subtil, mas devastador. E finalmente, Florence começa a suspeitar da verdade: uma terra sem uma livraria é, muito possivelmente, uma terra que não merece qualquer livraria.
A Livraria é uma obra-prima acerca do mundo dos livros, dos sonhos e das vicissitudes da vida, sob a forma de uma história envolvente e original.

«De todos os romancistas da língua inglesa do século XX, Penelope Fitzgerald é indiscutivelmente a maior… Consistente e convincente.»
Spectactor

«Uma narrativa maravilhosa e penetrante.»
Times Literary Supplement

«Um livro original que se lê com muito prazer.»
Financial Times

«Simultaneamente sábio e triste. Um livro vivamente recomendado.»
Library Journal


A minha opinião:
Este livro foi uma prenda de natal de uma amiga que sabe que amo livros e como a história fala deles, tínhamos receita para o sucesso.
Infelizmente, "A Livraria" não foi o um livro que me enchesse as medidas. A leitura é agradável mas parece que falta qualquer coisa. Quando li a sinopse, confesso que me veio à cabeça o Chocolate de Joanne Harris (livro que nunca li, desculpem-me o lado amante de cinema, mas apenas vi o filme porque afinal de contas tem o Johnny Depp e na altura pareceu-me razão suficiente). 
Segundo o que já li e ouvi falar, nem de longe se pode fazer comparação das duas histórias. A razão que me levou a pensar no livro de Joanne Harris, é a ideia de uma mulher independente que decide ir contra tudo e todos para abrir um negócio fora do vulgar para uma vila pequena.
Mas é exactamente nisso que eu acho que o livro falha, "no contra tudo e todos" e no que os "todos" estão dispostos a fazer para sabotar o plano de Florence de abrir a sua livraria. A sua grande oponente, Violet Gamart, dona e senhora na pequena vila, consegue maquinar o seu plano contra a livraria de Florence e levá-lo a cabo muito subtilmente ao longo da história, sem grandes momentos marcantes.
Confesso que a melhor coisa do livro é, sem dúvida, a personagem de Christine Gipping, a ajudante de Florence na livraria. Com apenas 10 anos tem mais sangue na guelra que a personagem principal e acaba por ser a única que faz frente a alguém.

Ao ler este livro, sinto que podia ter sido mais elaborado, maior, com mais enredo.

Talvez não seja bem a história em si a parte mais importante de "A Livraria" mas a mensagem subliminar de quem nem sempre conseguimos realizar os nossos sonhos ou mesmo quando o fazemos, estes por vezes estes não duram tanto tempo quanto desejávamos.

Ainda bem que cada pessoa que lê um livro, o interpreta de maneiras muito diferentes e confesso que já li muito boas críticas sobre o mesmo.
No entanto, já passeio os olhos por outros livros de Penelope Fitztgerald e confesso que fiquei curiosa.

1 comentário :

Sandra disse...

Ora aqui está uma critica que parece que foi escrita por alguem que me leu os pensamentos....eu nunca conseguiria escrever assim. tal e qual...li numa noite e senti um vazio.foi dificil superar