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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Opinião "A Coroa" - Último livro d'A Seleção


Depois de devorar de rajada cada um dos livros correspondentes à Seleção do Principe Maxon, não foi de ânimo leve que fiquei a conhecer a continuação da história, 20 anos depois com a sua filha Eadlyn. A miúda não me entrou nos estreitos! Vocês leram a minha opinião ao "A Herdeira". Eu tentei ver o ponto de vista dela mas como disse, fiquei com mixed feelings. Honestamente, não diria que ela tinha sido produto da união de Maxon e América.
E depois, os miúdos que foram selecionados para o seu processo de seleção simplesmente não me ficavam na memória. No entanto, o final do quarto livro deixou-me bastante curiosa para saber o que se passava a seguir, quer devido a eventos com a família real, quer para saber quem é que no final a Princesa iria escolher para estar ao seu lado quando assumisse o seu papel de Rainha. 

Dividida entre o trabalho que dá assumir o lugar do pai e a necessidade de restaurar a confiança do povo na realeza, Eadlyn tem ainda de tomar uma decisão sobre quem sairá vencedor e dono do seu coração, corpo e alma no final da seleção. Pressionada para acelerar o processo, as dúvidas são muitas mas as reviravoltas, umas mais esperadas que outras, acabam por colocar em movimento um desfecho que nos faz sorrir e pensar que afinal havia maneira de salvar a miúda que fiquei a conhecer no livro anterior.

"Amor. Tal como as roupas, tinha percebido que se tratava de algo que não servia exatamente da mesma maneira a duas pessoas diferentes. Ainda não sabia o que essa palavra significava para mim, mas sentia que, mais cedo ou mais tarde, ficaria totalmente definida. Tudo o que restava era saber se eu poderia ficar satisfeita com a definição."

Definitivamente este "A Coroa" foi mais ao meu gosto e embora tenha ali uma ou outra coisa que me fez revirar os olhos, tenho de admitir que gostei bastante do final. Posso até dizer que assim "sim, esta princesa/futura rainha é filha da mãe" e do pai também.
Por vezes é muito difícil ler uma continuação de uma história que gostámos muito e que por nós tinha terminado lá atrás, no terceiro livro. Temos receio que não façam jus à personagem que tanto adorámos, que a história que se segue seja sem sentido ou só para "encher chouriços". Curiosamente acho que foi importante rever as personagens d'A Seleção e conhece-las no seu papel adulto. Acima de tudo foi bom ficar a conhecer os filhos de Maxon e America, assim como dos outros. 

Continuo a dizer que isto dava uma série muito fixe mas com tantas que existem por aí, será que vingava?
Eu cá posso dizer que adorei ler A Seleção.
E continuo a dizer que é ao início era a versão palaciana do Hunger Games :P

Relembro a opinião aos restantes livros da série

"A Herdeira"

Uma aposta

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Opinião "Amor com travo agridoce"

Quando li a sinopse de "Amor com travo agridoce" pensei "opah isto vai dar pano para mangas".
Uma amante de lingerie e entusiasta boleira embeiça-se por um top Chef de cozinha com fama de rufia.
Que mais posso dizer? 
Estavam ali todos os ingredientes para uma suculenta sobremesa, daquelas de lamber colher, dedos e prato. Mas à semelhança do que já me aconteceu tantas vezes, faltou fermento ou aquele ingrediente chave que torna o bom em extraordinário


  Conhecemos Daisy no dia a dia entre casa, cuja a renda luta por pagar, e a loja de lingerie vintage na qual trabalha. O seu grande sonho era conseguir publicar o livro que passou os últimos dois anos a preparar mas o vasto conhecimento sobre lingerie não vai fazer de Daisy uma autora publicada. No entanto, a sua "Big break" é capaz de estar para breve, ou assim prevê o seu agente literário que a manda, à semelhança do que deve acontecer com muita gente que leva o seu projecto ao mundo editorial, apimentar um pouco as coisas, criar uma história que incorpore os seus conhecimentos, as suas paixões e um ingrediente secreto.
Por entre bolos e ideias, Daisy decide ser arisca e aceitar um convite que não lhe era destinado, colocando no seu caminho o conhecido e controverso Michael Amiel, um cozinheiro francês que tem tanto de interessante como de cliché.
Entre uma carreira que já teve melhores dias, uma mudança para a capital inglesa e uma namorada que o leva a tribunal, Amiel tem as mãos cheias e parece resolver isso com confusão e copos, chegando até a ser salvo por Daisy numa ou outra ocasião.

E é num momento espontâneo entre ambos que a grande ideia surge na cabeça de Daisy e Lucy Lovecake começa a ganhar forma. Uma personagem bem feminina que dá concelhos sobre encontros, lingerie e receitas mas que até à data de lançamento terá de se manter secreta. E uma vez colocado o bolo no forno, não se pode espreitar ou tudo corre o risco de ruir.
Poderá o segredo do seu projecto, concorrente (de certo modo) com o de Amiel, arruinar as possibilidades entre eles?
Estará Daisy preparada para açambarcar todas as atenções que inevitavelmente o seu livro lhe trará?
Haverá volta a dar uma vez que o mal esteja feito?
Ficará a sobremesa empapada ou seca, sem graça?

Como disse, "Amor com travo agridoce" tinha todos os ingredientes para ser super saboroso. A personagem amorosa, o bad boy com um lado soft (e que sabe cozinhar!), a sedução pelo estômago, a possibilidade de descrições entre rendas e sedas sensuais, a competição pelo coração de Daisy, a melhor amiga que ajuda e precisa ser ajudada, o ex ranhoso, epah....TANTA COISA.
Mas...por mais que tenha gostado do fim e de dois ou três pontos, não fiquei inteiramente satisfeita.
Será que estou a ficar menos susceptível a romances? 
Acho que os policiais e thrillers estão a conseguir virar-me o miolo.

Isto também resultava muito bem como uma daquelas comédias românticas com um chef giro e uma cakemaker com um toquezinho pin-up.

"Amor com travo agridoce" é uma aposta

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Opinião "Uma Vida Alemã"


Quantos de nós, impávidos e serenos, não passamos todos os dias ao lado de coisas que requerem a nossa máxima atenção e compreensão. 

Uma pessoa está a ser maltratada na rua!! 
"Ui passa ao lado que isto não é nada contigo." 

Explode uma bomba em Times Square!!
"Xixa...enquanto for lá e não aqui, estamos bem, não é?" 

Com isto dos mísseis pode rebentar a terceira guerra mundial!!
"Ai que chatice, aquele Trump só faz trampa. Olha será que hoje a telenovela dá à mesma hora de ontem?"

Parece-vos familiar? Somos nós. Eu, tu, a tua prima, o teu irmão, o teu vizinho, a dona do café, a senhora à tua frente no comboio, o homem que vê uma série sossegadinho no metro, a rapariga que fala melhor sobre os últimos 5 livros que leu do que sobre o estado em que o mundo está. O mundo vive em ciclo vicioso e nós estamos nesta roda de rato de onde dificilmente conseguimos escapar.
Brunhilde era um rato na roda Terceiro Reich e nada fez contra o horror que foi aquele período da história. Na realidade, ao longo seu relato bastante honesto e real, ficamos com a impressão que além de não saber o que se passava, não parece sentir culpa pelo sucedido. 
Será que alguma vez encolheu os ombros ao sabor do pensamento "eles dão as ordens, eu só estou a fazer o meu trabalho" enquanto se levantava para ir buscar mais um cafézinho. Soa semelhante? Ahh pois, fazemos o mesmo, certo? Seguimos a nossa vida enquanto o mundo à nossa volta vai afundando lentamente. 
Ler o relato da ascensão pessoal de Brunhilde Pomsel de miúda sem graça a secretária de um dos grandes nomes do partido nazi é agoniante, à falta de melhor palavra. Damos por nós a pensar "Como será que esta senhora não via o que acontecia à sua volta" mas depois há que ver até que ponto faríamos diferente. Na realidade, ela acusa-nos de isso mesmo. 
É uma pena que o ser humano aprenda tão pouco com os seus erros e este livro pretende ser exactamente isso, um aviso para o futuro (ou o presente).

Será que mesmo depois da leitura deste livro, poderei eu olhar para os meus erros e aprender com eles? Será que perante atrocidades, sejam elas quais forem, eu vou virar as costas e fingir que não é nada comigo?
Só o tempo o dirá! Bem, o tempo e a consciência.

Para todos os "interessados" nesta época em especifico, acho que este é um relato interessante, um "olhar por dentro" e que ficará bastante completo com o visionamento do documentário com o mesmo nome.

"Uma vida alemã" é uma aposta

domingo, 7 de janeiro de 2018

Opinião "O Homem de Giz"

A 16 de Janeiro nas livrarias.

Pequenas figurinhas desenhadas no chão e nas paredes. A principio, inofensivas e divertidas mas com o passar do tempo tornam-se sinal de agoiro e perseguição. Onde nos levam os pequenos homens de giz? A um grande livro para começar 2018. 

Conhecemos Eddie no presente, a tentar explicar onde é que tudo começou e a olhar em volta para o que ele é hoje. Na casa dos quarenta, a viver na mesma casa e cidade que o viu crescer, Eddie ainda partilha, de vez em quando, uma cerveja com amigos de infância que são mais um hábito que uma ligação. O passado em comum é pesado e os acontecimentos que datam de 1986 nunca foram esquecidos.
Não querendo estragar a história ao revelar demasiado, posso dizer o seguinte:

A camada de inocência que nos protege do mundo vai ficando mais fina a cada ano que passa, a cada dor que sentimos, a cada segredo que guardamos e a cada amigo que perdemos.
No verão de 1986, Eddie Munster, Gav Gordo, Hoppo, Metal Mickey e Nicky vão sentir o que resta do seu véu inocente desaparecer a cada traço de giz que encontram.  Quando confrontados com a morte chocante de um membro da comunidade,  que verdades serão reveladas? Que segredos esconde este grupo?
O que poderá voltar agora para os atormentar?


E mais não digo!!
Posso é dizer que ADOREI ESTE LIVRO!
 Acima de tudo gostei do modo como a narrativa, contada entre 1986 e 2016, nos deixa em suspenso e a criar conjeturas sobre o que realmente se passou. Quem morreu? Quem foi o culpado? Que segredos escondem Eddie e os amigos? Que verdades permanecem perdidas no tempo?

Acreditem quando vos digo que por vezes é muito complicado escrever sobre um livro que gostamos.  Não consegui escrever nada durante uma semana inteira. Nem uma única linha.
Ainda estou a pensar no final.
A pensar em como esta história toda surgiu na cabeça da autora porque alguém ofereceu à filha um balde com pau de giz :)
Ahh a inpiração. 
Como é que dizia Picasso?
"A inspiração existe mas tem de te encontrar a trabalhar".
E que belo trabalho foi este "O Homem de Giz".

Uma aposta

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Opinião "A Troca"


Os livros de Nicky Pelegrino deviam trazer um autocolante na capa "CUIDADO! Esta leitura pode criar fortes desejos de se mudar para Itália"

Engraçado como um livro nos vem parar às mãos e acaba por ser exactamente o que queríamos ler. O que melhor do que uma viagem ao Sul de Itália para umas férias de sabores, novas amizades e descobertas pessoais? Só mesmo ir lá e viver as coisas por nós próprias.
O meu saudismo por Itália é eterno. Pergunto-me sempre quando é que lá volto. Pergunto-me o mesmo que a personagem, "se ficasse cá a morar, será que continuaria a adorar Itália?"
Posso estar enganada mas eu acho que sim.

Stella não se recorda do momento em que a sua vida não se organizava entre trabalho no atelier da estilista Milly Munro, a movimentada cidade de Londres e o seu dia a dia pacato de recém divorciada.
Mas no momento em que o atelier fecha devido à morte repentina da sua amiga e chefe, Stella fica um pouco perdida no mar alto, sem grande rumo.
Quem nunca se sentiu assim que mande a primeira pedra. Sem trabalho, sem planos e sem vontade. 
Mas tudo muda quando Stella, num acto de decidida loucura, se inscreve num site de troca de casas e entre um sítio em Madrid, outro em França e uma Villa no Sul de Itália, dá por ela a concordar trocar de casa um arquitecto paisagista napolitano que nunca viu e que irá ficar na sua casa em Londres enquanto trabalha num projecto.
Quem nunca viu aquele filme divertidíssimo com a Kate Winslet e a Cameron Diaz e que costuma passar no Natal?
Vá lá, sabem qual é. "O amor não tira férias".
"A  Troca" lembrou-me isso mesmo só que numa estação diferente. :D

A mudança de Stella para Triento, uma pacata Vila na Costa Italiana começa num compasso lento mas rapidamente ganha contornos capazes de transformar esta estadia em Itália num momento inesquecível, ou até mesmo, num ponto de viragem.
Se foi capaz de virar as costas a Londres, o que será que a prende lá? 
Qual o sentido da sua vida actual? Para onde se quer dirigir?
Será que está bem sozinha ou já se acomodou a uma situação que acha que não pode mudar?

"A Troca" é uma jornada de descobertas, individuais, colectivas, auto impostas e impingidas 
São estes tipo de histórias que fazem pessoas ponderar com os seus botões se não seriam capazes de fazer o mesmo. 
E as personagens que rodeiam Stella são muito interessantes, especialmente as novas amigas a o seu parceiro de troca de casa.
Nicky Pelegrino foi uma estreia para mim e uma muito interessante.
Acho que sempre que quiser voltar a Itália sem sair do meu lugar, vou procurar um livro dela.

Sugestões para quem gostou deste livro e quer matar saudades de Itália
Aqui fica um filme cheio de clichés italianos :P 
E outro para dar um passeio romântico.
Qual é o vosso filme para matar saudades de Itália? :D

Um livro

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Opinião "Passa a noite comigo"


Antes de começar, tenho de vos confessar uma coisa. Deixei este livro de lado durante mais de uma semana e li outros dois livros pelo meio, algo que simplesmente nunca faço. Pela primeira irritei-me com uma história da Megan. Começou tão bem e depois pensei "raios, não tenho paciência para o jogo do rato e gato, para o brasileiro e a irlandesa. Vou ler outra coisa".
No entanto, o raio do livro chamava por mim, dizia-me "vem, anda, tu sabes que queres ler mais, tu sabes que te vais roer toda se não acabares a leitura"
E assim o fiz!
Não tenho emenda mas acho que não consigo dizer não a estas personagens da Megan, mesmo quando uma parte de mim se irrita quando ela trata toda a gente pelas suas nacionalidades ou repete muita vez a mesma coisa.
A realidade é que gostei imenso de ler esta desbocada e quente história entre a esquiva Lola e o bonzão do professor Dennis.

Como mencionei, a história começou tão bem. Lola e Dennis conhecem-se em viagem, sem nunca pensar que um dia se voltariam a encontrar. Uma situação de vida ou morte leva-os aos píncaros e cria em ambos uma ligação especial, daquelas que nos faz sorrir e nos aquece por dentro durante muito tempo. Mas esse momento foi uma coisa rápida e cada um seguiu com a sua vida, até ao dia em que se voltam a encontrar e percebem que não só têm de conviver um com o outro, como uma parte do que se falou é mentira. Lola não é assim tão livre como fez parecer e ligação que existe entre ambos não pode ganhar asas.
Mas se fosse sempre tudo assim tão simples, tão fácil de negar. Há tentações que a razão não consegue fazer frente.

Numa coreografia de avanços e recuos, Lola e Dennis vivem uma escaldante paixão que sofre com as personalidades inflexíveis de cada um e com os detalhes complicados da vida de ambos, especialmente de Lola.
Quando se vive toda uma vida de fachada, o que fazer quando aquilo que mais queremos é pular a cerca e ser felizes?
Quando uma parte de nós vive em segredo, estamos a agir correcto por quem? Por nós ou pelos outros?

Dennis sempre balançou de mulher em mulher, de uma aventura escaldante para outra ainda mais ardente mas pela primeira a sua cabeça só se foca numa mulher.
Já Lola nunca pensou que a vida pudesse rodar em piruetas constantes com a entrada de Dennis na sua vida, afinal a sua existência sempre foi desprovida de paixão, excepto quando dança.
A questão é, será que não vão acabar os dois estatelados no chão, machucados e doridos de tanto lutar por esta loucura chamada amor?
O será que isso é que vai fazer tudo valer a pena?

"O amor não é o que desejamos sentir, mas sim o sentimos sem querer"
Agora vou ficar sentadinha à espera que chegue o próximo. Quero ler a história do irmão de Lola. Ai senhor Comandante, leva-me às nuvens :D

"Passa a noite comigo" é uma novidade

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Opinião "O Tabu Mais Doce" - 3º Livro da série S.I.N

Oh J. Kenner, gosto tanto de ler os teus livros!
E a série S.I.N não foi excepção :) 


Quando comecei a ler "O segredo mais sombrio", o primeiro desta série, fiquei curiosa com a premissa do "irmão e irmã juntos". Lembro-me de pensar "Wow Julie, foste longe de mais" mas com o passar das páginas fiquei rendida à história de Jane e Dallas, os falsos irmãos, com seu passado sórdido repleto de segredos, raptos e cicatrizes profundas.
Havia aquele lado proibido, porque na realidade são irmãos adoptivos mesmo que não haja qualquer laço de sangue os una mas por outro, havia a forte ligação que criaram entre si e sempre os tornou infelizes por se terem de manter longe um do outro. Até ao momento em que acabam por mandar tudo às urtigas e lutar para ficar juntos.

Chafurdar nesta relação proibida aos olhos do mundo mas tão certa para o coração destes dois, foi uma leitura do mais escaldante possível, mesmo quando o fogo era só de vista.
É verdade que dizemos, se alguém se ama, deixem-nos ser felizes mas até que ponto aceitamos todos esses amores?
Onde estabelecemos o limite? Na diferença de idades, no géneros, no grau de parentesco emprestado como era o caso e Jane e Dallas?  O destino uni-os sob o mesmo tecto mas Jane e Dallas forjaram a fogo uma ligação que transcende a que lhes foi atribuída. Juntos eram o melhor da vida um do outro mas ao olhos do mundo, incluindo da sua família mais próxima, eram uma abominação, um crime à espera de acontecer.
E neste último capítulo, este romance não é o único crime que acabamos por ficar a conhecer.
Preparem-se para ficarem a conhecer a verdade e ela não podia ser mais dura.
Depois de provações e provocações, Jane e Dallas são capazes de ter direito a um pouco de paz de espírito, como sempre acontece no final de cada série.
É uma pena mas chegou ao fim a história da Jane e do "mano" Dallas.

Adoro a maneira de J Kenner escrever, no entanto penso que este ultimo capitulo passa a correr, talvez porque eu já tinha adivinhado o final 😊 assim lá para meio do segundo livro ahaha
Mas adorei ler mais uma das série da Julie e não vou deixar passar muito tempo para ler a que me falta (Stark International - Chama-me, Recebe-me, Envolve-me )

Uma novidade
Opinião aos dois primeiros livros da série



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Opinião "A Menina Silenciosa"

Quando me dizem "apetecia-me ler um policial daqueles bons" eu imediatamente penso "será que já conheces a série do Sebastian Bergman?" 
Talvez por isso já tenha perdido a conta ao número de vezes que sugeri a leitura/compra da série de Hjorth & Rosenfeldt ao longo destes quatro espectaculares volumes que já foram editados em Portugal. 


 Quem nunca leu nada, faça o favor de parar por aqui e ir ali ao lado ler a opinião ao primeiro livro. Se é para ler, favor ler por ordem! Cada caso é um caso mas a parte mais sumarenta é realmente a vida pessoal de cada elemento da Riksmord, especialmente de Sebastian. E se como eu não têm perdido um livro da série, devem estar em pulgas para começar a ler "A Menina Silenciosa", especialmente depois daquele final. Mas antes disso... vamos lá manter o suspense e falar do caso.

 Uma família foi brutalmente assassinada na sua casa na pacata vila de Torsby, nas montanhas de Varmland. Pai, mãe e crianças de pijama, numa pacata manhã a tomar o pequeno almoço, acabam todos mortos a tiro... A Policia local tem em mãos um caso, que por mais macabro que seja, parece de fácil resolução até que o único suspeito aparece morto. E a única testemunha desapareceu para dentro de si mesma, tal foi o trauma que vivenciou. 
Uma vez mais a Riksmord é chamada para tomar conta de um caso e retirar as camadas que só na cabeça de alguém fora de si justificariam assassinar crianças inocentes. 
E oh, que camadas! 
Tinha saudades de ler um destes! 
Sabem que gosto bastante que os policiais me passem a perna mas também tenho momentos em que gosto de perceber tudo rapidamente e lá para meio do livro dizer "ah ah, já sei quem é!". 
O desespero é um poderoso aliado da loucura e este caso é prova disso.


 Enquanto deslindamos a trama que o caso de "A Menina Silenciosa" nos oferece, temos igualmente a oportunidade de aprofundar a história de cada um dos membros da Riksmord. 
Se querem saber o que se passou com Ursula vão ter de ler! ahhaah 
Quantos aos outros, é Sebastian sempre o ponto fulcral de toda esta série. Todo o trauma que o torna tão imoralmente interessante, ganha novos contornos quando existem crianças envolvidas no caso em que a Riksmord trabalha e para o qual Sebastian contribui com esporádicas tiradas de génio.
Mas será que sou mázinha em dizer que desde "O Discípulo" que ando de olho em Billy e o vulcão que se tem vindo a criar dentro dele e que mais tarde ou mais cedo irá rebentar? Não, não sou mázinha e não devo ser a única. À semelhança do primeiro livro, que é um dos meus preferidos, gostei bastante do caso e do debate moral com que somos confrontados. No entanto, fiquei novamente na pontinha da cadeira a desejar que o quinto não demore muito a chegar, não depois daquela cena pela calada da noite. O que as sombras escondem... :D
FALTA MUITO?
Eu sei que falta mas vou ficar aqui sossegadinha à espera :D

A série de Hjorth & Rosenfeldt é uma aposta

Opinião Segredos Obscuros . ElsaR e EfeitoCris

Opinião O Discípulo . ElsaR

Opinião ao "O Homem Ausente"

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Opinião "Quando a Amizade me seguiu até Casa"


Há livros que nos vêm parar às mãos e nós nem sequer sabemos muitos bem como é que eles cá chegaram.
"Quando a amizade me seguiu até casa" é um desses livros.
Nele fiquei a conhecer Ben e sabia que ia gostar dele quando ao fim de meia dúzia de páginas tive vontade de o abraçar, sentimento esse que se sucedeu repetidas vezes ao longo do livro.
Com apenas 12 anos, Ben não tem tido muita sorte. A vida já lhe ensinou uma das mais duras lições, a que as pessoas que nos rodeiam se podem afastar de nós ou simplesmente desaparecer da nossa vida de um dia para o outro.
No entanto, os últimos anos têm sido o ponto alto da sua curta vida porque foi finalmente adoptado. Tess, a terapeuta da fala que o ajudou é agora a sua nova mãe e se não fossem os dramas normais da idade, tudo corria bem para Ben.
No dia em foge para a biblioteca para evitar cruzar-se com os bullies lá da escola, Ben encontra uma das primeiras personagens que vai mudar a sua vida para sempre, o pequeno cão Flip. 
Ben e a pequena bola de pelo, cheia de truques e mão hálito, tornam-se inseparáveis e quando conhecem Halley sabemos que juntos vão ser o trio maravilha.

Entre livros, histórias inventadas, magia, dor, amizade, amor, dor, doença e esperança, seguimos Ben e companhia numa história que nos dá uma dorzinha aqui no coração mas que não deixa de ter a sua beleza.
Há pessoas e animais que nos marcam marcam para sempre.
Como diz Antoine de Saint-Exupéry
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós" 

Uma boa sugestão de leitura para um daqueles momentos que gostávamos que nunca ninguém tivesse que passar, especialmente os miúdos. Se é tão difícil para nós perder alguém, quanto mais para uma criança.

E daqui eu levo:
“Há livros que mudam a maneira de vermos o mundo. E depois há aqueles que mudam a maneira como respiramos.”

"Quando a amizade me seguiu até casa" é uma novidade
Para mais informações visitem o site Editorial Presença

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Opinião "Vidas Finais - As Sobreviventes"


Flashes de memória. Gritos. Sangue. A floresta. A faca. Ele. Os amigos. O Chalé. Quincy ensanguentada dos pés à cabeça. Coop. Segurança. 

Passaram-se dez anos desde que Quincy sobreviveu ao massacre que vitimou os seus amigos durante um fim de semana no Chalé dos Pinheiros. Dez longos anos em que fez os possíveis para colocar para trás das costas o que se passou nesse dia embora na realidade nem se trate de esquecer já que Quincy não se lembra da parte crucial dessa noite. Mas o choque de ver os amigos morrer à sua frente não a impediu de saber quem lhe mudou o curso da vida. Ele, aquele cujo nome não é proferido, é o culpado por nesse fim de semana Quincy ter voltado sozinha da floresta e se ter tornado uma sobrevivente, uma Última Vítima.

 Quando ouvimos falar de serial killers e massacres pensamos sempre que é coisa de filmes.
Infelizmente para Quincy, Sam e Lisa, os horrores que viveram foram bem reais e cada uma delas lida com o passado de uma maneira muito diferente.
Enquanto Quincy se refugiou na pastelaria, na vida com o namorado e no Xanax, Sam desapareceu por completo do mapa e Lisa agarrou o boi pelos cornos ao tentar ajudar outras vítimas, especialmente aquelas que como ela são as únicas sobreviventes de massacres.
Mas quando Lisa, uma sobrevivente em mais do que uma maneira, é encontrada morta na banheira, o que pensar de tudo isto?
Terá sido suicídio? Um fanático que acha que ela nunca devia ter sobrevivido? Ou alguém que está mais perto do que se pensa?

Em "Vidas Finais - As Sobreviventes" acompanhamos, pós-morte da Lisa, as duas Vítimas Finais numa espiral de loucura. Quincy tem mantido o barco estável até ao momento mas a entrada de Sam no seu dia a dia vem criar tumulto e provar que a sua vida, além da sua memória, está cheia de buracos que a podem fazer afundar a ritmo alucinante e até às profundezas da sua alma.

"Pormenores. Finalmente.
Na minha memória, vou perdendo e recuperando a consciência, enquanto os meus olhos se vão fechado e abrindo. Como se estivesse trancada num quarto e alguém estivesse a acender e apagar as luzes. Deitei-me de costas, esperando que assim as facadas no ombro doessem menos. Não doem"


Contado com um pé no presente e outro no passado, mais especificamente, naquele dia no Chalé dos Pinheiros, este "Vidas Finais" arrasta-se um pouco de início mas depois agarra-nos enquanto nos faz questionar uma série de coisas.
O que esconde Quincy? 
Será que ela não se lembra mesmo do que se passou naquele dia no Chalé dos Pinheiros?
E afinal o que é que se passou realmente? Quem era o Ele que ela se recusa a mencionar?
E Sam? O que raio é que ela quer? 

Quando começamos a descascar a cebola, oh deus, cada camada é ainda melhor que a anterior e chegamos ao final meio admirados com o pensamento "porque é que eu não pensei logo nisto!".
Sabem que adoro que o livro me passe a perna. Nos policiais então, detesto mesmo conseguir adivinhar a direcção que a história leve e este "Vidas Finais" levou-me ao engano em duas ocasiões e depois deu-me uma lição.

Espero realmente que consigam transportar para o cinema a carga psicológica deste thriller. 
Houve quem me tivesse perguntado se era muito díficil de ler, devido às cenas dos massacres mas acho que isso, na minha mais sincera opinião, está demasiado ausente. Devia ter ali mais umas linhas de facadas, gritos e sangue. Sorry, devem ser saudades dos tempos em que via filmes de terror.

No entanto, gostei bastante deste livro e espero reforçar as minhas leituras com uns livros mais negros nos próximos tempos.

"Vidas Finais - As Sobreviventes" é uma novidade

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Opinião "Estou Aqui"


"Ohhh Ellsssaaa" 
Este grito que me é tão familiar em nada resulta com esta Elsa. Confinada ao sono imóvel do coma há vários meses, Elsa Bilier, conta os dias pelas visitas da sra. da limpeza que passa a esfregona ao som do programa nocturno da rádio. 
Sim, conta! 
Sabem aquela coisa que dizem que se deve falar com as pessoas que estão em coma porque elas podem ser capazes de nos ouvir? Pois parece que este é mesmo o único sentido que Elsa consegue usar lá das profundezas onde está, tudo o resto está imóvel desde o fatídico acidente que sofreu no glaciar que escalava com grande paixão.
E desde então, todos os dias parecem cíclicos, mesmo com as poucas visitas da família e do pessoal do hospital, mas o ambiente à sua volta muda no dia em que um visitante equivocado entra no seu quarto. 
Thibault quer tudo menos estar no hospital. Obrigado a acompanhar a mãe que visita o irmão mas incapaz de o visitar ele próprio, Thibault refugia-se umas portas mais abaixo e sem querer acaba por abrir uma janela no mundo de Elsa e na sua vida também.
O que começa como um escape, a pouco e pouco transforma-se em algo mais, algo sem explicação lógica.

Contada a duas vozes, este "Estou Aqui" é poético nas descrições sensoriais de uma Elsa em coma e tocante na exposição da alma e coração de um homem que a sente sozinho e perdido. É interessante ver as duas visões do mesmo momento, muitos deles sem palavras
Gostei que lhe tivessem chamado "A bela adormecida dos nossos tempos".

"Estou aqui" uma história que nos faz pensar o quanto a nossa vida pode ficar presa por um fio de um momento para o outro. Pior, o quanto as nossas escolhas acabam por afectar a nossa família e todos os que nos amam.
Nem imagino o peso que deve ser decidir sobre o destino de alguém que não pode decidir por si. Qualquer que seja o vosso género, idade, condição (ou não) paternal...haverá algo que vos irá tocar neste livro. A mim tocou-me ser uma Elsa em coma. Não consigo imaginar a possibilidade, espero nunca ter de imaginar.

 "Estou Aqui" é uma companhia perfeita para um dia frio. Peguem na manta, no chá quente e no livro e vão consumi-lo e uma assentada.

E porque esta Elsa era amante do gelo (coisa que eu não sou), aqui fica a banda sonora que tocava à minha volta enquanto andei a ler "Estou aqui"



"Estou aqui" é uma novidade

sábado, 18 de novembro de 2017

Opinião "As últimas linhas destas mãos"

"Podes não acreditar mas tive toda uma vida antes de tu existires" 
Disse-o uma vez ao meu filho, quando questionada sobre namorados. Ele olhou-me como se me tivesse crescido uma segunda cabeça. Sejamos produto de uma família feliz ou infeliz, unida ou separada, temos sempre dificuldade em encaixar que os nossos pais, assim como nós, tiveram aventuras, amores, desamores e um sem número de segredos que são parte integrante da sua vida antes sequer de sermos uma ideia quanto mais uma realidade. 

 Teresa só conheceu uma sombra pouco delineada do que era realmente a sua mãe Alice. Contudo, por vezes, já tarde demais quando revelamos contornes que mudam para sempre a nossa maneira de ver os que nos rodeiam e que julgávamos conhecer. Mas será alguma vez tarde demais para saber o que se esconde no passado? Para saber a verdade? Para perdoar?

Gostei da sinopse de "As últimas linhas destas mãos", tão fã de amores condenados e perdidos no tempo que sou mas foram as cartas de Alice que me prenderam a história. Corri os capítulos só para não saltitar de carta em carta. Tinha saudades de ler um livro que me recordasse uma paixão desmesurada. 

 "A Minha mãe dizia《está ainda nos vai dar problemasE dei. Anos depois. Numa idade em que já não deveria dar. Numa idade em que as paixões deveriam ser sóbrias, discretas e não lacerantes. 
... pensei que o meu tempo teria passado. Que as borboletas tinham emigrado, qual andorinhas, mas sem regresso. Que nunca sentiria o desconsolo da saudade ou a amargura da falta. Tanto que me enganei" 

 Devorei tudo num dia e no momento em que escrevo está opinião já passa bastante da minha hora de dormir mas precisava de escrever. Precisa de vos dizer que dobrei cantos, marquei cartas, sublinhei frases...que gostei. Que acho que deviam ler este livro, pelos amores perdidos, pela compreensão dos romances alheios e pela possibilidade de se encontrarem lá dentro em um ou outro promenor. Eu sei que me perdi na leitura mas encontrei-me na história.

E sabem a triste conclusão a que cheguei?
Estamos a meio de Novembro e eu ainda não tinha lido nenhum livro de um autor nacional :( sou uma vergonha.

"As últimas linhas destas mãos" de Susana Amaro Velho é uma novidade

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Opinião "Perto Demais"


Incapaz de suportar o contacto com outro ser humano, Jubilee viveu a última década isolada na segurança da sua casa, graças ao dinheiro que a sua mãe lhe enviava, às encomendas online e à infalível companhia dos seus livros. Quando digo incapaz, digo que Jubilee é alérgica a pessoas. Não, não é aquela comichão que por vezes sentimos quando estamos rodeados de gente parva. Jubilee tinha realmente reacção alérgica ao contacto com a pele de outras pessoas, incluindo a própria mãe e nada bom adveio daí na sua infância e juventude.
Infelizmente tudo muda quando o ciclo da vida teima em actuar e Jubilee fica sozinha neste mundo. Obrigada pela primeira vez em anos a sair de casa, Jubilee aventura-se no mundo munida da pouca coragem que a sua doença lhe dá e um par de luvas.
Não é fácil mas é assim começa a aventura de uma vida, a continuação de um capítulo que esteve em suspenso demasiado tempo, tudo porque alguém tinha medo de viver por ter medo de morrer. Perceberam?
Mas com tanta coisa boa pelo qual viver, o quanto será que Jubilee vai arriscar?
Isto é...além da própria vida?

Podia aqui inserir a cartada de "quando Jubilee conhece Eric tudo muda" mas ainda bem que não é asism que se desenvolve a história. 
Eric tem tanto na cabeça que Jubilee é um mistério que começa a entrar de surra no seu subconsciente e que se torna uma boa distracção. Recém divorciado/separado, pai de uma teenager que não entende, padrinho e pai adoptivo de um miúdo que se perdeu algures nas fases do luto, Eric também não é uma folha em branco, na realidade até está bastante amarrotado emocionalmente. Gostei que o homem que entrasse nesta trama com uma personagem tão delicada como Jubilee tivesse também ele as suas fragilidades.

Na realidade, este romance, até antes de o ser, é uma prova que o apoio por vezes surge das direções mais imprevistas e nos métodos menos convencionais. Que a nossa casa não é só um local mas as pessoas que amamos e nas quais construímos as fundações da nossa vida e da nossa sanidade mental.
Mas o mistério de uma mulher bela e peculiar não deixa nenhuma cabeça em paz, especialmente uma que já funciona a 100kms/h com tudo o que se passa no seu dia a dia.

De todos os amores intocáveis, ninguém teve nenhum do calibre de Jubilee Jenkins. 
E a questão e, até que ponto estamos dispostos a arriscar quando além do nosso coração, tudo está em risco?!

E o fim, sabem que detesto adivinhar o fim mas soube bem chegar lá a sorrir mesmo com todos os tropeções de Jubilee, Eric e companhia.

"Perto Demais" é uma novidade Topseller que pode apelar ao nosso lado mais antisocial mas que nos faz querer apertar bem forte os que mais amamos.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Opinião "O Conde"

Oh pah, este Conde passa a perna a tantas histórias que tenho lido ultimamente. Que enredo maravilhoso, que espectacular escapadinha pela Escócia e que delirante história de amizade, confiança, amor e perseverança. "O Conde" e a Lady Justiça já me tinham deixado curiosa em "O Espadachim" mas aqui fizeram com que me rendesse por completo a este amor que tardava em se revelar. 


Colin Gray, Conde de Egreemor, tem sido desde alguns anos o orientador sereno e compenetrado das acções do Clube Falcão mas os recentes acontecimentos no grupo e na sua vida pessoal fizeram com que a sua atenção recai-se sobre as suas obrigações para com o seu título, sendo uma delas o cumprimento de uma promessa antiga, a de desposar a filha de um velho camarada de armas do falecido pai. 
 Longe de querer ser alvo de quaisquer propostas de casamento está Emily Vale, filha solteirona e reclusa amante de livros de um Lorde indulgente que sempre permitiu que a filha se tornasse um ser pensante numa época em que a mulher nenhum direito tinha, nem o de agir segundo os seus pensamentos e escolhas. Por isso quando o Colin, um velho amigo do passado, aparece na sua sala de estar com um pedido de casamento a sua resposta não poderia ser outra... NÃO! 
 Forte, independente e dona de uma opinião versada sobre o mundo que a rodeia, Emily não é so uma solteirona que afasta pretendentes mas a famosa planfletista Lady Justiça que escreve em nome dos que não têm voz, das mulheres ao mais masculino dos operários, do trabalhador do porto de pesca ao pastor das terras altas escocesas. 

 No entanto, este novo capítulo pela verdade na intriga que envolve o Duque do Diabo, junta Emily e Colin numa corrida pela sua própria vida. Por entre fugas a cavalo, noites sem dormir e serem confundidos com criminosos, estes dois vão perceber que os anos que passaram separados em nada diminuíram o que sempre sentiram um pelo outro, mesmo quando cada um acredita piamente que o outro o odeia. 

E a história de Colin....opah ☺ adorei que a história deles tivesse começado em tão tenra idade. 
 E a dinâmica entre eles...é simplesmente espectacular!! Já tinha gostado bastante desse detalhe no casal anterior. 
Agora, só falta descobrir o mistério do Duque do Diabo e eu tenho a minha teoria. Será que estou certa?? 
Vamos esperar para ver?

Nota: sinto que me faltam livros antes deste. Queria ter lido a história dos outros membros do Clube do Falcão para assim ter pequenos vislumbres destas magníficas personagens e assim ir aposentando os diversos membros até só restar o nosso Belo Conde, consorte masculina nesta dança de casmurros que conhecemos em O Conde

"O Conde" é o segundo livro da série O Duque do Diabo de Katharine Ashe, uma novidade

Relembro a opinião ao livro "O Espadachim"

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Opinião "O Ódio que Semeias"

"Sejam rosas que crescem no cimento" 
 É com a última frase dos agradecimentos e referência a Tupac Shakur, que abro a minha opinião sobre o magnífico "O Ódio que Semeias".

Por vezes parece fácil ficar alheia a coisas que acontecem do outro lado do mundo mas acho que acima de tudo isso acontece porque nunca fomos confrontados com esses eventos ou as situações que os causaram mesmo debaixo do nosso nariz. O meu bairro é seguro, eu não fui criada ao som de tiros ou ensinada a temer a Polícia.
A Starr Carter não pode dizer o mesmo. Quando tinha 12 anos o pais tiveram duas conversas com ela, uma sobre "como nascem os bebés" e outra sobre como agir se a polícia alguma fala-se com ela.
Mantém as mãos à vista, nada de movimentos súbitos e fala só quando falarem para ti.
Pode parecer-nos exagerado mas Starr levou a sério os ensinamentos dos pais e embora nunca tenha necessitado de fazer uso dessa informação, teve-a sempre presente enquanto cresceu no bairro de Garden Heights, um local onde gangues rivais disputam território, a droga é moeda de troca e onde raramente os jovens chegam à maioridade sem se meterem em algum problema, acabarem na prisão ou mortos.
A família Carter tem feito os possíveis para dar aos filhos um futuro melhor e embora mantenham as suas raízes no bairro, Starr e os irmãos estudam numa escola fora do bairro, rodeados de brancos "de boas famílias". Mas se durante a semana fazem vida na Williamson, o resto do tempo é passado no bairro e é numa dessas noites que tudo muda e Starr se vê obrigada a repensar toda a sua vida, assim como modo como vê o mundo que rodeia,
Um amigo de infância jaz baleado no chão, o segundo em apenas 16 anos, um polícia branco aponta-lhe uma arma e Starr congela no tempo sem conseguir acreditar no que está a acontecer.
E nós também não! 

Nunca fomos confrontados com tal sentimento e na pele de Starr somos sugados para o momento, para a confusão e dor que se cria na sua cabeça, para a raiva que se acumula e se agita no seu peito e para a luta que se trava entre honrar a memória do amigo ou manter-se em segurança.

"Sempre que estou inteira e de volta ao normal, acontece algo que me desfaz, e sou obrigada a começar tudo de novo"

Starr, ao seu jeito cru, teen e sincero coloca a nú as dificuldades de viver no seu mundo, de tentar ser fiel à sua educação e sentido de comunidade, enquanto por outro lado mantém a fachada numa escola onde miúdos negros baleados pela polícia é algo que se vê na TV e se esquece assim que se muda de canal, até porque provavelmente "era traficante e estava a pedi-las"
Dos vários momentos que tive vontade de dobrar cantos neste livro, especialmente nas cenas que envolvem a família Carter, dei comigo a fixar o momento em que Starr refere que não acredita que seja possível alguém ser culpado do seu próprio assassinato.
E é esse o foco principal de "O Ódio que Semeias", uma história actual, não só sobre os que são injustamente perseguidos mas também sobre os que cá ficam a chorar uma vida perdida e a sua incapacidade de se fazer ouvir, de pedir justiça.

"O ódio que semeias" é uma chapada na cara que nos faz pensar no quanto somos privilegiados por termos tido a oportunidade de nascer onde e como nascemos.
É triste pensar que uma vida humana se perca assim porque continuamos a alimentar preconceitos e ideias feitas sobre as pessoas só pela sua cor da pele, o seu aspecto ou o sítio de onde vêm.
Aqui o amigo de Starr chama-se Khalil mas quantos Khalil não morrem todos os dias?
Quantos ombros se encolhem perante a notícia de mais uma morte de um miúdo num bairro problemático?
E agora pergunto eu...
quantas mentes se podem abrir com a leitura deste livro?
IMENSAS!
Se Angie Thomas se inspirou no Tupac, um activista que transmitia a sua mensagem através da música, então inspiremo-nos em Angie Thomas para contribuir para a educação de muito boa gente, especialmente de quem temos em casa e que olha para o mundo através de um filtro que ajudamos a criar.

"O ódio que semeias" nas crianças lixa toda a gente, dizia o Tupac, reforça a Angie e eu concordo.
Não é altura de mudar?

I come here today to talk about how I feel And I feel like that we are treated differently than other people And I don't like how we’re treated Just because of our color doesn't mean anything to me

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E o Filme?
Já está a ser rodado e vejam algumas das fotos que têm sido partilhadas no Instagram aqui

Pronto, agora vou fechar a matraca e dizer "favor incluir O Ódio Que Semeias na lista de presentes para este natal".

Uma novidade
Para mais informações visitem o site Editorial Presença

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Opinião "Foste sempre tu"

Entre todas as histórias de amor, as minhas preferidas continuam a ser as improváveis, impossíveis e as que se prolongam por diversos anos num eterno "nunca é o momento certo para nós embora a química que nos envolva seja capaz de incendiar galáxias".

Foto de Marco Benigni

Conhecemos estes dois na sua adolescência. Se de um lado temos o americano colleage kid Richard, do outro a irreverente amante de música Hanna. 
O seu primeiro contacto é o exemplo perfeito da dinâmica entre ambos mas se pensam que foi amor à primeira vista, um arrombo de alma declarado, confessado e sofrido, estão completamente enganados.

Saltitando quase ano a ano, acompanhamos duas personagens que evoluem, que são obrigados a crescer, que passam por momentos marcantes, que construem laços familiares e de amizade mas que acima de tudo fermentam um carinho especial entre eles, um "não interessa o que estou a fazer neste momento, largo tudo porque tu chegaste" e que mais tarde se torna algo mais. Mas como em todas histórias de amor ha provações, contratempos, entraves e lágrimas, muitas lágrimas, creio que algumas até possam ser nossas, tudo depende do quanto a nossa vida já não marcou no que toca a amor perdidos, família, filhos, obrigações VS. desejos.

Richard e Hanna vão arrancar sorrisos e lágrimas e fazer-nos pensar que aquele "se amas algo deixa-o partir, se voltar é teu" nem sempre corre muito bem.
E são os detalhes deste prolongamento de amor e amizade que se estende ao longo dos anos que nos fazem querer acompanhar Richard e Hanna, mesmo quando não concordamos com o que se passa, mesmo quando queremos meter a mão dentro do livro para distribuir uma ou outra chapada, mesmo quando nos revemos nos erros deles.
Contar mais seria tirar o gostinho de ler a história :)

"Hanna estava tão imóvel nos seus braços que Richard pensou que estava em estado de choque e perguntou a si mesmo se teria medo, como ele, de deitar abaixo o muro que tinham ambos construído com tanto cuidado. Ambos tinham feito um pacto separado com o diabo, ambos tinam prometido não pisar a linha invisível que os separava".

"Foste sempre tu" podia ser contado com uma playlist mas por curiosidade, eu escolhi apenas esta música. Embora Coldplay seja falado num tom quase desdenhoso, é exactamente uma música deles que encaixou perfeitamente na minha leitura.



Uma novidade

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

(Auto)medicação literária AKA Opinião "Remédios Literários"


Quando o livro "Remédios Literários - Livros para salvar a sua vida de A a Z" me chegou às mãos dei comigo a pensar "Quais são as minhas maleitas? De que me queixo?". 
Incapaz de selecionar este ou aquele mal, percorri por ordem alfabética, qual buffet, os males do corpo e da mente representados no livro, numa espécie de "vamos lá ver com o que é que me identifico".
Confesso que como em todos os buffets, escolhi um bocadinho de todos e acabei com uma barrigada de sugestões de leitura.

- Canto chão de Kent Haruf
- Monte dos Vendavais
- Moby Dick
- O Preço do Sal
- Falsa Aparências
- O quarto de Jack
- Maurice
- A noiva despida
e por ai em diante...

O conceito é espectacular. Biblioterapia. Na realidade já o fazemos há imenso tempo.
Vamos ao médico de tanta coisas, porque não consultar também um médico dos livros? 
Não, os nossos livros não estão doentes. No máximo têm um pouco de pó e um ou outro bicho do papel. Já nós temos pequenos bichos que nos carcomem física e psicologicamente todos os dias. Há quem os combata homeopaticamente, quem os envenene de químicos e os outros que preferem ver se passa e não tomam nada. Eu confesso que sou daqueles que acreditam que há males, não todos, que podem verdadeiramente beneficiar de um remédio literário. Por isso, além de estudar o compêndio biblioterapeutico de Ellen e Susan, as duas metades do Efeito vão consultar um especialista esta semana e quem sabe possamos medicar as nossas e as vossas maleitas. Sim, porque quem é que nunca se automedicou ou passou a sua sabedoria médica ao próximo? 
Eu automedico-me com os romances loucos dos outros, purgo a alma com lágrimas pelos dramas desta ou daquela personagem e viajo pelo mundo enquanto estou presa numa carruagem apinhada de gente.
Para os bons e os maus momentos, LER É O MELHOR REMÉDIO!


Nota: tiro umas quantas sugestões práticas deste livro. Vou passar a ter um registo de leitura ao qual pretendo chamar Diário da Honestidade Literária. Cada livro terá uma entrada, um resumo para mim mesma, repleto de spoilers e lembretes sobre a leitura. Creio que nunca mais vou ficar na dúvida sobre um ou outro detalhe quando pegar num livro que tem continuação.

Mais informações no site QUETZAL 

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Opinião "11 Escândalos para prender o coração de um Duque"

Oh Sarah, Sarah....
porque me fazes sempre sentir que reencontro uma família alargada nestas personagens espectaculares que crias?
Se adorei "10 segredos para ser seduzida por um Lorde" e "9 regras a quebrar para o conquistar", este novo livro não ficou nada atrás e faz com que continuemos escravas dos números.


"11 Escândalos para prender o coração de um Duque" mostra-nos um par improvável, uma prova de que os opostos se atraem.
Se de um lado temos um homem cuja reputação imaculada é o seu maior trunfo, do outro temos uma mulher que é seguida por o escândalo onde quer que vá .
Será que os opostos realmente se atraem ou o que se diz e faz não é realmente o que se sente?

Tivemos o (des)prazer de conhecer e reencontrar Simon Pearson, Duque de Leighton, em diversas vezes ao longo das histórias de St John e Isabel e de Gabriel e Callie.
Um emproado, arrogante e desdenhoso homem que foi criado desde berço para seguir os bons costumes, exigir o decoro que a sua posição requer e manter ao largo todo e qualquer potencial escândalo que arruine a sua reputação ou a da sua família.
Mas há um momento em que vemos Simon e não o Duque que toda a sociedade conhece. E garanto-vos que esses momentos são espectaculares, especialmente na presença de Juliana.

Ainda nos livros anteriores, a fortaleza Leighton sofre o seu maior ataque quando uma bela e exótica italiana se cruza no caminho de Simon e ele ousa ceder à tentação, ao desejo e à paixão só para mais tarde perceber que a sua mulher mistério é a última que ele não poderá ter, e que acima de tudo ele não poderá desejar.
Assim como acontece com Simon, conhecemos Juliana Fiori das histórias dos seus meios irmãos. Um furacão vindo do Sul que arrebatou os mexericos de toda a Londres e que não consegue deixar de levantar ondas à sua volta.
E se for preciso agitar oceanos para ter atenção de Simon, assim será.
Determinada em lhe provar que a frieza com que leva os seus dias já não é suficiente para que seja feliz, Juliana desafia Simon. 2 semanas é tudo o que pede e o que recebe é uma dúzia de escândalos e uma grande história para contar.

Uma luta entre o dever e o desejo, repleta de momentos escandalosamente emocionantes e que nos fazem pensar que Sarah Maclean sabe realmente o que faz. 

É difícil reger a nossa vida pelas exigências de um nome, uma posição ou pelo que outros esperam de nós. 
Assim como não será nada fácil viver na sombra das más decisões que os nossos familiares tomaram.
E Juliana e Simon provam-nos que mesmo quando tudo corre mal, mesmo que acabamos nas bocas do mundo, tudo vale a pena se for por amor e pela nossa felicidade.

Raios, estes livros tornam-me uma sentimentalona!

Uma novidade