segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O meu nome é.... - Alstair Campbell - Bizâncio

Há muitos anos atrás li "Os filhos da droga" de Christiane F. e muitos outros livros sobre o vicio das drogas, mas nunca tinha lido nenhum sobre o alcoolismo, este foi o primeiro e que arranque!!!

Alastair Campbell traz-nos um relato do impacto esmagador do vício do álcool. Um livro que nos leva ás profundezas de um dos maiores vícios da sociedade, um vicio que não é tão badalado, como a "droga", já que por vezes é aceite como um hábito social e de menor impacto.

O álcool é aqui relato como uma droga que envolve milhões e milhões de euros e muitos lobbies por detrás dela. Lobbies esses mantidos por empresas que utilizam programas, concertos, estrelas de cinema, festas etc etc.. para conquistarem desde cedo um público bem jovem, fácil de induzir e claro, fácil de viciar.

Digamos que este livro não é só um relato sobre a vida de alcoolemia de Hannah, mas também um alerta, uma denúncia para este flagelo social. Um consumo degradante e violente que arruína com muitas vidas.

Dentro desse público jovem e facilmente influenciável, encontramos Hannah, uma dessas jovens que se vê num ciclo viciante, de onde é, aparentemente impossível de sair. Desde jovem que se entregou ao álcool e com ele quase tudo o que existe de mal e nefasto, lhe aconteceu, daí ser um relato de uma viagem impressionante.

O livro talvez se torne mais impressionante e intenso por Alastair Campbell ter escolhido este tipo de organização dos episódios e dos relatos. É como uma escalada para tudo o que de pior existe e isso é o que o livro vai espelhando: sexo, roubo, desespero, internamente... são algumas das vivências a que Hannah tem de sobreviver.

Esperança, bondade, amizade, não são esquecidos neste livro, e existe sempre a sensação de que nem tudo no mundo funciona mal. Considero-o um livro que nos leva a balançar entre o ódio e o amor, pois acontece ficarmos com um nó na garganta e com pena de alguma das personagens e logo a seguir com vontade de a detestarmos.

O autor consegue explorar muito bem essa transição e introduzir todas as personagens que de algum modo tiveram influência na vida de Hannah para nos contarem a sua história. É um relato de altos e baixos, essencialmente mais destes últimos, vincando bem a perspectiva violenta e destruidora do mundo do alcoolismo.

Mais informações aqui, no site da BIZÂNCIO


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