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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Opinião :: "Por Treze Razões"

Hey tu, tens noção do impacto que tens na vida das pessoas à tua volta? Compreendes até que ponto as tuas acções podem, directa ou indirectamente, afectar o bem estar de uma pessoa próxima de ti?
Agora recua ao secundário. Estás a recordar esses tempos? És um daqueles que diz ter vivido os melhores anos da sua vida ou um dos que lutou por sobreviver àqueles tempos?


Eu tive os meus altos e baixos, já Hannah Baker sentiu que foi sempre em queda até ao momento em que desistiu e se suicidou. “Por treze razões” conta-nos os motivos que levaram Hannah ao limite e serve de um tremendo abre olhos para os que passam na vida alheios ao que as suas acções provocam nos outros e aos que estão cegos de mais para ver quem à sua frente pede ajuda.

Conhecemos Clay no momento em que recebe a encomenda com as cassetes de Hannah. Numa era digital, gostei do toque retro das gravações em K7. No entanto, é com pesar, além de muito interesse, que vamos “ouvindo” a voz de Hannah intercalada com os pensamentos e poucos acontecimentos que rodeiam Clay enquanto vai virando K7s, umas atrás das outras, sabendo detalhadamente o que criou a bola de neve que soterrou Hanna e a levou à decisão de terminar com a sua vida.
Uma a uma, lado A e lado B das K7s, Hannah conta como tudo começou, como um rótulo nos tempos de escola podem mudar a percepção que as pessoas têm de nós e marcar-nos para sempre. Como se sai de um buraco onde cada vez que damos um balanço para cima alguma coisa nos empurra para baixo?

Passamos por pequenas brincadeiras, maldades propositadas, falsidades, rumores infundados, paixões secretas, quebras de confiança, raiva, perplexidade, culpa, irresponsabilidade, arrependimento e luto. 
“Por treze razões” é um prato cheio, uma ligação forte entre alguém que sente não ter feito o suficiente e alguém que aos poucos foi cedendo, que por mais que tente, não conseguimos deixar de nos identificar.
Quem nunca teve problemas na escola que mande a primeira pedra. 
Ah esperem, provavelmente se não tiveram, eram vocês quem as atirava, certo?

Nota: “Por treze razões” passa a ter lugar cativo na estante. Pergunto-me “porque não lia livros quando era adolescente?!”
Embora saiba que a compreensão é outra nos dias que correm, teria sido óptimo ter lido algo deste género. Nunca perdi ninguém perto de mim desta maneira mas quantas pessoas precisam de ajuda diariamente porque já não conseguem lidar consigo mesmas?
O que podemos nós fazer quando o pior inimigo de alguém que nos é próximo é a sua própria cabeça?
É por isto que gostei deste livro, incluindo o fim. Podia ter mais justiça mas essa também está muitas vezes em falta na vida real, por isso, há que manter as coisas fieis à realidade.

http://www.presenca.pt/livro/ficcao-e-literatura/romance-contemporaneo/por-treze-razoes/

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Opinião "Aqui e Agora" de Ann Brashares

A história de “Aqui e Agora” faz-nos pensar nos pequenos acontecimentos que parecem insignificantes agora mas que podem ter consequências de proporções inimagináveis. 
Enquanto lia este livro, dei comigo a pensar naquela velha frase que toda a gente já ouviu um dia
“O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um furacão em Nova Iorque.”
Já pensaram no quanto aquilo que fazemos hoje terá influência nos acontecimentos do futuro? E se fosse possível voltar atrás e corrigir alguma coisa, será que melhorava ou apenas desencadeava uma nova sequência de eventos igualmente desastrosos?

Prenna não é deste tempo, veio de um futuro que não conseguimos, nem queremos imaginar. Um mundo devastado por doença, fome e catástrofes, tudo aquilo que hoje a grande maioria de nós evita pensar enquanto diz da boca para fora “não há nada que eu possa fazer” ou “os que vierem depois que se preocupem”. Toda a evolução do mundo actual tem um lado negativo e as consequências dos nossos actos presentes fazem-se sentir no tempo em que Preena imigra para o passado juntamente com um grupo de quase mil pessoas. Todos juntos adaptaram-se a um novo tempo, a novos costumes, a uma realidade abençoada onde há abundância e onde fazem os possíveis para se integrar sem serem notados, sem se envolverem. São uma comunidade que segue 12 regras muito importantes e restritas, que primam pelo secretismo, precaução e afastamento dos nativos daquele tempo mas Prenna sente que há um laço que a liga a uma pessoa fora da comunidade e essa relação pode ser o ponto de ruptura ou de viragem para a nossa heroína, a sua comunidade e o mundo inteiro.

Conhecemos Ethan no primeiro capítulo do livro e é com a chegada de Prenna ao nosso tempo que somos brindados com uma nova história e ficamos cativados pelo livro, pela ideia do “o que será que vai sair daqui?”.
É-nos apresentado uma ideia de um futuro que pode não estar assim tão longe, onde a evolução tecnológica ocorre velozmente mas sem conseguir fazer frente ao mais antigo inimigo da espécie humana, nós próprios.


“Aqui e agora” é um livro que se lê rapidamente mas que não nos prende por inteiro. É simples, a ideia da comunidade é inteligente, mas todo desenrolar torna-se confuso quando surgem, pelo menos, umas três perguntas na minha cabeça e que ficam sem resposta. Podia ser daqueles livros que fazem parte das tão afamadas trilogias de que temos sido fãs recentemente mas até ao momento, é um livro único, com principio, meio e fim. Haverá quem o leia que diga que havia mais para explorar, enquanto outra parcela de leitores diz que já tudo foi esticado até ao máximo. Eu penso que a combinação de um tema tão actual como as alterações climáticas e a ideia de viajar no tempo se agrupam muito bem com a história de um novo amor que tem tudo para ser normal até a irresponsabilidade mundana de uma tarde de praia quando sabemos que o dia seguinte irá mudar para sempre a nossa vida e o destino do mundo.

Um livro, que acima de tudo nos temos de recordar ser dedicado a um público jovem que com toda a certeza não devorou todas as séries, livros e filmes que nós já tivemos oportunidade de ficar a conhecer e que por isso nos toldam o pensamento quando tentamos avaliar objectivamente a história de "Aqui e Agora".
Um pequeno livro sobre o quanto o nosso presente influencia o futuro, por isso, façam valer as vossas acções e pensam que "colhemos o que semeamos".

Uma novidade

Relembro que está a decorrer o passatempo para ganhar um exemplar deste livro. Já participaram?

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Novidades Presença :: "Aqui e Agora" de Ann Brashares

A metade colorida gosta de manter um olho nas novidades young adult. Por esse motivo, não podia deixar passar o lançamento de "Aqui e Agora" de Ann Brashares.

Aqui e Agora é um thriller inesquecível, romântico e épico, sobre uma jovem que veio do futuro e que pode talvez salvar o mundo... se abrir mão daquilo que mais deseja.


Sinopse: 
Seguir as regras.
Lembrar-me do que aconteceu.
Nunca me apaixonar.

O mundo de onde vim está em ruínas. 
Estamos aqui para evitar a destruição da humanidade.
Mas se não seguirmos As Regras, tudo o que é importante desaparecerá:
Amigos. Famílias. Sonhos. Amor.
O Ethan não pode nunca descobrir o meu segredo.
Que não vim de outro lugar.
Que vim de um outro tempo.


Uma novidade

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Opinião :: "PUROS"

Gostámos de "Os Jogos da Fome" e devorámos "Divergente" mas "Puros" é a razão para nos fazer esquecer todas as distopias que lemos até agora.
Ora prestem lá atenção!
Leram bem a sinopse?!
Bom!
Agora esqueçam tudo o que imaginaram, sentem-se aqui e preparem-se para uma viagem em formato IMAX a um mundo pós-apocalíptico onde os sobreviventes reforçam esse estatuto todos os dias.

"Puros" é uma explosão de criatividade que me deu pena não ter capacidades ilustrativas para conseguir representar graficamente cenas e personagens, principalmente os detalhes grotescos que as detonações implicaram aos que ficaram de fora da cúpula. Falamos de fusões com coisas e seres vivos (humanos e animais), detalhadamente descritas para nos transportar para uma realidade completamente alternativa e assustadoramente possível.
A humanidade caminha para a sua própria destruição. Será que o nosso futuro também nos reserva detonações radioactivas que vão matar a grande maioria da população e marcar para sempre os poucos sobreviventes?

No mundo de Puros, Pressia é uma sobrevivente no exterior devastado pela radioactividade enquanto no cimo da colina, vive Partridge encerrado na Cúpula, esse local idílico, considerado até o Paraíso, o local dos justos. Quando foram previstas as detonações, apenas um grupo selecto de pessoas foram escolhidas para entrar na Cúpula e dar continuidade à humanidade. Uma elite de cientistas e outras mentes brilhantes que através da genética pretendem aperfeiçoar a raça humana ao seu expoente máximo, seja cognitivo ou físico.
Mas como em todos os conflitos, especialmente os que geram guerra capaz de aniquilar povos inteiros, há sempre coisas mal explicadas, há sempre teorias alternativas à verdade e acima de tudo, há sempre muito contorno aos factos como eles realmente são. Por esse motivo, somos levados a crer que no exterior da Cúpula temos a OSR, a milícia que planeia a revolta contra a cúpula e da qual a nossa heroina tem de fugir.
Na altura das detonações, Pressia encontrava-se a chegar ao pais com a mãe, sendo que o seu único familiar vivo é o avó, já com uma idade avançada e um estado de saúde decrépito que devido às condições ambientais e de vida não prevê grandes melhorias.
Agora, ao chegar a pouco dias de fazer 16 anos, Pressia sabe que o seu destino está selado.
E ou se esconde bem escondida com o avó ou será capturada pela OSR para lutar.
Mas embora as deformações que afectam todos os sobreviventes sejam o que os torna únicos, podem-se tornar igualmente no que os torna um alvo...um alvo a abater.

Mas em terras de deformados, o maior alvo, o mais limpo e desejado é um PURO.
A narrativa alternada entre Pressia e Partridge leva-nos ao derradeiro momento em que os seus caminhos se cruzam e tudo muda para sempre.
AGORA...spoiler, até vou colocar em pequenino!!


Engana-se novamente quem pensa que temos romance! Desculpem o spoiler mas foi a maior alegria ao ler o livro.
Qual romance puro & sobrevivente ou até triângulo amoroso....Obrigada Julianna!


A fuga da cúpula e a demanda de Partridge pela mãe, que ficou no exterior aquando da detonações, vai se interligar com a de Pressia em busca de ajuda e da verdade sobre si e o mundo que a rodeia.
O que será que une Pressia a Partridge?
Serão capazes de contorno o que o destino lhes reserva?
Será que a crueldade e o egoísmo da humanidade tem limites?
Ou estamos condenados a ser constantemente a razão da nossa destruição?

Puros lembra-nos que nada é o que parece ser!
É um livro do género young adult que pode revoltar alguns estômagos mais sensíveis mas conquistou-me pela novidade da história, pelas descrições grotescas mas belíssimas e por um personagem que vem completar a acção e que me conquistou pela sua "deformação", é Bradwell - o rapaz com os pássaros nas costas.

Agora espero pelo segundo "Fuse" e depois o terceiro "Burn".
Agora, ponham os olhos em PUROS, ok!!
http://www.presenca.pt/livro/infantis-juvenis/jovem-adulto/puros/
A capa não passa despercebida. Próxima visita à livraria, tragam-no para casa.
Não se vão arrepender.

Uma aventura da 
http://www.presenca.pt/livro/infantis-juvenis/jovem-adulto/puros/
Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Opinião :: "Espetacular Momento Presente”

"Espectacular Momento Presente” o não tão típico romance de adolescentes que estamos habituados a ver nos livros e no cinema. 
Ainda bem!
Este livro é dos mais sinceros, crus, iluminados, divertidos, irritantes e realistas que li deste género ultimamente. Não ultimamente mas de sempre!

Se esperam o romance de “bad-boy conhece rapariga engraçada e tímida, apaixona-se por ela e muda a vida toda” estão enganados em escolher a história de “O Espetacular Momento Presente”.

Sutter é aquele amigo que toda a gente já teve (ou ainda tem, tanto para o bom como para o mau!). Se há um lado de mim que conhece Sutter e sorri perante a sua opção de viver o “agora”, há o outro (o lado adulto) que reconhece pessoas do passado na sua conduta e personalidade e que sente uma tremenda vontade de esbofetear até nos momentos em que os seus comentários carismáticos, alcoolicamente animados mas desprovidos de sensibilidade me arrancam um aceno de concordância ou uma gargalhada. Toda a gente conhece o tipo: Sutter é a alma da festa, o que está disposto a tudo, com quem se pode contar para beber uns copos, passar uns bons momentos e viver momentos épicos, dos que se recontam milhentas vezes por ser o produto mais genuíno do momento presente, da espontaneidade.
Sutter é cool, é o tipo de pessoa que alguém apenas pode caracterizar como "simplesmente genial!!"

No entanto Sutter está perdido e ainda consegue o feito de se perder inúmeras vezes durante a história, não na narrativa que ganha imenso com os seus relatos, mas devido ao estupor alcoólico que mantém diariamente para “acelerar as coisas”. A piada do “nunca é cedo para beber, são sempre cinco da tarde em algum lado” aqui não tem efeito de piada. Sutter faz-se acompanhar de álcool logo de manhã (para a escola ou trabalho) e a vida para ele não pode correr melhor. Tem dinheiro no bolso, álcool no copo, boa disposição a rodos e uma namorada boazona. 

 Mas Sutter passa de bestial a besta em segundos, por diversas vezes, com diversas pessoas. E o Rei da Festa é muitas vezes igualmente o bobo, especial ao fim de alguns dedos de whiskey. Não que o álcool seja o seu maior problema, é apenas a solução (líquida) mais constante na sua vida. Uma família desfeita, um pai ausente, a dúvida insistente de ninguém o amar, um grave desinteresse pelo futuro e a ideia de que consegue ajudar toda a gente quando na realidade é ele que precisa de ajuda. 

(lembrei-me da música "Stay" da Rihanna enquanto lia o livro - curioso, encontrei este vídeo com imagens do filme - atenção SPOILERS ------- video AQUI

A entrada de Aimee na vida de Sutter pode ser vista como uma premonição de mudança de “ao tentar salva-la acabo por ser eu o salvo”. Mas são água e azeite, são o 8 e o 80 (800 se Sutter estiver bem regado!). O espontaneidade extrema e loucura de Sutter acabam por ser uma influência quer positiva quer negativa em Aimme e o contrário também se verifica. A calma e bondade de Aimee são os factores chave que podem exercer magia na vida de Sutter mas estará ele disposto a mudar? 
Será que alguém consegue ajudar-nos quando nem sequer reconhecemos ter um problema? Será amar alguém motivação suficiente para mudar o ruma da nossa vida, quando não sabemos que destino tomar? 
Será verdadeira a velha máxima “se amas algo deixa-o partir, se voltar é teu, se não voltar nunca foi” ? 
E para Sutter, será que o espectacular momento presente pode ser eterno? Ou quando ele abrir os olhos para a realidade será demasiado tarde?

Há algo mágico mas de igualmente trágico nos pensamentos honestos de Sutter. É triste pensar em como tão facilmente nos desorientamos, em como não ter norte nos faz deambular pela vida em constante negação, com um falso sorriso na cara e um estupor alcoólico como combustível. Sim, o beber para esquecer, para viver intensamente….! Tem graça de vez em quando mas quando é constante, é simplesmente trágico.
É triste Sutter não ser um estereotipo mas uma realidade recorrente nos seus 17 anos, aos meus 27 ou nos 37 ou 47 de outra pessoa qualquer. 

Mas depois de ler este espectacular momento presente não deixo de concordar com duas máximas do cromo Sutterman
“viver o momento presente” e “abraçar o bizarro”
É esse equilibro da balança, entre o sério e o louco, o normal e o bizarro, que mantém os níveis de sanidade mental, pelo menos os meus. 
Ah e o ocasional copo, também! 
 :)


Para quem não sabe, "O Espetacular Momento Presente" já tem a sua adaptação ao cinema, como mencionámos no post "10 Livros para ler antes de sair o filme"
Curiosamente, numa das minhas noites de insónias, devo ter visto este filme sem prestar atenção ao título. Só percebi isso quando cheguei ao fim do livro. No entanto, acho que o vou rever. Especialmente pela banda sonora.

Mais um livro que se torna filme mas que não chega a Portugal.
O livro está disponível graças à