quinta-feira, 14 de maio de 2015

«Ana de Amsterdam» de Ana Cássia Rebelo :: Opinião

"Flaubert aconselhava a ter cuidado com a tristeza. Cuidado com a tristeza, dizia ele, pode tornar-se um vício. Percebo bem o que queria dizer."

Lermos «Ana de Amsterdam» é irmos ao encontro do tempo preenchido de solidão, vago de outros afazeres que dessem prazer ou dessem sentido aos dias ou noites de insónia de Ana Cássia Rebelo.
O livro com nome de música, quase como homenageando o cantor e letrista (e não só!) Chico Buarque é um relato pessoal, frio, despudorado, confessional e até cáustico e em certos aspectos mau, é um livro que fere, que magoa, ao ler certas e determinadas frases, mesmo que muito verdadeiras e aplicadas a muitos de nós. Cássia Rebelo mantêm assim um diário, desde 2006, onde tentou pela escrita ser capaz de afastar certos fantasmas.

"Quem não tem dentro de si alguma tristeza e solidão não é gente."


Os relatos vão avançando, as estações do ano mudando e as insónias continuam, a depressão também, as consultas, os dias, uns atrás dos outros e os anos sucedem-se e não lemos só mágoa, desespero ou confissões, somos também transportados até Goa, mais precisamente Maina, por entre tamarineiros e saris, outras cores e outros climas mais amenos e até pegajosos, locais onde a autora se diz sentir em casa. Relatos que cruzam a angústia com a família, com a ternura de estar perto dos seus, de quem reconhece trejeitos, vícios e maleitas que lhe são também muito suas.

"Há moscas varejeiras que vivem dentro de mim, alimentando-se da porcaria que por cá há. Voam até cima e falam-me ao ouvido. Dizem-me sempre o mesmo."

Este diário é cru, sem subterfúgios, ela é mulher, é mãe, é amiga, é filha... é um pouco de tudo e muito de nada. Está cansada. Os seus escritos revelam o olhar desapaixonado, a resiliência de quem está quase a perdê-la, que nos relata os filhos como fonte de tensão, mas também como último reduto de amor.

Achei muito interessante este (quase) acto de expiação, pois aumenta sempre a minha curiosidade quando em pequenas frases ou em detalhes pessoais me sinto próxima de alguém que não conheço e cujo as histórias ou particularidades me lembram de mim mesma.

"Estranho a facilidade com que as outras mulheres se tornam íntimas. Pouco depois de se conhecerem, trocam beijinhos, tratam-se por tu, contam segredos de fêmea, partilham ralações domésticas enquanto comem minipratos de lulas recheadas sobre mesas de fórmica. Não tenho vocação para a comiseração do género e não aprecio a devassa, assim, em pedaços de névoa cheirando a gordura, da vida familiar."

Desde que li o livro, volto algumas vezes ao blogue, que até então desconhecia, e leio mais episódios e oiço algumas sugestões musicais, recentemente descobri esta de Chico e Caetano, não sei se a autora já a destacou, mas a meu ver transparece muito do sentimento que percorre o livro.


Se quiser resumir as palavras de Cássia Rebelo a uma palavra, escolheria frontalidade. Sem ofender ou chocar ninguém expõe tanto o lado familiar, a fragilidade, a morte, a frigidez ou a sexualidade... a vida com o que tem de real e de ficcionado, nas realidades que inventamos e reinventamos para mantermos viva a vida.

"Morri no princípio de Outubro (...)Não traziam flores. Vinham com os olhos líquidos de abandono. Nessa noite, deitei-me nas ruínas do meu corpo (...)"



Uma edição QUETZAL: http://www.quetzaleditores.pt/livros/ficha/ana-de-amsterdam?id=16067475
Entrevista no Público: http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/anatomia-de-uma-mulher-1685011
Mais sobre a autora, o blog e o livro: http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4397684

Se Eu Fosse Chão - O novo livro de Nuno Camarneiro



«Um hotel é um mundo pequeno feito à imagem do outro maior. Nós garantimos que a escala permaneça justa, sem nada aumentar ou reduzir. Não nos peçam para corrigir o que vai torto ou torcer o que anda certo. Servimos os nossos hóspedes e damos-lhes a importância que merecem, ou que podem pagar. O resto pertence à justiça ou à igreja, não somos juízes nem padres. Somos artífices do detalhe e da memória, e não nos peçam mais.»

Quando os hóspedes de um hotel são personagens da história portuguesa em três épocas diferentes, entre guerras que passaram e outras que hão-de vir, as personagens de Se Eu Fosse Chão – diplomatas, políticos, viúvos, recém-casados, crianças, actores, prostitutas, assassinos e até alguns fantasmas – contam histórias a quem as queira escutar.

Leia aqui as opiniões aos dois livros anteriores de Nuno Camarneiro.

- No Meu Peito Não Cabem Pássaros - http://efeitodoslivros.blogspot.pt/2013/05/no-meu-peito-nao-cabem-passaros-nuno.html

- Debaixo de Algum Céu (Prémio LeYa 2012) - http://efeitodoslivros.blogspot.pt/2013/04/debaixo-de-algum-ceu-nuno-camarneiro.html

A aguardar com a devida expectativa.

Uma edição DOM QUIXOTE, veja mais do novo livro aqui.


Novidades Editoriais - divulgação


Há temas que me são queridos. Área que julgo serem transversais e que se completam.
A meditação, a dieta (na linha de ser saudável antes de - só - emagrecer), as terapias alternativas... Julgo serem todas elas forma de completarmos a nossa saúde e pensarmos, mesmo que por vezes se discorde, de outras perspectivas que até podemos considerar ridículas ou desadequadas, mas outras aceitamos e até dão certo. Por isso, por vezes, volto a temas como os que estes livros tratam.

Ficam algumas sugestões:

«O Segundo CÉREBRO» - VOGAIS, veja mais aqui.

«Mindfulness» - LUA DE PAPEL, veja mais aqui.

«E emagreça onde mais precisa» - ESFERA DOS LIVROS, veja mais aqui

«A minha dieta» LUA DE PAPEL, veja mais aqui

«A vida secreta dos intestinos» - LUA DE PAPEL, veja mais aqui

«A dieta do paleolítico» - LUA DE PAPEL, veja mais aqui.


Existem outros mais, mas aqui já está uma boa selecção por onde começar. 


quarta-feira, 13 de maio de 2015

«A Vida Secreta dos Intestinos» de Giulia Enders - Divulgação

A Lua de Papel edita o bestseller alemão da atualidade, com mais de 1,3 milhões de exemplares vendidos só na Alemanha falamos mais concretamente do livro da gastroenterologista Giulia Enders «A Vida Secreta dos Intestinos».


Lemos a entrevista e ficámos curiosas, leia também: http://www.cmjornal.xl.pt/domingo/detalhe/ate_o_presidente_usa_a_sanita.html

E veja o booktrailer, para ver as animações/ilustrações do livro realizadas pela irmã da autora.



Fica a faltar acharmos, com legendas, a palestra que venceu o Science Slam de Friburgo.

Mais sobre o livro aqui, numa edição LUA DE PAPEL

«Emagreça onde mais precisa», de Pedro Queiroz

Pedro Queiroz escreveu o «livro que vai revolucionar todas as dietas», é assim mesmo que está divulgado e a ideia promete. «Emagreça onde mais precisa», do nutricionista Pedro Queiroz assume essa promessa de revolucionar as dietas e emagrecer as pessoas onde elas mais precisam. E afinal quem não precisa?


Revê-se em alguma destas situações? Então este livro é para si. O nutricionista Pedro Queiroz revela-lhe as combinações de alimentos que realmente emagrecem e a forma de corrigir as gorduras resistentes às dietas mais rigorosas, estejam elas localizadas no abdómen, nos flancos ou nas coxas. Por exemplo:

. Para perder barriga, substitua o leite por iogurtes.
. Altere os líquidos que bebe e comece a perder volume nas coxas!
. Evite o sumo de laranja natural se o seu objectivo é perder a gordura que se instala nos flancos.
. Evite combinar pão com queijo se quer emagrecer!

Descubra as combinações que influenciam o modo como o nosso corpo absorve os alimentos. Emagreça onde mais precisa sem se privar de comer, nem perder energia e ânimo. Esqueça as dietas que eliminam grupos alimentares, as que recorrem a medicações para controlar o peso e aquelas que pura e simplesmente não funcionam e nos deixam infelizes. Este é um plano simples e prático que vai mudar a sua vida, a sua autoestima e a sua sensação de bem-estar. Vai trazer-lhe uma nova alegria de viver e uma nova maneira de encarar o seu dia-a-dia alimentar, dando-lhe truques para compensar pequenos desvios e conseguir realmente emagrecer»

Uma edição ESFERA DOS LIVROS

Lançamento - A Espia do Oriente de Nuno Nepomuceno

Fica a sugestão de programa para fim de tarde:


Quarta, 13 de Maio, pelas 19h na Fnac do Colombo.

Fica a página do autor: http://www.nunonepomuceno.com/

E o evento: https://www.facebook.com/events/494835787335643/

Uma edição TOPBOOKS: http://topbooks.pt/produto/a-espia-do-oriente/

segunda-feira, 11 de maio de 2015

PASSATEMPO - A Espia do Oriente de Nuno Nepomuceno



É com muito gosto que renovamos a parceria com Nuno Nepomuceno e divulgamos este segundo volume da Trilogia Freelancer, A Espia do Oriente.

O livro terá muito em breve lançamento, já esta quarta, 13 de Maio e deixamos também o convite.


O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 23/05/2015
Um passatempo com o apoio do próprio autor.
Saibam mais aqui: http://www.nunonepomuceno.com/

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, basta voltar a preencher o formulário.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores. 
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, seja o envio feito por nós ou editora.

NOTA:
- Façam partilha do passatempo - SEMPRE PÚBLICA, os links serão contabilizados como participação, basta deixar o link que contará como participação extra. Obrigada!

domingo, 10 de maio de 2015

Comecei a ler...

A Espia chegou ao Efeito dos Livros e a leitura do segundo volume da série Freelancer começou.
Vamos lá ver o que nos espera nesta nova aventura de André Marques-Smith :)


DÚVIDA. CONFIANÇA. TRAIÇÃO.

Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?


A trilogia Freelancer é uma aposta Topbooks

Relembro a opinião ao 1º Volume "O Espião Português" pela Elsa e pelo CaracolLiterário.

sábado, 9 de maio de 2015

«FIM» de Fernanda Torres - Opinião


Fernanda Torres, actriz brasileira conceituada, chega agora ao mundo da ficção com um romance quase em tom de crónica onde, homem a homem, vai dando a conhecer a vida de cinco amigos cariocas, revelando os devaneios próprios da segunda infância, mas também as memórias de uma vida vivida, tanto em grupo como em momentos solitários, relatados pelas várias vozes que assume em cada capítulo. Porém, a loucura das memórias que saltam a todo o momento de época em época e de episódio caricato em outro mais caricato surgem interligadas, meio puzzle, mas não criam barafunda na cabeça do leitor, antes pelo contrário, unem todos os pontos que ora se soltam para páginas a seguir se ligarem.

É impossível passar ao lado deste texto sem lhe atribuir a sonoridade brasileira que ele tem, acreditem quando digo que o texto ressoa na nossa cabeça em brasileiro e é impossível de outra forma, somos até levados a ler parágrafos em voz alta e a tentarmos o sotaque, porque de resto está tudo lá, as expressões cariocas, o vocabulário que nos faz ir procurar um ou outro significado, mas tudo isso são experiências que o livro nos leva a fazer. Nada disso tem peso de «FIM», mas sim de começo, princípio de uma relação de proximidade, que se quer cada vez maior, entre as "duas" línguas portuguesas.

Vamos rindo à gargalhada com os tombos dados por Álvaro, Ciro, Sílvio, Ribeiro e Neto, mas também com Ruth, Suzana, Norma, Célia ou Maria Clara e sem esquecer o Padre Graça, todos comentam a vida de todos e todos eles foram sendo parte integrante da vidas uns dos outros, dito assim parece repetitivo, mas os anos vão sendo lembrados com um misto de carinho, mas também de azedo entre alguns, sem nunca esquecer o humor. É o humor e até uma certa ironia que pauta este «FIM».

"Amanhã manda a Ruth me telefonar que eu explico pra ela que um patrimônio que nem você tem que ser dividido com o resto da humanidade."

O livro de Fernanda Torres expõe a velhice de forma cáustica, se a pessoa já tiver predisposição para isso, e alguns deles têm, doce, já que alguns se arrependem e aprendem só no fim da vida a importância daquilo que sempre desprezaram, mas acima de tudo, divertida, mostrando o impacto das memórias, demonstrado o quanto construir memórias com pessoas é importante. No enredo não falta alguma crítica, bem como elogios, mas a ideia que prevalece é: dê valor, que morrer, morremos todos!

Um leitura com o apoio Companhia das Letras.
Oiça aqui um trecho do livro: https://www.youtube.com/watch?v=zH6d08uS4AE



sexta-feira, 8 de maio de 2015

«Leituras ao Luar» Brenda Walker :: Opinião


"Como os livros salvaram uma vida" é o mote para este livro de não ficção de Brenda Walker. Não sei como lhe chamar, mas diria que se trata de um diário de leituras e memórias de leituras que se cruzam com as actuais, naquelas que Brenda fez enquanto lutou contra a doença. 

"Poderá a medida da cura convir ao tamanho da ferida?" James Wood, citado logo ao abrir do livro antes ainda de nos depararmos com capítulos com nomes como cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, entre outras fases destes tempos difíceis. Edgar Alan Poe é desde logo referenciado, mas o primeiro livro em que Brenda pensa é "As Horas" e de onde destaca:
"Tenho de dar o livro da sua vida, um livro que será a sua bússola, o seu pai e a sua mãe, que o armará para enfrentar a mudança." Claro que a promessa é aliciante, para quem gosta de livros, de lê-los, de tê-los, de os vivenciar, parte sempre em busca de um livro que seja mais que os outros, que seja um porto de abrigo, uma bóia de salvação. E julgo que é neste sentido que este livro decorre, a autora parte em busca dos livros da sua vida numa fase em que o fim da vida pode ser uma realidade bem próxima.

"Quando se pensa na morte a vida tem menos charme, mas tem mais calma" Tolstoi

No entanto, não pense o leitor que «Leituras ao Luar» é um livro sombrio, eu não o achei, antes pelo contrário, facilmente esquecemos a doença e pensamos no encantamento pelos livros, especialmente se descobrimos tantas coisas novas, tantos livros por ler, tanto autor por descobrir. Como é o caso do livro: Norah's Ark, um livro infantil, cujo o mote é "uma mulher salva os seus animais de uma cheia virando o seu celeiro ao contrário e construindo um abrigo sobre o seu telhado impermeável."

À medida que o livro avança, as frases de ordem são vitoriosas, são hinos à vida.
"Vive e inventa" como escreve Malone em «Malone está a morrer" de Beckett ou "Creio profundamente no poder do trabalho inacabado para nos manter vivos" frase brilhante de Bellow em Ravelstein. 

As fases de tratamento vão avançando e Brenda apoia-se em quem tem por perto, mas muito nos livros e nos relatos que "colecciona" para mais tarde nos brindar com este livro que se lê como um romance. Um romance com os livros, os seus autores e claro algumas manias de leitor.

"(...) porque as noites são longas e o livro não pode acabar cedo de mais." refere Brenda perante uma noite de internamento na presença de "A linha da beleza", de Alan Hollinghurst e o seu conceito de «ausência pessoal» como forma de descrever a morte e que a faz pensar na forma como se alterou o contacto com a morte. A frieza de morrer, só e num espaço impessoal como um hospital. Nas várias questões que a Literatura lhe propõe, Brenda conta também episódios e preocupações e afirma que de modo algum a leitura é um passatempo (assim tão) solitário. Há toda uma imensidão de efeitos que a leitura causa, até chegar ao ponto que ela destaca da obra de Tartt em "A história secreta" e a "(...) relação inquieta connosco próprios (...) uma suspensão temporária de nós mesmos."

Li com muito agrado e até um certo carinho todo este depoimento de amor aos livros, dobrei muito cantos, assinalei muitas frases, anotei muitos livros a ler ou a reler, entre outros que perguntei a mim mesmo o porquê de não os ter lido... neste aspecto de livros e enredos, só é pena em alguns a autora levantar totalmente o véu e conter no seu livro spoilers, mas os mesmos fazem sentido e justificam o paralelismo com o que ela quer contar a nível pessoal.

Só já mais para o final voltamos a sentir o fantasma da doença, com a referência à arte de Lee Miller e à nomeação do cancro como uma doença canibal, uma auto destruição biológica, uma vingança do corpo contra si mesmo, como uma parte que se quer afastar do todo. E aí surge "A ilha" de Coetzee e Beckett ou Barnes e novamente Poe e novamente a frase chave: "Vive e inventa."


Passatempo "Uma Noite - Rejeitada"

Chegou a hora de ganharem o segundo volume da trilogia Uma Noite de Jodi Ellen Malpas.
Boa sorte!

Ah e já se encontra online a Opinião "Uma noite - Rejeitada"

O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 17/05/2015

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Um passatempo com o apoio

Aquisições à biblioteca da metade colorida

Desde Fevereiro que não comentava que novos livros têm entrado na estante.
Hoje comprei mais dois mas não foram os únicos nos últimos meses.


Hey, dois não são para mim!!! :)

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Opinião "Uma noite - Rejeitada"

“Uma Noite - Rejeitada” chegou esta semana às livrarias mas por aqui, já consumimos todas as horas que nos foram concedidas e continuamos a pedir mais.

Terminei o primeiro livro da nova trilogia de Jodi Ellen Malpas de queixo caído. A autora apanhou-me completamente desprevenida (como mencionei na minha opinião) e sabia que, mal conseguisse colocar as mãos nesta continuação, não iria aguentar muito tempo sem lhe tocar.
E assim foi…
(se ainda não conhecem Miller e Livy do primeiro livro, minha boa gente, fechem aqui a janela e desloquem-se à livraria mais próxima)
Os outros….acompanhem-me, se faz favor!


Como mencionei anteriormente, aquele final deixou-me ansiosa por mais, especialmente por saber mais detalhes sobre Miller e é exactamente isso que obtemos desta continuação, uma constante descoberta de Miller, camada a camada, desde a sua superfície polida e de boas maneiras, ao mais intimo, privado, chocante e desconcertante detalhe. Quantas pessoas escondem uma teia enredada de segredos e eventos passados marcantes debaixo de um exterior implacável? Miller não é excepção e é exactamente isso que nos prende ao longo do desenrolar da história que vive com Livy nesta trilogia.

Livy essa, anda literalmente a apanhar os pedaços do seu coração nas semanas após ter descoberto o segredo da riqueza e do modo de vida do único homem que foi capaz de a tirar do buraco onde se escondeu desde a adolescência e de a fazer despertar para a vida.
Agora, sem perspectivas de sair do buraco ainda mais fundo que a ausência de Miller cavou na sua vida, Livy deambula pelos dias a arrastar os converse até ser novamente sugada para o vórtice que é o mundo de Miller, um repleto de acontecimento contraditórios que vão do prazer à dor em meia dúzia de linhas, um mundo que tanto repele Livy mas que alberga um homem que não deixa de a fascinar.

E para quem se quer afastar do mau modelo maternal, Livy encaixa como uma luva na descrição que fazem da sua mãe, tanto física como intelectual.
“Se partimos para um caminho de vingança, é melhor cavarmos duas sepulturas” 
E o que diz de nós a sede de magoar quem mais amamos?
Que segredo se esconde na vida de Miller?
Quem é este homem que se esconde e antagoniza todos à excepção de Livy?
Que personagem do passado de Livy marcará presença neste novo livro dando-nos uma perspectiva mais abragente do presente e do tempo que já passou?
E o fim, onde será que Jodi Ellen Malpas nos deixa deixa vez?
PENDURADAS, é exactamente onde ela nos deixa!

A trademark de Jodi começa a notar-se de uma trilogia para outra, ela é uma sucessão de loucura de eventos, desvendar de segredos, conflitos morais e momentos de prazer intenso que nos deixam numa roda vida e a salivar por mais.
Neste livro apenas senti falta de mais interacção da avó de Livy, do melhor amigo, até das conversas no seu local de trabalho (que parece ter ficado um pouco esquecido) mas por um lado, não me queixo porque obtivemos mais de Miller e especialmente, um olhar mais prologado para William  .
E agora…qual o final que nos deixa pendurados?
Não posso dizer, claro, mas é engraçado que acabei de ler o livro na fila de embarque para um avião, exactamente do mesmo modo que a personagem.
Agora, até sair o terceiro volume, algures nos primeiros dias de Junho, tenho de aguentar a curiosidade enquanto espero por mais uma noite :)

E enquanto andava à procura da playlist (que podem ouvir aqui), encontrei este booktrailer que não só encaixa nos meus gostos musicais como está fiel à imaginação sem dar muitos spoilers.


Jodi Ellen Malpas é uma autora

Resultado Passatempo Extra - «À morte ninguém escapa» - Topseller

«À morte ninguém escapa»



Apurados os resultados de todos os passatempos chega a vez de divulgarmos o resultado deste Extra.
Com um total de 1758 participações, a participação vencedora é a número 1424, em nome de Carla Santos. A vencedora já foi notificada via e-mail. Obrigada.

ALERTA!
É a primeira vez que nos acontece que alguém participe às 100 vezes no mesmo dia!!!
As regras são claras e indicam que se pode participar todos os dias não várias vezes no mesmo dia. Por isso anulamos cerca de 2800 participações da mesma pessoa.

Obrigada a todos pelas participações e à


Resultado - Passatempo - «três pianos e outros exercícios» - Paula Dias


Apurados os resultados de todos os passatempos chega a vez de divulgarmos o resultado desta edição de autor que muito gosto nos dá divulgar.

Com um total de 1001 participações, a participação vencedora é a número 896, em nome de Helena Braceira. A vencedora já foi notificada via e-mail. Obrigada.

Obrigada também a todos os que participaram e divulgaram o livro da Paula Dias.
Obrigada a todos.


Comecei a ler...

Conheci a Flora no primeiro livro e o Andrei na Trilogia da Noite AGORA vou conhecer a história que criam juntos em "A Estação da Paixão".
Quem leu o primeio volume?
Leiam a opinião a "A Estação do Desejo"?


"Uma história romântica e provocante sobre as fronteiras do amor e os abismos da submissão.
Flora Hammond encontra-se a estudar representação em Paris, perseguindo o sonho de se tornar atriz. Mas não é fácil escapar às atenções públicas que o seu privilegiado estatuto desperta, muito menos lidar com um pai poderoso e obcecado com a segurança das filhas. Para piorar as coisas, a sua irmã mais nova, Freya, acaba de fugir com o guarda-costas.
Enquanto tenta lidar com o que se passa na sua família, Flora conhece Andrei Dubrovski, um misterioso homem de negócios, e uma escaldante atração emerge entre eles. Apesar de avisada para os riscos desse envolvimento, Flora não é capaz de lhe resistir.
Nesse novo mundo que se revela, a paixão entre Flora e Andrei parece ultrapassar a cada dia novos limites. E nada a faz serenar. Nem o vislumbre da dor."

Uma novidade 

domingo, 3 de maio de 2015

Novidade Topseller - "Arrebatada" de K. Bromberg

Pensando na mesma pergunta de sempre "Elsa, quando é que vais deixar de ler livros eróticos?", passo a apresentar uma série que anda debaixo de olho mas que ainda não chegou à minha estante.
Quem conhece "Dominada", "Cativada" e as mais recente novidade Topseller, "Arrebatada"?
Quem já leu?


Eu nem me atrevo a ler. Os meus olhos continuam focados no primeiro.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Novidade 5 Sentidos :: Sylvia Day sempre a dar cartas!

Assim que a novidade foi anunciada no Facebook da 5 Sentidos, nós não resistimos em partilhar a capa. Agora partilhamos a sinopse.
Fiquem a conhecer mais um livro provocante e de deixar os sentidos em brasa. Sylvia Day sabe o que faz mas pessoalmente prefiro os seus livros contemporâneos ou de época.
"Eve e as Trevas" inicia uma nova série da autora, nesta vez num mundo fantástico e sedutor.

Será que Eve me vai fazer mudar de ideias e passar a gostar de TODOS os livros da autora?


Chega às livrarias no dia 8 de Maio.

SINOPSE
Para Evangeline Holis, aquilo que parecia ser apenas uma aventura com um mau rapaz acabou por se transformar num desastre de proporções bíblicas.
Uma noite com o misterioso homem vestido de cabedal foi quanto bastou para a punição divina: a Marca de Caim.
Presa num mundo onde os pecadores são recrutados para matar os demónios, Eve tem pouco tempo para se adaptar. Agnóstica desde sempre, ela vê-se obrigada a uma série de manobras na burocracia
celestial onde passa a ser um valioso mas maltratado peão.
Eve passa também a ser mais um ponto de discórdia num dos mais antigos casos de rivalidade familiar da História… Mas para já, ela está mais preocupada em matar para se manter viva e salvar a alma que nem ela própria sabia ter.
Amaldiçoada por Deus, perseguida pelos demónios, desejada por Caim e Abel… tudo num só dia.

Uma novidade

Aproveitem para ler as opiniões sobre outros livros da autora aqui no Efeito dos Livros

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Novidade Topseller :: "Amor por Encomenda"

"Amor por Encomenda", o novo e bastante elogiado romance de Catherine McKenzie, autora e advogada canadiana que conta já com cinco livros bestsellers. Em Portugal, a Topseller já publicou o livro "Em Segredo" lido pela nossa metade colorida no verão do ano passado.


Sinopse:
Anne Blythe tem razões para sorrir: acaba de receber uma aliciante proposta para publicar o seu primeiro livro. Mas no que toca a relações amorosas, a situação é muito pouco animadora. Após mais um relacionamento falhado, Anne encontra na rua um cartão de uma empresa que ela julga ser de promoção de encontros românticos. Interpretando-o como um sinal, acaba por guardá-lo. 
Farta de ver as pessoas à sua volta felizes no amor, Anne decide, num impulso, experimentar a empresa que a poderá ajudar a encontrar, finalmente, o homem da sua vida. Mas esta empresa não é bem o que parecia. Trata-se afinal de um sofisticado — e caro — serviço que proporciona aos seus clientes um casamento arranjado, com tudo incluído. Anne começa por rejeitar a ideia, mas quanto mais pensa no assunto mais entusiasmada fica. Se os casamentos arranjados resultam para milhões de mulheres em todo o mundo, porque não haveria de resultar com ela? Além disso, o serviço afirma que só fracassou em 5 por cento dos casos. 
Meses depois, Anne encontra-se num resort mexicano pronta para casar com Jack, o seu «par perfeito». E tudo parece correr bem. Mas será possível encomendar o amor verdadeiro?

«Um romance feminino para mulheres reais, que apresenta uma astuta protagonista marcada pelo falhanço amoroso. O humor varia entre o sarcasmo mais agudo e a farsa, e a voz da narradora é contagiante. Uma nova autora a ter em conta.» - Booklist 

Catherine McKenzie é uma aposta

http://efeitodoslivros.blogspot.pt/2014/09/opiniao-em-segredo.html

Opinião :: "Por Treze Razões"

Hey tu, tens noção do impacto que tens na vida das pessoas à tua volta? Compreendes até que ponto as tuas acções podem, directa ou indirectamente, afectar o bem estar de uma pessoa próxima de ti?
Agora recua ao secundário. Estás a recordar esses tempos? És um daqueles que diz ter vivido os melhores anos da sua vida ou um dos que lutou por sobreviver àqueles tempos?


Eu tive os meus altos e baixos, já Hannah Baker sentiu que foi sempre em queda até ao momento em que desistiu e se suicidou. “Por treze razões” conta-nos os motivos que levaram Hannah ao limite e serve de um tremendo abre olhos para os que passam na vida alheios ao que as suas acções provocam nos outros e aos que estão cegos de mais para ver quem à sua frente pede ajuda.

Conhecemos Clay no momento em que recebe a encomenda com as cassetes de Hannah. Numa era digital, gostei do toque retro das gravações em K7. No entanto, é com pesar, além de muito interesse, que vamos “ouvindo” a voz de Hannah intercalada com os pensamentos e poucos acontecimentos que rodeiam Clay enquanto vai virando K7s, umas atrás das outras, sabendo detalhadamente o que criou a bola de neve que soterrou Hanna e a levou à decisão de terminar com a sua vida.
Uma a uma, lado A e lado B das K7s, Hannah conta como tudo começou, como um rótulo nos tempos de escola podem mudar a percepção que as pessoas têm de nós e marcar-nos para sempre. Como se sai de um buraco onde cada vez que damos um balanço para cima alguma coisa nos empurra para baixo?

Passamos por pequenas brincadeiras, maldades propositadas, falsidades, rumores infundados, paixões secretas, quebras de confiança, raiva, perplexidade, culpa, irresponsabilidade, arrependimento e luto. 
“Por treze razões” é um prato cheio, uma ligação forte entre alguém que sente não ter feito o suficiente e alguém que aos poucos foi cedendo, que por mais que tente, não conseguimos deixar de nos identificar.
Quem nunca teve problemas na escola que mande a primeira pedra. 
Ah esperem, provavelmente se não tiveram, eram vocês quem as atirava, certo?

Nota: “Por treze razões” passa a ter lugar cativo na estante. Pergunto-me “porque não lia livros quando era adolescente?!”
Embora saiba que a compreensão é outra nos dias que correm, teria sido óptimo ter lido algo deste género. Nunca perdi ninguém perto de mim desta maneira mas quantas pessoas precisam de ajuda diariamente porque já não conseguem lidar consigo mesmas?
O que podemos nós fazer quando o pior inimigo de alguém que nos é próximo é a sua própria cabeça?
É por isto que gostei deste livro, incluindo o fim. Podia ter mais justiça mas essa também está muitas vezes em falta na vida real, por isso, há que manter as coisas fieis à realidade.

http://www.presenca.pt/livro/ficcao-e-literatura/romance-contemporaneo/por-treze-razoes/