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sábado, 31 de janeiro de 2015

Quando os livros se tornam filmes :: Teoria de Tudo /Viagem ao Infinito


Depois de largamente comentado, livro e filme, chegou a nossa oportunidade de assistir e reunir opiniões sobre este "A teoria de tudo" ou "Viagem ao infinito", que retrata de forma biográfica a vida de Jane e Stephen Hawking, debatendo-se com aquele que foi um desafio, esse sim, semelhante ao infinito, a doença e as barreiras físicas a que a mesma condicionou e condenou Stephen Hawking.
Uma filme biográfico que é um tributo à vida, mas cima de tudo à resiliência e ao amor. 


A teoria da Elsa

Vi o trailer do filme mais ou menos no mesmo momento em que soube da existência do livro, aquando do lançamento do mesmo em Portugal pela Marcador.
Fiquei reticente de ver o filme antes de ler o livro, muito mesmo. Como é suposto encaixar 25 anos de casamento, extremamente desafiantes, em apenas 2 horas?
E embora ainda não tenha lido o livro, tenho de vos dizer, está espectacular. Pode ter alterações temporais ou alguns detalhes polidos para a grande tela, mas a adaptação da história contada por Jane Hawking fala-nos de um amor que luta contra um prognóstico desanimador da doença de Stephen, quando os médicos lhe dizem que terá apenas 2 (complicadíssimos) anos de vida.
Contra tudo e todos, incluindo por vezes até a si próprios, Jane e Stephen casam, têm filhos, vivem juntos por mais de duas décadas e Stephen torna-se no famoso e brilhante físico que todos conhecem. O que ficamos a conhecer neste filme é o que se passou no intermédio dos eventos,  entre os dois.
E no filme, os dois, interpretados por Felicity Jones e Eddie Redmayne, estão perfeitos, então Eddie está soberbo. Se esta interpretação de Stephen Hawking não vale um Oscar, não sei o que vale. 

A teoria do Paulo

Um filme sobre um grande Amor, sobre família, aquela que por muitas vezes é o nosso apoio, a nossa base, mas por vezes destrói, por não entender, por não querer, por não ver que está a fazer mal...
Um filme sobre mentes brilhantes, não só a do Stephen Hawking, como a de Jane que à sua maneira consegue estimular, debater-se com o seu marido, ajudar e levar a novas conclusões, uma Jane que se pode considerar uma heroína, uma mulher que mostra bem a força que se pode ter, consegue manter um amor, uma família, uma mente...
Um filme que me fez pensar o que faria numa situação semelhante, que nos faz perguntar, e se agora sem uma data pré estabelecida de fim, como lidaria com uma doença semelhante da minha cara metade? uma pergunta que foi debatida a caminho de casa, onde as respostas variam a cada momento derivado a uma imensidão de probabilidades.
Enfim um grande filme, que nos faz pensar, acreditar.
Quero realçar uma grande interpretação do actor Eddie Redmayne  a meu ver merecedora de Oscar.


A teoria da Cris

A minha teoria é a das sensações, das questões, do amor e da inteligência.
A doença é uma força destruidora e o amor será uma força tão grande que possa torna indestrutível a degradação que a doença provoca? Será o amor capaz de vencer a barreira dos anos como cuidadora, como responsável, como aquela que garante a segurança, a saúde, a continuação do outro!?
Vejo isso para os filhos, mas para o cônjuge e logo em início de vida parece um desafio quase desumano. Não sei se o filme prova o contrário na sua totalidade, mas demonstra que a paixão, a amizade, a cumplicidade e a tenacidade pode mudar o curso até da ciência e das previsões da medicina para uma doença.
A grande questão é o tempo. O tempo para Stephen tinha toda a importância e é o centro do seu universo. Para ela o universo com ele seriam os anos que lhe restassem de vida, de uma vida ainda por construir, por imaginar como seria. O tempo foi o que foi arruinando e consumindo, por dentro, pelo âmago a relação de amor que os unia. Sobrou a dedicação, a amizade, a compaixão, os filhos e acredito que uma admiração enorme pela mente brilhante como físico, como homem das ciências.
Existem inúmeras teorias a discutir com as várias "portas" que este filme abre, mas a dificuldade é avaliar a prática, como em tudo, é a vida do dia a dia, com as pequena coisas e a rotina que constrói ou destrói uma vida. Não sei se me faço entender...

É no seu todo um filme com uma temática complexa, que está filmado de uma forma comum mas cativante, que nos toca e nos sensibiliza. Há uma transformação brutal de Eddie Redmayne, cujo o tempo todo do filme eu passei a penar de "onde era ele" e é da mini série "Os Pilares da Terra", que se revela numa interpretação brilhante e impactante, com uma expressão no olhar que revela tanto. A interpretação de Felicity Jones está igualmente muito boa pela força e tenacidade que consegue transparecer, mas também fragilidade e exaustão quando a vida a isso conduz.


Os dias de Davanzati - Opinião



Com o título original "Basura" ou lixo, este romance meio puzzle, meio manta de retalhos, faz do livro de Faciolince uma colecção de rascunhos que bem poderia dar origem a um outro título, como encontramos no próprio livro, quando a certa parte há a referência a "O anotador de incoerências", o que a mim que pareceu brilhante.

Davanzati, vizinho e anteriormente escritor, confunde-se muitas vezes com o narrador, por vezes jornalista, mas maioritariamente solitário e pesquisador na vida alheia... não sei se me faço entender.
Basicamente o narrador, combatendo a sua própria solidão, ocupa os seus tempos com o tempo morto de um vizinho.
Mas, teremos algum de nós, um vizinho tão peculiar e interessante que nos leve a intrometer na sua vida e mais ainda no seu lixo!? E se descobríssemos que outrora foi um alguém de renome?!?

«eu sei perfeitamente que, quando um escritor se desprende de algum papel, não o faz para alguém o resgatar ou ler a seguir, pelo contrário, fá-lo para que ninguém, jamais, o leia»

Este livro é uma matrioska, de palavras, de textos, de sensações e de vidas, todas dentro da mesma. É um livro com pedaços de outros livros, rascunhos, esboços, tentativas de romances, contos... enredos inacabados... outros porém, mais valia não terem sido terminados, tal é a divagação e falta de nexo.

A estrutura é realmente viciante, bem como a própria intromissão e quase espionagem nos hábitos de vida alheia. Somos presos a essa expiação e esperamos ansiosamente para saber mais da vida do outro. A mim conquistou-me por completo com as primeiras passagens, os primeiros "roubos" do lixo alheio e a dúvida que tal levanta.

"De quem é o lixo? Tem dono, o lixo? Deitar uma coisa fora é o mesmo que oferecê-la? Fazia a mim próprio estas perguntas numa tentativa de me justificar."

O livro levanta muitas outras questões intemporais e existenciais e tem passagens brilhantes.

"(...) não emito nenhum pedido de auxílio, não pretendo que ninguém me socorra, não tenho fome de olhos que me salvem e me leiam, sou, simplesmente, um náufrago, e relato a mim mesmo que morro de sede enquanto morro de sede."

Há um constante tom de derrota e de anúncio do fim de vida, mas ao mesmo tempo há todo um resgate que dá esperança. É como se o tom de coscuvilhice que o narrador lança, fosse, até certo ponto, uma esperança de salvação para Dazanvati, no entanto, o fim aproxima-se e vislumbramos mais, constatamos que a mera observação e intromissão não nos revelam dados suficientes para conhecermos e avaliarmos... julgarmos o outro e aí há todo mudar de rumo, que traz um novo olhar ao romance.

"Ter-lhe-ia dito, talvez, que a prosa reflexiva dele possuía, por vezes, uma cândida angústia que me agradava, e ter-lhe-ia pedido que desistisse de uma vez por todas de contar histórias, e já que era completamente incapaz de inventar enredos imaginários, que se dedicasse a pensar e a glosar a sua própria vida."

Julgo que a mensagem que o livro passa é superior à peculiar estrutura do enredo e do próprio livro organizado dentro de rascunhos de potenciais outros livros. Enfim, vidas dentro de vidas, que se enredam, que se assemelham... a vida como ela é. Até com os devaneios e loucuras que todos temos e por vezes tentamos esconder.

Confesso que as divagações iniciais foram o primeiro traço de beleza que me conquistou e me prendeu ao livro. Diria que no seu todo é excelente, mas não o acho, pois a meio, parece-me que o autor claudicou um pouco, exagerando a divagação do próprio Davazanti, ainda assim, entre as páginas 158 e 164 está um conto dentro de outro conto com um livro também lá metido que é delicioso.

Há uma frase, mesmo na recta final, que transcrita aqui, quebraria parte do feitiço do livro, mas que revela toda a essência do que Faciolince aqui traz para ao leitor.
Um livro a ler, sem dúvida.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resultado passatempo "Eleanor & Park"

E no dia em que a leitura de Eleanor & Park começa, confirmamos quem foi o/a sortudo/a a receber em casa um exemplar da mais recente novidade da Saída de Emergência.


Um passatempo que foi um sucesso!!!
OBRIGADA A TODOS.
*
Nº de Participações: 2115

Participação vencedora - Nº  1914
MARIA SANTOS

A vencedora já foi notificada por e-mail.

*
Leiam um excerto do livro


Boas leituras e boa sorte para os próximos passatempos.

Comecei a ler...

Pára tudo!
Vou começar a ler "Eleanor & Park". Por isso vou fechar a loja nos próximos dias, colocar um sinal "estou a ler, não me incomodem".
Depois apanhem os bocados que sobrarem de mim porque sei que vou adorar esta história.


Dois inadaptados. Um amor extraordinário.
Eleanor é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo gorda e ruiva, e com a sua forma esquisita de se vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos. 

Park é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado na música através dos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa por ser diferente quando Park acede a que Eleanor se sente ao lado dele no autocarro da escola. A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco começam por se envolver numa genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor nasce. Porque o amor é um superpoder.

E este será mais um livro que me vai dar música. Entre umas que me são familiares e outras de que nunca ouvi falar, Eleanor & Park tem uma óptima banda sonora.

http://www.saidadeemergencia.com/produto/lit-contemporanea/eleanor-e-park/+

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Novidades Planeta :: "O Homem do Puzzle"

O romance de estreia de Fausta Cardoso Pereira - "O Homem do Puzzle", autora que deu os primeiros passos na escrita com «Bom Caminho». lido e divulgado aqui

Reconhecida como um talento literário surpreendente, uma prosa profunda e inteligente e que se devora de forma imparável.



Uma fábula sobre a paralisação e a mudança, a dificuldade de agir e a importância fundamental de não perdermos um horizonte de liberdade, contada por uma ficcionista que se revela numa escrita clara e num olhar acutilante sobre o mundo e a matéria humana, triste e alegre, que o constrói.
Diz-se que basta pôr um pauzinho na engrenagem para fazer descarrilar todo um sistema. Tirar um pauzinho pode ter o mesmo efeito.
Estaremos prontos, no momento certo, para dar o salto, abrir a porta e fugir das prisões que construímos?

Nós estamos prontos para agir e perceber que puzzle compôs a autora para nos falar de mudança, liberdade e da importância de não perder o foco.
E vocês?

Para ler mais sobre o livro, vejam aqui.

*

Sobre a autora:
Fausta Cardoso Pereira nasceu em 1977, em Lisboa. Estudou Publicidade, Marketing, Comunicação Social e Sustentabilidade.
Trabalhou como criativa copywriter, fez produção de cinema de animação e gestão de projectos na área da responsabilidade social. Alguns dos seus projectos foram premiados no Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho e pela Confederação Portuguesa de Voluntariado.
É autora de Bom Caminho, um relato na primeira pessoa da experiência transformadora do Caminho Português de Santiago, publicado pela Planeta.



Novidade A Esfera dos Livros :: "O Monstro de Monsanto"

Pedro Jardim, chefe de polícia com experiência em investigação criminal, traz-nos no seu romance de estreia um thriller empolgante e arrebatador que nos prende até à última página. 
Pode haver um monstro em qualquer um de nós...
e digam lá que a capa não vos dá um arrepiozinho?

Sinopse
Uma rapariga encontrada morta na floresta de Monsanto. Um delicado vestido azul a cobrir o corpo. O cabelo cuidadosamente penteado. Uma máscara de papel branco com um poema de Florbela Espanca sobre o rosto. É este o cenário que Isabel Lage, inspetora da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária, encontra no local do crime.

A primeira vítima de um serial killer que não deixa pistas, que habilmente se move pela floresta e que parece conhecer todos os passos da polícia. Isabel está apostada em resolver este mistério e fazer justiça em nome das mulheres que morrem às mãos de um assassino frio e calculista. Mas todas as pistas levam a João, o seu antigo companheiro de patrulha, e com quem partilhou mais do que aventuras profissionais.


Sigam a página do livro no Facebook

Pedro Jardim, licenciado em Sociologia, é chefe de Polícia desde 2006, depois do ingresso na PSP em 1998. Além das funções que exerce, detém também experiência em investigação criminal, com curso de especialização em 2003. A paixão pela literatura fez com que aprofundasse os seus conhecimentos e levou-o a estudar escrita criativa com João Tordo. Vencedor do prémio Mais Literatura 2013, pela revista Mais Alentejo, publicou a sua primeira obra, As Crónicas do Avô Chico, em 2011 e A Senhora da Tapada, no ano seguinte.
O seu mais recente romance chega dia 13 de Fevereiro.

"O Monstro de Monsanto" é uma novidade

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Comecei a ler...

 No dia que se assinala 70 anos sobre a libertação dos presos no campo de Auschwitz, iniciei a leitura de "28 dias", uma das novidades Planeta para o mês de Janeiro.

David Safier arrancou sorrisos de milhões de leitores em todo o mundo com Maldito Karma. Agora leva-o ao limite da emoção com um grande romance, sobre o amor e a coragem, passada num dos episódios humanos mais esmagadores da História.Varsóvia, 1943. Mira, uma jovem de 16 anos, sobrevive graças ao contrabando de alimentos no gueto onde os nazis aprisionaram os judeus. O seu único objectivo é o de proteger a mãe e a irmã mais nova. Quando os habitantes do gueto começam a ser deportados para os campos de concentração, Mira junta-se à Resistência.  

Uma novidade

Auschwitz - 70 anos depois da libertação

Faz hoje 70 anos, foram libertados os prisioneiros do maior campo de concentração nazi, Auschwitz-Birkenau. São muitos os horrores passados não só neste campo, como noutros semelhantes.
Para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto sugerimos a leitura de alguns livros que nos marcaram, quer sobre Auschwitz quer sobre a 2º Guerra e o Holocausto.


Sinopse 
Opinião

«O Caderno do meu avô Heinrich»
«O Rapaz do caixote de madeira»
Opinião 

 Sinopse
Opinião

E vocês, qual o livro que vos marcou?

Colorir para aliviar o stress :)

Por aqui já temos um exemplar de "Mandalas e Outros Desenhos Budistas para Colorir"
Os desenho são lindos! O livro tem um elefante que fez as delícias da metade colorida mas sabem qual é o elemento mais interessante? Este é um livro de capa dura :) Um livro de colorir para adultos.

E o que se fez ontem ao final do dia para aliviar o stress de uma segunda-feira complicada no trabalho?
Ora...pintou-se!


Stress de uma segunda-feira chata
RESOLVIDO!! 

"Mandalas e Outros Desenhos Budistas para Colorir" é uma das novidades Planeta para o mês de janeiro

Novidades Topseller (para Fevereiro) :: Vou Amar-te para Sempre

Aqui metade colorida tem sempre o radar ligar para este género :)
Quem já leu o primeiro, "Uma Semana Para te Amar"?
Ainda não tive oportunidade de ler o primeiro mas as reviews são muito boas :)
Por isso, a Topseller já previsto para Fevereiro o lançamento do segundo livro, "Vou amar-te para sempre"

Perder. Tudo na minha vida se resume a esta palavra doentia. O meu treinador culpa-me por termos perdido os jogos decisivos da temporada. E o resto da equipa também. Passei os últimos dois meses completamente perdido e fechado sobre o meu desespero, como um autêntico fracassado. E perdi a minha namorada, Fable, a única rapariga que alguma vez mexeu comigo, por não me achar suficientemente bom para ela e por não querer magoá-la.

Agora sei que deixá-la foi um erro e, ao ser cobarde, fui eu quem mais perdeu. Mas, mesmo que ela finja que está tudo bem e que seguiu com a sua vida, sei que ainda pensa em mim. Conheço-a demasiado bem. Raios! Ela é tão frágil que tudo o que eu mais quero é estar por perto para protegê-la, para abraçá-la, para amá-la.

Só preciso que ela me dê mais uma oportunidade. Estamos perdidos, um sem o outro, mas eu sei que juntos podemos viver um amor incomparável, para sempre.


Monica Murphy é uma aposta

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

VOGAIS lança a história real de Hannah, um relato de amor por Mary MacCracken


UMA CRIANÇA CHAMADA AMOR

Sinopse:

Mary MacCracken, professora especializada em distúrbios de aprendizagem, colocava sérias reservas em receber na sua sala uma nova aluna, Hannah, de 8 anos. Os três rapazes de que se ocupava estavam a fazer progressos assinaláveis e a vinda de Hannah, considerada imensamente problemática, poderia deitar por terra todos esses avanços.

Nas duas primeiras semanas, Hannah refugiou-se num armário, recusando-se a sair. Os seus berros constantes compunham um quadro com os piores sintomas que Mary alguma vez vira.

Como poderia a professora ajudar uma criança habituada a ser tratada como um animal, enclausurada na própria casa e espancada pelo pai e o irmão? O que poderia dizer e o que haveria de fazer para ajudar aquela menina perdida?

Reconhecendo a enorme força interior que habitava no fundo de Hannah, Mary dedicou todo o seu amor, paciência e engenho a uma longa e incrível viagem de recuperação que encetou com a sua aluna.




Sobre a autora:

Mary MacCraken foi uma das mais notáveis professoras de crianças com problemas comportamentais e de desenvolvimento. Começou a trabalhar na área da educação especial como voluntária numa escola de New Jersey, nos EUA, no final da década de 60 do século passado.
Escreveu depois quatro livros sobre as suas experiências com crianças consideradas autistas e psicóticas, que inspiraram e comoveram muitos milhares de educadores e de leitores em todo o mundo: A Circle of Children, Lovey: A Very Special Child, City Kid, Turnabout Children e The Lost Children (Ed. Vogais). Através das suas excecionais qualidades de educadora, Mary MacCracken conseguiu estabelecer relações fortes com as crianças mais problemáticas.Dedicou a sua vida a trabalhar com crianças que ela considerava únicas e não diferentes das outras, ajudando de forma inestimável a comunidade de pais e educadores de rapazes e raparigas com estas caraterísticas.



Novidades Topseller : "A Cada Dia" de David Levithan

Um livro com selo de aprovação John Green?
Para mim fica logo no radar de leitura.
E para vocês?


«A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga. A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida: Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.

Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.»


Gostei da nota sobre o autor
:)
Ainda andava David Levithan na pré-primária quando a sua professora, sem dúvidas, disse aos pais de David que este era homossexual. «It was my teacher who said so. It was right there on my kindergarten report card: Paul is definitely gay and has very good sense of self.»

Com uma sexualidade bem definida, e o sonho de fazer da escrita a sua profissão, David Levithan eternizou de forma perfeita a sua personalidade e o seu sonho no seu primeiro livro “Boy Meet Boy”.

«Books are a wonderful signifier and a perfect conversation starter. With my novel 'Boy Meets Boy,' I've seen it work both ways: I've had kids who've left their copies around for parents to find, as a way of 'coming out' to them. And I've had parents who've left their copies around for kids to find, so the kids would know they were supported and loved.».

Doze anos volvidos, o autor bestseller David Levithan conta já com quase duas dezenas de livros editados e, pelo meio, algumas obras escritas a duas mãos com autores bem conhecidos como John Green. "A Cada Dia", um dos seus romances mais aclamados e nomeado para diversos prémios, chega no dia 29 de janeiro às livrarias nacionais.

«Quando comecei a escrever ‘A Cada Dia’ havia duas questões para as quais eu procurava resposta. Primeiro, como seria uma pessoa crescer sem ter um género, raça, orientação sexual, pais, amigos, e tudo aquilo que sentimos que nos define. Segundo, como seria estar apaixonado por alguém que se transforma noutra pessoa todos os dias. Seria isso possível? Decidi, então, escrever um livro para descobrir quais seriam as respostas.»

Uma novidade

domingo, 25 de janeiro de 2015

Opinião "Entre o Agora e o Sempre"

“Suponho que, às vezes as melhores recordações são feitas nos lugares mais improváveis, outra prova que a espontaneidade é mais gratificante do que uma vida meticulosamente planeada”



Quem leu a minha opinião sobre o primeiro livro sabe que este figura na minha lista de preferidos e que estava mais que ansiosa para ler a continuação, especialmente depois daquele fim que nos aperta o coração e de ter passado toda a leitura com um sorriso na cara pelas atitudes de Andrew e as loucuras que vive com Camryn.
Quem ainda não leu o primeiro faça o favor de fechar esta janela e de o ir comprar. Não aceito cá queixas de spoilers! Na realidade, é quase um crime estar a ler isto se não leram o primeiro.

Em “Entre o agora o sempre” o casal recompõe-se do grande susto que os abalou no final do outro livro. Pouco e pouco, os primeiros passos numa nova fase começam a ser dados mas essa nova etapa é delicada e o que nunca queremos que aconteça acaba por assombrar a vida do casal, em especial de Camryn que se culpa pelo sucedido (isto escrever sem spoilers é uma loucura!)
Destroçada pela perda, Cam isola-se atrás de um sorriso fácil e um encolher de ombros que gradualmente a leva ao limite, a um momento de fraqueza.
E o que os salvou no primeiro livro? O que os tornou na dupla Andrew & Camryn? A estrada e a existência um do outro.
Reavivar o que os uniu enquanto fazem da música o seu curativo e se encaminham para sul em busca do tempo mais quente é tudo o que precisam para iniciar esta longa jornada. Andrew e Camryn estão mais maduros, um pouco mais apreensivos pelas partidas que a vida lhes tem pregado mas continuam decididos em se amar, em cantar juntos e em viver na estrada até estarem prontos a tomar as decisões que qualquer casal tem de tomar um dia.
É tão bom voltar a vê-los na sua essência mas inevitavelmente a vida um dia tem de estabilizar, ser semeada e ganhar algumas raízes. Interessante é ver que mesmo enquanto o fazem, enquanto se tornam "adultos" nunca perdem o que os torna especiais.

Curiosamente dei comigo a concordar com estes dois numa certa altura em que Andrew e Cameryn dizem que tentar reviver um momento pode destruir a memória que temos dele. E depois? O que nos resta?
Do 1º livro tenho memórias muitos boas e quanto tentei reviver as sensações com este “Entre o Agora e o Sempre” o tiro saiu um pouco ao lado, não me deixou tão presa como com o outro É bom mas não há amor como o primeiro e “Entre o agora e o nunca” é qualquer coisinha de espectacular. Aqui temos uma sucessão de acontecimentos que os obriga a amadurecer mas que mesmo assim não lhes tira a magia nem aquela ligação especial que forjaram no primeiro. De facto este casal continua a apaixonar-nos, a mostrar que aquela pessoa, a tal, pode estar no lugar mais improvável mas quando o encontramos, bate no 20 a tudo e tem tanta capacidade para nos levar ao limite da vida, da liberdade, da felicidade como de apanhar os pedaços que se espalham quando nos desmoronamos. Andrew e Cam estão sempre lá um para o outro, na saúde, na doença, na vida, na morte, no presente e no futuro que lhes restar.
E no fim, oh no fim queríamos mais, só mais um bocadinho. Custa-nos deixar ir um amor tão bom :) E o quanto eu pagava para ver aquela tatuagem!!

Sem dúvida, J. A Redmerski fica no meu radar. Quem consegue trazer até nós um Andrew e uma Camryn, entralaçados numa combinação explosiva de romance, música, fatalidades e boa disposição é sem dúvida uma autora que fica no radar. Sei que se algum dos seus livros for publicado em Portugal, entrará automaticamente para a minha wishlist.

Até lá, fica uma música da minha playlist, aquela que desde que fiquei a conhecer no primeiro livro nunca mais saiu da minha lista, aquela que de vez em quando toca por aqui. Cada vez que a oiço lembro-me deste livro, destes dois e especialmente, de Andrew.
Claro que desde que conheci estes dois também consumo The Civil Wars, o que eles gostam de cantar juntos.



Boas leituras e sejam loucos, sff!!

Oh e relembro a minha opinião ao primeiro

Aquisições à Biblioteca

Ora aqui estão as primeiras compras de 2015.

Para mim

para a biblioteca do mini leitor

;)
E vocês, o que já compraram este ano?

Resultado Passatempo "Entre o Agora e o Sempre"

Ui demorou! 
Finalmente temos o nome vencedor que vai ter o prazer de receber em casa o segundo livro da magnífica história de Andrew e Camryn.
PARABÉNS!


Nº de Participações:
1458
Participação vencedora - Nº 797
Joana Constança Passão (facebook: joana p)

Relembro a nossa opinião ao primeiro livro:)
Leiam um excerto do segundo livro
A opinião será lançada amanhã. Quem já o leu?

Boas leituras e boa sorte para os próximos passatempos.

Novidades Bertrand :: "Aquele instante de felicidade"


«O amor é feito de coisas estúpidas, daquelas coisas que não fazem sentido, que talvez façam sorrir ou abanar a cabeça, mas que, naquele momento, se tornam lindíssimas. O amor são aquelas mensagens que não querem dizer nada, mas que se tornam uma obsessão quando começam a faltar. Se estivéssemos todos apaixonados, este mundo seria lindíssimo. 

Que parvoíces que estou para aqui a dizer.
O amor torna-nos parvos mas bonitos, a falta dele torna-nos idiotas e destrutivos.»



Nico está a passar por um mau bocado. Desde a morte do pai que tem de cuidar da família, que parece ter perdido o norte. A mãe mergulhou numa depressão profunda, uma das irmãs troca de namorado como quem troca de camisa e a outra, com um filho de três anos, reatou com um namorado intratável. Tem de manter dois empregos: um no quiosque da família e outro numa agência imobiliária, e faz todos os possíveis para arranjar tempo para estar com a namorada, que adora. Ou fazia… porque, praticamente sem qualquer explicação, a namorada deixa-o.
Desconsolado, Nico procura o apoio do seu melhor amigo, o estouvado Ciccio, que tem sempre, pelo menos, duas namoradas e mais uma série de namoricos em andamento.
Um dia, por completo acaso, conhecem duas jovens americanas, de férias em Roma. Para Ciccio, é mais um desafio de sedução, e para Nico a maneira perfeita de esquecer a namorada e todos os seus problemas. Mas o que começa como um leve flirt de férias ameaça vir a ser um verdadeiro caso de amor…

Uma novidade
Federico Moccia é autor de muitos livros que já conquistaram os portugueses. Por aqui ainda só lemos Amor 14. Alguns dos seus outros livros, "Três Metros Acima do Céu" e "Quero-te Muito" já foram adaptados ao cinema. Por aqui, já os vimos e por ai?

sábado, 24 de janeiro de 2015

Passatempo "Adivinha quem sou" de Megan Maxwell

Depois de "Pede-me o que quiseres" e "Surpreende-me" as fãs de Megan Maxwell têm a oportunidade de conhecer a história de Yanira e Dylan en "Adivinha quem sou".
E claro que o Efeito dos Livros, em parceria com a Planeta, não iria perder a oportunidade de vos oferecer um exemplar.
Preparados para desfrutar de mais uma história caliente?
Leiam a nossa opinião e participem.

Boa sorte!!

O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 31/01/2015

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, basta voltar a preencher o formulário.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores. 
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, seja o envio feito por nós ou editora.

NOTA:
- Façam partilha do passatempo - SEMPRE PÚBLICA, os links serão contabilizados como participação, basta deixar o link que contará como participação extra. Obrigada!


UM PASSATEMPO COM O APOIO



Opinião "Adivinha quem sou"

Plano A: Concentrar-me na música e não me apaixonar.
Plano B: Desfrutar e viver sem arrependimentos
Plano C: Perder-me de amores por um moreno misterioso e que não quer nada comigo.

Parece-me que para Yanira, a senhora do planos A B C, devia existir a opção “Todas as anteriores!”, já que para ela todos estes planos são viáveis e atropelam-se para acontecer no espaço de tempo que decorre "Adivinha quem sou"


Conhecemos Yanira, uma jovem cantora, na sua terra natal, Tenerife. Decidida em desfrutar o melhor da vida e deixar os sentimentos para as músicas românticas que gosta de cantar, decidiu deixar de lado o amor quando um turista a deixou de coração partido.
Iniciada nos gostos já anteriormente conhecidos das personagens das histórias de Megan Maxwell, Yanira vive a sua liberdade de mulher solteira e decidida em pleno. Se quer, vai atrás e toma de assalto o seu alvo. O que não esperava encontrar ao embarcar numa aventura pelo Mediterrâneo era um misterioso moreno da manutenção do navio que a intriga em igual medida que a ignora.
Mas quando Yanira marca o seu alvo, não descansa até atingir o seu objectivo.
E para quem tem saudades de Judith Flores (Pede-me o que quiseres), venham conhecer Yanira!
Mordaz, sarcástica, inconveniente, apaixonada, senhora do seu nariz, não deixa por dizer o que lhe vai na cabeça e é graças a isso, e à sua bela voz, que a aproximação de Dylan, o tal homem mistério, é inevitável.
Entre uma série de mal entendidos e momentos escaldantesm Dylan e Yanira envolvem-se, num trato físico quase sem se aperceberem que estão a abrir a porta a algo mais.

Por que na realidade, o que sabem um sobre o outro? 
Que gostam um do outro? Que se desejam? Que quando dançam o mundo deixa de existir à sua volta?
Que relação se pode esperar entre alguém que jurou não se apaixonar e outro que foge da sua própria vida e identidade?

E é aqui, é aqui que eu sinto uma quebra, como se fosse uma divisão na história. Se me for possível lançar ideias parvas, quase que diria que este livro tinha sido iniciado numa era pré-pede-me o que quiseres e que a segunda parte, tinha sido escrita já depois da trilogia. Embora neste primeira fase se saiba em pleno ser algo escrito pela Megan, no momento em que eles arrancam com destino a Porto Rico é como se a escrita me fosse mais familiar do que na parte inicial no barco.
Mas talvez seja só impressão minha, a verdade é que do meio para a frente a história ganha um ritmo alucinante, com um cunho Megan Maxwell na receita “vamos lá gerar drama”. Inicia-se o combate em terras porto riquenhas com a família dele, mas especificamente o pai, muito ao género Judith Flores e conhecemos um lado de Yanira mais ao nosso gosto. Os acontecimentos em Villa Melodia fizeram-me gostar imenso de “Adivinha quem sou” mas não tanto como gostei da história de Judith e Eric ou Bjorn e Melanie, especialmente estes últimos.
Mas tem um final impróprios para cardíacos !! Oh Megan, quantas leitoras meteste nas urgências?

AGORA, depois daquele final, resta-nos esperar (não muito) pelo segundo e último livro desta duologia.


"O melhor plano é improvisar"
Gosto!
Que venha "Adivinha quem sou esta noite" já em Fevereiro :)

Boas leituras :)

Deixo-vos a opinião à trilogia Pede-me o que quiseres
 
entrevista com a Megan Maxwell e a opinião a Surpreende-me, a "continuação" da trilogia



Uma autora que nos chega pela mão da