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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Leituras 2013 - ElsaR

Um ano produtivo, um ano em que o desafio era ler o dobro do que li em 2012. Infelizmente fiquei a poucos livros da meta mas isso não interessa nada. Foi um óptimo ano literário, especialmente para mim. Sabe-me bem olhar para a estante e encontrar tantos amigos que me fizeram companhia e foram uma grande fonte de entretenimento.

Que 2014 tenha tanto ou mais encanto!

 

  1. "Rendida" de Sylvia Day 

  2. "No Jardim dos Monstros" de Eric Larson 

  3. "O Amor é breve" de Catarina Betes

  4. "O Fruto da Paixão" de Noelle Mack

  5. "A Livraria" de Penelope Fitzgerald

  6. "Porta das Três Fechaduras" de Sonia Fernández-Vidal

  7. "O amor não escolhe idades" de Sheila Norton

  8. "Na cama com um Highlander" de Maya Banks

  9. "Amor 14" de Federico Moccia 

  10. "A Terra vista da Terra" de Seth Stevenson 

  11. "Diário dos Imperfeitos" de João Morgado 

  12. "Valentina - O Lado Obscuro do Desejo" de Evie Blake 

  13. "Sedução" de Bella André

  14. "Eu sou Deus" de Pedro Chagas Freitas 

  15. "Choque Cultural" de João Lopes Marques 

  16. "Morte na Aldeia" de Caroline Graham

  17. "Ou é TUDO ou não vale NADA" de Pedro Chagas Freitas

  18. "Gula Perversa" de Janet Evanovich

  19. "Mistérios do Estripador de Lisboa" de Joaquim Gomes 

  20. "Escravos da Paixão" de Kate Pearce

  21. "À procura de Alaska" de John Green

  22. "Diplomata" de Vasco Ricardo

  23. "O Último Lobisomem" - uma leitura inacabada

  24. O Grande Gastby - de / Filme de Baz Lurhmann

  25. "Jogos Perversos" de Shayla Black

  26. "O Estrangulador em Cater Street" de Anne Perry

  27. "Sorte Explosiva" de Janet Evanovich

  28. "O Império dos Homens Bons" de Tiago Rebelo

  29. "O Bairro" de Francisco Moita Flores

  30. Hotelle - Quarto 1  de Emma Mars

  31. O Toque do Highlander de Karen Marie Moning

  32. "Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea" de Eugénia de Vasconcellos

  33. "Cidades de Papel" de John Green

  34. "Viver depois de ti" de Jojo Moyes

  35. " E é assim que acaba" de

  36. "A Paixão de K" de Miguel Miranda

  37. " A Dominadora" Ana C. Cruela

  38. "In Sexus Veritas" de Pedro Chagas Freitas

  39. "A Dália Negra" de James Ellroy

  40. " Objectos Cortantes" de Gillian Flynn

  41. "A Submissa" de Shayla Black

  42. "Prometo amar-te" de

  43. "Comer e Amar em Paris"de Elizabeth Bard

  44. "A Bibliotecária" de Logan Belle

  45. "A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert" de Joel Dïcker

  46. "Quando o Cuco Chama" de Robert Gailbraith/ J. K. Rowling

  47. "Mais forte que o desejo" de Cheryl Holt

  48. "Indiscrição" de Charles Dubow

  49. Grandes Perguntas de Gente Miúda Com Respostas Simples de Gente Graúda

  50. "O Espião Português" de Nuno Nepomuceno

  51. "Pede-me o que quiseres" de Megan Maxwell

  52. "S.E.C.R.E.T" de L. Marie Adeline

  53. "S.E.C.R.E.T Partilhado" de L. Marie Adeline 

  54. "A Biliotecária de Auschwitz" de Antonio Q. Iturbe

  55. "O Golpe" de Janet Evanovich

  56. "Frutos Proibidos" de Sylvia Day

  57. "Um Desastre Maravilhoso" de Jamie Mcguire

  58. "A Caminhar para o Desastre" de Jamie Mcguire

  59. "Guia para um final feliz" de Matthew Quick 

A moleza de final de ano levou-me a ficar com duas leituras em aberto. Tempo de festa e família por casa limita imenso o tempo de leitura, ficando quase inexistente. 

A terminar nestes primeiros dias de Janeiro:

  1.  Qual o desafio para o ano de 2014?

    O mesmo, visto que não o consegui atingir !

    Por isso....66 livros  

    HERE I GOOOOO!

Opinião :: "O Golpe"

O que acontece quando o mestre dos golpes se junta com única agente do FBI capaz de o prender?
O Golpe do século e mil e uma complicações.
É assim que começam as histórias protagonizadas por Fox & O'Hare.


Kate é uma das melhores operacionais do FBI, dedicou os últimos anos a tentar apanhar Nick Fox, um conceituado vigarista, perito em arte e capaz de engendrar os melhores golpes e de ludibriar toda a gente.
Começamos o livro e rapidamente vemos onde é que esta história vai dar, que é exactamente onde queremos. Sabemos que a química entre Kate e Nick vai dar pano para mangas e juntos, a presa e o caçador, são uma conjunto de forças imbatíveis.
Adoro a temática, adoro a dupla e a química entre as personagens. Lembrou-me a série White Collar (Apanha-me se puderes) embora a dinâmica Fox & O'Hare tenha uma componente de romance, uma atracção física que as personagens tentam negar.
 
Janet, Janet, you did it again! :)

A autora já habituou os leitores à sua escrita fluída, capaz de nos transportar do livro para a tela com um piscar de olhos. Especialmente na série Fox & O'Hare em que a colaboração com Lee Goldberg, que tem Guionista como uma das profissões no seu leque de talentos, torna ainda mais evidente que os enredos das histórias de Janet são escritos já com um pé no cinema.
Em comparação com os outros livros que li de Janet, este é mais coeso e embora tenha as suas pontadas de humor, não se centra nas atitudes destrambelhadas da personagem, como é o caso na série de Stephany Plum.
Eu li este livro de uma assentada, em menos de dois dias. É assim que ele é para ser lido, porque queremos saber rapidamente o golpe maravilho que Kate e Nick vão orquestrar.

Como acham que a lei e o crime se vão relacionar?
Não percam a oportunidade de ler "O Golpe" para saber

http://www.topseller.pt/livros/o-golpe
Mal posso esperar por ler o segundo :)
Os livros de Janet são sempre puro entretenimento e nunca desiludem.. Já leram algum?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Opinião :: "Um Desastre Maravilhoso"

"Um Desastre Maravilhoso" é um livro que se adora ou odeia.
Podia ser a clássica história romântica sob o tema "ele é um bad boy com um coração mole e vou ser eu a mudá-lo". No entanto, essa nunca foi a intenção de Abby, ela nunca pensou se envolver com Travis, como percebemos logo de início.
 Em "Desastre Maravilhoso" somos assoberbados pela história de Travis e Abby e só caminha para o desastre, que gostar deste primeiro livro.


Travis tem todas as caracteristicas de um bad boy. A atitude confiante, a má reputação, o role de mulheres atrás dele, a mota e as tatuagens (vá, e o ar de mauzão que bate em todos, porque na realidade, bate em todos!)
É Abby a personagem interessante e central em "Um Desastre Maravilhoso". Começamos o livro com a ideia que ela é uma miúda calminha mas cedo descobrimos que o passado, por mais que o tentemos esconder e fugir dele, acaba sempre por nos alcançar e magoar. Inicialmente, é essa mesma fachada que Abby transmite de modo a afastar Travis, assim como o desprezo por ele e pelo estilo de vida despreocupado e leviano que ele leva. Mostrar indiferença sempre resultou com as mulheres (para mal dos nossos pecados!). Para Travis foi exactamente o mesmo. Desde o primeiro momento em que colocou os olhos em cima de Abby e esta não pareceu minimamente interessada na sua pessoa, ele sabia que não morria sem tentar perceber a opinião que ela tinha dele e de a fazer mudar de ideias. Travis gosta de um desafio e eu compreendo-o, porque eu também não resisto ao ser desafiada!

 Uma aposta, uma promessa de amizade, uma presença constante na vida um do outro e até a vã tentativa de resistirem a estar juntos. A história de Abby e Travis é tão atribulada como as suas vidas.
Há amores que, aos olhos da grande maioria das pessoas, é coisa de loucos. O de Abby e Travis é a loucura personificada num casal. A expressão “só se estraga uma casa” não poderia ser usada numa melhor situação. Vício, obsessão, violência, são três palavras fortes mas que caracterizam a vida e a relação de Travis e Abby. Isso contrabalançado com um amor desmedido e carências familiares e afectivas, temos em “Um Desastre Maravilhoso” os ingredientes para um romances disfuncional, louco e irracional.
Mas quem nunca esteve estupidamente apaixonado e fez mil e um disparates, que atire a primeira pedra!
Sim, a dependência de Travis por Abby roça o insano e mergulha de cabeça na piscina da instabilidade mental e emocional. A história retrata com uma intensidade tal a realidade de muitos jovens casais (e até alguns não tão jovens) mas não é por isso que deixa de ser viciante e de estar simplesmente bem escrita de modo a cativar quem a lê. Sabemos muito bem que há pessoas que elevam as suas emoções aos pícaros e não pensam nas consequências até ser tarde de mais. Sabemos acima de tudo que não existem dois amores iguais e que as relações entre as pessoas são complicadas.
Garanto que esta é uma daquelas que incendeia tudo à sua volta!

No entanto, façam lá uma série ou um filme disto, é entretenimento garantido. E na realidade, imaginar Travis é óptimo mas vê-lo em acção seria ainda melhor.
Vá, everyone loves a bad boy!

Vejam um booktrailer feito por um fã.

O segundo volume "A Caminhar para o Desastre" foi lançado em Portugal no passado mês de Novembro e eu já o li todinho. No segundo livro temos a oportunidade de ver a história do ponto de vista do Travis e pelo que li, é ainda melhor do que o primeiro, até porque já sabemos a história, estamos é a vê-la do ponto de vista contrário. Existem sempre dois lados para cada história.
Querem ficar a conhecer a confusão que é a cabeça de Travis Maddox?
Esperem pela crítica ao livro e aproveitem para participar no passagem para ganhar os dois livros de Jamie Mcguire, o passatempo termina hoje.

Uma leitura com o apoio
http://www.planeta.pt/livro/um-desastre-maravilhoso
Para mais informações, consultem o site da Editora.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Opinião :: "A Biliotecária de Auschwitz"

Como disse durante a leitura: 
"Ler este livro é ver pequenas flores nascerem no meio das cinzas, pequenos pontos de esperança a surgir onde não esta existe, onde ninguém consegue viver, só existir. É ver pequenos meios sorrisos num povo massacrado e saber que os livros são os responsáveis, que esse objecto que tanta gente ignora, é sem dúvida, um bem precioso"

 » Excerto «

Sinopse
Um emocionante romance baseado na história verídica de uma jovem checa, a bibliotecária do Bloco 31, de Auschitwz – Dita Dorachova – com quem o autor teve oportunidade de falar e que resgata do  esquecimento uma das mais comoventes histórias de heroísmo cultural.

Minuciosamente documentado, e tendo como base o testemunho de Dita Dorachova, a jovem bibliotecária checa do Bloco 31, este livro conta a história inacreditável, mas verídica, de uma jovem de 14 anos que arriscou a vida para manter viva a magia dos livro, ao esconder dos nazis durante anos a sua pequena biblioteca, de apenas oito volumes, no campo de extermínio de Auschwitz.
Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu.
No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi,
«Ler um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias.»

A minha opinião: 
Este livro é lindo, é curioso dizer isto sobre um livro passado em Auschwitz mas é verdade. É uma história de esperança, de perseverança, de amor aos livros e que tem uma personagem muito grande, Edita Kraus, mesmo nos seus 14 anos. Edita Kraus é a bibliotecária de Auschwitz e nós começamos a gostar dela logo nas primeiras páginas. Saber que este livro fala sobre pessoas reais, mesmo estando romanceado para colmatar a falta de informação sobre pessoas ou detalhes, faz-me querer pesquisar mais, especialmente sobre estas réstias de esperança que possam ter aparecido no meio do desespero, da fome e da desumanização que era Auschwitz.
Claro que romantizar uma história passada campo de concentração não lhe tira o horror inerente a toda esta época, a tudo o que os nazis fizeram e ao quanto é importantes termos em mente, hoje e no futuro, que é necessário dar valor a todos os seres humanos e que nunca mais se deve submeter NINGUÉM a tamanha atrocidade.
A temática da 2ª Guerra Mundial, em especial o Holocausto, sempre mexeu muito comigo. Foi sem dúvida a matéria que dei com mais fervor em História e continua a ser um tema que me interessa muito mas há sempre uma parte de mim, bem além da curiosidade, que não consegue deixar de pensar no que as pessoas sofreram e no quanto somos abençoados por nunca ter de passar por algo assim.
Conhecer a história de Edita prova-me, uma vez mais, que lado a lado com a minha curiosidade sobre a época, tenho algo cá dentro que arde cada vez que leio sobre as condições desumanas que os prisioneiros dos campos viviam e como foi complicado sobreviver com os traumas físicos e psicológicos causados pelo tempo passado nos campos.
Ler esta entrevista a Dita depois de ler terminado o livro, fez-me sorrir quase ao mesmo tempo que me apetecia chorar. Ao longo do livro vamos criando uma ligação com Dita mas começamos a querer saber mais sobre ela e os outros personagens, queremos que nada de mal se passe com eles, mas é impossível.
Depois de ler o livro dei comigo perdida umas horas na net a pesquisar sobre Auschwitz, as personagens, as fugas e dei de caras com alguns links que não posso deixar de partilhar convosco.

Entrevista a Dita Kraus
Entrevista de Dita Kraus ao La Vanguardia (em espanhol)
Artigo Radio Praga sobre a publicação do livro na língua materna de Dita, o Checo
e as magnificas opiniões sobre o livro no Goodreads

Dita tem 84 anos actualmente, vive em Israel e é viúva de Otto Kraus (que conheceu não posso dizer onde porque detesto spoilers)
Dita Kraus com Antonio Iturbe em Barcelona na altura do lançamento do livro
Dita confessa que ainda não leu o livro mas que já sabe ter sido retratada como uma heroína e não concorda. Para mim, ter sobrevivido e ser a fiel guardiã dos livros do pavilhão das crianças em Auschwitz fazem-na ser uma grande mulher e uma heroína aos meus olhos.

Se depois de lerem este livro, não tiverem vontade de o abraçar, sugiro que comecem de novo para que possam encontrar a mesma chama que me atraiu a mim.
Este livro é uma grande homenagem aos homens e mulheres que padeceram em Auschwitz e, acima de tudo, aos que sobreviveram e estão ainda hoje entre nós para contar a história, por mais dolorosa que seja.
  "A Biliotecária de Auschwitz" é igualmente uma ode aos livros, ao seu poder curativo e de abstração. Se um livro hoje em dia pode fazer maravilhas para nos distrair dos pequeninos problemas que temos no dia a dia, imaginem o quanto não é poderosa a sua magia para ser capaz de fazer alguém esquecer, mesmo que por momentos, que se encontra em Auschwitz.

E como isto me pergunto "como é que alguém é capaz de não gostar de livros?"
E vocês, ficaram curiosos?
Esta é uma boa prenda de Natal!
Boas festas e
boas leituras!

Longe de atingir a meta para 2013!

Quando revi os livros lidos em 2012, lancei um desafio a mim mesma "LER O DOBRO". Talvez tenha sido um pouco ambiciosa em querer ler 66 livros quando o tempo que tenho para ler é praticamente o mesmo que era no ano passado.
No entanto, estou a 7 livros de atingir a meta proposta mas faltam menos de 15 dias para o fim do ano e com as festas pelo meio, não vou lá chegar.
Já é uma vitória ter lido 56 livros até agora mas detesto não conseguir cumprir com aquilo que me proponho fazer.


 

   


      2013 Reading Challenge
   


       

          2013 Reading Challenge
       

     

        Elsa has
             read 56 books toward her goal of 66 books.
     

     

       
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        56 of 66 (84%)
     

       

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E vocês, quantos livros leram este ano?
Ainda se lembram do primeiro? 
Qual o que mais gostaram?

Eu estou a preparar um post semelhante ao do ano passado, com o resumo de todos os livros lidos em 2013.

O preferido?
Ainda me estou a decidir, escolher só um é sempre tão difícil. 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Opinião :: "S.E.C.R.E.T Partilhado"

Em S.E.C.R.E.T não há não juízos, limites ou vergonha mas em como tudo na vida, por vezes, as decisões que tomamos nem sempre têm o resultado esperado.
E mesmo após todos os passos dados na direcção certa, o caminho percorrido pode continuar a ter obstáculos intransponíveis.
Quando não há mais nada a fazer pela nossa causa, então mais vale canalizar a nossa energia em ajudar os outros.
É exactamente essa a premissa de S.E.C.R.E.T Partilhado.

» Excerto «

Se no primeiro volume vimos as mudanças positivas que aconteceram na vida de Cassie ao entrar no S.E.C.R.E.T, neste segundo volume temos oportunidade de a ver orientar a sua primeira candidata Dauphine.
Para Cassie a sua auto-confiança recém adquirida não é suficiente para orientar mais ninguém, tendo em conta todas as situações complicadas com que tem de lidar na sua vida pessoal e profissional. Com ajuda da sua orientadora, não só consegue encontrar uma nova candidata como acaba por a encaminhar para os seus primeiros passos com um elevado grau de sucesso.
Em S.E.C.R.E.T Partilhado conhecemos Dauphine, dona de uma loja de artigos vintage, que recalca o passado através do excesso de zelo e da metódica organização da sua vida, tal como faz com a sua loja. Na realidade, Dauphine vive prisioneira do passado e do seu último desgosto amoroso, quando descobriu que o namorado a trocou por outra mulher e uma muito próxima de si. Desde então, a sua loja tem sido o seu refugio e apenas Mark Drury, vocalista de uma banda local do qual ela não perde um espectáculo, a faz querer pensar fora do caixinha aparentemente bem arrumada que é a sua vida. No entanto, esta paixão é puramente platónica visto que nunca teve coragem de lhe dirigir a palavra.
Com a ajuda de Cassie e de outras personagens que nos são familiares do primeiro livro, vemos a evolução de Dauphine ao longo dos passos, da sua relação consigo própria e com os que a rodeiam.
Embora a história central seja a de Cassie, não deixamos de sorrir ao ver o consequente desenrolar da sua história intercalada com a de Dauphine. A autora não nos ia apresentar uma nova personagem para a deixar sem cabeça, tronco e membros. Dauphine acaba por ser uma influência positiva em Cassie e o orientador, acaba por ser orientado também.
A autora conseguiu contrabalançar muito bem as duas histórias, que se interligam pelas personagens em comum e pela organização que proporcionou a emancipação sexual de Cassie e a recuperação da auto-estima de Dauphine. 
Com capacidades para continuar a ser uma trilogia nos TOP 3 dos meus romances eróticos preferidos, S.E.C.R.E.T promete o tão desejado final no terceiro livro.
O que será da organização que tantas mulheres ajudou?
Voltará a haver problemas?
E como fica Cassie e Will?
 Quando é que me oferecem uma viagem a New Orleans?
Ah desculpem, esta questão não é para aqui chamada! :)


Quanto ao terceiro e último livro de S.E.C.R.E.T, a autora diz já ter entregue o 1º capitulo à editora mas está à espera de notícias. Por isso, se o livro ainda não está completo e editado na versão original, bem que podemos esperar sentadas.
Até lá, vamos lendo, este e outros.
Ou então, seguimos 10 passos

Primeiro Passo: Rendição
Segundo Passo: Coragem
Terceiro Passo: Confiança
Quarto Passo: Generosidade
Quinto Passo: Ousadia
Sexto Passo:Convicção
Sétimo Passo: Curiosidade
Oitavo Passo: Bravura
Nono Passo:Exuberância
Décimo Passo: Decisão

Faltam ideias?
Leiam o S.E.C.R.E.T
 :)
Mais informações no site

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Opinião :: "S.E.C.R.E.T"

S.E.C.R.E.T é uma leitura revigorante. Após ter lido qualquer coisa como 30 livros eróticos (dentro dos parâmetros actuais), FINALMENTE eu encontro um que bate no 20! Farta de homens ricos e dominadores e as clássicas virgens de 20 e tal anos. Perceber que a história deste livro se centrava apenas em Cassie, uma mulher solitária no caminho para a descoberta da sua sexualidade e independência, foi uma lufada de ar fresco.

SEM JUÍZOS, SEM LIMITES, SEM VERGONHA

A minha opinião e o desejo que a S.E.C.R.E.T fosse real:
Conhecemos Cassie a servir mesas no Café Rose algures na linda mas constantemente fustigada pela natureza Nova Orleães. Uma mulher apagada e solitária, marcada por um passado conturbado que encontrou o caminho para a mudança e progresso num objecto deixado no café por uma cliente, um diário intimo e revelador sobre a passagem pela organização.
Se a cidade, centro do palco para o Katrina e outros furações, consegue sempre levantar-se das cinzas e reconstruir o que parece não ter salvação, também Cassie, uma mulher destroçada que ficou viúva com 29 anos de um marido abusivo e alcoólatra e para quem auto-confiança é algo tão raro como não haver turistas bêbedos no Quartié.

Se a reabilitação tem 12 passos, a revolução sexual proporcionada pela S.E.C.R.E.T tem 9 
(ou 10 dependa da última decisão)
Entre fantasias sexuais, aventura, erotismo, sedução e total arrebatamento, quem aceita os passos percorre o caminho para ser alguém mais completo, para ser mais fiel a si própria.
E com isto digo: Esta organização devia existir!! Melhor, devíamos criar esta organização.
(foi isso que deu o mote ao nosso passatempo, ganho pela Helen do Beautifulness que já o divulgou aqui


Ainda outro dia vi uma publicação da autora no facebook em que, após um encontro, uma terapeuta sexual lhe tinha dito que indicou o S.E.C.R.E.T às suas pacientes para que estas apreendessem umas coisas sobre masturbação.
Eu cá digo que não preciso ser terapeuta sexual para ter vontade de meter este livro nas mãos de umas quantas pessoas que me são próximas e que com toda a certeza iriam beneficiar dos passos da S.E.C.R.E.T para aprenderem umas coisas sobre si próprias. 
Seria um jardim de flores a desabrochar! 

 S.E.C.R.E.T
Safe, Erotic, Compelling, Romantic, Ecstatic, Transformative

Sei que muitos dos livros eróticos que andam por ai são muito fantasiados, até irreais mas uma coisa é verdade, eles agradam a muito gente, excitam outra tanta e no fundo, ainda se aprende algo de novo com eles.
Ao ler o S.E.C.R.E.T temos vontade de sair e explorar o mundo e por vezes o nosso planeta começa nos lençóis da nossa própria cama.

Mais informações no site

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Opinião - "O Espião Português"

 Antes de falar do livro, gostaria de agradecer ao autor, Nuno Nepomuceno, que tão gentilmente nos cedeu para leitura um exemplar da aventura que a é a vida de André.
É sempre emocionante ler um livro em que sentimos a acção a desenrolar na nossa mente mas em comparação a outros tantos, este tem um extra especial, o nosso espião é português e embora corra mundo, nunca deixamos de ter presente a sua nacionalidade.

Sinopse

É num cruzamento de "Missão Impossível" com James Bond que conhecemos André Marques Smith, em plena missão para a CADMO, a agência semi-governamental para a qual trabalha em segredo e na qual, a sua posição privilegiada de responsável pelo Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros, torna esta a combinação perfeita para André ser uma das estrelas em ascensão em ambos aos seus "serviços". As suas constantes deslocações e o ritmo alucinanete de trabalho, são o disfarce perfeito para André desempenhar as tarefas mais "clandestinas", as que são atribuídas ao seu nome de código, Freelancer.
Oriundo de uma família de ex-espiões, André cresceu e treinou para ser agente. Ao longo do livro vamos conhecendo a sua rotina diária nas três frentes (profissional, familiar e secreta) e vamos criando um laço com a personagem. Compreendemos que, como para qualquer pessoa, mesmo as que parecem ter tudo organizado na vida e na cabeça, há pequenas coisas de muita importância no passado de cada um e que influenciam tudo o resto.
Para André, são as relações com as outras pessoas e ao longo deste primeiro volume (sim, teremos mais!) vemos como tudo se pode desmoronar e nada, nem ninguém, é o que parece.
André vê a sua vida aparentemente perfeita, aparte do seu coração pouco recomposto, cair por terra. Perante os seus olhos todos mudam, quer família, amigos e colegas. Se há uma excepção, é Kimi. Eleva a máxima "quanto mais conheço os humanos, mais gosto dos animais". Este pelo menos é fiel a si próprio e a André, ainda que um pouco mimado e teimoso como apenas um jovem cão sabe ser.

Não abrindo mão de mais informações sobre a história, tenho de dizer que este livro é uma aposta segura, capaz de manter a atenção do leitor nas descobertas de André sobre a sua vida, os que o rodeiam e a até sobre si próprio. Na realidade, à medida que vamos conhecendo André, precisamos de saber a resposta à pergunta:
"E se toda a sua vida não passar de uma mentira?"


"O Espião Português" é o primeiro volume da trilogia Freenlancer e o autor já está a preparar o segundo.
A curiosidade de saber para onde André irá de seguida é imensa. Se desta vez andámos por Lisboa, Estocolmo e Londres, pergunto-me, "onde é que iremos acompanhar André para a próxima vez?".
Melhor, que segredos sobre a sua vida iremos desvendar. Leiam a sinopse (provisória) do segundo volume AQUI.
 
  Recordamos que "O Espião Português" ganhou o prémio literário Book.it 2012 e pela altura do primeiro aniversário de "O Espião Português", temos a oportunidade de ler e de sortear um exemplar. Quem quer ficar a conhecer André e as suas aventuras como Freelancer?

Para mais informações sobre a trilogia Freelancer e o autor Nuno Nepomuceno, visitem o seu site e o Facebook.

Este Natal ofereça livros. "O Espião Português" é uma óptima sugestão de prenda. Vejam mais informações aqui e as minhas sugestões aqui.

Estamos igualmente a sortear um exemplar de "O Espião Português". Participem!!
BOA SORTE

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Opinião :: "Mais forte que o desejo"


Sinopse

A minha opinião:
Depois do filão Stevens, com James em "Ligações Proibidas" e Michael em "Entrega Total", Cheryl Holt tinha uma grande responsabilidade para com as suas leitoras, quer em relação às personagens principais, quer ao enredo de sensualidade e intrigas a que nos habituou.
"Em mais forte que o desejo" conhecemos Olivia Hopkins, "condenada" a rcom um homem rico para salvar a família, mais exactamente a madrasta, a meia irmã, a prima e a sobrinha desta última. Digo condenada porque apenas mediante o casamento de Olivia, o clã de mulheres da família Opkins teria alguma fonte de rendimento. A responsabilidade sobre os ombros de Olivia pesa na hora de agradar o Conde Salisbury, um homem mais velho, viúvo e com alguns reveses no seu passado que não pretende mostrar à luz do dia na sua bela propriedade. Um desses pormenores do passado é o filho ilegítimo que teve com uma plebeia e que juntamente com os dois filhos, foi escoltada para fora da propriedade e da sua vida, abrindo assim uma ferida de arrependimento que nunca sarou por completo, nem quando Phillip, o seu filho, bateu à sua porta em busca de trabalho.
Dedicado, astuto e até um pouco arrogante é como conhecemos Phillip, no seu trabalho na propriedade Salisbury e no seu primeiro encontro com Olivia na biblioteca, quando este a apanha a ver um livro com gravuras eróticas.
Dai nasce uma atracção, uma série de encontros clandestinos entre ele a futura noiva do pai.
O desafio em manter o romance secreto, a jornada de descoberta erótica nos encontros amorosos e a luta contra a tirania da madrasta, que não olha a meios para atingir os seus fins, é mais do que os ingredientes necessários para um bom romance sensual à moda de Cheryl Holt. No entanto, embora tenho gostado deste livro, não me arrebatou como os outros do género ou com os outros dois que li antes deste.
Entrelaçar a história de Olivia e Phillip com a de outro par romântico tirou protagonismo ao casal, embora, como é normal , as histórias se completem e façam sentido num todo.
Acho que gostei demasiado dos irmãos Stevens para agora não ficar por ai além interessada ao ler este livro.
Veremos o que ela nos conta num próximo livro :)

Quanto à Colecção de Romances Sensuais da Quinta Essência...

Assim que terminei a leitura dei comigo a pensar "devias ter comprado o outro, o da Kate Pearce"
Realmente, estive com os dois na mão mas acabei por optar por o da Cheryl Holt. Agora fiquei cheia de vontade de ler o outro. Quem sabe o Pai Natal não deixa um exemplar no meu sapatinho.

Para mais informações sobres os livros da Colecção de Romances Sensuais da Quinta Essência, vejam a minha lista de livros lidos. Tenho quase a colecção completa.
Mais informações no Site Quinta Essência.

São flores que nascem nas cinzas

"A Bibliotecária de Auschwitz" é um misto de tantas emoções que está a levar algum tempo a ler e está, sem culpa nenhuma, a atrasar-me na minha maratona de romances. 

Ler este livro é ver pequenas flores nascerem no meio das cinzas, pequenos pontos de esperança a surgir onde não esta existe, onde ninguém consegue viver, só existir. É ver pequenos meios sorrisos num povo massacrado e saber que os livros são os responsáveis, que esse objecto que tanta gente ignora, é sem dúvida, um bem precioso. 

« Excerto »

 
http://www.planeta.pt/livro/a-bibliotecaria-de-auschwitz-2

Estou quase a terminar a leitura :) e a maratona.
Depois....depois há passatempo

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Grandes Perguntas de Gente Miúda Com Respostas Simples de Gente Graúda

Que grande título!
Têm filhos, sobrinhos ou primos em idade de extra curiosidade?? Então "Grandes Perguntas de Gente Miúda Com Respostas Simples de Gente Graúda" é o livro ideal para eles.

Grandes perguntas e respostas brilhantes, lidas pela minha pessoa miúda de mente brilhante
Para mim tem sido uma leitura em conjunto com o meu mini leitor (ver biblioteca do jovem na fotografia, já se está a compor e ainda faltam os que estão espalhados pela casa).

Mais que esclarecer as crianças, este livro até a mim me tem cativado a atenção. Claro que quero saber "porque não conseguimos fazer cócegas a nós próprios", "porque razão o ceú é azul" (uma amiga já me explicou uma vez mas já não me lembro) e "porque é que os bolos são tão deliciosos" (coisa que me atormenta todos os dias!).
Melhor que as perguntas curiosas dos mais novos, são as respostas eloquentes de vários especialista e personalidades conhecidas que nos esclarecem de uma maneira calorosa e simples.
Este é um livro óptimo para ter resposta a coisas que tomamos por garantidas que nem por sombras nos lembramos de questionar o "COMO É QUE ISSO ACONTECE?"

Sabiam que afinal há quem tenha sangue azul? :P E não são da realeza.
Alguns animais têm de facto sangue azul. Sabes quais são? Os polvos, as lulas, as lagostas, os chocos e os caranguejos ferradura têm todos sangue azul.

Nunca percam a vontade de olhar em redor e perguntar como as coisas acontecem. Não deixem a vossa curiosidade desvanecer com os anos. Sejam tão curiosos e inquisidores como uma criança pequena :)

Boas leituras, sozinhos ou acompanhados.

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Editorial Presença

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Opinião :: "Quando o Cuco Chama"

"Quando o Cuco Chama" o Efeito dos Livros responde. Não podíamos ficar indiferentes à estreia de J. K. Rowling no mundo dos policiais, seja "mascarada" de Robert Galbraith ou não.

(fotos Elsar - Obrigada à amiga que encarnou a detective que vi na Robin, a assistente de Cormoran)

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Sinopse

A minha opinião:
Até chegar às últimas 30/40 páginas eu não fazia a mais pálida ideia de quem era o/a culpado/a. Cheguei a pensar numa dupla e até em quem estaria fisicamente incapacitado para cometer tão vil crime. Afinal, o fim surpreendeu-me e valeu toda a leitura. Gosto muito quando consigo descobrir o culpado mas acho que ainda me sabe melhor conseguir ser enganada até ao fim.

"Quando o Cuco Chama" centra-se na investigação da morte da super modelo Lula Landry levada à cabo por Cormoran Strike, um ex veterano de guerra, que apresenta mazelas físicas e emocionais (além de não ter tecto sob o qual dormir ao longo de toda a história). Conhecer Strike foi o ponto alto desta leitura. Saber que este livro inicia uma série que tem Strike, e a sua assistente Robin, como personagens principais para a resolução dos casos que lhes são entregues por diversos clientes, é algo que me deixa empolgada em saber "quando sai o próximo livro?"
Pois, para 2014 já está previsto o segundo.

Para mim, foi difícil separar o que conhecemos da autora com a Série Harry Potter e o que lemos neste livro. Ler "Quando o Cuco Chama" sabendo quem o escreveu realmente, foi uma experiência completamente diferente da que seria se Robert Galbraith fosse realmente um homem, ex-militar e com pouca vontade de aparecer em público. A ideia que J K Rowling está a criar um "herói" para o seu público habitual ficou-me presa na cabeça desde o início da leitura. Todos os que crescemos com o Harry temos hoje uns bons aninhos a acrescentar à nossa idade de entrada para Hogwarts. Procuramos outras referências, outros modelos e outras "aventuras". Podemos ainda gostar de magia mas aceitamos encontrar uma modelo morta no meio da rua e os 10milhões de libras de razões para ela ali terminar a sua vida.
A autora criou um herói, um que está a fazer por si e que se afirma num mundo que agora tem de adaptar como seu (fora do exército), um herói com as suas qualidades e defeitos, como qualquer um de nós. Somos inevitavelmente atraídos para o mistério e, neste caso, para aquele que o põe a descoberto. Em "Quando o Cuco Chama", cada leitor é uma Robin, a assistente curiosa e aventureira de Strike, que na realidade aceita ficar a trabalhar para o detective por menos dinheiro mas mais aventura que em qualquer outro trabalho bem pago na cidade de Londres. Durante a leitura estamos aqui, vamos conhecendo os detalhes da história, somos atraídos pela personagem cheia de secretismo que é Strike e tentamos descobrir, entre linhas, o que realmente aconteceu a Lula e quem afinal é o responsável pela sua mediática morte.
 Quem não pensou que isto dava uma grande série de televisão que mande a primeira pedra, ou me mande da janela abaixo! :P
Quem ainda não tinha pensado, vai ficar com esta ideia na cabeça. Uphs, podem ir começando a pensar no "quem é quem", porque já há estúdios interessados nos direitos televisivos. London Strike? Point to Strike? Os títulos com o trocadilho do apelido de Cormoran Strike já andam por toda a internet.

Embora muitos digam que todo o êxito se deve ao anúncio do verdadeiro responsável pela obra, a realidade é que como qualquer outro livro, "Quando o Cuco Chama" foi recusado por editores, elogiado pela crítica e conseguiu ainda dividir opiniões de leitores muito antes de se saber que J.K Rowling estava por detrás da criação de Robert. Assim como qualquer livro, haverá sempre gente que adora e outras tantas que detestam.


Se os Cucos continuarem a chamar, eu espero que Cormoran Strike responda. Tenho curiosidade de saber qual será o próximo caso de Strike, como irá evoluir Robin num segundo livro e se algum dia vamos conhecer mais detalhes sobre Leda, a mãe de Strike.

Foi só a mim que o título causou curiosidade?!
The Cuckoo’s Calling, (Quando o Cuco Chama, como foi traduzido) remete a uma elegia da poetisa Christina Rossetti – Why were you born when the snow was falling?/You should have come to the cuckoo’s calling”

Pequenas trivialidades!
:)
E agora, ficaram curiosos por ler "Quando o Cuco Chama" ?

Podem encontrar mais informações no site 
Editorial Presença

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Maratona de Romances da ElsaR

Exercícios de aquecimento e fortalecimento de mãos - Check!
Caixa de 10 pacotes de chá frutos vermelhos - Check!
Termo de 1Litro - Check!
Manta - Check!

E vocês perguntam...o que raio que vai passar aqui?
Ora pois, vou fazer uma maratona de leitura, só com romances.


Não sei quantas horas de leitura vão ser, visto que não me posso simplesmente sentar e ler tudo seguido (eu bem queria!)
São 1167 páginas e comecei a leitura ontem.
Vamos lá ver quanto tempo vou levar.

Wish me luck!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Opinião :: "A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert"

Leitura de férias de Verão 2013 

29. Gostaria de o ensinar a escrever, Marcus, não para que saiba escrever, mas para vir a ser escritor. Porque escrever livros não vale nada; toda a gente sabe escrever, mas nem todos são escritores.
- E como sabemos que somos escritores, Harry?
- Ninguém sabe se é escritor. São os outros que lho dizem.


Pego neste mesmo excerto e exerço o meu direito como pessoa com opinião própria e leitora para afirmar o seguinte:
"Joel Dicker é um escritor, um magnifico escritor que me prendeu ao longo do livro com esta história de intriga, onde nem tudo é o que parece e constatamos que toda a gente tem um lado mais escuro, este depende sempre do ponto de vista em que é observado e de quem o vê."

"A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert" é sem duvida um livro que se lê num ápice (mesmo com as quase 700 páginas). Somos simplesmente impelidos pelo desejo de ver esclarecido o mistério:
"Quem matou Nola Kellergan?"

É Markus Goldman, escritor com um único livro publicado que se tornou Best Seller e que agora atravessa um mar de páginas em branco na sua criatividade, que vai iniciar as buscas por conta própria de modo a ilibar o seu amigo e mentor, Harry Quebert. Este foi formalmente acusado da morte de Nola, 30 anos após o seu desaparecimento, quando mandava plantar hortenses em sua memória no terreno à volta de sua casa.
De uma coisa sabemos que Harry não é inocente. Em 1975 teve um romance, platónico ou não, com um jovem de 15 anos. Para começar, isso não joga a seu favor. Pelo menos, mesmo no meu jeito turvo de ver as coisas, nada de mal aconteceu entre os dois. Tudo o resto, todos os outros detalhes sobre Nola, sobre a pequena vila de Aurora e os diversos segredos dos seus habitantes são-nos apresentados ao longo da leitura.
E cada revelação, cada reviravolta, deixou-me ora de boca aberta ou com a folha suspensa a meio virar de página com curiosidade de saber se iria acertar no que se seguia ou que nova descoberta iria ler nas próximas linhas que mudava por completo o rumo da história.
Para mim, que leio poucos livros do género, já fico muito satisfeita quando um crime e a sua investigação me prendem de maneira que até sonho com isso e penso no livro mesmo quando não estou a ler. Sei que quem "come" livros atrás de livros deste género não ficou particularmente agradado com a história de Joel Dicker mas para principiantes como eu este livro é uma óptima história e consiste num bom desafio.
Principiantes que não se assustem com 700 páginas (valem todas a pena).

"Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter acabado de ler"

Duas pequenas notas negativas sobre o livro: 
1º - A referência a Robert Cochonou, entusiasta da volta a França. Ora sendo este um livro centrado na cultura e realidade americanas, acho a referencia uma gaffe. Os americanos, desculpem-me o estereotipo, centro mais na suas vedetas, mesmo as mais efemeras para sequer conhecerem ou considerarem um elemento relacionado com outro país ou envento, como é o caso da volta à França em bicicleta. Joel, nascido na Suiça, deve ver essa expressão como algo comum.
2º As conversas de Markus com a mãe ao telefone - completamente desnecessárias, forçadas até. Fazia lembrar uma comédia com o Ben Stiller em que o querido filho judeu, trintão e bom partido não encontra uma mulher para relacionamento sério.

No entanto, não querem saber quem matou Nola Kellergan?!
A minha metade literária também já desvendou o mistério, vejam a sua opinião aqui.

Boas leituras!!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Opinião :: "A Bibliotecária"

Onde quer que esteja, Bettie Page deve olhar para Regina Finch e dizer
"That's my girl!"


 Sinopse
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A minha opinião:
Peguem no estereótipo de bibliotecária: certinha, amantes de livros, que além de desconhecer o mundo lá fora, opta por o fazer porque o único valor que se eleva mais alto são os livros e o seu amor por eles.
Estão a imaginá-la? Acanhada, a passar despercebida no meio da multidão, inconsciente do potencial feminino que possa habitar dentro de si. Se conseguiram imaginá-la, agora visualizem-na a entrar na Biblioteca Pública de Nova Iorque a sorrir, hipnotizada perante a opulência do local. Caros leitores, fiquem a conhecer Regina Finch!

Feliz por estar a iniciar o seu emprego de sonho e por sair debaixo da alçada da mãe super protectora, Regina não sabe que o lobo mau, na forma de Sebastian Barnes, está já ao virar da esquina. O primeiro encontro, ou melhor, o primeiro contacto entre os dois abre precedente para o desastre. Regina entra numa sala privada da grande biblioteca e encontra Sebastian, em pleno acto selvagem e libidinoso com outra mulher.
O que seria motivo de problema para muitos, é o motor de arranque para Sebastian ver em Regina um diamante em bruto, pronto para ser lapidado e sujeito às suas mãos experientes.
Para encaixar no 20 de todas as categorias preferidas para o homem ideal da população feminina mundial, Sebastian é bonito, carismático, tem poder, dinheiro, é bom na cama e mima as suas mulheres com Prada, Louboutin e Chanel. Ah esqueci-me, gosta de submeter, amarrar e chicotear algumas mulheres. Talvez neste ultimo ponto já não agrade a todas, como não agradou a Regina inicialmente, mas é o preço a pagar pelo "pacote completo".

Compreendo agora as opiniões que ouvi sobre os livros deste género. A história será sempre mais interessante se a mulher a ser corrompida for virgem, ingénua, insegura mas que conheça os seus limites, que tenha alguma garra e controlo na sua vida para não ser uma total marioneta.
Que graça tem desviar do bom caminho alguém já moralmente corrompido?! Seria apenas para contribuir com mais conhecimentos para o rol. Não deixava de ser uma boa história e que me agrada muito mais que a da virgem VS mestre do sexo.


«Todas as mulheres de Nova Iorque gostariam de sair com Sebastian Barnes, e tu tens essa possibilidade. Avança. Vive um pouco. A vida e mais do que estar numa biblioteca a arrumar livros numa prateleira».


Na história de Regina e Sebastian perdemo-nos num mundo de livros, fotografias, BSDM em versão soft e muito sedução. O casal vai testanto os seus próprios limites, quer físicos, quer emocionais.
A história, em que se pode colocar o aviso "qualquer semelhança com as 50 sombras de Grey é pura coincidência", é bonita e lida a um passo rápido, página atrás de página.
"A Bibliotecária" quer pelo apelo à imagem de autoconfiança transmitida por Bettie Page, que vemos transferidas para Regina, quer pelas magnificas descrições do espaço, especificamente em detalhes arquitectónicos, é um livro que nos faz querer ler mais.

No último capítulo queria continuar a ler, queria mais Regina e Sebastien, queria mais drama na biblioteca, mais ex ciumenta, mais cenas tórridas entre livros e fotografias. Não é um sítio óptimo para se estar, em cenas tórridas rodeadas de livros e fotografias?!

Nota: Um ou outro erro ortográfico e um erro de cena. Sebastien oferece a Regina uns Louboutin e na continuação dessa cena ela diz que calça os Prada que ele lhe deu. Esta foi fútil não foi? :P Mas não me caiem Louboutins no colo como acontece a Regina.

Que vos parece a história da nossa Bibliotecária?
E a nossa sessão fotográfica?
Que me dizem da minha Regina Finch?


Gostaria de agradecer à minha amiga que se disponibilizou para a sessão e à Biblioteca Municipal da Quinta da Piedade por nos ter disponibilizado o espaço para a sessão.

Para mais fotos desta e de outras sessões feitas no Efeito dos Livros, visitem a nossa Página no Facebook e o álbum dedicado ao tema.

Boas leituras!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Opinião :: "Comer e Amar em Paris"

 (Leitura com vista sobre os Champs Elysee Portugueses) 

« Excerto «

A minha opinião:
Uma história de amor com receitas que me fez sorrir muitas vezes com as descobertas gastronómicas de Elizabeth, com os conflitos culturais e com os detalhes que achei tão familiares entre a cultura francesa e a minha. Achei engraçado constatar que Elizabeth considera peculiares detalhes que para mim, portuguesa de gema, são parte integrante da minha vida, como o bolo de iogurte, um doce para se ter por casa, que é das poucas coisas que sei fazer bem na cozinha e que faz parte das minhas memórias desde sempre.
Gosto muito de comer e de beber mas sou péssima cozinheira. No entanto adoro ler histórias sobre comida, sobre a paixão dos outros à volta da mesa. Conversa à volta de uma mesa é das minhas actividades preferidas, tal vê-se nas curvas generosas de que sou detentora.
Quando olhei para a capa lembrei-me de Liz, a de "Comer Orar e Amar" mas não confundir com esta Elizabeth. Nesta história ela fica pela melhor parte, a do comer. Temos tudo na mesma coordenada geográfica e se nos crescer água na boca, a receita estará à nossa espera no fim do capítulo (aiii porco com mel que penso em ti desde que comecei a ler o livro!).

Elizabeth conta-nos uma história de amor, a sua. Uma aventura que tem "um foram feliz para sempre" mas quem não acaba quando ela e Gwendal se casam. Este é apenas um passo importante durante ao tumultuoso caminho que é untar sob o mesmo tecto um amor intercultural, com um oceano gigante de culturas tão díspares. Mais que os costumes, os maneirismo ou a comida, o grande fosso cultural entre a "nova" América e o velho continente é a nível mental, sobre como vemos as nossas vidas e a nós próprios. Pode soar exagerado mas, a maior diferença entre culturas é que vemos a vida de maneira diferente. Em "Comer e Amar em PAris", Elizabeth é a optimista Americana que vem de uma cultura onde tudo é possível, em que se vive a um passo acelerado e, ao se apaixonar por Gwendal e aceitar casar e viver em Paris, é diariamente confrontada com o aproveitar o melhor da vida que os Franceses têm como máxima (incluindo a ideia que é natural arranjar um amante no homem do mercado). De início é uma batalha interessante de ser ver, o clássico choque de culturas, quer na relação, quer vida diária de Elizabeth. Como tudo "primeiro estranha-se, depois entranha-se", vemos a adaptação gradual da vida, do palato e da maneira de pensar de Elizabeth à cultura a que vai começando a chamar casa.

Desafio quem consiga ler este livro sem sentir fome, vontade de cozinhar ou de fugir para Paris a meio da leitura.


Nota: Na página 253 encontro uma frase que na minha opinião não está bem traduzida e que me deixou sem perceber o seu sentido quando a li pela primeira vez. Apenas ao ler o parágrafo todo compreendi o que teria sido escrito em inglês. A autora compara a mulheres que "debicam" a comida e as que a devoram, relacionando directamente o seu comportamento à mesa com a performance na cama. A utilização da expressão "escolhem a comida", embora correcta, não me soa bem.

Para viverem uma aventura à moda de Elizabeth, visitem Paris (eu bem que ando a pensar nisso) ou sigam o blog da autora e a sua página no Facebook.
Para mais informações sobre o livro, visitem o site Marcador ou Editorial Presença

Boas leituras!!

Opinião :: "Prometo amar-te"

"Isto não é um romance do Nicholas Sparks" devia ser uma das primeiras coisas que se diz sobre este livro. A história de Krickitt e Kim é real, e embora tenha corrido mundo, eu era muito nova para ter memória disso, se é que alguma vez foi notícia em Portugal nessa altura.
 
Sinopse

A minha opinião:
Em 1994 após três meses de casamento (e pouco mais de um ano de uma relação idílica) a vida do casal sofre uma grande reviravolta quando, a caminho de casa dos pais, sofrem um aparatoso acidente de viação que deixa os dois em estado grave, mas acima de tudo, priva Krickitt das suas memórias a curto prazo, ou seja, consegue recordar a família e tudo o que fez até cerca de um ano antes do acidente, tempo em que conheço, namorou e começou a construir uma vida a dois com Kim. Questão é: Krickitt não tem qualquer memória do homem que dizem ser seu marido, nem nutre por ele qualquer sentimento, este é um estranho para si, como qualquer outra pessoa que olha para ela nos primeiros momentos minimamente lúcidos após o acidente.

Como já vi o filme, abri este livro com uma percepção diferente dos que desconhecem por completo a história, no entanto, fui tomada de assalto por uma questão que agora vejo ter sido extramemente negligenciada na tela. A componente religiosa está muito presente na vida do casal e a sua fé e dedicação a Deus é referida muitas vezes durante a breve apresentação da sua relação e durante todo o processo de recuperação de Krickitt. No entanto, quem viu o filme e agora vai ler o livro a pensar encontrar uma romance de tirar o folego pode ficar desiludido com o que vai encontrar. O livro detalha uma relação a sério, sem os floridos de Hollywood, sem cenas com homens lindos de morrer e olhar de cachorro triste à chuva. "Prometo amar-te" é uma prova que o amor, quando é verdadeiro, encontra sempre uma maneira de juntar quem está destinado a ficar junto.

Sei que alguém menos crente, como eu, pode achar que o filme é melhor que o livro mas sinceramente acho que, agora que fiquei a conhecer a verdadeira história, com mais detalhes sobre as pessoas e as suas motivações, principalmente a forte influência que a religião teve nas suas vidas, preciso de rever o filme para o ver sob outra perspectiva. Sei que vou continuar a adorar o filme. Sabemos que a história é triste mas em parte, o momento que mais gostei no filme, foi igualmente o que mais que cativou no livro. Devido à necessidade de se voltarem a conhecer e criarem novas memórias, Krickitt e Kim voltam a "namorar" e chegam até a renovar os votos num segundo casamento.

No entanto, faço a mesma pergunta que fiz quando terminei de ver o filme:
Como será amar alguém que não se lembra de nós, nem do amor que nos une?

Quem quiser saber mais sobre Krickitt e Kim, deixo-vos alguns links interessantes
O Site Oficial de Kim e Krickitt e a página de Facebook

Para mais informações sobre o livro, consultem o Site Editorial Presença.
Editorial Presença

E já agora, vejam o trailer

o filme deve ser visto com um pacote de lenços à mão. Acreditem em mim!

Boas leituras, bons romances e bons filmes!
:)