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domingo, 30 de junho de 2013

Lançamento "In Sexus Veritas"

Ontem tivemos a oportunidade de estar presentes na sessão de lançamento do novo livro do escritor/orador/jornalista/cronista/humorista/PALERMA (palavras dele, não minhas!), Pedro Chagas Freitas. "In Sexus Veritas" é mais uma edição da Chiado Editora e chega-nos em dois volumes, compostos por 1481 páginas. Sim, isso tudo, eu não me enganei no número.

Sinopse:
Um trolha homossexual. Um jogador de futebol filósofo. Um humorista deprimido. Uma prostituta de alma. Um assassino refinado. Uma prostituta de corpo. Um homem que consegue pensar e sentir o que os outros pensam e sentem. Numa obra que é um gigantesco monumento, mistura frenética de poema e de thriller, Pedro Chagas Freitas visita os mais profundos calabouços da humanidade: o amor, a morte, a inveja, a paixão, a raiva, a mentira, o medo, o ciúme. E o sexo. Sempre o sexo. Porque é nele, sempre nele, que se encontra a verdade.

Quando li a sinopse deste livro sabia que tinha de o ler. E de facto, já comecei a leitura mas tenho de me obrigar a parar senão só termino daqui a quase 1400 páginas e esta leitura requer tempo, nem que seja para fechar o livro, dizer dois palavrões e reflectir enquanto apanhamos ar.
Se achamos que ao ler uma sinopse ficamos com uma ideia do que vamos encontrar, ir à apresentação de um livro e ouvir o autor falar sobre as personagens e o conceito geral do mesmo, leva-me sempre a crer que já conheço as personagens quando as começo encontrar com o virar das páginas, e essa familiaridade é impagável. 

Foram muitas as pessoas que quiseram estar presentes neste lançamento, a Livraria tornou-se pequena para tantos corpos e mesmo quando o calor se apoderou da sala, ninguém arredou pé.

 (foto elsar)

Escutaram-se excertos pela voz de duas mãos cheias de admiradores, que de modo emotivo leram e declamaram momentos cruciais para a apresentação dos personagens, dos 7 personagens que vamos conhecer neste novo livro.
O facto de estar dividido em duas partes prende-se pelo ponto de viragem na história que me deixou muito curiosa e a analisar a célebre questão "E se?".
Mas não vos vou contar nada. Se numa opinião gosto de me restringir ao básico, alguma vez iria estragar a oportunidade de experimentarem tudo em primeira mão, de saborearem cada frase e pensamento.
Se o tamanho vos assusta, então não sabem o comprimento da vossa determinação. Vão ler este "In Sexus Veritas" e num instante.

(fotos Les Enfants Terribles - Bar livraria do Cinema King)

“Ela sem medida. Ela como minha medida. Nós sem meias medidas. Trocava a minha vida inteira por tê-la um segundo à minha beira. A minha vida pelo sorriso dela. A minha vida pela mão dela, pela pele dela. A minha vida pela vida dela na minha. Sou um prisioneiro, sim. Mas dela.”


"In Sexus Veritas" vai ocupar 10 centímetros da minha estante mas questiono-me quanto açambarcará da minha alma?

Por aqui já se leram duas obras do autor. "Eu Sou Deus" ficou comigo, despertou-me para o fenómeno da escrita do Pedro.
Veremos o que me diz "In Sexus Veritas".

Uma breve actualização. 
Então não vos mostrava a parte mais interessante??
Autógrafos, elogios à ovelha negra (no relógio) e os livros, agora na estante já autografados.
(fotos Daniela Ferreira)
 (foto elsar)

Boa noite e boas leituras! 

sexta-feira, 28 de junho de 2013

«Adeus Berlim» de Wolfgang Herrndorf - Opinião



Uma leitura motivada pela primeira Noite Literária Europeia em Lisboa e pelo facto de ter sido um Prémio Nacional de Literatura Juvenil Alemã, mas convêm também dizer que à quem compare este «Adeus Berlim» a obras como «As Aventuras de Huckelberry Finn», de Mark Twain e Uma Agulha no Palheiro, de J. D. Salinger ou até o registo descontraído e alucinante ao jeito de Jack Kerouac, por isso decidi-me a conhecer Maik e Tschick ou Psico e o Russo, como eram apelidados na escola, mas que graças ao mergulho numa aventura de Verão se auto intitulam de Condes... Conde Lada e Conde Koks.

Maik e Tschick constroem uma teia de diálogos que apelam à risota e à boa disposição, num misto de ingenuidade e curiosidade típica de jovens de quatorze anos. Não se pode dizer que ambos fossem compinchas e melhores amigos de escola, já que Maik é quase que invisível ao passo que Tschick é temido pelos colegas, no entanto tudo pode mudar e muda, graças a umas férias de verão diferentes e aventureiras.

Montados num velho Lada, os jovens sentem a liberdade de conduzir - quase - sem destino, já que o destino é duvidoso, bem como os habitantes e as descendências - suábios, valáquios, ciganos judeus, franceses ingleses... e toda uma conversa surreal, que dos contornos geográficos, viaja às opções sexuais e aos preconceitos de que se veêm alvo na escola.
De braço de fora e cabelos ao vento, a banda sonora desta jornada, oscila entre a Beyoncê, isto quando se insiste no caminho do coração, mas o verdadeiro caminho é o aventura e o grito de revolta por umas férias ousadas grita mais alto e com os White Stripes.

Se a história de Tschick é envolta num mistério, Maik desvenda tudo, a mãe é alcoólatra e o pai, que tem cara de teckel, usa os negócios para descuidar o seu papel. No meio da lixeira, enquanto procuravam uma mangeira, encontram Isa, envolta num cheiro fétido e numa história que fede a mentiras... mas adiante, que a juventude não se perde em detalhes, mas antes em novidades.

Talvez por coincidência, ou não, encontro semelhanças numa leitura recente, do livro de Dennis Johnson, não sei se pelos amigos, se pelo carro e também com Kerouac, mas aí devido aos hipopótamos... ou então talvez seja mesmo fruto de uma narrativa alucinante e recheada de detalhes grotescos.

"Um hipopótamo surgiu à nossa frente, abrindo caminho por entre os arbustos. Algures na Alemanha, mesmo junto à autoestrada, no mais completo deserto, um hipopótamo abriu caminho por entre os arbustos e desatou a galopar na nossa direcção. Usava um fato azul, tinha uma permanente loura, de caracóis tipo carapinha, e empunhava um extintor..."

Mais uma leitura com o apoio da 

Leia as primeiras páginas aqui
e obtenha mais informações no site da PRESENÇA

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Entrevista a Manuel Monteiro, autor do livro «O Suave e o Negro»



Manuel Monteiro foi seleccionado como Novo Talento Fnac da Literatura, com o conto «O Pátio», incluído na colectânea de contos com edição Fnac, mais informações aqui e aqui.
É autor dos livros «DEMANDA OU A COR NUNCA VISTA» de 2008, informações aqui.
Mais recentemente editou «O Suave e o Negro» o qual lemos e apreciámos, leiam a nossa opinião, aqui.


Entrevista a Manuel Monteiro, autor de «O Suave e o Negro»

Efeito dos Livros - "A longo prazo, nunca ninguém é atormentado pelo Bem que fez." É um disperso teu que muito me agradou e que ligo particularmente ao teu livro. Esta é a tua forma de fazer o Bem?

Manuel Monteiro - Agradeço o elogio. Nem sempre o autor é o ventríloquo e o narrador o seu boneco. Descrever como administro o Bem soaria paroquial. Soaria a um desejo de pastorear.


Efeito dos Livros - Uma amizade (assim) é uma forma de filantropia?

Manuel Monteiro - Não gosto de acrescentar interpretações ao livro. Ou as coisas estão na obra ou não estão – o escritor não as acrescenta com comentários sobre a mesma. Não sei. Só se for por rimar com doentia. Talvez seja. Terias de perguntar ao Alexandre...


Efeito dos Livros - “Distorcíamos os factos, achatando-os até que eles coubessem nos nossos ideais.” 
Distorcíamos ou distorcemos? É uma forma de crítica social?

Manuel Monteiro - É uma forma de crítica, sim. Distorcemos e distorceremos. Creio ser um traço do ser humano. Inapagável. Como tantos outros.


Efeito dos Livros - Lê-se numa outra entrevista tua e que não pareça descontextualizado: “(…) a realidade é um pormenor irrelevante para o fanático.” É assim que vês a actualidade? Recheada de fanáticos fideístas  (posso hiperbolizar assim?)

Manuel Monteiro - Há fanáticos em todas as áreas em todas as épocas. Todos temos os nossos preconceitos negativos e positivos. Eu tenho os meus. O que observo é que nenhum fanático se reconhece como tal – talvez que se isso sucedesse o seu fanatismo se começasse a desmoronar. O fanático é sempre uma categoria vista de fora.


Efeito dos Livros - Face à tua leitura a Bukowski escreves que ele “(…)consegue manobrar muito bem a mescla entre ironia e o debate existencial, sem que o livro de forma alguma resulte desconchavado.” Eu, se o tivesse conseguido dizer assim, escreveria o mesmo sobre a tua abordagem à amizade. Revês-te na escrita de Bukowski?

Manuel Monteiro - Aprecio a genuinidade de Bukowski. Prefiro o poeta ao prosador. Mas há uma certa recorrência que cansa, um nunca-sair-de-si e a sua escrita não é a mais sólida e a mais bela. Mas tem uma voz única. E isso é tão tão tão difícil. A ironia é muito importante para mim, especialmente nos assuntos mais sérios.


Efeito dos Livros - A escrita é um hiperónimo do quê? 

Manuel Monteiro - A escrita hiperónimo da vida ou a vida hiperónimo da escrita – tenho pensado nisso, curiosamente.


«Lionel Asbo» de Martin Amis, uma edição Quetzal

Lionel Pepperdine, isole a pepper e troque-a por tabasco - fica intragável.
Pense em dine de dinner, mas esqueça, Lionel Pepperdine seria indigesto.
Agora troque Pepperdine por Asbo, ou melhor A.S.B.O. - mas não pense, que ao bom jeito de herói de filme que esta troca de apelido é benéfica, antes pelo contrário. Asbo é acrónimo de - Ordem de Comportamento Antissocial - exacto - Asbo, que bem poderia bem ser Asno, é o hiperónimo de anti-social.

Junte ainda a este espécime, o bairro social de Diston com todos os seus flagelos de crime, droga, álcool, prostituição, corrupção, junte também o Joe e o Jeff ou o Jon e o Joel, cães ferozes alimentados a tabasco. Mas se isto ainda não chegar para completar esta refeição literária, junte umas MILF's ou uma AQEGF... ou seja, avós que eu gostava de f*....

Ainda assim, para sobremesa, sirva-se a quente o recorte de jornal onde diz:
"Ando a ter um caso com uma mulher mais velha. Ela é uma senhora de alguma sofisticação e constitui uma refrescante mudança em relação às adolescentes que eu conheço. (...) O sexo é fantástico, e penso que estou apaixonando. Mas há uma complicação muito séria e é esta: ela é a minha Avó!"

A cereja no topo do bolo é Desmond Pepperdine, Des ou Desi, que faz jus aquela pergunta: "Afinal és um homem ou és um rato?" Convêm desde já elucidar o leitor que o pequeno e pouco espevitado Des é O neto!

Deus (o deus dos casamentos de Pentecostes, como mastro em género de dança do varão (piada sobre as origens deste estilo de dança)] nos livre dos rituais de acasalamento entre criatividade literária e crítica social que ilumina Martin Amis, pois a iluminação é negra, mas sagaz, cortante, mas hilariante.

O ingrediente que faz toda a diferença neste menu impróprio a dietas mais comedidas é mesmo a Lotaria, são 139 milhões de Libras para Lionel Asbo, o Bobo do Loto, preso e acorrentado ás garras da prostituição e da vida fácil, mas lembre-se: que um gajo da prisão e da pornografia sabe sempre com o que pode contar, palavras do autor.

Esqueça a profilaxia recomendada e deixe-se contagiar com a escrita cómica e incisiva daquele que é considerado o melhor escritor inglês da actualidade.

Uma leitura com o apoio 
Mais informações do livro, aqui.
Leia as primeiras páginas, aqui.
Martin Amis na Quetzal.







Uma visita sob o Efeito dos Livros - Óbidos, Vila Literária


A nossa singela cobertura fotográfica, pela capacidade e o olhar do nosso Caracol Literário!







Na Livraria do Mercado Biológico



Livraria da Galeria da Arte Moderna


No largo, praça central da Vila, uma Livraria ao ar livre




e mesmo na esquina...




Um deleite para os nossos olhos, 


com o toque final - a exposição fotográfica




A dinâmica das estantes nesta genuína Livraria...



Livraria Santiago



a minha favorita!





Uma visita a Óbidos vale sempre a pena!
E agora com livros ainda mais!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Passatempo Efeito Dos Livros - «O Último Império» de Tiago Moita - Chiado Editora

O mais recente livro lido pelo nosso Caracol Literário -«O Último Império» - com crítica aqui - é agora o nosso mais recente livro a sorteio.


com o apoio da CHIADO EDITORA



Sigam o LINK para acederem ao passatempo também no facebook e divulgarem-no.
Copie o link e partilhe no seu mural, blogue ou outro: http://zip.net/blkjWc

DIVULGUE-O!!!

Regras:
Só uma participação por pessoa - podem participar 1 vez no facebook e 1 vez no blogue.
AS PARTICIPAÇÕES EM DUPLICADO - duas vezes no mesmo local - SERÃO ANULADAS!!!
Gosto e partilha pública (quando a participação for só como fã/facebook)
Ser seguidor (quando a participação for só via blogue)
*Quem é seguidor e fã, a participação vale duas vezes
Sorteamos o livro no random.org entre todos os participantes.
Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
O passatempo é válido até dia 12/07/2013
Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, caso o vencedor queira o envio do livro em correio registado, deverá cobrir as despesas de envio.
Ao fim de apurado o vencedor este tem 7 dias a contar da data de o termos anunciado para nos enviar os dados para onde remeter o livro, findo esse prazo, o vencedor perde o direito ao livro/prémio.

DIVULGUEM AO MÁXIMO - OBRIGADA!!!
Atenção: O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
 

Opinião :: "Jogos Perversos"

Segurem as vossas carteiras e criem espaço na vossa estante porque "Jogos Perversos" é um livro que vos vai arrebatar e criar a necessidade de ler a série toda. "Wicked Lovers" de Shayla Black é uma colecção que vai dar que falar e eu espero que, para mim, dê muito que ler.

(Foto ElsaR)
Saída de Emergência
Chancela: Chá das Cinco
 
» Excerto «

 Opinião:
Eu queria dizer que, comparar este livro às 50 Sombras de Grey é possível mas tem limites. Para começar, fazia uma sugestão. Aquela referência ali no canto superior direito devia ser tipo autocolante, até podia ser de uma cor berrante para chamar atenção (o único objectivo de comparar este com o outro é o de chamar atenção) mas o leitor, depois de o comprar e de o ler, devia ter a oportunidade de "separar as águas" e colocar a série de Shayla Black num canto e o Grey noutro. Até podem ser da mesma família mas apresentam características que os destingem e os tornam especiais.

ATENÇÃO: este livro tem muito sexo e daquele que não agrada a toda a gente (com cenas D/s, BDSM e linguagem "ordinária"). Um VERMELHO vivo com a classificação "ai meu deus que isto é porno" de que já tanto se falou aqui no blog


No entanto, mesmo com esta classificação chamativa (e que nada me choca), este livro tem muita coisa que me agrada: romance, intriga, sexo e humor.
Não são estes os melhores ingredientes para fazer um bolo que faz o tempo passar a correr, as páginas voarem nas mãos de um leitor que não quer mais nada do que passar um bom bocado a ler enquanto se diverte com as loucuras e histórias das personagens? Eu comia uma fatia deste bolo todos os dias!

Shayla Black não se limitou a debitar uma surpreendemente excitante história carregada de cenas tórridas. A autora conseguiu envolver o que já esperávamos, a exploração de uma história a dois, num enredo de mistério, perseguição e mentiras que nos prende até às últimas páginas. 
Além disso, tem personagens fortes, com conteúdo, com medos, com um passado plausível repleto de traições e inseguranças. Especialmente Morgan que finalmente encontra em Jack uma maneira remendar a sua auto-confiança, mesmo que os métodos usados sejam um pouco extremos, vemos a personagem evoluir e reconhecer os "buracos" que tinha na alma (e no corpo).


Confesso que esta série já me conquistou e ainda só li um livro. Assim como os livros que compõem a saga Predadores da Noite de Sherrilyn Kenyon (do qual sou fã e já li tudo o que está editado em inglês), "Jogos Perversos" tem a dinâmica "um casal por livro" o que nos permite apreciar a história que lemos no momento, conhecer personagens novos, rever os antigos e ainda acrescentar mais qualquer coisa ao fio condutor da saga. Se "Wicked Lovers" tem um fio condutor, não sei ainda dizer, mas ao ler a sinopse do segundo livro, verifiquei que a personagem principal é o melhor amigo e sócio de Jack. Vai saber tão bem "rever" Deke!

"Wicked Lovers" é uma óptima aposta da
Saída de Emergência
e eu espero tê-la toda na estante.

E vocês, ficaram curiosos?
Acabei de adicionar um livro à vossa wishlist?

«O Último Império» de Tiago Moita - Chiado Editora

Se ao principio me custou agarrar neste livro devido ao tamanho, depois de o começar a ler foi como se passasse a pertencer ao enredo... não consegui parar de lê-lo.

Tiago Moita leva-nos a passear por terras, cidades, ruas, monumentos e personagens do meu, nosso, querido Portugal!

Muitas das vezes as descrições são tão boas que me levava a querer ir aquele lugar e ver com os meus olhos o que o autor descreve. 
"Repara a fachada do edifício: tem nove janelas, que correspondem aos nove olhos que espreitam o mistério, como indica o poema, Nove, na simbologia maçónica corresponde ao principio da luz divina e é o número dos iniciados profetas. As colunas que vês entre as portas simbolizam os limites do mundo criado; a vida e a morte; o masculino e o feminino." 
Gostaram? E se eu vos disser que a descrição se refere à entrada da estação do Rossio!? 
Digam lá que agora quando passarem por lá, não vão olhar para a fachada de uma outra maneira!?

Quanto à historia, apaixonei-me por todo o enredo, além de ser uma ode a Portugal e ao povo Português é também uma valorização dos nossos feitos e dos nossos antepassados, não esquecendo também a projecção daquilo que o autor acharia que Portugal é capaz para o futuro.

Tiago Moita consegue remasterizar os mais variados temas, como a Maçonaria, a Opus Dei ou o Clube Bilderberg, mixando-os com terapias como o Reiki e ainda explicações que se socorrem da astrologia. Brinda-nos ainda com mitos e lendas do nosso pais, salientando o passado, mas sem esquecer a actualidade, juntando-lhe assim acontecimentos que revelam um escritor atento e dono de uma crítica social perspicaz.

A meu ver, Tiago Moita reforça a importância de acreditarmos em Portugal e na grandiosidade da Nação. Ao ler senti-me ainda mais Português e a querer que as pessoas o sentissem também.

Vejamos «O Último Império» como um diário de acontecimentos da actualidade, onde nos revemos em cenas históricas repetidas e recorrentes. Um povo que não se valoriza, um povo que esta a ser escravizado por políticos e outras forças que definem o que podemos ou não fazer e que nos rouba o pão de cada dia. No entanto, o autor passa uma mensagem de positivismo e de elevação a uma capacidade superior, que rever no povo português e acaba num futuro que ele deseja para todos. Um futuro sem ódio, sem inveja, um futuro onde fossemos todos iguais, onde o homem atingisse um estado pleno, onde a nossa alma ganhasse força e a nossa força fosse elevada para o bem e para o amor.

Não vou contar mais sobre a história pois perderia a graça para quem a queira ler, mas aproveito para salientar algumas partes, pois quando já estava envolvido na trama, o autor brinda-nos com este pequeno deleite:

"Nada é tão absorvente como o prazer de ler um livro num café ou numa esplanada. Deixar-se levar pelo sabor das palavras ou pela essência do enredo: devorar cada capítulo como quem se deixa dominar pela gula ou por uma noite de prazer; desfiar o fio do novelo dum mistério de uma narrativa deixar-se contagiar pela natureza das personagens; desafiar o tempo com o virar de uma página no intervalo de um café ou de uma refeição frugal".

Gostei também de algumas frases que poderíamos usar numa qualquer manifestação dos dias de hoje, deixo-vos com esta:

"Um líder pode mentir ao povo uma vez, não pode é mentir-lhe para sempre" ...

Uma leitura com o apoio da Chiado Editora
Para ler mais sobre o autor: http://zip.net/bykkqL
Para ler a sinopse e adquirir o livro: http://zip.net/bgkkhH


Criticas a cozer... em forno a lenha!!!


and summer too...
that sort of thing takes time!!! 

*

Por isso estão por lançar as críticas aos seguintes livros


Mais informações aqui - uma edição Oficina do Livro


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