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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Opinião "Sangue Quente" de Isaac Marion


Faz imenso tempo tropecei no filme “Warm Bodies” sem sequer saber que se tratava de uma adaptação de um livro. Detesto Zombies, é a única coisa no panorama sobrenatural que eu não consigo tolerar. Não, não vejo Walking Dead nem coisas semelhantes.
Além de não gostar de zombies, achei todo o conceito um pouco parvo mas, como parva que sou, decidi perder o meu tempo a ver o filme num qualquer final de noite.
Vá-se lá saber como, ADOREI e por vezes, quando estou sem nada para fazer ou não tenho sono, só capaz de abrir o filme, carregar numa cena qualquer e começar a ver, só um bocado, só uma cena, só o filme inteiro pela terceira ou quarta vez.
Sem querer, “Warm Bodies” tornou-se dos meus filmes preferidos na categoria “não digas a ninguém que gostas de ver isto” juntamente como coisas como o Pitch Perfect ou alguma comédia romântica lamechas.
Curiosamente, contentei-me com o filme durante quase 2 anos e o livro, só o comprei muitos meses depois. Tantos que esperei até agora, Agosto de 2015 para o ler. Andava a precisar de ler algo que me fosse familiar, que soubesse à partida que ia gostar. 
A bagagem que levava do livro fez-me gostar imenso do livro mas aprecia-los, o livro e o filme, em separado é a coisa mais acertada a fazer. Confesso que se tivesse visto o filme depois de ter lido o livro ia ficar bem chateada com a adaptação. Falta-lhe tanta….substância! Quando o adaptaram não comeram o cérebro todo da história, falta-lhe o pedaço mais importante, aquele que passa a
mensagem, que nos faz pensar, que nos faz sentir. Sabemos que os pensamentos de R, embora sempre presentes no filme, não podiam ser passados na integra mas acho que a liberdade criativa que tiveram na adaptação tornou a história apelativa à vista mas menos sensível, focada nos problemas da sociedade actual e no que podemos aprender se olharmos um pouco à nossa volta em vez de andarmos a vida inteira com o nariz enfiado no nosso umbigo (ou no telemóvel).

Um ponto interessante. A banda sonora, mesmo no livro, é uma questão muito importante porque acaba por ser um meio de comunicação no contacto inicial entre R e Julie mas tenho de confessar que embora a dita liberdade criativa da adaptação tenha feito mudanças bem grandes, eu continuo a ser mega fã do filme e da sua banda sonora. 
Shoot me!

Boas leituras :D

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