domingo, 21 de junho de 2015

Comecei a ler...

As férias permitem-me ler mais e acima de tudo, diversificar as leituras.
Desta vez vamos para Moçambique com Henning Mankell.
Pena não irmos mesmo para Moçambique....

«Uma história tão mágica como um conto de fadas e também quase tão cruel.» | Kirkus Reviews


Para fugir à miséria que avassalou os campos da Suécia em 1904, Hanna Lundmark, arranja um trabalho de cozinheira num navio com destino à Austrália. Após uma paragem no porto de Lourenço Marques, Hanna toma a ousada decisão de abandonar o barco e começar uma vida nova na cidade.

Após uma série de acontecimentos que fazem dela a mais bem-sucedida proprietária do bordel mais famoso de Lourenço Marques, Hanna está determinada a tentar alterar as mentalidades que caracterizavam a sociedade branca moçambicana nos princípios do século XX. Porém, a sombra do racismo que paira sobre brancos e negros é de tal forma densa que só pode conduzir à tragédia e à morte.

Baseado numa história real, em Um Anjo Impuro transporta-nos para um mundo em que opressores e oprimidos se encontram e o ódio é uma perigosa presença. Henning Mankell, o autor bestseller da série Wallander está de volta à sua mestria talentosa do suspense, neste novo livro que conta com um prefácio de Mia Couto.

»Excerto«

Mais informações sobre esta novidade em
http://www.presenca.pt/livro/ficcao-e-literatura/romance-historico/um-anjo-impuro/

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Opinião "Younger - Mais Uma Oportunidade"

Quem nunca olhou para o seu passado e pensou nos caminhos que percorreu? Quem nunca matutou sobre o impacto que as decisões que tomou tiveram na sua vida?
Quantas mulheres, nos seus vintes, trintas ou quarentas, não balançam a tarefa heróica de ser mulher, mãe, amante, amiga, filha e todos esses pápeis que herdamos, criamos e nos foram impostos?
Para aliviar a carga e nos mostrar que não estamos sozinhas, Pamela Redmond Satran escreveu Younger.
Será que somos mesmo tão jovens como nos sentimos?

Younger começa com Alice. Quarentona recém divorciada a viver em New Jersey na sua solitária casa de família, Alice sente-se só. O marido deixou-a pelo cliché da colega de trabalho mais nova, a filha já adulta seguiu com a sua vida mas Alice está onde sempre tem estado nos últimos anos, em lado nenhum interessante agora que não tem família para cuidar e trabalho na area editorial é coisa que ninguém quer atribuir a uma dona de casa que teve fora do mercado por quase duas décadas.
Inconformada (e talvez um pouco desesperada) com a descriminação sofrida graças ao interregno profissional e à idade, Alice cai nas garras da sua amiga lésbica e leva o tratamento mágico na noite de passagem de ano, um capaz de vincar algo que toda as mulheres gostariam de ter, o ar de ser mais nova do que realmente se é. E numa noite de mudança, Alice inicia uma jornada que, sem máquina do tempo, a faz viajar 15 anos atrás, assumindo assim a vida, o romance, o trabalho e todo o dia a dia de uma rapariga de 26 anos.
E perguntam vocês, como é que isto é possível? Acreditem, é aí que as coisas se tornam de chorar a rir. Entre o romance com o “miúdo” de 25, o trabalho como assistente na sua antiga empresa e a necessidade de manter a fachada da miúda cool enquanto secretamente deseja os momentos de paz da sua vida caseira de dona de casa é o desafio que vemos Alice superar ao longo do livro, não sem antes nos dar uma quantas pérolas sábias pelo caminho.

“Younger” é uma lição para várias gerações, um abre olhos e um empurrão para muito boa gente, novas ou “velhas” que se sentem encalhadas, que em determinadas alturas da vida desejaram ter feito diferente mas que acima de tudo têm de aprender e reconhecer que tudo o que fizeram, mal ou bem, trouxe-as onde estão hoje e tornou-as no que são neste momento. Se por acaso estão descontentes, devem a si mesmas fazer tudo a seu alcance para alterar o seu caminho. Se isso começa por pensar e levar os outros a acreditarem que são mais novas, ÓPTIMO. Se no entanto, requer uma boa dose de “olha-te ao espelho, aceita-te como és e sê feliz” então bora, acho que todas nós precisamos de uma boa dose desse amor próprio. Claro que todas ficaríamos felizes por aparentar ter 26 quando se tem 40, sim talvez, mas isso não impede ninguém de ser feliz e é exactamente isso que “Younger” nos ensina, que devemos procurar a nossa maneira de ser feliz, seja com o miúdo de 25 anos, seja solteira com ou sem filhos ou a mudar-se para o outro lado do mundo.
Talvez seja realmente possível ser tão jovem como nos sentimos, sem olhar ao número (mesmo que eu às vezes me sinta bem mais velha que os meus 28!) :P

Quanto ao livro, gostei de Younger. Um livro sem papas na língua, a chamar os bois pelos nomes logo nas primeiras linhas.
Alice faz-nos pensar “o que raio faço eu sentada de pijama a ler no meu sofá!?”, Alice faz-nos querer vestir aquela roupa com efeito bomba e ir sair, porque a vida está lá fora à nossa espera enquanto nos limitamos a ficar aqui quietas a vê-la passar.
E o fim….gostei do fim! 
:) Eu faria um brinde, até porque é apenas meia noite de domingo mas vocês só vão ler isto durante o dia de seman.....vamos lá esquecer este detalhe...hey um brinde, a novos começos e a que seja hora de beber em qualquer lado! Salut! 


Entretanto, como referi anteriormente, o livro de Pamela Redmond Satran foi adaptado a uma série de televisão que tem, até agora, uma temporada inteira à nossa disposição. Claro que, curiosa como sou, não resisti e fui ver o pilot ontem à noite. Pois…e vi tudo, todos os episódios de rajada, a temporada completa e devo dizer….ADOREI!
Foi engraçado ver como o livro foi bem adaptado, mesmo com as alterações em alguns pontos nas personagens. Curiosamente, acho que, como uma boa série de comédia que é, aborda muito ao de leve o desafio constante que é ser mulher, mãe e trabalhadora, independentemente da idade. No entanto, há detalhes que estão muito melhores na série do que no livro e tenho de salientar este ponto, por mais dramas que tivesse em ser descoberta, a Alice do livro foi poucas vezes confrontadas com as generation gaps, enquanto a Alice da série é constantemente atacada pelo progresso digital, pela linguagem actual em constante alteração, pela conduta dos “jovens da sua idade” e pela loucura que a sua pacata vida tinha remetido para o armário.

Um livro perfeito para o verão, para o fim de semana ou até para um começo de semana como é o caso de hoje.
E depois da leitura, vejam a série. Entretenimento garantido!


Younger é uma novidade

Resultados Passatempos Companhia das Letras


Total de participações: 1261
Participação vencedora nº 268, Joana Sousa Vaz

Obrigada pela participação.

*


Total de participações: 1221
Participação vencedora nº 165, Carlos Dias Rodrigues

Obrigada pela participação.

Ambos os vencedores já foram contactados por e-mail.

*
Ambos os passatempos contaram com o apoio:

Passatempo - «Fusão» Editorial Presença


O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 28/06/2015

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

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Um passatempo com o apoio:

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Novidade "Beijo Fatal" de Jeff Abbott

Quem não perde um livro de Jeff Abbott?
Dia 18 chega mais um livro, "Beijo Fatal", o primeiro thriller de uma série que tem como pano de fundo o Texas profundo e como protagonista Whit Mosley, um jovem juiz de paz que procura manter-se incorruptível numa cidade imersa em tentações e ameaças.

Jeff Abbott, que conta com vinte anos de carreira e uma longa lista de thrillers com sucesso mundial, é uma presença assídua nas listas de candidatos para prémios de literatura policial: esteve nomeado três vezes para o Mystery Writers of America's Edgar Allan Poe Award e duas vezes para o Anthony Award, atribuído pela World Mystery Conference.
Na Porto Editora foi já publicado, no ano passado, o livro Queda.

Sinopse:
Whit Mosley, juiz de paz na cidade de Port Leo, Texas, é um rapaz novo e descontraído, tanto na vida como no cargo. Em ano de reeleição, não parece muito interessado em lutar pelo seu emprego, o último numa longa lista de falhanços profissionais.
No entanto, as águas da pacata cidade costeira não vão demorar muito a agitar-se: uma noite, Whit é convocado para atestar um óbito. O cadáver pertence ao filho de uma senadora, regressado à terra natal depois de uma carreira no mundo da pornografia. Terá sido suicídio, alimentado por uma antiga tragédia familiar? Ou será que um assassino obcecado o usou como peão num jogo deturpado? Quando Whit desafia a pressão política e começa a investigar, ele e a detetive Claudia Salazar põem as suas carreiras e as suas vidas em perigo, expondo um ninho de barões da droga, vigaristas e tubarões sedentos de poder, todos em busca de sangue. Mas nas areias quentes de Port Leo há segredos ainda mais obscuros enterrados… e ninguém é o que parece ser.

Opiniões sobre os livros de Jeff Abbott no Efeito dos Livros:


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Novidade Marcador - "A Elizabeth desapareceu"

Há livros que nos apanham pela sinopse. Este é mesmo um deles.
Quem é que não fica curioso por conhecer Maud?

Um mistério, um crime não resolvido e uma personagem inesquecível: Maud.

Maud está convencida de que a amiga desapareceu, mas ninguém acredita nela. Tem cerca de 80 anos e o seu contacto com a realidade não é o mesmo de outros tempos. Existem pedaços de papel por toda a casa: listas de compras e de receitas, números de telefone, notas sobre coisas que aconteceram. É a memória em papel que impede Maud de esquecer as coisas. De repente, nas mãos de Maud encontra-se uma nota com uma mensagem simples: «Elizabeth desapareceu.». É a sua letra, mas não se recorda de a ter escrito. O que aconteceu?

Maud está certa de que a amiga corre perigo.

"A Elizabeth desapareceu" é uma novidade

Opinião "A Rapariga no Comboio"


A próxima vez que andares de comboio (ou autocarro), olha para a pessoa que viaja à tua frente. Parece-te comum? Agora imagina os segredos que esconde, o lado secreto que ninguém desconfia que tem e que alberga mistérios que nem a própria sabe resolver?

Se alguém viajasse com Rachel no comboio esta observação seria bem comum.
Como qualquer pessoa que todos os dias se desloca na eterna demanda casa-trabalho-casa, Rachel deambula pelos seus pensamentos enquanto o comboio segue seguro pelos carris. Todos os dias, desde que começou a fazer aquele trajecto, Rachel não resiste em olhar para uma casa específica e fantasiar sobre o que vê desde a janela do comboio. Para colmatar a falta de interesse da vida actual, Rachel inventa nomes, profissões e sentimentos para as pessoas que vê ao longe, até que um dia, um fatídico dia, tudo muda. Uma descoberta, uns copos a mais, um memória difusa e uma série de personagens que são o que parecem e que nos levam a conjecturar diferentes desfechos e acima de tudo, diferentes culpados a quem apontar o dedo. E é daí para a frente que, numa narrativa contada por três visões diferentes, começamos a conhecer os vários intervenientes da história, em especial as três mulheres que dão contorno à história de “A Rapariga no Comboio”.

A facilidade com que nos embrenhamos nesta história, seja por simpatia com a drástica Rachel, com a inconformada Megan ou a ligeiramente paranóica Anna, é um ponto a favor, já o outro é mesmo as migalhas de informação que nos vão sendo dadas e que nos levam até ao final, até à descoberta do enredo. E raios, se eu não desconfiei do/a culpado/a desde o início. 


Fiquei presa à história ainda antes de começar a ler o livro. As boas reviews que fui lendo levaram-me a pegar no livro e a consumi-lo de rajada.
É só a mim que surge aquela sensação de olhar para as pessoas que me rodeiam quando termino de ler um livro deste gênero? Serei a única a olhar para as pessoas que me são próximas e pensar “que segredo escondes”? 

Agora fico é pacientemente à espera da adaptação ao cinema. Este é o tipo de filme que gosto de ver com amigos que não leram o livro para que quando for realmente revelado o culpado eu estar a olhar para a cara deles e não para o ecrã. Acreditem, as reacções são impagáveis quando já sabemos o final :)
Sabiam que Emily Blunt foi escolhida para um dos pápeis prinicipais. Será o de Rachel?

Até lá....leiam o livro, uma magnífica aposta

terça-feira, 16 de junho de 2015

Passatempo "Uma Noite - Revelação"

Depois de termos lido a trilogia completa, não podiamos deixar passar a oportunidade de vos oferecer o terceiro e último volume da mais recente história criada por Jodi Ellan Malpas.
Querem conhecer o final da história de Miller e Livy?
BOA SORTE!


O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 27/06/2015

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Opinião "Uma Noite - Revelação"

O terceiro e último capítulo da trilogia "Uma Noite" chegou e traz a luz que rompe as trevas de Miller, não sem antes o arrastar, juntamente com Livy, às profundezas do inferno.
Preparem-se que para lutar por um futuro, Livy e Miller vão ter de trazer à superfície o passado de ambos, as pessoas e os momentos que nele ficaram mas que ainda hoje se impõem na sua vida presente.

Preparem-se para....A Revelação!

Quem leu os dois primeiros livros, e se estão a ler isto deveriam tê-lo feito, sabe em que ponto deixámos este casal. Confrontados pelo laço inquebrável com o sub mundo com que Miller fez vida, os dois refugiam-se da realidade do outro lado do Atlântico enquanto um plano parra libertá-los se elabora na cabeça dos homens que dominam a vida de Livy. Mas tal não se avizinha tarefa fácil, especialmente após a entrada em cena de duas personagens que contribuem em muito para o tumulto que a vida deste casal se tornou nos últimos tempos e para eventos que os fazem regressas à realidade mais rapido do que o previsto.

Toda a história até aqui, além da adoração constante entre os dois, faz-nos saber que não será fácil quebrar as amarras que mantém Miller preso. Mas o que acontece quando o passado de Miller se interliga inesperadamente com o de Livy? Que mais descobertas podem ser feitas que abalem por completo o mundo que estes dois criaram? Haverá possibilidade de desatarem o nó em que a vida de ambos se tornou?
Acreditem que sim, é possível, nem que morram a tentar.

No entanto, a trilogia "Uma Noite" é mesmo assim, Entre cenas escaldantes, revelações chocantes, felizes descobertas, vislumbres do passado e o humor da avó Taylor, somos brindados com um capítulo estrondoso da história de Livy e Miller que nos prende até às últimas páginas e depois nos presenteia com um extra que nos faz sorrir, que nos faz pensar em todo o percurso que percoreram até aqui, cheio de loucura, devoção e luz, especialmente para quem vivem tanto tempo no escuro, apagados para a vida.

Jodi não me conquistou com "Este Homem" mas com "Uma Noite" a conversa é diferente. Miller, com todos os seus maneirismos (que me fizeram receonher que também tenho alguns!), a surpresa de descobrir o seu passado e a constante animação na casa Taylor, são os factors que me fazem colocar esta seérie bem à frente da outra. Mas....e há sempre um mas, por vezes as atitudes de Livy são exageradas, assim como eram as de Jesse e companhia na trilogia "Este homem". Ok, ok, um pouco de drama nunca fez mal a ninguém e depois sempre é divertido vê-los a fazer as pazes :)


E agora, com o fim da história de Livy e Miller, o que nos reserva Jodi para uma próxima vez
Em que mundo nos fará margulhar no seu próximo livro?
Ainda não sei mas mal posso esperar por descobrir. 

Jodi Ellan Malpas é uma forte aposta da 

Relembro as opiniões aos outros dois livros:

Opinião "Uma Noite - A Promessa"

Opinião "Uma noite - Rejeitada"


domingo, 7 de junho de 2015

Aquisições à Biblioteca da Elsa

Ao longo desta semana olhei para a estante e percebi que não partilhei convosco as minhas últimas aquisições, a não ser aquelas que ataquei para ler mal na biblioteca.
Como é o caso da "Eve e as Trevas", já lido e opinado aqui


Tom Gates (epah contribuir para a biblioteca do mini leitor)
Eve e as Trevas de Sylvia Day


é....eu tenho um problema :D

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Opinião "Estação da Paixão" de Sadie Mathews

Três irmãs, três histórias que se avizinham bem diferentes mas que se interligam entre si no ponto que a une, a família. 
As irmãs Hammond têm muito para contar :)
Quem leu “A Estação do Desejo” e ficou a conhecer a história de Freya e Milles?


Desta vez, com a leitura de “A Estação da Paixão” conhecemos a recatada Flora. Aspirante a actriz a estudar em Paris, Flora faz os possíveis para escapar aos radares dos paparazzis. Com os olhares todos concentrados na sua irmã Freya e na relação escaldante que adveio do aparatoso acidente em que se viu envolvida com o seu guarda-costa Milles, Flora vive a sua existência pacificamente longe da família e das confusões que os rodeiam. Mas o seu dia a dia sofre uma reviravolta quando, à saída de um evento importante conhece um homem misterioso que afirma com amargura amar uma mulher que não pode ter. E como se costuma dizer “misery loves company”, razão que atrai Flora ao enigmático cavalheiro, por compreender bem a sua dor, estando também ele presa a um amor impossível.

E assim, com a intensa e arrojada leitura de “Estação da Paixão” conhecemos (intimamente) Andrei Dubrosky. Eu já o conhecia da outra série e acreditem que estava curiosa para saber o que iria sair daqui. 

Com um acordo estritamente físico de prazer mútuo e ensinamento, Flora e Andrei embarcam numa aventura onde o coração não tem lugar e a mente luta para não pensar em terceiras pessoas.
Um livro carregado de sensualidade e descoberta com um limitar muito ténue entre a dor e o prazer.  A história de “Estação da Paixão” tem contornos de BDSM, alguns que até nos fazer estremecer (e não pelas melhores razões) mas no entanto, é o seu carácter intenso que nos cativa, com excepção de um ou dois momentos frios tão característicos da personagem de Andrei e que não me deixaram rendida a este volume, não por completo.

Como aconteceu com o primeiro, o final foi abrupto, um pouco para deixar o leitor a salivar por mais como para não entrar num caminho que já sabemos vir a ser desenvolvido no terceiro, o de Freya e Flora enfrentaram as consequências das suas escolhas amorosas. 
No entanto, mesmo num final arrumado às três pancadas, achei que as acções e sentimentos de Andrei sairam directamente do congelador, tal foi a frieza com que interpretei aqueles últimos momentos.

Mas vamos ver….
O que será que se segue? A história da irmã mais nova ou a continuação do drama de Freya Hammond?
O que é feito de Milles e Freya?
Que outro desgosto poderão as irmãs Hammond dar ao seu pai?
Conseguirá Flora manter uma relação com Andrei?

Estou curiosa para ler a continuação. Saddie Mathews ficou no meu radar faz algum tempo e é sempre bom voltar a ver Dominic e Beth, os da outra série.

Vá digam lá...raios Elsa, como te consegues recordar assim das histórias….
acreditem, nem eu sei!

“A Estação da Paixão” é uma aposta

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Opinião da ElsaR ao "A Espia do Oriente" de Nuno Nepomuceno

Para tudo! Deixem passar A Espia do Oriente, a mulher que, acompanhada por André Marques-Smith, o Espião Português, vai dominar esta série, a nossa mente durante a leitura e os nossos corações nas últimas páginas.


Se ainda não tiveram oportunidade de ler o primeiro, cuja crítica já se encontra publicada nos três pontos de vista aqui dos leitores do blog, então façam um favor a todos e vão comprar o livros, ou melhor, os dois. Tragam para casa o Espião e a Espia!

Este segundo volume sobe a fasquia em termos de qualidade de enredo, de desenvolvimento do lado humano (e desumano das personagens) e em número de folhas (acho que estas 483 páginas desenvolveram-me os músculos durante a leitura).
Por isso, acho que tenho que começar por dizer...Parabéns Nuno!
Só não devorei este livro mais depressa por falta de tempo e por receio do fim. Na realidade, não queria que acabasse!
Tal como aconteceu com o primeiro livro, a empatia que se cria com as personagens é enorme, o que para mim, é um dos pontos chave desta série.  Em “A Espia do Oriente”, a ligação que temos com André intensifica-se e com a nossa Espia, não resistimos a estabelecer uma ponte com contornos nunca antes imaginados.

Mas esta ligação com as personagens e com a continuação da história não é o único ponto alto deste livro. O olho para o detalhe, a abordagem cinematográfica e exploratória das cenas e locais visitados é SEMPRE uma mais valia para a história de André Marques-Smith, o caso Lebodin e todos as voltas e reviravoltas que surgem ao longo deste volume.
Ai a facilidade com que se combina acção, intriga, drama humano e paixão, SIM, porque ela há e muito em “A Espia do Oriente”.

Eu não vou entrar em detalhes com a história. quem leu o primeiro sabe quem é a Espia, o que nos espera neste segundo livro MAS nem sonha com as surpresas que nos apanham ao longo desta 483 páginas. Raios, já tenho saudades do André!

O Nuno conseguiu superar-se ao criar uma história que nos envolve e nos deixa pendurados naquele final de prender a respiração.

Para quando o terceiro? 
Pode ser para já!?

A série Freelancer é uma aposta

quarta-feira, 3 de junho de 2015

«Arquipélago» de Joel Neto :: Opinião


"As janelas descascavam ao sabor dos elementos, e nos recantos teias urdidas por aranhas que há muito tinham morrido, mas continuavam a acumular presas. Grossas trancas de madeira inclinavam-se nos vãos das janelas, as portadas abertas cada uma à sua maneira (...)"

É ao sabor das memórias e das tradições que a narrador desconstrói a história de duas famílias, os Drumonde e os Silveira-Goulart juntamente com um leque de personagens de vários lugarejos na Terceira, Açores. Um homem, refém das suas próprias teias, retorna à casa que o viu nascer e vê-se trancado em segredos obscuros que o levam a uma busca incessante nas profundezas da culpa.

«Arquipélago» é um romance com contornes de clássico, basta que comece com uma tábua de personagens. Nada mais, nada menos. As famílias são-nos apresentadas deixando cedo a perceber o intrincado enredo que vai aportar juntamente com José Artur Drumonde. Com ele e com a sua culpa.

José Artur não navega a sós na culpa e nos ecos do passado, são mais os que vivem ancorados aos segredos e mistérios do passado. Basta isto para que se perceba que este romance encerra em si, até bem quase às últimas páginas, mistérios e mortes por deslindar.

Desenvencilhando-se mal sozinho, José Artur procura abrigo na casa de Luísa Bretão e logo aí recomeça para si uma nova geografia dos afectos, mas outra geografia mais agreste e escarpada lhe pesa nas decisões e lhe ocupa os dias e os pensamentos. A descoberta de um cadáver na casa de família arranca-o da melancolia e fá-lo abraçar uma epopeia de perseguir os culpados e se cruzar com os mitos mais esotéricos e pagãos da ilha.

O misticismo não é novidade nenhuma na vida deste professor, há muito que segue a máxima:

"O homem culto acredita. O ignorante, sim, desconfia."

José Artur acreditava na inexplicável ligação dos Açores ao enigma da Atlântida, aliás fora essa a justificação que o levou a abandonar Lisboa, a ex-mulher e o filho e abraçar de volta as gentes de onde era oriundo.


Entre sugestões do seu subconsciente e outras muito reais, a vida de José Artur, Luísa, Maria Rosa, Elisabete, Elias Mão-de-Ferro, Roque Dutra, Violeta Berquó, Jácome, o Chefe Toste, o Dr. Torcato Salvaterra, Deodato Silveira-Goulart e claro, José Guilherme e André Drumonde, vão-se misturando e formando um enorme romance à moda antiga com paixões, traições e rivalidades familiares, hierarquias antigas e lutas quase territoriais, prestando sempre homenagem aos Açores na sua essência.

Joel Neto, também ele açoriano, tem aqui a oportunidade, a medida e o tom para trazer até ao leitor os Açores desde perto de 1980 até aos dias de hoje, prestando-lhe uma ode às gentes, aos costumes, aos dialectos e aos vocabulários, juntamente com um enumerar de localizações, facilmente reconhecidos quando abrimos o mapa e vemos o lugar dos Dois Caminhos, Terra Chã, o desfiladeiro dos Três Cantos ou a zona da Serreta e até o areal da praia da Vitória, ajudando o leitor a situar as aventuras.
As descrições são ainda enriquecidas com sugestões gastronómicas, tradições ancestrais e património intocável que persiste ao longos dos séculos, como é o caso do dialecto, que não é mais do que um português muito antigo ;)

Comer uma cracas, tomar um licor de ananás, celebrar o menino mija, falar uma pisca, falando dos maraus entre uns calezins, são expressões comuns açorianas, tal como chamar pechinchins e ainda se usar boceta de rapé.

Joel Neto cria um romance com uma boa dose de mistério, onde não falta roteiro turístico, uma pitada de esoterismo e o reavivar de tradições. A típica luta do Bem contra o Mal e a vitória final do amor sobre a traição, a mágoa e fúria que consome os homens quando a culpa os atormenta. Um livro para muitos públicos, mas essencialmente para quem vibra com uma história de amor ou então para quem, como eu, foi procurar conhecer e entranhar-se no ambiente dos Açores.

*
Uma leitura com o apoio: MARCADOR

Vencedor Passatempo "Uma Noite - Rejeitada"

E no dia em que é lançado o terceiro e último volume da trilogia Uma Noite de Jodi Ellen Malpas, lançamos o nome do/a vencedor/a de um exemplar do segundo livro "Uma Noite- Rejeitada"

E o/a sortudo/a é.....

Num total de 1623 Participações
o nº 1047 é o vencedor!

Parabéns Patricia Garcia :D
Levas para casa o segundo volume da história de Livy e Miller.

Informamos que já contactámos a vencedora por email.
O envio será efectuado pela editora.

Agora...
E o que me diziam de sortearmos o terceiro?? :D

terça-feira, 2 de junho de 2015

«Se eu fosse chão» de Nuno Camarneiro :: Opinião


"Todas as obras de arte são melhores ou piores do que o artista, mais profundas ou frívolas, mas nunca iguais. (...) A literatura é a mais horrenda das artes, porque é feita da mesma matéria com que falamos e nos enganamos a nós e aos outros. (...) Lemos o que queremos ou precisamos de ler, lemos como amamos e caímos."

Não é assim que se pisa o chão e se entra no hotel de Nuno Camarneiro, mas podia muito bem ser. À medida que entramos em cada quarto iremos ler o que queremos e iremos sentir o que precisarmos de despertar. A escrita simples, acutilante, rápida e concisa de Camarneiro consegue tudo isso e mais. Cada quarto é introspectivo e alguns sufocantes e esmagadores. 

"Senhor, dai-me pelo menos a potência de chorar."

Recebemos sentimentos em contramão de pessoas em trânsito, amores estagnados e fora de tempo, loucuras inexplicáveis e traições, acidentes e incidentes, tristezas e alegrias, tudo em doses curtas e de toma única. 

"Tanto tempo a amar em contramão, como um velho de vista cansada e juízo turvo, ignorando as luzes em sentido contrário, ignorando a realidade. Mas há tantas realidades (...) Estava eu a amar tão bem, sozinho, mas tão bem."

Acredito que passamos mais tempo a pensar no que a escrita nos transmite do que propriamente a ler o livro, esse devora-se! Se o detalhe, a ligação entre o 313 e o 314 ocorresse mais vezes entre quartos, tínhamos enredo, tínhamos romance, assim temos uma série de episódios que filmados por exemplo por uma Sofia Coppola dariam um filme ora frenético, ora melancólico e nostálgico. 

Alexandre, o ascensorista é maravilhoso, leva-nos a dar a volta ao mundo, como se fôssemos minúsculos e estivéssemos, como um rato numa roda, correndo freneticamente sob o globo terrestre, sem nunca sairmos de cima da secretária. Só isso dava um filme!

Camarneiro não desilude, mesmo não sendo um romance e sim um conjunto de microficções todas debaixo do mesmo tecto, é na efabulação deixada a cargo do leitor que o livro brilha e dessa forma criamos um romance. Foi o que eu senti. É curioso como numa pouca dezena de quartos o autor nos leva a olhar o mundo, composto por histórias que talvez se toquem e entrelacem com as nossas, tal como já tinha feito com o prédio que lhe valeu o Prémio. Menos é mais e é verdade! 


Uma leitura com o apoio DOM QUIXOTE/LEYA.

Opinião :: "Desejo-te" de J. Kenner

Qual Grey, qual Gideon, qual Damien Stark! Eu quero um Evan Black só para mim!!
“Desejo-te” inicia a série Most Wanted (Os Mais Procurados) e começa a caça ao homem com o pedaço de mau caminho que é Evan Black.


Mas antes de entrar em detalhes, vamos falar de “Desejo-te” e do que me prendeu à história (além do Evan).

É ponto assente que a escrita de J. Kenner é simplesmente divina, além de rica de pormenores repletos de sensualidade e de uma intensidade extrema, algo a que a autora já nos habituou com a série Stark, que conta com quatro livros publicados em Português.
Acima disso, sabemos que é a história, a complexidade das personagens e a adrenalina que nos transmite que nos vativa e nos faz desejar ler um segundo livro ainda antes de terminar este “Desejo-te”.
E sim, esta série tem mais dois livros, um por cada um do trio de Cavaleiros MAS primeiro, vamos conhecer a história de Evan e Angelina.

Conhecemos Angie (Angelina para o mundo e Lina para um passado distante) no exacto momento em que perde um dos maiores pilares da sua vida, o seu tio Jahn. Por baixo da sua aparência cuidada há um lado negro à espreita. Presa a um passado com um segredo devastador, acorrentada a uma imagem de menina de boas famílias e com um namorado perfeito, Angie é o ideal e o motivo de orgulho dos pais mas vive no limite da vontade louca que arranha cada fibra do seu corpo e do seu ser, que deseja soltar-se, ser livre e voar.
Não ser Angie mas ser Lina, ser fiel a si mesma mas o passado que carrega às costas, a culpa de algo que colocou em movimento não a deixar dar largas ao impeto da loucura.

Uma parte desejo louco reside na poderosa atracção que sente por Evan, um dos protegidos do tio, que ele carinhosamente apelidou de os Cavaleiros. Evan esconde a sua cota parte de segredos e a sua presença na vida dos que o rodeiam acarreta uma carga de sarilhos.

Mas o que dizer quando a razão e uma velha promessa ao tio Jahn se esfuma num vórtice de desejo, ardor e sedução?
Até onde se estica o limite que impomos a nós mesmo antes de perdermos o controlo ou de o cedermos a alguém?

Angie sabe o que quer, Evan vê nos seus olhos o que ela mais precisa e compreende o que tem de lhe dar, mesmo que seja só por uma vez ou por tempo definido.

“À minha frente, o horizonte crescia, os edifícios iluminados como jóias no céu nocturno….
Eu sentia-me como aqueles prédios, como se estivesse acessa por dentro, com apenas alguns pontos de luz a escaparem…”

Um encontro de vontades, almas e mentes que nos proporciona uma leitura prazerosa mas dúbia. Este é mais um daqueles livros que queremos ler rapidamente mas que nunca queremos que acabe. Não tem lógica, pois não?

Eu adorei conhecer mais uma trilogia de J. Kenner que há muito me tinha convencido com a história de Nikkie e Damien Stark.
Aguardo paciente os próximos!

Até ao segundo, deixo-vos com uma música que me assaltou a mente durante a leitura (graças à amiga que decidiu partilhar a banda sonora do dirty dancing no facebook logo no dia em que andei a ler “Desejo-te”)


E desejo-vos BOAS LEITURAS.

J Kenner é uma estrondosa aposta

Novidade :: "Estamos Todos Completamente Fora de Nós" de Karen Joy Fowler

Há algo que me chama neste livro.
Quem já ouviu falar de este "Estamos Todos Completamente Fora de Nós"?


Aplaudido pela crítica e pelos leitores, Estamos todos completamente fora de nós é um romance sobre pessoas afetuosas, mas humanas, cujas boas intenções desencadeiam consequências devastadoras para aqueles que mais amam.

Quando tinha cinco anos, Rosemary foi passar o verão a casa dos avós. Ao regressar para junto da família, descobre que a irmã desapareceu e, mais inquietante ainda, esse é um assunto de que não se fala. Os anos passam e ela permanece filha única apesar de em tempos ter tido uma irmã da sua idade e um irmão mais velho. Ambos desapareceram. Lowell é um fugitivo, procurado pelo FBI. Mas onde está Fern, a sua cúmplice, a sua alma gémea?

Uma novidade
Clube do Autor

Aquisições à Biblioteca da Metade Colorida

Eu não posso sair de casa!
Fui à feira e deu nisto :)


"Viciada em ti" já tem o segundo volume editado em Portugal - "Encontrada em ti"

Sinopse
Perseguições e obsessão são uma coisa do passado para Alayna. Agora que acabou de receber o seu MBA, vê o futuro com outros olhos e está cheia de planos. Um deles é a sua ascensão profissional no clube noturno onde trabalha, o outro é manter-se afastada de qualquer homem que desencadeie nela a sua compulsão amorosa. Mas Alayna não estava à espera de conhecer um homem como Hudson Pierce, o novo dono do clube. Inteligente, bonito, rico, é justamente o tipo de homem de quem tem de se manter afastada. Só que ele quer Alayna na sua cama, e não faz segredo disso. Arrastada para o seu universo, em parte por uma proposta de trabalho irrecusável, não consegue resistir ao seu magnetismo. Quando descobre que também Hudson tem uma história sombria, compreende tarde demais que se apaixonou pelo pior homem com quem se poderia envolver. Ou talvez o passado de cada um deles lhes dê oportunidade de curarem as suas feridas e encontrarem o amor que falta nas suas vidas…


Uma novidade

Novidade Jacarandá :: "Não Me Deixes"

Só as primeiras linhas da sinopse dão-me a volta ao estômago só de pensar se isso acontecesse comigo :(


Viras-te por um segundo…E o teu filho desapareceu.
Rachel Jenner distraiu-se por breves momentos. E agora Ben, o seu filho de oito anos, desapareceu.
Mas o que aconteceu realmente naquela fatídica tarde?
Dividida entre a sua tragédia pessoal e uma opinião pública que se virou contra ela, Rachel não sabe em quem confiar. Será que as outras pessoas, por seu turno, podem confiar nela?
O tempo urge para que Ben seja encontrado com vida.
E TU, DE QUE LADO ESTÁS?

Uma novidade

segunda-feira, 1 de junho de 2015

«O bizarro incidente do tempo roubado» de Rachel Joyce :: Opinião


"Só quando o relógio pára é que o tempo realmente vive.", William Faulkner


Esqueçam o bizarro incidente, esqueçam o tempo, só não esqueçam o roubo. O roubo que o tempo faz nas vidas que se tornam bizarras e insólitas devido a incidentes que nunca deveriam acontecer. 

No decorrer do enredo serão também incapazes de esquecer Byron e Diana Hemmings ou até o brilhante James Lowe, os seus talentos e igualmente o desespero que tornam esta história envolvente e enternecedora. São os segredos do passado que determinam o rumo do futuro e que nos levam a questionar quem é Jim e o que faz nesta história... é refinada a forma como Rachel Joyce nos leva aos extremos de cada vida ali envolvida. 

Dividido em três partes e umas dezenas de breves capítulos com títulos que deixam suspeitar rituais e pequenos desfechos determinantes, somos levados para dentro desta família, bem pouco coesa e talvez até muito típica para a época e somos igualmente transportados para o ambiente escolar de Byron e James, num misto de conspiração juvenil, com diagramas e projectos com que se propõe a resolver as consequências do bizarro incidente do tempo roubado.

Todos eles procuram pequenas coisas com que melhorar o seu dia a dia e a vida dos que os rodeiam. Byron é quase discípulo de James, mas é igualmente peculiar e com uma visão do mundo muito sui generis.

"Um fragmento de uma nuvem rápida estilhaça o prato de porcelana da lua."

A escrita de Rachel Joyce contribuí bastante para um certo ambiente noir, com toques de insólito, num misto de crónica dos bons costumes e até tem leves rasgos de comédia, especialmente pelos comentários e perspectivas de Byron, mas também pela intelectualidade um tanto inocente de James. Há também ao longo dos acontecimentos um silêncio imposto e agreste causado pelo patriarca, o pai ausente, autoritário e critico e esse ambiente também é bem conseguido pelas descrições que tornam frias as horas passadas em família. 

"Era como espreitar a casa de outra pessoa pela janela e ver a vida de uma perspectiva diferente."

A perspectiva muda radicalmente com a chegada de Berveley às vidas de Diana e Byron, retirando-os da "zona de conforto" imposta pelas regras do pai e da vida social a que se sentiam obrigados a viver. É em momentos de menos zelo e até medo que Byron percebe melhor a mãe que está escondida por debaixo da mãe que já de si era diferente de todas as outras.

Se durante a leitura tivéssemos um caderno de observações como Byron, anotaríamos que neste romance Rachel Joyce é exímia em contar uma história, alimentando sempre a curiosidade do leitor, caracterizando bem cada personagem, tornando-os próximos de nós, mesmo com décadas de separação... se também fizéssemos um diagrama como James talvez adivinhássemos a reviravolta mais cedo e assim digerí-a-mo-la melhor.

Num capítulo intitulado "surpresa" somos brindados com uma viagem às sonoridades dos anos setenta, com "Puppy Love", dos bons momentos entre Diana e Berveley e depois uma playlist onde inclui o very best dos Bread ;) Carpenters e Gilbert O' Sullivan.



Vale a pena entrar neste relato bizarro, caricato e até um tanto melancólico.

*

Uma leitura com o apoio PORTO EDITORA.

«O Espião Português» e «A Espia do Oriente» - Opinião conjunta


A equipa andou toda a ler os livros do Nuno Nepomuceno. Enquanto eu tomava conhecimento da história do Espião, lendo o primeiro volume, já a Elsa e o Paulo queriam descobrir o mistério da Espia do Oriente.

Sendo assim, faz-me sentido que aqui encontrem duas breves opiniões a ambos os livros, uma vez que agora já estão os dois à disponibilidade do grande público.

*

«O Espião Português» - Opinião por Efeitocris

Somos assaltados de imediato pela acção logo na primeira página. Freelancer, o nosso espião ou André, o homem romântico e clássico está em fuga e em mais uma missão. Há desde cedo uma caracterização do homem e do enredo que vamos perseguir ao longo de quase 400 páginas. Esperam-nos momentos de acção, de espionagem, alguma parte turística e claro, romance ou não fosse o nosso personagem um romântico, um homem clássico e de valores. Pelo menos a mim deixou-me com essa sensação, Nuno Nepomuceno cria um livro com os toques de um policial clássico e com requintes cinematográficos.

Considero que o livro está bastante equilibrado, entre momentos de tensão, para descobrirmos mais um detalhe que componha a história e momentos que caracterizam o espaço e os personagens que engrossam o enredo, deixando algumas "pontas soltas" para nos entusiasmar para a continuação da história.

Julgo até que alguns acontecimentos e desenlaces que adivinhamos ou suspeitamos, até nisso, tem o toque dos clássicos, o que torna o trabalho do autor ao nível dos livros do género internacionais.

"Os primeiros sinais foram vistos no céu. O azul, que se havia mantido pálido e frio durante todo o dia, rasgou-se e nuvens pesadas, negras, carregadas de tensão cobriram-no por completo. Turvo, impenetrável como sempre, o Danúbio tremeu de antecipação com as águas escuras a agitarem-se rapidamente. E, como uma redução de andamento numa partitura épica antes da apoteose final, a temperatura caiu, desamparada, vários graus numa só hora."

Quem gosta do género vai querer ler este e o seguinte e o outro ainda.

*

«A Espia do Oriente» - Opinião por Caracol Literário


No seguimento do anterior, lido até recentemente aquando do lançamento na TopBooks, seriam incapaz de não começar logo a ler este segundo volume.
O livro continua com a mesma força e entusiasmo do primeiro e o mistério adensa-se e é intrigante.

Este, é um daqueles que temos de ler bem rápido, queremos chegar ao fim e ver se a história bate certo com o que vamos criando na nossa cabeça, aliás ter o desejo de desvendar o mistério é para mim o segredo do sucesso destes livros.

Nuno Nepomuceno consegue pela segunda vez manter o leitor agarrado a história, com personagens muito bem construídas e tal como referi no primeiro, é fácil acreditar que estas personagens podiam ser reais.

Quanto à história não vou dizer muito mais, pois iria dar pistas e estas iriam, provavelmente, estragar o prazer de descobrir o que vai na mente do autor. Mesmo assim posso dizer que os ingredientes são comuns entre livros, com paixões, amores e desamores, com muitas voltas e reviravoltas e claro, mulheres bonitas, pelo menos assim os imaginamos.
O livro leva-nos a acreditar que já sabemos o que vai acontecer,mas... duas páginas a seguir já estamos de novo enrolados e desconfiados de que a solução possa estar noutro lado.

Gostei bastante desta nova leitura e ao contrário de algumas pessoas com quem já tive o prazer de discutir o livro, até gostei do fim, claro está que a minha mente já está a pensar no que ai vem no terceiro.
Espero que o Nuno me consiga surpreender.


Obrigada Nuno pelos momentos de leitura.
Acompanhem o Nuno Nepomuceno aqui: http://www.nunonepomuceno.com/

NOVO PASSATEMPO - «DIAS PERFEITOS» - até 13 de Junho


Em estreia em Portugal, Raphael Montes é bastante aclamado pela crítica num livro que promete ser frenético. Uma novidade pela mão da Companhia das Letras.

Booktrailer:


O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 13/06/2015

Para se habilitar ao passatempo, preencha o formulário abaixo e siga as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias, basta voltar a preencher o formulário.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores.
- Ser fã e seguidor, duplica as hipóteses de ganhar.
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, seja o envio feito por nós ou editora.

NOTA:
- Façam partilha do passatempo - SEMPRE PÚBLICA, os links serão contabilizados como participação, basta deixar o link que contará como participação extra. Obrigada!

Um passatempo com o apoio:

NOVO PASSATEMPO - «O luto e Elias Gro» - até 13 de Junho


É com enorme gosto que divulgamos e sorteamos um exemplar do novo romance de João Tordo.
Já aqui comentado e lido, leiam mais aqui.

O PASSATEMPO DECORRE ATÉ 13/06/2015

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NOTA:
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Novidade Topseller :: Dias de Paixão

A 2ª Edição de "Dias de Paixão" de Sarah Pekkanen tem nova capa, uma bem apelativa para a época do ano em que nos encontramos.

Quem já leu "Dias de Paixão"?

Quatro amigas e os seus maridos juntam-se para uma semana de férias no paraíso das Caraíbas. O motivo é o aniversário de um deles, mas o que elas querem mesmo é esquecer temporariamente os problemas nas suas vidas.

Tina sente o peso e o cansaço de ser mãe de quatro crianças pequenas. Allie está abalada pela notícia de que pode sofrer de uma doença genética degenerativa. Savannah carrega o segredo da infidelidade do marido. Finalmente, Pauline é casada com o aniversariante, mas ao mesmo tempo esconde segredos dele.

O que prometia ser uma semana de descanso e festa numa praia privada rapidamente se transforma. Cada uma das mulheres é forçada a avaliar a sua vida e os seus amigos, os seus amores e as suas paixões. Todas irão tentar responder à mesma pergunta?

Até onde vale a pena lutar por aquilo em que acreditamos?

Um aposta da 

Nova Edição de "PROIBIDO" de António Costa Santos

Já imaginou viver num país onde tem de possuir uma li­cença do Estado para usar um isqueiro? 
☛Como será a vida num país onde uma mulher, para viajar, precisa de autorização escrita do marido e as enfermeiras estão proibidas de casar? 
☛Haverá um país onde meçam o comprimento das saias das raparigas à entrada da escola, para que os joelhos não apareçam? 
☛Imagina-se a viver numa terra onde não pode ler o que lhe apetece, ouvir a música que quer, ou até dormitar num banco de jardim? 

Já nos esquecemos, mas ainda há poucos anos tudo isto era proibido em Portugal. Tudo isto e muito mais, como dar um beijo em público. 

Sobre o autor: 
É jornalista desde 1976. Traba­lhou, entre outros, nos semaná­rios Sete, do qual foi chefe de redacção, e Expresso, onde assi­nou durante cinco anos uma cró­nica sobre questões da vida quo­tidiana, o «Estado de Sítio». 

Publicou um romance, livros de humor e para a infância, e é autor de guiões para cinema e televisão. 

Tem 57 anos e quatro filhos, aos quais proibiu algumas coisas ao longo da vida, como bater nos mais fracos, faltar às aulas para ir jogar matraquilhos, deixar os discos fora das caixas, denunciar um colega ou pregar mentiras, com excepção das piedosas e em legítima defesa.


Uma novidade

Resultado - Passatempo «A Espia do Oriente»


Ficámos muito contentes com as 1316 participações para o novo livro do Nuno Nepomuceno.

A vencedora é a participação 281 em nome de Dália Antunes.

A vencedora foi notificada por e-mail.

Obrigada a todos pelas participações.

*

Obrigada ao Nuno Nepomuceno pelo passatempos e pelos bons momentos de leitura.
Mais informações sobre os livros aqui: http://www.nunonepomuceno.com/