quinta-feira, 7 de março de 2013

"A Terra vista da Terra" de Seth Stevenson


A minha opinião:
Sempre gostei de viagens e quando não posso viajar, opto por ler e ver fotos das viagens dos outros. Seja através de relatos na primeira pessoa, em blogs ou nos álbuns que os amigos vão publicando no facebook. Viajar e conhecer o mundo fora de portas sempre foi uma coisa que me fascinou embora eu, de momento, me insira na categoria de turista e não de viajante, explorador, seja qual for o termo que acham mais correcto para quem larga tudo e sai à aventura, durante um mês ou um ano para uma qualquer parte do mundo ou até, para uma volta completa ao globo.
Foi exactamente o que Seth Stevenson e a namorada decidiram fazer, largar tudo e partir para a aventura de circum-navegar o globo sem nunca, sob qualquer hipótese, meter os pés num avião.


Seth e a namorada sofrem de Wanderlust. Desde que aprendi esta palavra, que podemos traduzir como desejo de viajar, percebo que não sou a única a sofrer com o desejo incontrolável de agarrar na mala e partir, existe muita gente que sofre do mesmo.

Nesta grande aventura, vejo Seth fazer duas ou três coisas que eu detesto e me fazem torcer o nariz perante a sua conquista do globo por terra e mar. 
Quando viajo gosto de socializar, tenho orgulho em dizer quem sou e de onde venho, parece que Seth opta por fazer exactamente o contrário, prefere se camuflar para que não percebam que é americano (até compreendo a razão mas mesmo assim). Há sítios em que gosto de ser confundida com um local  mas apagar a minha identidade, não. 

Além da situação anteriormente referida, sinto que, mesmo após uma volta ao mundo, Seth e a namorada Rebecca não viram muita coisa, mesmo indo por terra onde tudo está acessível aos olhos. Se nos preocuparmos apenas sobre como chegamos a um sítio, perdemos a oportunidade de aproveitar o caminho que fazemos para lá chegar. 
Ficamos igualmente a conhecer o pontos de passagem interessantes e algum informação referente aos meios de transporte utilizados durante o percurso, como acontece com o porta contentores no qual atravessam o Atlântico (foto aqui presente) ou a bicicleta que usam num trajecto na Ásia.

Tiro o chapéu a Seth e Rebeca. Dar a volta ao mundo de barco, comboio, autocarro, carro e bicicleta não deve ser nada fácil e como não disponho da oportunidade de fazer a mesma loucura que o autor, eu continuo a ter de preferir o avião para as minhas deslocações esporádicas e curtas.
Uma grande aventura que toda a gente devia ter oportunidade de fazer, tivéssemos o capital para isso.

Mais informações no Facebook do livro e no site da Editora Guerra e Paz

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