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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Opinião "Diário Secreto de Uma Mulher" de Sophie Morgan

Quando comecei a ler este livro não sabia o que esperar, o que me iria fazer continuar a lê-lo mesmo quando, e obviamente que isso aconteceu, não fosse de acordo com as praticas e os sentimentos causados.


“O Diário Secreto de uma mulher” conta a vida de Sophie Morgan e como ela se tornou submissa. O primeiro capítulo permite-nos mergulhar brevemente na sua vida enquanto formamos uma imagem das raízes de Sophie e de como ela cresceu. A própria salvaguarda que as escolhas que fez em nada são causadas por traumas ou dramas familiares.

À medida que a história avança, Sophie faz um relato detalhado das experiências sexuais que a levaram a perceber e entrar no mundo BDSM. No início, os seus encontros foram breves e banais, sendo pontuados por uma ou outra experiência que faziam antever gostos mais elaborados. Só quando conhece Thomas, enquanto estudante universitária, é que Sophie mergulha na cultura e numa relação Dominador/submissa. Visto que partilhavam apenas uma amizade colorida com uma grande confiança e capacidade de comunicação, o tempo que passou com Thomas permitiu que ficasse a conhecer os seus gostos e os seus limites. 
Mas a vida de Sophie não se moldou aos seus caprichos e com mudanças de casa e de trabalho, o afastamento entre ela e Thomas levou-a a perceber que precisava de mais, que futuramente queria encontrar alguém que preenchesse todos os aspectos da sua vida.

Quando Sophie encontra James - um corretor da bolsa bem sucedido (o tal que na sinopse comparam ao Christian Grey), este tem tudo aquilo que ela quer num namorado, mas será que preenche os requisitos na outra faceta privada da vida de Sophie?
Será que Sophie pode ter o melhor dos dois mundos: uma relação a dois e um estilo de vida BDSM? Ou é James que não está pronto para o mundo que ela anseia partilhar com ele?

E agora vamos parar. Até aqui parece um romance muito normal, certo?
E é ,mas também é preciso nos conseguirmos alhear da ideia que isto nos tá a ser contado por quem viveu as cenas que nos são descritas, e acima de tudo, temos de ter capacidade de suportar as descrições detalhadas das coisas que Sophie suportou e pelas quais suspirou. O sentimento de humilhação e frustração alheado ao prazer que sentia durante os actos com qualquer dos parceiros que ela tem no livro são algo que, para mim, me faz torcer o nariz. Ok a Sophie gosta, é isso que lhe dá gozo mas para mim, o livro salva-se pelo relato sincero e pela escrita humorada da autora. Este livro deverá ser encarado como um romance com um foco de 10% em sentimentos e os outros 90% na viagem de auto-descoberta pelo mundo BDSM. Ou será que não o podemos sequer considerar um romance?

Se o aconselho a alguém?
Ora pois, cada um está por sua conta e risco. Eu sou uma curiosa por natureza, nem que seja através das palavras dos outros.
Se esperam um romance à moda das 50 Sombras, escolham outro. Se querem um relato menos fantasiado (acho eu!) das praticas que já lemos em outros títulos, façam favor e fiquem a conhecer a história de Sophie (pseudónimo, claro!)

Agora um extra, a Capa Original
ahha muito twilight oh Sophie!

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