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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Opinião "Eu Estive Aqui" de Gayle Forman

Quantos de nós temos amigos de longa data? 
Com sorte, quase todos temos pelo menos um ou dois.
Quantos de nós podem dizer que, aquela pessoa que tem estado na nossa vida nos últimos 10 ou 20 anos, nos é inteiramente conhecida? 
Até que ponto conhecemos bem os nossos melhores amigos?

Este é o pensamento que assombra Cody.
Conhece-mo-la após a morte da sua melhor amiga Meg. Depois de uns meses a viver longe de casa, no primeiro ano de faculdade, Meg decide acabar com a sua vida de uma maneira fria e planeada ao mais ínfimo detalhe. À família e amigos deixou um bilhete de despedida. À família e aos amigos deixou uma dor profunda e uma incompreensão dos motivos que a levaram a esse fim, especialmente à sua melhor amiga Cody, que a via como a sua outra metade, por tão próximas que foram a vida toda.

Mas a questão é, até que ponto conhecemos bem todos os aspectos das pessoas que nos são próximas?
Quantos de nós conseguimos descortinar o que se passa na cabeça delas?
Será que elas conseguem perceber o que se passa na nossa cabeça pelas palavras que não dizemos e pelas acções que não fazemos ?

É neste "Eu Estive Aqui" que embarcamos no dia a dia de Cody, que ficou para trás na vilazinha que a conheceu toda a sua vida e que agora quer dar sentido à partida da amiga.
Partimos numa busca pela pessoa que Meg era, pelo que se tornou com a mudança para a faculdade, pelos segredos encerrados no seu passado e pelo que despoletou a decisão para se encaminhar para o fim.
Partimos igualmente por uma viagem à mente de Cody, à sua história e pela sua incapacidade de se perdoar por achar que devia ter reparado no sofrimento da amiga.

"Tiveste um monte de pedragulhos, mas limpaste-os e fizeste com eles um colar. A Meg tinha joias, e matou-se com elas"

Embarquei na leitura sem expectativas. Gostei de todos os outros livros que li de Gayle Forman mas a temática deste livro fez-me entrar meio a medo, meio de braços abertos para que o me fosse oferecido. Para quem ainda não sabe, este livro fala e descreve um suicídio e até me deu muita informação que eu, inocentemente, desconhecia.
Em suma, não sabia o que esperar deste livro. Sabia que entre encontrar respostas e começar a sarar as feridas, alguma coisa iria acontecer mas sinto que algo ficou a faltar, especialmente à dinâmica do dueto Meg e Cody.
O quão próximas eram realmente?
Será que a sua amizade ainda era assim tão forte nesta idade, como fora quando eram mais novas?
Sinto essa ligação em falta, de resto, com um principio, meio e fim, "Eu estive aqui" é um ciclo de culpa e obsessão que se prevê infinito mas que, no final, tem uma aberta para uma planície de perdão e calma, porque tudo passa, tudo um dia passará.

Fica o booktrailer que encontrei online e que caracteriza muito bem este último livro da autora.

Que venha o próximo livro da Gayle. Para quando o Leave Me?

"Eu estive aqui" é uma novidade

Para mais informações visitem o site Editorial Presença

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