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domingo, 4 de janeiro de 2015

Opinião :: "Apaixonada por um milionário" de Ruth Cardello

Abby, a professora responsável e ponderada, embarca numa loucura que vai mudar para sempre a sua vida, ou será Dominic que sofre a maior mudança com a presença desta mulher no seu dia a dia?
Da casa da família Corisi à China, Dominic abre-lhe as portas para um mundo novo enquanto Abby fá-lo olhar para dentro, para o que mais de profundo existe em si, enquanto se entregam de corpo e alma um ao outro.
Não me enganei quando decidir incluir“Apaixonada por um milionário” na minha wishlist. O seu único defeito é ser pequeno, muito pequeno para comportar a história de Dominic e Abby. Mas quando gostamos de alguma coisa queremos sempre mais!


“Apaixonada por um milionário” começa por nos apresentar Dominic, o poderoso homem de negócios, que construiu o seu império a pulso e que vive uma semana complicada que não se limita só aos negócios importantes que realiza pelo mundo fora. Esta semana ele é o filho que perdeu um pai com quem estava em guerra há anos devido ao desaparecimento da mãe e que se vê obrigado a voltar a casa para enfrentar a sua única irmã durante a leitura do testamento. O que Dominic não esperava no momento em que entrou na antiga residência de família era se cruzar com a empregada doméstica e que esta, desconhecendo a sua identidade, fosse capaz de o ler como se ele fosse transparente e ainda capaz enfrentá-lo quando ele, fazendo jus à sua aura de sedutor, rapidamente lhe queria dar a volta. Sim, parece ridículo que um homem que acabou de perder o pai e está completamente transtornado com os negócios se sinta imediatamente atraído pela empregada doméstica mas uma distracção é sempre bem vinda. Só que Dominic rapidamente perceber que Abby não era nada disso e talvez por ter sido a primeira de muitas pessoas a fazer-lhe frente, em parte por desconhecer a sua identidade, tornou-se muito mais apelativa aos olhos de Dominic e habituado a ser dono e senhor, rapidamente de predispôs a conquistá-la. O que começou com um desafio, rapidamente se torna numa distracção para os momentos difíceis para se efectivar como uma calmaria absoluta que apenas se obtém com a presença e o silêncio partilhado entre duas pessoas que se entendem, que se prezam mesmo quando não têm maneira de o dizer ou mostrar.

Abby é uma professora habituada a lidar com alunos problemáticos. A prematura morte dos pais obrigou-a a chegar-se à frente nas responsabilidades familiares, tornando-a responsável pela irmã mesmo quando esta já tinha idade para orientar sozinha. Essa seriedade familiar e profissional moldaram-na mas aprisionaram uma parte da sua personalidade forte, um lado que se vê no momento em que o seu caminho se cruza com o de Dominic.
O envolvimento dos dois surge numa catadupa de acontecimentos que não se desenrolam por mais do que uma semana e que os leva a um pico de emoções fortes, quer do foro intímo/pessoal quer  profissional. O que começa como um mal entendido no hall de entrada da casa de família rapidamente nos leva ao outro lado do mundo. E é aqui que eu gostava de ter visto mais, ter mais páginas para ler mas para não vos dar mais spoilers, imaginem aquela base deliciosa do romance, do “vamos-nos conhecendo ao mesmo tempo que ficamos loucos um pelo outro” mas sem extensas cenas de sexo. Não que as extensas cenas de sexo sejam más, não senhoras, não me interpretem mal mas “Apaixonada por um milionário” simplesmente não se concentra nisso, é romance, não romance erótico. Falo que aqui nos concentramos exclusivamente na atracção de Dominic e Abby, no romance relâmpago entre os dois e em todas as peças do tabuleiro de xadrez que se tornou a vida desta professora no dia em que o arrogante e seguro de si Dominic Corisi entrou na sua vida.

E assim é o primeiro livro de Ruth Cardello nesta série (Legacy) que o Goodreads me diz ter já 6 livros.
Agora que li este fui reler a sinopse do segundo livro, "Por amor ou por herança" e fiquei cheia de vontade de o ler já de seguida. É a história da irmã com o amigo e parceiro de negócios de Dominic. Vai pegar fogo!

Entretanto deixo ficar música para acompanhar o livro


Até lá, temos muitos romances para ficar a conhecer
Ruth Cardello é uma autora publicada em Portugal pela 
http://www.presenca.pt/livro/ficcao-e-literatura/romance-contemporaneo/apaixonada-por-um-milionario/?=&&trigger_pre_event_0=addtoshoppingcart&pick_48024981_=1

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Leituras ElsaR 2014

Em 2012 li 33 livros, no ano seguinte tinha planos de ler o dobro mas não consegui, então renovei o desafio de leitura para 2014 com o mesmo número 66.
Fico feliz por dizer que os 66 foram atingidos e ultrapassados em larga escala. 2014 foi mesmo o ano das leituras com 110 livros lidos.
WOW!
Podia tentar nomear um preferido, mas não consigo. Posso sim apontar uns quantos que me tocaram,fizeram rir ou chorar ou que guardei para sempre um eterno carinho. Dai os destaques das capas ao longo da lista.
Por isso, sem mais demoras, fica o resumo de um grande ano de leituras.
 
Desafio para 2015? Ler o mesmo número porque mais que isto acho que é loucura.

E por ai, quantos livros leram? Qual o que guardam com especial carinho?

Bom ano :)
que 2015 seja um ano de grandes leituras


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Opinião "A Estação do Desejo" de Sadie Matthew

O que dizer de alguém que é capaz de fazer o outro baixar o nariz, sair do pedestal e encarar o desafio de se entregar de corpo e alma a alguém que inicialmente julgava desprezar?
Em “A Estação do Desejo”, Milles assume o controlo e em mais do que um campo ao mesmo tempo. Da sobrevivência de Freya num descontrolado acidente de viação à educação pelo prazer nos tempos de clausura que vivem em conjunto, Milles faz derreter a camada de gelo que envolve a nossa protagonista e nós não podíamos apreciar mais esta transformação.

»Ler Excerto«

Quando li a sinopse de “A Estação do Desejo” pensei para comigo “olha a clássica história que os paparazzis adoram perseguir” e não me enganei.  Freya Hammond é a socialite afectada pela massiva quantidade de dinheiro que o pai tem e que nada faz na vida além de viver ostensivamente na sua redoma de vidro e brilhantes. Numa dessas jornadas de “quero, posso e mando” Freya sofre um acidente sob a protecção de Milles, um dos mais recentes guarda-costas da equipa altamente treinada e escolhida a dedo pelo Sr. Hammond.
Habituada a mordomias mas incapaz de perceber a situação em que se encontra ou até ser capaz de prezar a ajuda de Milles no seu salvamento, Freya tem as piores atitudes capazes de se imaginar, até na cena em que no calor do momento, com a adrenalina do acidente a correr nas veias, é assalta pelo desejo de testar os limites da decência e se insinua a Milles.
Dividido entre o desejo e o dever, Milles leva as coisas por outro rumo mas sozinhos no meio da neve, numa espera eterna por salvamento, que caminho poderá levar a atracção latente entre ambos, agora aumentada com a adrenalina de uma experiência perigosa, de vida ou morte?
Será Milles capaz de manter a distância ou sucumbirá ao desejo?
E Freya? Quem é esta miúda que não está habituada a ouvir não? O que a será capaz de mudar?
Um acordo permitirá a ambos obter o que desejam mas a que preço?
E fora do abrigo, poderá a sua jornada intima continuar?

“A Estação do Desejo” conta-nos uma história que, como mencionei, é muito comum nos tablóides e nas revistas cor de rosa mas tendo em conta a autora, sabemos ter acesso aos bastidores escaldantes de um romance que começa de uma maneira pouco convencional e que mesmo no pico do inverno, nos vai aquecer com as descrições pormenorizadas e escandalosas cenas intimas.
A ligação entre Milles e Freya começa no calor do momento pós acidente, muito culpa de um pico de adrenalina misturado com tensão sexual mas uma vez iniciado este caminho de descobertas, não há volta a dar. Estão lançados os dados para a transformação de Freya, para demonstração de mestria de Milles e embora tenha gostado imenso da instrução do Guarda-Costas, quer da teoria quer da pratica, achei o fim muito repentino, deixando-nos um pouco insatisfeitas quanto aos detalhes.
Talvez por isso deseje ler mais mas onde está a continuação. Há continuação?
Eu cá adorava ler os livros com as histórias das irmãs de Freya. Depois de conhecer a família Hammond e quem os rodeia, acho que valia a pena uma nova opinião e um desenrolar de história naquela fortaleza em que vivem no meio da neve.

Ponto algo, além das cenas pecaminosamente detalhadas e interessantes, é mesmo a presença de Dominic e Beth da outra série já lida anteriormente e que aqui surgem como amigos e aliados de Milles e Freya.
E ao longo do livro, aliados é o que eles mais precisam especialmente quando a redoma de Freya se fecha contra vontade e esta se vê rodeada do pesadelo que todas as celebridades vivem, o de ver a sua vida privada escarrapachada nas capas dos jornais e pelos piores motivos.

Um livro que os amantes do género que não querer perder e que detém das cenas mais interessantes que li nos últimos tempos. Só aquele fim deu cabo de mim, parece que falta ali alguma coisa.

Uma aposta

Opinião :: "Quatro Amigos" de David Trueba

Há uma discussão sobre este livro entre a equipa do Efeito dos Livros. A Metade Negra, apreciadora de Trueba, foi quem trouxe o livro à baila quando o tornou uma das suas leituras de verão mas as exclamações que foi fazendo e os excertos que foi partilhando ao longo da leitura cimentaram a opinião de que este livro em pouco se enquadrava com um género que lhe fosse querido, sendo bem mais provável que o meu humor negro e juvenil ou o facto do caracol ser o único homem nesta equipa fossem razões para que a história de “Quatro Amigos” fosse do nosso interesse e víssemos nele algo que a nossa metade negra não encontrou.
Leiam a opinião dela e depois vejam a minha.
Decididamente, embora lido da capa à contra-capa e salvo raras excepções que vou nomear depois, “Quatro Amigos” não encheu as medidas da metade colorida, pelo menos até mais de meio. Talvez o Caracol encontre em Solo, Raúl, Claudio e Blas algo mais que quatro gajos que se queixam de uma juventude fugida aos seus poucos 27 anos, que (mal)conservam entre si uma amizade que se assemelha a uma tshirt velha e puída que se mantém unida por escassos fios de tecido mas ao qual são fieis como cães mesmo quando suam que nem porcos e limpam o vomitado depois de uma noite de loucura velada a álcool e tentativas frustradas de sexo fácil.
Muito duro?
Pois, porque a leitura de “Quatro Amigos” assim o foi (pelo menos até metade).
Esta salvaguarda do “pelo menos até metade” é exactamente o que divide a minha opinião em dois pólos opostos. Se por um lado, aquele que se prende pelo facto de ser mulher e da mesma idade que as personagens me faz considerar Solo, Blas, Claudio e Raúl uns perfeitos idiotas, temos o outro lado, aquele que, como estes quatro amigos ainda se vê como uma alma louca, aprisionada às responsabilidades que por vezes deseja mandar às urtigas e que jura querer manter aquela liberdade vital dos momentos fugazes entre amigos e copos. Esse lado, o da alma louca, em medida de comparação com estes quatro muito menos inconsequente, idiota ou armada aos cucos, consegue perceber o que apenas Solo (e em certa medida Raúl, o casado e pai de filhos) percebe no fim, que as amizades sofrem os seus abalos, que por vezes são remetidas a um canto mas que mesmo perante a presença de um amor, um casamento ou dois gémeos que berram a plenos pulmões, mesmo perante o decurso tradicional da vida, se tivermos a sorte de o ter, mesmo assim as amizades estão lá. Podemos ter tudo, não em pleno nem tudo na perfeição mas sim, podemos ter de tudo um pouco se estivermos predispostos para tal, caso contrário, sozinhos vamos acabar os nossos dias.

“Quatro amigos” fala de amizade, amores perdidos, do “ele nunca foi amado em pequeno” e se quisermos filosofar sobre quatro almas perdidas, do inconformado que foge da felicidade, do playboy que abomina os sentimentos à excepção do amor que tem ao cão, do gordinho eternamente na friend-zone e que vai quase sempre para a cama com as mulheres que conhece e o outro, o casado e pai de filhos, que tenta trepar por qualquer rabo de saias porque a mulher lhe nega os gostos kinky anteriormente partilhados…
Salvação?
Nunca a pensei encontrar para este grupinho, nem para o livro mas a verdade é que na terceira e última parte, o livro foi reanimado através de técnicas de primeiros socorros e de um velho amor, aquele perdido, aquele que julgávamos não quer mas que foi sempre o que de melhor tivemos na vida.

"Fracassa o quanto antes, porque assim terás tempo na vida para te recompores"

Para mim o ponto alto foi o reencontro com Bárbara, esse amor que ficou pelo caminho. Solo, assim como muito boa gente, ficou preso a um amor que teima em revisitar como quem sem prende de amores pela casa onde um dia foi feliz mas que agora tem outros inquilinos, que deixa felizes outras pessoas enquanto nós só a vemos por fora, ao frio e à chuva já tão longe do seu calor.

"..a nossa paixão incómoda, era um amor dos quinze anos, interpretado por pessoas sete anos mais velhas, mas um amor adolescente. Talvez seja o único amor possível"

O outro ponto alto, para mim, é Estrella. Hilariante a sua presença e o seu espírito. Humor sem recorrer à asneirada dos quatro amigos. 5 estrelas!
O último ponto extremamente positivo prende-se nas notas do Escrito em Guardanapos que vamos apreciando ao longo do livro, tão certeiros no encerramento de momentos chaves. Solo transborda um sentimento nessas linhas que nos oculta ao longo de quase todo o livro e talvez por isso, agora que li o livro todo, não o consigo detestar, não consigo falar mal e no fundo, até apreciei a leitura por mais vezes que tenha revirado os olhos perante os acontecimentos, os clichés e as atitudes à laia de feios, porcos e maus. Confesso, tive momentos em que desejei lançar o livro à parede mas estes quatro eram tão cabeça dura que tive receio de partir as paredes velhas da minha casa.

"Às vezes penso que o cérebro tem inveja do coração. E maltrata-o e ridiculariza-o e nega-lhe o que deseja e trata-o como se fosse um pé ou o fígado. E nesse confronto, nessa batalha, perde sempre o dono dos dois" - (Escrito em guardanapos, pg. 194)

Relendo a Opinião da minha metade Literária, mulher e com muito menos paciência para tretas que eu, compreendo porque mencionamos dois pontos comuns, o da presença destas duas mulheres na jornada e vida dos personagens, assim como os escrito, que para nós, pelo menos, para mim, esses são os pontos altos do livro mas venha de lá uma opinião de homem. Estou curiosa para ler! 

E enquanto lia “Quatro Amigos” era isto que tocava na minha cabeça

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Opinião "Nós" de David Nicholls

“Nós” começa com o primeiro passo em direcção ao abismo, um “Douglas, penso que te quero deixar” que nos chega do outro lado da cama, numa insónia de infelicidade às quatro da manhã. Sabem quando achamos que tudo está bem na nossa vida e de um momento para o outro se desmorona?
É esse exactamente o sentimento com que Douglas Petersen começa por nos descrever, este princípio do fim do seu casamento com Connie.


Se em “Um dia” tínhamos uma história de amor com jovens adultos e uma relação que vai crescendo ao longo dos tempos, com “Nós” temos um amor maduro, um retrato da evolução pessoal, um vislumbre de influência directa das nossas acções na vida da nossa família e uma visão em câmara lenta e em retrospectiva do desmoronar de um casamento.
Em que ponto percebemos que algo corre mal nas nossas vidas?
Quando somos confrontados com a realidade cura e dura, e infelizmente, já estamos num ponto sem retorno, onde quase tudo é irremediável.
Quantos de nós falhámos como filhos, pais, maridos, irmãos e até com nós próprios?
Douglas Petersen é assaltado com essas questões quando mete em marcha o Gran Tour, a derradeira jornada que acha ser capaz de salvar o seu casamento e a relação tumultuosa que tem com o seu filho, Albie.

Pelas palavras de Petersen vamos acompanhando o Gran Tour, os dramas do dia a dia, a cratera que o separa do filho e a relação amorosa que esfria a cada dia, a cada má acção e a cada debitar irritante do conteúdo do guia para preencher os silêncios deixados pelos momentos de introspecção e leitura dos seus companheiros de viagem.
Em retrospectiva, muito bem intercalada com o presente, vamos conhecendo os detalhes do passado, os bons e os maus momentos, os que irremediavelmente nos trouxeram aqui, os que fizeram dos Petersen uma família de estranhos e de Douglas Petersen um sujeito que só quando está tão em baixo, na valeta, desacreditado no seu papel de pai e marido consegue perceber que tudo o que fez e disse nos últimos anos contribuiu a seu favor mas apenas para afastar as duas pessoas que mais ama.

A jornada é dolorosa mas ainda é mais perceber a cada novo vislumbre do passado o quanto o nosso "só faço isto para teu bem" a longo prazo retorna para nos assombrar.
Por França, Alemanha, Itália e outros locais na Europa, os Petersen, lembram-nos que não devemos ficar acomodados com o que vai funcionando e o que nos faz medianamente felizes, temos sim de pensar que os que nos amam têm de o saber e nós temos igualmente de o demonstrar. Acima de tudo, temos de lutar por obter felicidade e depois por manté-la.

Se David Nicholls sentiu a pressão de escrever um grande livro após o estrondoso sucesso de “Um Dia” posso confirmar que não desiludiu e embora num registo mais maduro, os fãs do anteriormente referido não vão ficar desiludidos. Eu não fiquei!

Demore o tempo que demorar a escrever um novo livro, eu estarei cá para o ler.
Entretanto deixo a entrevista que o autor deu em Lisboa no início de Dezembro à NewinTown.

O que eu ficava era realmente muito feliz se tivesse a oportunidade de fazer o Gran Tour já com início em 2015. Saia de Lisboa e ia para Porto, Madrid, Barcelona, Paris, Milão, Pisa, Veneza, Florença, Roma, Nápoles e depois acho que me mudava definitivamente para Itália.
:) Até lá, vou lendo sobre as viagens dos outros, mesmo aquelas capazes de arruinar e salvar uma pessoa, um casamento, uma vida inteira.

"Nós" é uma aposta da
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Opinião "Sedução Perigosa" - 2º Livro da Série Irmãs Albright


Sinopse
Depois de testemunhar uma cena chocante e de viver um casamento desastroso, Penelope Norman tornou-se uma voz para aquelas que lutam contra o excesso sensual dos nobres. E Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath foi secretamente escolhido para silenciá-la. 
O duque acredita que pode seduzir a bela hipócrita e fazê-la parar a sua luta preocupante... ou pelo menos colocá-la em posição de a chantagear. Assim, finge estar do lado dela durante o dia e à noite escreve-lhe cartas eróticas e visita a sua cama para a ensinar nas atividades pecaminosas que ela tanto teme. Mas quanto mais se aproximam, mais Jeremy percebe que a frustrante e tentadora Penelope tem a vantagem em todos os jogos que disputam. Especialmente os do coração.

Minha Opinião
Quem leu "Emoções Proibidas", o primeiro livro da série de Jess Michaels sabe que a Família Albright sofria dificuldades financeiras depois da morte do pai ter deixado a descoberto o desfalque que os seus vícios do jogo fizeram à herança das suas 4 filhas. A mais velha sucumbiu ao prazer em troca de segurança e financiamento do futuro das irmãs mas Penelope, a nossa protagonista e irmã confidente sentiu-se traída com as acções da irmã que segundo ela foi egoísta ao escolher o prazer acima das suas obrigações como Dama e filha mais velha do clã Albright. Por esse motivo, decidiu cegamente casar com o primeiro homem rico que assegurasse o bem estar da sua mãe viúva e restantes irmãs, enquanto Miranda, a sua irmã mais velha acabou por ficar com o homem a quem entregou tudo e com quem viveu a bela história que conhecemos em “Emoções Proibidas”.

Condenada a um casamento de fachada, com um homem bem mais velho por quem nunca nutriu qualquer sentimento, todo o seu pouco tempo de matrimonio foi um suplicio, especialmente quando comparado com o romance fervescente que a irmã vivia, razão que as distanciou sempre, muito por culpa do ciúme e inveja de Penelope, encapotado com uma moral que começa a empregar na sociedade, qual cruzada contra os excessos, o adultério, o deboche e as vidas duplas de muitos Lords.
Esse é o ponto central do livro. Em “Sedução Perigosa” conhecemos Penelope, viúva e amarga, que sem saber bem como foi arrastada para esta demanda que está a gerar conflitos entre casais, que obriga homens a deixar amantes e incentiva esposas a reclamar atenção e exclusividade. Com isso, Penelope torna-se o centro das atenções das mulheres que a saúdam e agradecem o empurrão mas igualmente dos homens, que desprezam tudo o que representa, chegando até a ameaçar a sua integridade. 
E qual a melhor maneira de desacreditar alguém? Torná-la exactamente naquilo em abomina! 
Para essa tarefa temos Jeremy Vaughn, Duque de Kilgrath, um fervoroso defensor da liberdade e do hedonismo masculino.
Decido em arruinar com a reputação de Penelope, Jeremy optou por lançar a carta do libertino arrependido, do homem mudado que compreendeu o quanto a sua vida era vazia e sem rumo. E qual não é a mulher que quer acreditar que um homem mudou?
Todas, até a mais inteligente!
Forçando um laço de amizade falso apoiado no propósito de a ajudar a perceber o que combatia, de dia conheciam o que a sociedade Londrina fazia em segredo mas à noite, a tormenta de Penelope não era proveniente de Jeremy mas sim de um admirador secreto que a desconcertava com as suas cartas eróticas que a faziam querer soltar as amarras da frente fria e lutadora que ergueu em seu redor.
Será a sua luta fundada em razões válidas?
Terá Jeremy um papel determinante em fazer Penelope sucumbir ao pecado?
Conseguirá Penelope permanecer forte contra as tentativas de sedução do seu admirador secreto? 
E o que podemos esperar de uma história em que o caçador tão facilmente se pode tornar a presa?

Um livro que não fica nada a atrás de outros da série ou do género. Relembra-nos que numa relação é fundamental contrabalançar diferentes aspectos, que além do amor, o desejo, a amizade, a confiança e a fé na outra pessoa são tão importantes como o sentimento que partilham.
Só tive pena de encontrar tantos erros tipográficos ao longo do livro, o que sempre me tira algum gozo da leitura.

 Agora que tenho os 4 livros lidos é que percebi, o terceiro é um extra, visto que Cassandra de "Tabu" nada tem a ver com as irmãs Albright, a não ser ter alegrado os dias de uma ou outra através dos seus talentos artesanais.
Jess Michaels, falta-me uma irmã!
Será que ainda vamos ter conhecimento da história de Winifred? Conseguirá uma linhagem inteira de Albrights encontrar o amor e o prazer em quatro homens de moral duvidosa? Faltas tu Winifred (que raio de nome tu tens!).
Para ser sincera, acho que vou pegar em Tabu e Força do Desejo para reler. :) Em dois ou três dias estão despachados e assim relembro as histórias.

E por ai, quem conhece as Irmãs Albright?
Estão rendidas à escrita de Jess Michaels?
1 -  Emoções Proibidas 
2 - Sedução Perigosa 
3 - Tabu (Opinião)
4 - Força do Desejo (Opinião)

Uma colecção

domingo, 21 de dezembro de 2014

Opinião "Emoções Proibidas" - 1º Livro da Série Irmãs Albright

Já leram algum livro das Irmãs Albright? Não começaram por "Emoções Proibidas"? Não faz mal ! Se conseguirem, leiam por ordem e assim podem apreciar tudo de início, desde o primeiro passo dado no caminho de perdição desta família.


Sinopse
Durante vários verões Miranda Albright viu - horrorizada, mas vergonhosamente excitada - o seu perverso vizinho Ethan Hamon, o notório conde de Rothschild, «entreter» uma sucessão de amantes nos terrenos da sua propriedade. Agora que o pai dela morreu, deixando para trás uma montanha de dívidas, Miranda deve fazer o impensável. Ethan prometeu apoiar as suas irmãs mais novas, financeira e socialmente, por um preço escandalosamente caro: Miranda deve oferecer-se completamente ao conde durante três meses, sem remorsos e sem restrições. 
Noventa dias e noites de sensualidade desenfreada esperam-na nos braços de um galã que vê a sua submissão como nada mais do que um grande jogo erótico. Porém, nem Miranda nem Ethan percebem que fogo arde por detrás de um rubor inocente. E assim que a paixão dela é desencadeada pelos lábios e pelo toque de Ethan, é a aluna que vai ensinar ao professor os caminhos do prazer proibido... e do amor.

A Minha Opinião:
Aqui conhecemos as irmãs Albright e ficamos íntimos da irmã mais velha, Miranda.
Filha mais velha de um falecido Lorde errático e viciado em jogo, ficou responsável por orientar a familia com o pouco que o pai lhes deixou para viver e liquidar dívidas. 
Miranda vive numa propriedade fora de Londres com a irritante e irresponsável mãe e as suas irmãs Penelope, Beatrice e Winifred, todas em idades próximas de dar entrada na sociedade mas sem fundos para isso. A nossa protagonista tinha deixado passar duas temporadas, recusando até 2 pedidos de casamentos que prometiam conforto mas que tinham em falta a única coisa que ela mais queria, paixão. Essa já a havia encontrado um verão enquanto passeava no bosque e descobriu o seu vizinho Ethan Hamon, o Conde de Rothschild, em enlaces carnais com a sua sua amante da temporada. Entre o choque e a excitação, esse momento marcou Miranda e mudou-a para sempre, passando a desejar secretamente o que vira no bosque, sempre com Ethan como protagonista.
Anos passados o desejo não diminuiu e quando surgiu a necessidade de dar a volta aos problemas financeiros da família Albright, Mirando recorreu ao Lorde Rothschild, apelando à sua generosidade, ao seu sentido de aventura e espírito libertino.
Um acordo forjado sob desejo mútuo entre uma solteirona que quer salvar a família e um conhecido libertino que repugna qualquer ideia de casamento. O que poderá correr mal? 
Descobrirem a verdade e Miranda ficar com a reputação arruinada ou o Conde usá-la e não cumprir com a sua palavra? 
E descobrirem uma conexão incrível e perceberem que são perfeitos um para o outro mas sem terem maneira de ficar juntos, não será pior isso?

Uma história que nos arrebatada pelos detalhes sensuais da entrega de Miranda às mãos experiente de Ethan, que rapidamente se torna numa exposição da alma que ambos parecem partilham quanto estão juntos.
E esta cena, arrancou-me uma gargalhada.
 E eu dei comigo a pensar "livros e comida na cama já não me parece mau negócio, então com boa companhia, é o jackpot"

Quanto ao ponto de partida da série das Irmãs Albright não desilude nem um bocadinho.
Tem um pouco de tudo, um pouco drama, emoções proibidas e desejo, muito desejo.
Que venha o próximo!

Opinião "A vida na porta do frigorífico"

"Uma mensagem universal sobre o amor e a perda num romance de estreia comovente, que se lê num fôlego"


Realmente, "A vida na porta do frigorífico" lê-se de rajada mas o impacto da história e a proximidade que o tema tem da nossa vida diária têm um peso significativo que nada é influenciado pela rapidez da leitura ou o modo informal como a história de Claire e a da sua mãe nos é contada, pela troca dos recados que deixam uma à outra na porta do frigorífico.
À medida que a idade trás independência de movimentos no dia a dia entre casa e escolha, o tempo passado em familia diminui significativamente para qualquer jovem. Agora juntem um adolescente com uma mãe médica, sobrecarregada de trabalho e com horários mirabolantes. Assim temos uma mãe e filha que raramente se encontram, que comunica atráves de recados para falarem de tudo, do mais banmal como a lista de compras aos mais sérios como a saúde, os sentimentos avassaladores do amor adolescentes ou da impotência face à doença da mãe. 

Num relato que nos leva ao longo de um ano de distância, doença, crescimento e perda.
Alice Kuipers consegue descrever muito bem os sentimentos de ambos os lados e embora considerasse mais provável esta história ser composta por sms e emails, há uma certa nostalgia em chegar e casa para encontrar uma mensagem que nos é destinada.

"A vida na porta no frigorífico" faz-nos pensar no tempo que andamos concentramos na nossa vida, nos nossos problemas sem dar atenção aos que nos são mais queridos, especialmente a nossa família. Se os acidentes nos levam quem mais amamos, também o tempo é nosso inimigo e acaba por nos roubar quem tanta falta nos faz.
Hoje, liguem à vossa mãe, ao vosso pai, à irmã, aquela amiga de quem gostam muito mas com quem têm vindo a adiar um café faz tempos. Façam-no hoje!

Alice Kuipers é uma aposta
A opinião ao seu mais recente livro, "O pior dia da minha vida" já se encontra publicada aqui.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Opinião :: Série Crossfire de Sylvia Day

Ainda bem que decidi furar a lista de livros a aguardar leitura e ler de rajada os três livros da série Crossfire. Agora que terminei, dou comigo cheia de pena de pelo menos dois deles me terem sido emprestados e de não ter oportunidade de guardar a minha cópia na estante, junto de outras história que me arrebataram.
Como não consigo falar individualmente de "Rendida", "Refletida" e "Envolvida" aqui vai uma opinião geral sobre os livros da série até agora editados em Portugal.


Quando decidi reler o primeiro livro “Rendida” percebi que tinha apenas uma ideia da história e das personagens mas pouco mais que isso. Soube bem reler, deixar mais fresco na memória as coisas que me agradaram e me fizeram torcer o nariz.
Mas como é difícil separar os três livros, visto que os li numa semana, vou optar por falar da história numa única opinião enquanto espero pacientemente por Março de 2015 para ler a continuação (dizem que sai em Março!).
Quando li Rendida pela primeira vez (vejam opinião) optei por compará-lo com as 50 sombras de Grey. Talvez por já ter lido dezenas de livros do género desde que li quer este livro, quer o de E. L. James, agora opto por não fazer qualquer comparação e concentrar-me exclusivamente em Gideon e Eva e no que me transmitiram.
Inicialmente mantive a minha opinião de 2013, Eva é uma mulher mais decidida, com uma chama própria e que encontra em Gideon alguém à altura do seu apetite sexual. Já Gideon surge como todo e qualquer macho destes livros, lindo, poderoso, dominador, capaz de provocar orgasmos com um olhar e que não pára até ter aquilo, ou melhor, aquela que quer. No entanto, assim como para Eva, as primeiras impressões são aquilo que são e à medida que vamos avançando na história conhecemos as facetas que se escondem por detrás da fachada pública de cada um.
No caso destes dois, é um trauma profundo de contornos semelhantes que tanto os aproxima como os afasta por tamanhas inseguranças que são caracteristicas a cada um.
O que inicialmente começa com uma atracção mútua a que são incapazes de resistir rapidamente se torna numa obsessão, um vício sem o qual são incapazes de viver. Mas que relação se espera de uma mulher que sempre usou sexo para se sentir completa e um homem que sempre o usou para se sentir superior ao seu passado, descartando de imediato qualquer mulher após o caso de uma noite. Será que alguma vez irá resultar?
Mas resulta sim! Com drama, gritos, choro, sexo escaldante, famílias controladoras, segredos escondidos, melhores amigos promíscuos e derradeiras provas de amor, tudo ao longo de três magnifícos livros.

Em Rendida somos apresentados a Eva, Gideon e às inseguranças, paranóias e loucuras de ambos mas também à familia protectora dela, ao seu libertino melhor amigo, às mulheres no passado de Gídeon e aos restantes elementos que compõem muito bem o cenário na história deste dois.
Cada trilogia ou série, seja qual for a quantidade de livros que tenha, apresenta sempre um ponto que as distingue das outras. Na primeira vez que li Rendida achei que era Eva. Ela toma a inicitiava, possui o que quer e quando as cosias não vão de acordo com o planeado, vira costas mas deixa rasto de destruição, muito ao estilo da passagem de um tornado. Curioso é que quando reli o livro, achei que este virar costas torna-se menos atractivo ao perceber que é algo comum e que funciona como mecanismo de defesa para lidar com todo e qualquer contratempo que se interpõe no seu caminho. POR ISSO, o ponto forte desta história, desta série, é Gídeon!
Impassível em público mas arrebatador, insaciável, romântico, sentimental e com fortes tendências para expressar em gestos o que não consegue dizer com palavras. Dono e senhor de uma vida pública e profissional controlada, tem uma vida pessoal que sempre teve descarrilada por um trauma do passado que embora pareça remetido ao esquecimento, ainda o atormenta em sonhos e nos limites que impõe às suas relações íntimas.
E é em Gídeon que focamos a nossa atenção enquanto a história nos vais sendo revelada. O facto de a mesma nos ser contada no ponto de vista e palavras de Eva é ainda mais flagrante na visão que criamos de Gídeon. Mas é igualmente graças às palavras de Eva que a ficamos a compreender porque nos é apresentado o seu passado, os seus dramas e esforços para não tornar cada dia num inferno constante.
Assim como em muitos outros casos, também à volta de Gídeon e Eva há quem faça tudo para os separar. Aqui são as mulheres no passado de Gídeon, as que o tiveram, as que o sempre o quiseram ter e as que o deixaram e depois se arrependeram (uma boa parte da população de Nova Iorque, digamos!) São estas mulheres que vão complicando o já intrincado drama que rodeia o casal. Mas como o passado acaba sempre por nos apanhar, também o de Eva vem ao palco chamar atenção aos nossos protagonistas, tudo isto enquanto lidam com uma relação bombástica, passados traumáticos, revelações chocantes e acções que muitos amantes dizem ser capazes de fazer mas apenas da boca para fora.
E quando acabamos a leitura estamos completamente devastadas pela história, pela crueza dos sentimentos com que as personagens, especialmente Eva e Gideon nos brindam.

Se pensam quem vão terminar algum dos livros com o coração na boca, enganam-se!
Sylvia Day não quer causar desgostos às suas leitoras, deixando-as penduradas num preipício  e deste modo vamos sossegadas até ao volume seguinte mas sempre cheias de vontade de para saber o que se vai passar de seguida, o que é exactamente o meu caso agora que li Envolvida e não tenho mais nada para ler.


Neste último volume andamos a apanhar os pedaços dos acontecimentos marcantes dos últimos livros. Eva e Gideon regressam a si, aos seus e reentram no até agora tumultuoso caminho para a felicidade comum. E quando tudo se parece encaminhar para luz, que sombra negra se irá abater sobre o forte laço que criaram?
Quem mais se irá impôr na pista de obstáculos que tem sido a jornada de Gideon e Eva?
Desculpem-me se não falo detalhadamente de cada livro. O melhor que faço é resumir a minha humilde opinião a alguns livros e esperar que isso seja suficiente para vos convencer a apostar neles.


A Série Crossfire vai levar-vos à loucura. Se há histórias viciantes, esta é uma delas. Eva tem fogo, Gideon tem garra, o melhor amigo (Cary) é promiscuamente especial e o sexo é estupendo (nada de bsdm e tretas) só puro erotismo a toda a hora e todo o instante. A história que envolve estes personagens tem crime, vingança, violência, traumas sexuais, problemas familiares, conflitos amorosos, fantasmas do passado, ex namoradas manipuladores e ex namorados sedutores e SEXO, muito sexo. Já disse sexo? ah pois! 

Mal posso esperar por ler Captivated by You. Cheira-me que ainda muito se irá intrometer entre estes dois que são mais sólidos do que duas rochas e por mais que tremam, por mais que ameacem ruir, desde que estejam juntos estão a salvo.
Querem ser arrebatadas?
Venham conhecer Gideon Cross!




http://www.portoeditora.pt/sobrenos/autores/index/tema/autores?id=378058

sábado, 13 de dezembro de 2014

Opinião :: "Quando A Neve Cai"

Gracetown, Virgínia get ready!!
John Green, Maureen Johson e Lauren Myracle controlam o tabuleiro do jogo na noite mais animada do ano, a véspera de Natal.
E o resultado não podia ser mais adorável.


Em pleno mega nevão que assolou esta pequena cidade vamos conhecendo recém chegados, habitantes locais, amores, traições, arrependimentos, paixões na friendzone, pais loucos, colecções descontroladas, largos sorrisos, beijos arrebatadores, provas de lealdade, fortes laços de amizade e uma incapacidade de vestir roupa adequada ao tempo que se faz sentir, tudo isto envolto em três pequenas histórias que num todo compõem um óptimo livro de Natal, que nos renova a esperança, nos lemba que há quem trabalhe nesta data, quem fique preso longe dos que mais ama mas que os milagres também acontecem. O que eu acho curioso é que tudo aconteça numa data habitualmente celebrada em casa com a família mas que este ano, em Gracetown, levou toda a gente a sair de casa e a deambular toda a noite por ruas cobertas de neve, estradas deslizantes como pistas de gelo, Starbucks e Whaffle Houses. Raios, as tradições de Natal estão a mudar!
Mas costuma-se dizer que 


e as personagens de “Quando a neve cai” provam exactamente isso ao viver a aventuras das suas vidas na noite mais fria do ano e no meio de uma tempestade de neve.
Pessoalmente ADOREI a 1ª história, O Expresso Jubilee. Além de nos levar a Gracetown e apresentar o início da trama toda, tem a dose certa de “geekiness”, sabedoria e fofice. Sim, eu acabei de usar o termo fofice!
Por isso, ainda se ainda há aquela amiga, prima ou irmã para quem ainda não conseguiste comprar um presente de natal, fica aqui a sugestão. Embrulha um exemplar de “Quando a neve cai” e ficarás bem-visto!

Uma aposta da

Eu fiquei muito curiosa com a escrita de Maureen Johnson. Alguém já leu algum livro da autora?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Opinião :: "Tempo Limite" - 2º Volume da Série Fox&O'Hare

A determinada agente do FBI e o brilhante burlão reunem-se para mais uma aventura. “Tempo limite” leva-nos por uma viagem por vários continentes em demanda ao género “ladrão que rouba ladrão” que tem como objectivo recuperar um artigo roubado que pode muito bem destruir as delicadas relações entre EUA e China. E uma vez mais, Nick e Kate dominam!


A dupla improvável Tom & Jerry tem química e combustível capaz de incendiar uma cidade inteira e embora a atracção ainda esteja latente, os primeiros indícios estão lá e começam a notar-se. Enquanto criam os planos mais mirabolantes para restituir a peça roubada ao seu devido lugar, Nick e Kate encontram tempo para se picarem um ao outro.
E o que acontece quando o burlão consegue corromper a sempre cumpridora agente da lei? Será a influência unidirecional ou Nick também tem vindo a alterar o seu modo de ver a vida?
Os métodos não, esses continuam fantásticos, dignos de um show. “Tempo Limite”, assim como “O Golpe”, são extremamente visuais e facilmente se podiam tornar em guiões de filme ou série, o que é compreendo ser uma séria influência da profissão de Leo Goldberg.

Neste segundo volume regressam ao palco os comparsas do primeiro golpe, assim como o carismático pai de Kate, agente reformado e sequioso por aventura na sua vida aborrecida.
E quando terminamos mais um golpe com sucesso, somos surpreendidos com aquela última página que promete algo que espero que The Job, o terceiro livro da série, nos entregue daqui a uns meses. Curioso, estive a ler a sinopse e o próximo golpe vai passar por Lisboa e ainda terá uma personagem portuguesa...hmm...o que será que vem ai?

O Goodreads também me disse que para o ano será lançado o terceiro livro da série Lizzie & Diesel, Wicked Charms.
Já estou a ver as novidades Topseller para 2015 :D

Mais informações sobre a série no site
Relembro a Opinião ao "O Golpe

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Opinião :: "Enrolados" de Emma Chase

Meu Deus, como é complicada a mente feminina! Como são infernais os mal entendidos que personalidades orgulhosas tendem em criar porque preferem assumir o que viram/ouviram em vez de ficarem a conhecer a verdade dos acontecimentos.


Confesso que não tinha lido o excerto disponibilizado pela Topseller por isso não sabia o que iria encontrar. Gosto de guardar aquela excitação de iniciar um livro novo quando realmente o começo a ler. Foi uma surpresa constatar que em “Enrolados” andamos a passear no terramoto Drew&Kate através dos olhos da componente feminina deste caos, que como em “Envolvidos” toma proporções épicas porque estes dois casmurros atacam antes de ser ameaçados.
É interessante passar da mente de Drew para a de Kate neste livro. Pessoalmente gostei mais do primeiro, até porque é raro o livro que tenho lido num ponto de vista masculino e até agora, os que li, gostei bastante. Ok ajuda imenso Drew ser brutal, um filho da mãe arrogante e com piada que no fundo é uma das razões para o degelo da camadas polares do planeta terra de tão escaldante que é. Sim, é um ordinário de primeira categoria, por vezes recorre a clichés tipicamente masculinos que nos fazem revirar os olhos mas fez-me rir, e em derradeira análise, era o que pretendia encontrar nesta história.
Enrolados” não fica atrás, mesmo com o drama e os problemas, o elemento cru e sarcástico (com muito humor ofensivo) esteve sempre lá e Emma Chase tem aqui uma fã.
Com o início da leitura encontramos Drew e Kate na meta dos dois anos de namoro. Cresceram, evoluíram como casal e como parceiros de trabalho. Tudo corre bem e é espectacular ver como a chama se mantém acesa e que se desejam tão loucamente como da primeira vez MAS recordo que estamos na mente de Kate, da externamente forte e determinada Kate, que como toda a mulher tem dúvidas e dramas a enredar teias confusas na cabeça. E é quando as dúvidas surgem e os mal entendidos submergem, Kate foge para um jornada de auto comiseração e regresso às raízes, após o momento em que as suas esperanças são lançadas borda fora pelo contra-ataque desinformado de Drew. Não estou a fazer sentido? Pudera! Explicar era dar spoilers e eu não faço isso!!

Por isso, se “Envolvidos” vos arrancou gargalhadas e o nome Drew Evans vos deixa a sorrir, não percam a oportunidade de o ver crescer mas lembrem-se que estamos do outro lado do tabuleiro, daquele que tem vontade de lhe cortar a masculinidade e envia-la via FEDEX para a China (eu identifico-me com a irmã de Drew ou a amiga de Kate, entre um ou outra, venha o diabo e escolha!)

Por falar nisso, que venha Tamed, que nos vai contar o romance de Matthew e DeeDee contado pela versão dele porque eu realmente quero é chegar ao 4º livro da série, Tied, novamente pela voz do Drew a caminho do altar (e da despedida de solteiro!)
Ah alegria, se já foi bom voltar a ver os amigos e família de Drew e Kate neste livro, imaginem daqui para a frente.



Relembro a opinião ao primeiro livro, Envolvidos
http://efeitodoslivros.blogspot.pt/2014/11/opiniao-envolvidos-de-emma-chase.html

Emma Chase é uma aposta