A leitura é uma viagem por palavras nacionais, estrangeiras, umas cultas, outras menos... umas quem sabe rebuscadas e outras simplificadas, algumas levam-nos às lágrimas, muitas delas às gargalhadas e as melhores, aquelas que nos deixam abismadas, tamanha é a profundeza da ideia, da genuinidade expositiva, onde a simples contemplação daquele texto nos deixa assim, sem palavras!
É este o Efeitos dos Livros!
E se toda a nossa vida nos fosse contada por outra pessoa?
"Antes de Adormecer" estreia hoje em Portugal.
Quem está curioso para ver esta adaptação?
O Efeito dos Livros não ficou particularmente satisfeito.
Visão da Elsa:
Tendo lido a história original faz ja algum tempo demorei os primeiros minutos do filme a situar-me. Christine vive no abismo da memória e todos os dias, ao adormecer, cai no esquecimento de saber quem é e como chegou aqui. Cada dia ao acordar é recordada por Ben, o marido, de que são casados, que ela teve um acidente e por mais coisa ela descubra ao longo do dia, não há maneira de as reter, que todos os dias ao acordar regressa ao mesmo momento, algures quando tinha 20 anos.
Mas secretamente e assim que o marido sai de casa, Christine começa a terapia seguida pelo neuro psiquiatra e começa a lembrar-se, a confrontar o presente com as poucas informações que consegue reunir do passado. Que segredos esconde o passado de Christine? Será a vida dela exactamente o que o marido lhe conta? Se não puder confiar no seu próprio marido, o mesmo que a lembra quem é todos os dias, em quem mais poderá confiar?
A premissa da história, já quando a li em 2012 despertou a minha atenção para níveis altíssimos.
E se toda a nossa vida nos fosse contada por outra pessoa?
A escolha de actores aqui foi soberba mas sinto que falta algo, mesmo quando posso jurar a pé juntos que gostei do filme, da interpretação das três personagens centrais e da adaptação do livro à tela (claro que decorridos 2 anos após a leitura não consigo confirmar até que ponto está fiel ou não mas os pontos básicos estão lá).
Decididamente, um não leitor terá aquela adrenalina do desconhecido, salvo aquelas pessoas que toparam o enredo todo nos primeiros cinco minutos. Para os leitores, os que conhecem a história e que sabem o fim no momento em que colocam os olhos em cima dos actores que dão corpo e voz às personagens, esses saem sempre a perder. São raras as adaptações que fazem jus à nossa imaginação.
Depois de já ter lido tantas histórias, talvez reler "Antes de Adormecer" não tenha o mesmo impacto mas o filme, criou um friozinho na barriga de expectativa mas não capaz de me gelar.
Um thriller que é capaz de roubar uns arrepios, especialmente às mulheres, visto que a amnésia de Christine não foi....ohhh spoilers! Leiam o livro ou vejam o filme.
Opinião da Cris
A adaptação cinematográfica de "Antes de adormecer" de S.J Watson não me convenceu.
Inicialmente pensei estar a ver um remake , mais intelectual e sério do clássico de domingo à tarde, A minha namorada tem amnésia, entretanto essa sensação passou, mas nem por isso o filme é no seu todo melhor.
O mote para o enredo é bom, o impacto da perda de memória na vida do dia a dia, no perigo que isso representa para a pessoa fragilizada, mas também no fardo que tem tem ou quer conviver de perto com isso.
O amor não chega é preciso dedicação ou então, obsessão!
Podia socorrer-se da intensidade e dos contornos doentios de "Gone Girl", por exemplo, mas fica-se só pela mente doentia de um homem.
Um aparte, não consigo reconhecer o Colin Firth em papeis de vilão
"Fim" de Fernanda Torres, é uma novidade Penguin Random House.
A capa conquistou uma metade, a sinopse conquistou a outra. E por aí? Que vos parece o romance de estreia da actriz brasileira Fernanda Torres?
Sinopse
Cinco amigos cariocas, velhos, vêem o fim aproximar-se a passos largos. Quase a cortar a meta da vida, recordam paixões e traições antigas, cobardias e vergonhas, manias e inibições. No Rio de Janeiro dos anos 60, onde se conheceram, uniu-os a folia, as festas de álcool, mulheres e droga. Pelo meio, aconteceu a vida: casamentos, separações, filhos, contas por pagar, sonhos por cumprir. Além de um passado de excessos e de um presente de frustrações, pouco têm em comum. Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um drogado que não larga os vícios nem na velhice. Ribeiro é um rabo-de-saia atlético que ganhou nova vida ao descobrir o Viagra. Neto é o chato da turma, marido fiel até ao último dia. E Ciro, o Don Juan invejado por todos — mas o primeiro a cair. À volta destes cavaleiros cariocas, movem-se as mulheres — esposas, amantes, filhas e mães — amargas, neuróticas, ternurentas, sedutoras, enganadas e resignadas.
Juntos compõem um mosaico do Rio de antes e de agora. Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim., mas também há melancolia. Fernanda Torres, premiada actriz, estreia-se nas letras com um romance fora de série: sagaz, viril, profundo, cru, pleno de humor e vitalidade. Um livro que vai e vem como a vida e a morte: sem desculpas.
«É raro, muito raro, raro, que um primeiro livro revele um ficcionista já pronto eacabado, que espreite o mundo com um olhar humano e ao mesmo tempo exclusivo e que tenha uma dicção adequada para traduzir em palavras o que percebe com a agudeza de todos os sentidos. Não é algo fácil de ser alcançado, mas Fernanda Torres demonstra sobejamente ter conseguido. (…) Um caloroso aplauso.» Luiz Paulo Faccioli – Rascunho
«Mostra a perspicácia da autora para observar a vida e retratá-la de maneira exuberante e franca em situações em que o humor sempre vem acompanhado de uma certa melancolia e desencanto.» Revista Veja
Depois da brilhante estreia de True Detective, chega-nos do aclamado Nic Pizzolatto este "Galveston".
Roy Cady é meio enigmático e inicialmente é difícil desassociá-lo da imagem do Detective Rust Cohle, interpretado por Matthew McConaughey, talvez até seja pela capa do próprio livro, mas também pelo semblante que se percebe desde cedo.
À medida que a acção se desenvolve vamos criando uma imagem para Roy, uma imagem própria, escura, reservada, talvez até sofrida, que se possa descobrir em futuros livros se Pizzolatto tornar este Galveston numa série.
Confesso que ainda um pouco depois das cinquenta páginas, ocorreu-me o sinuoso e meio alternativo Cobra, com a imagem poderosa de Brigitte Nielsen associada à de Rocky, nova, sedutora e capaz de alterar o rumo do homem rígido e de ideias fixas. Mas não só, a resma de badidagem italiana de camisa folclóricas e calças de fato de treino. Caricato. Melhor ainda quando misturado com a imagem de homens texanos, com aquela pinta de cowboy desafiante e decididos.
É por essa imagem que se define Roy Cady ou Big Country. E das máfias de "inspiração"italiana que também não foge à regra com violência e cenas de pancadaria e claro, algumas com torturas para justificar as vinganças tão necessárias aos ajustes de contas. É de destacar que, maioritariamente, estamos na década de 80.
Em "Galveston" há ainda a busca pela redenção, pelo lado mais humano, uma réstia que ainda sobra. Mas será pela aproximação da morte, aquela que ele não busca, não provoca!? É o medo pela morte natural e o enfrentar os fantasmas que o passado se encarrega de trazer!?
Roy encontra em Rocky a forma de remediar o que não conseguiu até agora, mas será bem sucedido?
Ao ser adaptado para filme será provavelmente muito semelhante à densidade de True Detective, aliás, pelo que consta o realizador será o mesmo. Se explorar muito bem a caracterização dos personagens, com uma banda sonora forte e a fotografia a seguir o mesmo caminho é bem provável que se consiga um bom filme ou até uma boa série.
As cenas de motel, a prostituição e até alguns cenas de violência poderão torná-lo não tolerável para muitos, como certos episódios de True Detective também o são. E o toque "noir" de que a crítica fala é, em geral, como o que de melhor teve True Detective... que já ganhava uma segunda temporada.
Resta ainda referir a escrita escorreita de Pizzolatto e a criação de cenários com frases brilhantes, mesmo que sucintas. Sem esquecer o elenco musical que vai sendo referido ao longo de todo o livro.
Deixo apenas esta cover do clássico "Galveston" de Jimmy Webb que tem tudo o que o livro contêm.
Uma leitura com o apoio Editorial Presença, vejam mais do livro e da editora, aqui.
Leiam os primeiros capítulos aqui.
"O Projeto Rosie" está na wishlist faz já um ano. Por empréstimo do Jorge, um amigo leitor, o Efeito dos Livros tem a oportunidade de ler o romance de Graeme Simsion.
Don Tillman está noivo. Mas ainda não sabe de quem.
Professor de Genética e pouco sociável, decide que chegou o momento de arranjar uma companheira, e elabora um questionário que irá ajudá-lo a encontrar a mulher perfeita.
Quando Rosie Jarman aparece no seu gabinete, Don assume que ela pretende concorrer ao “Projeto Esposa” e penaliza-a por fumar, beber, não comer carne e ser pouco pontual. Mas Rosie não ambiciona tornar-se a Sra. Tillman. O seu objectivo é recorrer ao profissionalismo de Don, para que ele a ajude a encontrar o seu pai verdadeiro.
“Um livro maravilhoso. Don Tillman é tão confuso e inconveniente quanto adorável e encantador.”
John Boyne, autor de O Rapaz do Pijama às Riscas
O Goodreads diz-me que "O Projeto Rosie" já tem continuação, "The Rosie Effect"
Pela mão de Sylvain Reynard, autora da maravilhosa série Gabriel, surge um romance obscuro e sensual em Florença, uma cidade envolta em mistério. Quem está curiosa para conhecer "Raven - Noites de Florença"?
Na altura do lançamento da edição em inglês, Raven ficou no radar, agora está a um passo de chegar à estante, já no mês de Abril.
Sinopse
Em Florença, na célebre Galeria Uffizi, estão expostas ilustrações de Botticelli de valor incalculável. Pertencem ao professor de literatura Gabriel Emerson que acedeu ao pedido da esposa em partilhar com o mundo a beleza das obras de arte.
Quando as ilustrações são roubadas, a principal suspeita é Raven Wood, uma jovem restauradora de arte que trabalha na galeria. Desesperada por limpar o seu nome, descobre que uma figura misteriosa conhecida como o Príncipe de Florença governa o submundo da cidade.
Ele é perigoso, letal e tudo o que deseja é vingança contra Gabriel e Julianne. Para salvar as suas vidas, Raven terá de enfrentar um mundo de sombras e desafiar a autoridade do Príncipe. Mas será ela capaz de decifrar os enigmas da noite e revelar a verdade?
Tenho o último livro da trilogia de Gabriel em espera desde o ano passado. Tenho-o guardado para ler na viagem a Florença que ando a planear fazer desde o ano passado mas está difícil de tirar da cartola essa loucura.
Agora quem sabe ainda venha a ler Raven primeiro. Já tinha falado sobre o livro quando este saiu
“Não penses em tendências sexuais - especificou um dia. - As tendências sexuais refletem apenas medo da diferença e do que não compreendemos. Deves apenas aceitar que estão a projectar em ti um sentimento”
É quase como por magia quando encontro uma frase na minha actual leitura que fecha um circulo de pensamento sobre um livro que li anteriormente.
Enquanto folheava sequiosamente “Tudo o que poderiámos ter sido eu e tu se não fôssemos tu e eu” encontrei esta frase e foi como que uma luz incidisse sobre a leitura de “A cada dia” de David Levithan, uma história que me prendeu, fez sorrir, entristecer mas acima de tudo, me fez pensar.
Quem nunca olhou para outra pessoa e desejou ter a sua vida? Nem que fosse por um dia, nem que fosse porque a nossa naquele preciso momento não nos parecia muito atractiva. Quem nunca desejou fugir da sua vida por um momento?
Mas o que será pior, desejar ter outra vida ou passar uma existência inteira sem ter lugar fixo, sem família ou casa para onde voltar?
Para A a vida é assim. Todos os dias acorda num corpo diferente. É um hospedeiro num corpo de um rapaz ou rapariga de dezasseis anos por um dia e nesse período de 24 horas tem de se adaptar a uma nova existência sem provocar danos, sem alterar significativamente a vida da pessoa cujo corpo ocupa.
Desde sempre os seus dias começaram assim, a acordar para uma nova vida, todos os dias até ao momento em que o conhecemos, ao dia em que conhece Rhiannon. Digo “o” porque sempre pensei em A como sendo um rapaz mas será que depois de ler o livro a opinião é a mesma? Será que só porque o conhecemos inicialmente no corpo de um rapaz e a apaixonar-se por uma rapariga assumimos imediatamente que se trata de um rapaz, só porque nos é mais comum e mais fácil de aceitar? O que gostei particularmente neste livro é a facilidade com que derruba barreiras que os géneros delimitam. Mais que amar um rapaz ou uma rapariga, trata-se de amar pessoas e eu sempre achei que a aceitação do que os outros gostam parte daí, de os deixar amar quem os faz felizes, seja homem ou mulher.
Mas não enveredando por um caminho que gera sempre alguma discórdia, concentremo-nos no livro.
“Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um género, apaixonei-me por pessoas”
Demorei o livro todo a perceber onde esta história nos podia levar. Estas duas almas não podem estar juntas. Rhiannon tem uma vida, a mesma todos os dias, enquanto A anda a saltitar de corpo em corpo, ao longo de todo o livro. Uns dias consegue suspender a vida do corpo que ocupa e estar com a rapariga que ama mas noutros é confrontado com a faceta privada que cada pessoa tem e que nem sempre temos noção que existe quando desejamos trocar de vida com outro.
E entre esta troca, como consegue nascer uma amizade? Como nasce um amor?
E dizer-vos mais que isto é retirar todo o prazer obtemos ao apreciar esta história no seu todo. Confiem em mim, vou ficar presos e suspensos no fim, naquela última página, aqueles últimos momentos. E depois, ou adoram ou odeiam!
E termino com uma música que figura no livro e que faz parte da minha playlist faz imenso tempo :)
“If i only could, i would make a deal with God”
Se tiver oportunidade de voltar alguma coisa escrita por David Levithan, não vou deixar escapar.
Uma mulher que habita nas sombras mostra a um guerreiro escocês o verdadeiro significado do amor.
Genevieve McInnes está fechada a sete chaves na fortaleza McHugh, prisioneira de um cruel laird que tudo faz para a humilhar. Quando Bowen Montgomery se apodera da fortaleza numa missão do seu clã, Genevieve descobre que o seu espírito ainda não está quebrado. No entanto, o seu caminho para a liberdade permanece incerto. Incapaz de regressar para uma família que a crê morta ou abandonar os habitantes da fortaleza à mercê de um novo senhor, Genevieve escolhe adotar a vida pacífica de uma abadessa. Mas a sensualidade rude de Bowen desperta nela o desejo secreto de ceder à tentação das suas carícias.
Bowen enfrenta os maiores inimigos, mas não está preparado para lidar com esta mulher atraente que captura o seu coração. Deixa-se encantar pela sua determinação, beleza invulgar e força inabalável.
Mas será preciso muito mais do que as artes de um sedutor para a conquistar. Se quer amar Genevieve, terá de fazer a escolha entre libertá-la ou perdê-la para sempre…
A última tarde de sábado, que para a grande maioria dos lisboetas, foi aproveitada para dar um saltinho à praia ou para relaxar no jardim, a mim serviu para marcar presença no curso Ícone da Escrita Criativa Online, desta vez encabeçado pela autora Filipa Fonseca Silva.
(Fotografias de João M. Nogueira / Escrita Criativa Online)
Com apenas um livro da autora lido, “O Estranho Ano de Vanessa M.”, o meu conhecimento sobre as suas obras era extremamente limitado mas tal não me inibiu de marcar presença e abserver o seu discurso sobre os processos de criação para as três vertentes às quais Filipa se dedica, a criativa publicitária, a online (redes sociais e blog) e a literária.
Com limitações e inspirações dispares, é no seu blog “Crónicas de uma fashion victim” que a autora se sente mais fiel à sua personalidade e onde difunde pensamentos e acontecimentos que considera relevantes para partilhar. Por esse mesmo motivo, do “Confissões de uma fashion victim” (nome escolhido em 2004 mas longe dos temas presentemente abordados) tenha recentemente saído “Coisas que uma mãe descobre”. Esta novidade Bertrand para o mês de Março compila crónicas sobre a temática da maternidade, uma inéditas, outras já publicadas por Filipa no blog. Repleto de episódios que quem já entrou nos altos e baixos da maternidade vai entender e acompanhar com um sorriso ou gargalhadas, como foi o caso com a leitura de um excerto escolhido pela autora.
Depois de dois romances, “Os 30 - Nada é como sonhámos” e “O Estranho Ano de Vanessa M” e um livro de crónicas, o que se segue para Filipa Fonseca Silva?
Em plano de criação já está o seu terceiro romance, que ao contrário dos seus antecessores, não partiu da personagem, o 1º elemento criado pelo autora, mas da situação que pretende retratar. A cortina não foi levantada mas depois desta tarde Filipe Fonseca Silva ficou no meu radar, talvez por sentir que no público que a escutava nesta soalheira tarde de sábado primaveril, eu fosse das poucas pessoas que leu e de certa forma até se identifica com o que escreve, com a mensagem que quer passar, quer nas suas criações literárias, quer nos desvaneios pontuais que publica online.
Ao longo da sessão tivemos oportunidade de abordar diversos pontos, quer sobre a escrita de Filipa, quer sobre inspirações e livros que a marcaram e incentivaram a escrever mas um ponto foi mais marcante que os restantes.
Até que ponto a idade de um escritor limita os temas que aborda? Até que ponto estamos interessados em ler um livro escrito por alguém na casa dos vintes?
Ou mais importante, até que ponto se consegue retratar uma idade e uma maturidade que o próprio autor desconhece?
Para a autora, na casa dos 30s, que é igualmente a faixa etária do seu público alvo, a idade em nada condiciona o processo criativo e a imaginação, especialmente se aliadas de uma boa preparação e estudo criterioso sobre as personagens que se cria e a sua envolvente quando é hora de nos contar uma história.
Por isso, de Filipa Fonseca Silva, fica pendente de conhecer “Os 30 - Nada é como sonhámos” e nem preciso de chegar aos 30 para os ler, embora não esteja nada longe.
Novidades que agradam à metade colorida do Efeito dos Livros
Uma novidade Guerra & Paz
Sinopse:
Lola Benvenutti, licenciada em Letras, escolheu a mais velha profissão do mundo. Autora de um dos blogues mais lidos do Brasil, apaixonada pela vida, por livros e por sexo, aos 22 anos Lola fala abertamente sobre tudo o que o público deseja saber de um modo totalmente diferente do que já se viu. Um livro de fazer corar E L James.
Em O Prazer É Todo Nosso, Lola Benvenutti constrói uma narrativa libertadora e completamente viciante, que nos prende até à última linha, enquanto somos inundados por vagas de prazer. Partindo da sua experiência de prostituta e relatando episódios reais, com Lola tanto mergulhamos no universo BDSM, abrimos a porta à nossa primeira ménage à trois, como despimos as fantasias e redescobrimos os nossos corpos no que eles têm de mais belo e natural. Esta é uma surpreendente viagem pelo universo dos desejos e da autodescoberta, que pode repetir quantas vezes quiser e… partilhar.
www.lolabenvenuttioficial.com.br
www.facebook.com/LolaBenvenutti
Sobre a autora:
É o nome que Gabriela Natalia da Silva escolheu para se aventurar no universo das práticas sexuais. Licenciada em Letras na Universidade Federal de São Carlos, aos 22 anos Lola defende a liberdade sexual e reivindica o direito de fazer as suas próprias escolhas para viver em pleno a sua sexualidade. Com a popularidade do seu blogue e o êxito de O Prazer É Todo Nosso, Lola Benvenutti foi entrevistada por alguns dos maiores comunicadores do Brasil, de Jô Soares a Marília Gabriela, tendo a sua história e a forma única como partilha as suas experiências inspirado milhares de pessoas. Apaixonada por literatura, Lola assume publicamente o caminho que escolheu: Sou Lola Benvenutti e faço porque gosto!
Há livros que nos conquistam pela sinopse.
Esta novidade da Guerra & Paz é um deles.
Lou é uma adolescente sobredotada e nada tem em comum com Nô, uma sem-abrigo de 18 anos. Quando se conhecem começa uma viagem que mudará as suas vidas para sempre. Doce e amarga, narrada por uma adolescente de 13 anos, Nô e Eu é a história de amizade com que Delphine de Vigan comoveu e conquistou milhões de leitores em todo o mundo. Chega a Portugal a 18 de Março.
Distinguido com o Prémio dos Livreiros em 2008, Nô e Eu foi traduzido para 26 línguas e adaptado ao cinema. Trata-se de uma história de amizade de uma miúda sobredotada e de uma sem-abrigo que nos mostra a miséria do mundo e os seus defeitos mais profundos. Com uma linguagem simples, directa, atractiva e juvenil, o romance de Delphine de Vigan faz-nos ver o mundo pelo olhar melancólico de uma criança precoce, que é submetida ao duro teste da realidade.
Nô e Eu é a história de uma adolescente que procura salvar os pais, arrasados pela morte da filha mais nova e à beira da separação. Será que o sonho de uma menina pode sobreviver à prova da realidade? Poderá Lou salvar os pais da depressão?
Somos Fãs da página de Facebook que deu origem a este livro, "Gosto de ti, e então?"
E vocês, já conheciam?
"Ela era festa; ele calmaria. Ela miúda que ninguém conseguia agarrar; ele senhor de cara sisuda que ninguém tentava alcançar.
E os seus caminhos cruzaram-se, e a vida trocou-lhes os planos. Fez com que tropeçassem um no outro. Que se encontrassem na esquina do tempo, onde finalmente foram Eles.
E houve noites longas e acordadas. Mãos dadas em silêncio. Conversas com os olhos. Ombro e colo. E foram amigos, confidentes, companheiros, amantes. Foram paixão, luxúria e carne.
Mas houve o depois: a vida e a realidade, sombras e fantasmas. E um amor que de repente já não tinha onde se esconder.
Passou um ano, este ano, estas páginas que são o diário dela, o grito dela: Gosto de Ti, e Então?
Um grito em lágrimas, porque um amor assim não se quebra, nem quando os corpos se separam.
Eles amar-se-ão sempre. E tanto.
Gosto de Ti, e Então? é um romance em forma de diário, um relato íntimo, a estreia de Rita Leston – cuja página no Facebook se tornou um raro fenómeno de popularidade, com milhares de fãs persistentes à espera que uma história assim se pudesse um dia ler em livro."
O que será que podemos encontrar nesta novidade Lua de Papel?
Dou-te um beijo em troca de um abraço. Dou-te um sorriso em troca de um olhar. Dou-te um colo em troca de um afago. Dou-te o amor em troca da paixão. Dou-te certezas em troca de vontades. Dou-te apoio em troca de uma conversa. Dou-te a mão em troca do ombro. Dou-te a paz em troca da estabilidade.
Com lançamento a 18 de Março, "Segredos de uma Condessa Respeitável" é a estreia de Lecia Cornwall em Portugal.
Quem conhece a autora?
Sinopse
Lady Isobel Maitland não se pode dar ao luxo de ser apanhada fazendo qualquer coisa, mesmo remotamente, escandalosa, ou corre o risco de perder tudo o que tem de mais querido. Mas uma noite, num jardim escuro num baile de máscaras, Isobel cede à tentação e permite que um namorisco inocente com o Marquês de Blackwood se transforme em paixão.
Aproveitar o bom tempo durante a tarde num jardim com vista para o Rio Sado.
Como companhia a família e um livro.
Comecei a ler...
São o casal mais escandaloso de Londres. Isabel, Lady Pelham, e Gerard Faulkner, marquês de Grayson, são iguais em tudo: nos seus apetites sexuais, nos seus amantes constantes, na sua inteligência, nas reputações provocadoras e na recusa absoluta de arruinar o seu casamento de conveniência apaixonando-se um pelo outro. Isabel sabe que um rapaz tão encantador jamais lhe interessará e que nunca conseguirá influenciar o coração de libertino dele. É uma farsa muito agradável… até que uma surpreendente reviravolta tira Gerard do seu lado.Agora, quatro anos mais tarde, Gerard regressou a casa para junto de Isabel. Porém, o homem despreocupado e travesso que partiu foi substituído por um homem taciturno, poderoso e irresistível que está decidido a empregar a sedução para conseguir o seu afeto. Desapareceu o companheiro despreocupado que partilhava a sua amizade e nada mais, e no seu lugar está a própria tentação… um marido que deseja o corpo e a alma de Isabel, e que não se deterá diante nada para conquistar o seu amor. Não, este não é o homem com que se casou. Mas é o homem que pode por fim roubar-lhe o coração… Uma magnífica aposta
Gostaram de "A Estação do Desejo"? Então marquem na agenda o dia 16 de Março. Vem ai "A Estação da Paixão"
:) É a história do Andrei Dubrovski. Gosto como a Sadie pega em personagens das outras séries. Leram a Trilogia da Noite?
"Uma história romântica e provocante sobre as fronteiras do amor e os abismos da submissão.
Flora Hammond encontra-se a estudar representação em Paris, perseguindo o sonho de se tornar atriz. Mas não é fácil escapar às atenções públicas que o seu privilegiado estatuto desperta, muito menos lidar com um pai poderoso e obcecado com a segurança das filhas. Para piorar as coisas, a sua irmã mais nova, Freya, acaba de fugir com o guarda-costas.
Enquanto tenta lidar com o que se passa na sua família, Flora conhece Andrei Dubrovski, um misterioso homem de negócios, e uma escaldante atração emerge entre eles. Apesar de avisada para os riscos desse envolvimento, Flora não é capaz de lhe resistir.
Nesse novo mundo que se revela, a paixão entre Flora e Andrei parece ultrapassar a cada dia novos limites. E nada a faz serenar. Nem o vislumbre da dor."
A trilogia Divergente, de Veronica Roth, vendeu milhões em todo o mundo e conquistou milhares de fãs em Portugal, que há vários meses anseiam por um novo livro. E eis que, HOJE, dia 6 de março, a Porto Editora publica Quatro – Histórias da Série Divergente, o novo livro desta jovem e talentosa autora.
Eu ADOREI a trilogia, cuja longa opinião se encontra aqui.
Esta obra inclui quatro novas histórias anteriores à narrativa principal e três cenas exclusivas de Divergente – todas contadas do ponto de vista de Tobias Eaton, um dos protagonistas. Lidas em conjunto, estas histórias iluminam segredos obscuros da vida de Tobias e acompanham o seu processo de integração na fação Intrépidos. Finalmente, fornecem em primeira mão momentos privilegiados da convivência entre os protagonistas da saga.
Acompanha a publicação desta novidade a estreia, a 19 de março, da segunda adaptação cinematográfica da série – intitulada, tal como o livro, Insurgente – produzida pela Summit Entertainment/Lionsgate.
Quatro, bem como as três obras anteriores (Divergente, Insurgente e Convergente), garantiram a uma muito jovem autora (tinha 23 anos aquando da publicação do primeiro livro) um espantoso sucesso à escala global.
E não percam mais tempo, leiam o excerto e saiam para comprar QUATRO.
Não resisto! Estas novidades ASA entram automaticamente para a wishlist :)
"Romance Acidental" de Martha Woodroof
Há muito que Tom Putnam se resignou a uma vida solitária. Os seus dias são passados a dar aulas de Inglês, a moderar as excentricidades dos colegas, e a cuidar de Marjory, a mulher neurótica que o prende num casamento disfuncional. Uma rotina ordenada e apática que corre o risco de ruir com a chegada de Rose Callahan, cuja missão é reavivar a decrépita livraria da universidade. A energia de Rose e a sua indiferença perante a rígida hierarquia académica têm o dom de despertar os espíritos mais adormecidos. A começar pelo próprio Tom, cuja vida está prestes a mudar, ainda que não da forma (romântica) com que secretamente sonha. Numa carta breve, a poetisa com quem teve um desastrado caso amoroso no passado traz-lhe duas notícias. A primeira: Tom tem um filho com dez anos chamado Henry. A segunda: Henry está prestes a chegar. Tom fica nas nuvens. E não desce à Terra mesmo perante o facto (óbvio) de Henry não poder ser seu filho e o desaparecimento (definitivo) de Marjory. A verdade é que a simples presença de Rose é suficiente para lhe encher o coração de amor. Mas este sentimento, sem o qual já não imagina viver, é, ironicamente, o único com que Rose não consegue lidar. E é então que, um dia, Rose desaparece misteriosamente…
"Só se ama uma vez" de Johanna Lindsey
Regina Ashton já recusou tantos pretendentes à sua mão que a alta-sociedade londrina a considera uma snobe sem coração. Não podiam estar mais enganados. Órfã desde cedo, Regina é a sobrinha superprotegida de Lord Edward e Lady Charlotte Malory, a quem é muito difícil agradar. Aos olhos dos tios, nenhum dos jovens candidatos é suficientemente bom. Cansada de tão infrutífera busca, a jovem sai de casa numa noite escura, decidida a informá-los de que não pensa casar… nunca! Mas o seu plano coloca-a no sítio errado à hora errada, e é raptada por engano. A sua ira perante a arrogância do raptor, Nicholas Eden, vai inesperadamente dar lugar a sentimentos contraditórios de paixão e vergonha. Aquela noite não mais lhe sairá da cabeça. O Visconde Nicholas Eden também tinha um plano: dar uma lição à sua amante descontente, raptando-a ao abrigo da noite. Não contava enganar-se na pessoa e arruinar a reputação de uma menina de família. Mas agora, movido pelo desejo mais desenfreado que alguma vez sentiu, é a custo que reconhece que nunca poderá casar com Regina, apesar do escândalo que paira sobre eles. Implacável, é o destino que os uniu a afastá-los irremediavelmente, ainda que ambos saibam que um amor assim só se vive uma vez…
Um misto de A Mulher do Viajante do Tempo e Matrix – um romance empolgante e cheio de ação!
Hoje, Jackson e Holly estão apaixonados.
Amanhã, ela irá morrer nos seus braços.
Ontem, ele tem de desfazer tudo…
Em 2009, o jovem Jackson Meyer é um rapaz normal de 19 anos: estuda, tem uma namorada… e consegue viajar no tempo. Mas não é como no cinema - durante os seus «saltos» para o passado, nada muda no presente – tudo não passa de uma diversão inofensiva.
Isto é, até Jackson e a sua namorada, Holly, serem atacados por desconhecidos e Holly morrer com um tiro. Em pânico, Jackson recua acidentalmente no tempo dois anos, mas aquele não é como os seus saltos temporais anteriores. Jackson descobre que ficou preso no passado e não consegue voltar ao futuro.
Desesperado por voltar e salvar Holly, mas incapaz de regressar ao ano certo, Jackson resolve continuar a sua vida em 2007, tentar descobrir o que puder sobre as suas capacidades e conhece Holly… de novo. Em breve descobre que nada na sua vida é o que parece ser, incluindo o seu próprio pai.
Não muito tempo depois, as pessoas que dispararam sobre Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de «Inimigos do Tempo», vêm a sua procura para recrutá-lo… ou matá-lo.
Com tudo aquilo a acontecer e ainda a tentar encontrar pistas sobre as origens da sua família para descobrir mais sobre as suas capacidades, Jackson tem de decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly… e possivelmente o mundo.
«“Muito bem, então é verdade. Posso viajar no tempo. Mas não é tão emocionante como parece.” Na verdade, é tão emocionante como parece! E quanto mais Jackson descobre sobre os seus poderes e a natureza das viagens no tempo, mais fascinante se torna este romance.»
Library Journal
Don Tillman será de certeza um grande personagem numa próxima comédia romântica a chegar, quem sabe, em breve ao cinema.
Se eu pudesse e se ele tivesse menos dez, quinze anos, escolheria Colin Firth para o papel principal, mas como ele já passou dos 50...
Este é um daqueles livros que tem tudo a ganhar sendo bem adaptado ao cinema, tem todos os ingredientes. E por ter diversos desses ingredientes torna-se um livro fácil e cativante.
Graeme Simsion criou um homem de humor peculiar, inconveniente, confuso, mas ao mesmo tempo pragmático e verdadeiro. Bonito, atlético, sem vaidade, mas consciente do que é. Enfim, encantador, admiravelmente encantador e irritante. Parece comum!? Talvez, mas nem tanto.
Que defeito terá Tillman?
E Rosie? Que tem ela de especial para ser levada tão a sério, como um projecto de cientista?!?
São estas particularidades que tornam este "boy meets girl" não tão comum.
E é nos diálogos que as melhores partes estão.
"- Estou prestes a descobrir quem é o meu pai (...) podes fingir que és um ser humano normal e ouvir-me?
Eu não sabia bem como imitar um ser humano normal, mas concordei com o passeio. Era óbvio que Rosie estava emocionalmente confusa (...) quase não abriu a boca, o que tornou o passeio muito agradável; era quase como andar sozinho."
Passamos assim de um Don à beira de i can't get no satisfaction e ouvinte de Bach para um nostálgico e romântico Don, apreciador da mensagem de John Sebastian em Darling Be Home Soon.
Deixo também uma versão de (I Can´t Get No) Satisfaction que me agrada mais ;)
Aproveito uma selecção de excertos compilados pelo amigo e leitor Jorge Navarro que demonstram bem o que o futuro leitor irá encontrar.
“Durante algum tempo, o Gene e a Claudia tentaram ajudar-me no Problema Esposa. Infelizmente a abordagem deles baseava-se no paradigma tradicional de marcação de encontros, que eu já abandonara, pois a probabilidade de sucesso não justificava o esforço nem as experiências negativas. Tenho trinta e nove anos, sou alto, inteligente e estou em boa forma física, tenho um estatuto relativamente elevado e um rendimento acima da média como professor assistente. Em termos lógicos, eu devia ser atraente para muitos tipos de mulheres. No reino animal, seria um sucesso reprodutivo.” (p. 13)
“- Então, fazes a mesma comida todas as terças-feiras?
- Correto.
Enumerei as oito vantagens principais do Sistema Padronizado de Refeições:
1. Não há necessidade de acumular livros de culinária.
2. Lista de compras padronizada – tornando as compras muito eficientes.
3. Desperdício quase nulo – nada no frigorífico ou na despensa, além do necessário para uma das receitas.
4. Dieta planeada de antemão e equilibrada do ponto de vista nutritivo.
5. Não se perde tempo a pensar no que se vai cozinhar.
6. Não há erros nem surpresas desagradáveis.
7. Comida excelente, superior à da maioria dos restaurantes e a um preço muito inferior (ver ponto 3).
8. Carga cognitiva mínima exigida.” (p. 68)
“- Se estivesses a seguir o teu horário normal, que horas seriam agora?
- 18h38.
O relógio do forno marcava 21h09. A Rosie localizou os controlos e começou a acertar a hora. Percebi o que ela estava a fazer. Uma solução perfeita. Quando terminou, o relógio mostrava 18h38.
Já não era necessário fazer novos cálculos. Congratulei-a pela ideia.
- Criaste um novo fuso horário. O jantar estará pronto às 20h55, fuso horário da Rosie.
(…)
- Onde guardas o saca-rolhas? – perguntou ela.
- O vinho não faz parte da ementa das terças-feiras.
- Que se lixe – disse a Rosie.
Havia uma certa lógica na resposta dela. Só iria comer um prato do jantar. Era o último passo no abandono da agenda da noite.
Anunciei a mudança:
- O tempo foi redefinido. As regras anteriores já não se aplicam. O álcool é assim declarado obrigatório no Fuso Horário da Rosie.” (p. 70)
“- Convidei-te para jantar esta noite porque quando perceberes que queres passar o resto da vida com alguém, vais querer que o resto da vida comece o mais depressa possível.” (p. 305)
A opinião do Jorge pode ser lida a integra no blog http://otempoentreosmeuslivros.blogspot.pt/, da Cristina Delgado
Nunca viajas sem um guia? Então a Porto Editora tem óptimas novidades.
São os mais preciosos amigos dos turistas, porque mostram o que os outros só contam, são também os guias de viagem mais populares em todo o mundo e estão novamente disponíveis em Portugal, publicados pela Porto Editora, a partir de 6 de março. São os Guias de Viagem Porto Editora – Dorling Kindersley.
Estas novas edições dos famosos guias da DK, nas versões Guias de Viagem e Guias de Viagem Top 10, foram totalmente revistas e atualizadas. Incluem itinerários, fotografias, ilustrações, imagens em 3D, muitas dicas e agora um mapa desdobrável. Ou seja: tudo aquilo de que o viajante ou turista precisa para uma viagem perfeita.