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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Opinião "Eu, o Earl e a Tal Miúda"


"Eu, Earl e a Tal Miuda" prometia ser um culto ao alternativo e Jesse Andrews dá-nos exactamente isso. Uma historia contada de um modo original e descontraído, com Greg Gaines no papel principal e como narrador desta história. 

Começamos por conhecer um miúdo que lutou pelo seu manto seguro de invisibilidade ao falar com todos mas sem se dar a ninguém na selva que é o secundário. Peculiar, estranho e por vezes irritantemente modesto, Greg tem como único amigo o seu parceiro cineasta Earl, com quem realizou incontáveis filmes ao longos dos anos.
Mas a sua pacata vida secreta de cineasta caseiro e o seu anonimato são severamente comprometidos no momento em que alguém de quem nunca foi particularmente chegado fica doente e Greg se vê impelido a ser seu amigo.

No seu jeito constrangedor de quem conta piadas em funerais, Greg acaba por fazer mais parte da vida de Rachel do que pretendia visto que enquanto é sugado pelo vortex da doença dela vê o aparentemente calmo presente se alterar e o seu conturbado futuro tornar-se ainda mais incerto.

Um livro que no início já sabemos que no fim nos vai doer.
Uma história que foge, segundo a minha opinião, aos padrões do que seria esperado no típico "livro com jovem doente que te faz chorar as pedras da calçada e aprender uma lição". Earl sente-se perdido, desconectado com o que o rodeia e Rachel acaba por ser o curto circuito que tudo ir pelos ares.
Mas que impacto tem este evento na vida de Greg? Será uma explosão ou uma implosão?

Esta interessante composição de todas as partes já está adaptada ao grande écran com Thomas Mann, RJ Cyler e Olivia Cooke nos principais papéis.

Infelizmente, "Eu, Earl e a tal Miúda" não estreia em Portugal.
Deixo-vos com o trailer

Uma aposta 

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