sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A viagem do Elefante - Opinião

Passados não sei bem quantos anos, decidi que queria voltar a ler Saramago. E peguei em "A Viagem do Elefante".

Começo já por dizer que adorei o modo como está escrito, pelos jogos de palavras, pela inteligência como certas ideias estão colocadas, mas sinceramente tenho a necessidade de dizer que o livro me chateou, cheguei a achá-lo enfadonho! Dos muitos últimos que tenho lido este foi realmente cansativo de ler, não me apetecia, cansava saber que ia continuar a seguir com os olhos as palavras que descreviam, sempre, desde o princípio até ao fim, a viagem de certo Elefante desde Belém até Valladolid e depois até à Áustria...

Será que há aqui um detalhe histórico que me falha?
Existe alguma ironia e critica à monarquia dessa época que eu desconheço e então a história perde o sentido e o interesse?

Ainda assim quero dizer que o modo como está escrito é sem dúvida o melhor deste livro, Saramago descreve-nos o Elefante como um ser equiparável às pessoas que o rodeiam, ou melhor, em certas fases, um ser superior! E é sem dúvida o Elefante que faz toda a diferença.


Está tudo na cabeça, romance, Alastair Campbell, opinião

Está tudo na cabeça, não podia estar mais de acordo com a afirmação do autor e director de comunicação e estratégia do ex-ministro Tony Blair.

Sem dúvida que a cabeça comanda o corpo, a vida, as decisões, as relações, as manias, as depressões, as alegrias e até a morte.

É um livro fantástico, escrito de uma forma devoradora, que come, sem peso nem medida as nossas horas, as nossas ideias, até sermos capazes de terminar mais um capítulo e outro e ainda outro e sem darmos por isso termos terminado o livro.

No fim a sensação é de cansaço, afinal está tudo na cabeça e este livro pede uma dose substancial de reflexão, inclusive marcante, que durante dias me fez lembrar no desfecho que as vidas levam. E tudo fica na nossa cabeça!

The Times, comentou-o assim "Um romance notável... uma experiência absorvente e inesquecível."
EXACTAMENTE! Leiam, recomendo vivamente!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Opinião - "Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago



Talvez um dos melhores livros que já li, se não o MELHOR.
é verdade, não li muitos mas este deixou-me de rastos.
é poderoso,
tocante
marcante
perturbante
pega na nossa imaginação e esfrega-a no chão, no lixo, deixa-a moribunda na valeta enquanto nos mostra o nível baixo a que podemos chegar.
Demorei um pouco a digerir a escrita, é diferente, completa e complexa.
O livro agarrou-me do princípio ao fim, dava por mim a pensar na história sem a estar a ler.
Dei por mim a olhar para um copo de água e a pensar "e se este fosse o último"
Este livro é um abanão, uma chapada na cara e um murro no estômago.

Quem o lê e não se sente assim ou tem uma carapaça muito dura ou não percebeu metade do lá estava escrito.

Este é daqueles que tenho de ter na minha estante para o reler.....marcar...sublinhar....ser meu.
Este é daqueles que não pode faltar.

Ignorante fui todo este tempo que me recusei a lê-lo.

Agora....Tenho o Blindness de Fernando Meirelles à minha espera lá em casa.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Opinião - "Um homem com sorte" de Nicholas Sparks

Este foi o meu primeiro romance :) bem...o meu primeiro Nicholas Sparks 
Considero-me rendida. 

Sinopse 
Durante a maior parte da sua vida, Logan Thibault foi um homem que em tudo se podia considerar comum. Porém, nada de comum havia naquilo que estava prestes a acontecer-lhe. Quando encontra uma fotografia de uma mulher nas areias do deserto do Iraque, Logan Thibault passa, inexplicavelmente, a ser um homem com a sorte do seu lado, que sobrevive a situações de indescritível perigo. A fotografia começa a ser encarada como um talismã e, de regresso aos EUA, Thibault não consegue deixar de pensar na mulher que lhe salvou a vida. Mas, assim que a encontra, o segredo que transporta consigo poderá custar-lhe tudo aquilo que lhe é querido.

Opinião
A história tem vários elementos que me agradam...a personagem feminina, o facto de Logan ser militar, toda a história está particularmente bem escrita e bem entrelaçada.

Compreendo porque tanta gente gosta dos livros do Mr. Sparks. Dei por mim cativada com a história e acima de tudo, a desejar saber o que vai acontecer a seguir com aquelas personagens.

Eu andei o livro todo à espera daquele momento em que a lagriminha viria ao canto do olho....ESTOU SAFA....este não é um dos livros para chorar as pedras da calçada.

Isto em filme?

hmm....
já ouvi rumores :)
Personagem preferida: Zeus (o cão)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Augusto Cury

Questionando tendências, fenómenos e ... Cury?

Eu compreendo que um autor se deva manter fiel aos seus princípios e crenças, especialmente Cury onde vemos uma grande ligação com Jesus e os seus ensinamentos, porém vender livros só com o propósito de vender não me parece assim tão digno de ser apreciado e credível. Suspeito que as editoras apertem para editar novos títulos, especialmente quando se tratam de fenómenos comerciais, mas ainda assim acho que deve haver respeito pelo leitor, que se torna fã, seguidor... e que espera mais a cada livro!

Não sei se este post se pode considerar uma review, nem sei se é mais sobre as obras ou uma delas propriamente, mas olhei aqui para a prateleira e vi "O Vendedor de sonhos e a revolução dos anónimos!", o que dizer, peguei nele duas vezes e não consegui passar das 100 páginas.

O primeiro livro foi brutal! Brutal é a palavra, sem dúvida. As ideias de Augusto Cury estavam estrondosas, considero que de todos os que li, talvez «O Chamamento» fosse o melhor livro, pelo menos o mais autêntico! Ainda assim desconfiei quando no fim me apercebi que iria funcionar como trilogia, o que normalmente me assusta, porque temo "continuações"... parecem-me sempre mais do mesmo. E qual não foi o meu espanto quando adquiri a Revolução dos Anónimos e dei por mim a achar, que em certas passagens, o livro não passava de uma repetição do primeiro. 


Augusto Cury é, sem dúvida, uma autor que gosto de seguir, gosto de pensar pelas ideias desafiantes que ele lança, adoro a maioria das entrevistas que li dele. Através das suas palavras, desde a faculdade que me interessei pela forma como trazia as palavras de Jesus, mas fiquei desapontada com este segundo volume.

Ainda assim, esperemos que um próximo, fora desta "saga", seja um retorno ao que de melhor escreve e com a devida criatividade.

Opinião - "Noites de Paixão" de Cheryl Holt


Sinopse
Kate Duncan concorda um ajudar a prima a conquistar um marido até que percebe que a jovem deseja usar uma suposta poção de amor para seduzir Marcus Pelham. Para provar que o elixir não passa de uma bebida sem qualquer efeito mágico, Kate bebe-o e vive o momento mais sensual da sua vida ao apanhar Marcus em plena sessão amorosa com outra mulher. Todos os nervos do corpo de Kate reagem ao observá-lo no meio das sombras, mas o despertar dos sentidos será uma consequência da poção ou do atraente homem? Felizmente, Marcus não repara que Kate o espia, ou pelo menos ela assim o pensa…
Na qualidade de conde de Stamford, Marcus tem a seus pés muitas mulheres. Contudo, nada o excitou mais como a imagem de Kate a observá-lo. Marcus vai então seduzir Kate e bebe, também ele, a poção. Contudo, o jogo assume contornos inesperados quando Marcus se vê verdadeiramente atraído pela inocente Kate. Ao ensinar-lhe a excitante arte da sedução, será que se apaixona perdidamente pela primeira vez? E será ele capaz de amar uma única mulher para o resto da vida?


Opinião: 

Confesso que há alguns meses jurava a pés juntos nunca proferir a frase "adorei este livro" ao falar sobre um romance deste género. Basta olhar para a capa original e penso sempre naqueles livros que a minha mãe lia quando eu era mais nova, os Arlequim Bianca ou lá como era o nome ou colecção :)

Os livros publicados pela Quinta Essência chegaram-me às mãos através de passatempos, caso contrário, nunca os teria lido. Não é o tipo de livro para o qual eu olho na livraria. (este, na versão portuguesa tem uma capa muito bonita e o laço dá aquele toque divinal).
A história prende-nos, e quando damos por isso, já estamos a meio do livro e a desejar saber como tudo vai acabar, ou seja, queremos saber se os "bons" são recompensados por todas as atrocidades que sofreram e se os "maus" pagam por todos os crimes que cometeram e pelas pessoas que magoaram. 
Mais, queremos saber se a personagem principal acaba ou não com o príncipe encantado (que aqui, de início, é tudo menos um encanto de pessoa).

Quase que consigo dizer "este livro dava um filme de época muito giro, que levaria imensas mulheres ao cinema e que se tornaria um grande "blockbuster"".

:) este livro é para:
- quem gosta de romances
- quem gostar de romances a puxarem para o erótico (aka cenas de sexo de duas a três páginas!)
- quem é uma sentimental e gosta de saber se o "viveram felizes para sempre" se mantém em todas as histórias que lê.

"Picos e Vales" de Spencer Johnson - Opinião

Picos e Vales
"Picos e Vales" de Spencer Johnson, que escreveu: "Quem mexeu no meu queijo", talvez a fábula de negócios que mais vendeu até hoje!
Spencer Johnson chega até nós com "Picos e Vales" contando-nos uma pequena estória sobre as viagens que podemos fazer entre os picos e os vales que surgem nas nossas vida, onde talvez o mais importante seja a forma como olhamos aos acontecimentos e o que bebemos das relações com os outros!
Creio que o índice de conteúdos deste livro deveria ser uma wish list para resolvermos melhor certos assuntos, aliás, pessoalmente, se me lembrasse destes passos mais vezes talvez, quem sabe, tropeçasse menos!

Então, eu retiro deste livro o seguinte enunciado de ensinamentos, perante um problema, um vale, uma crise, você deve analisar:
- analise bem o vale e o que o faz estar em baixo nesse vale;
- procure encontrar as respostas, colocando as perguntas certas;
- esquecer, lembrar e avaliar qualidades, comparando-as;
- descansar - um período para reflexão;
- aprender;
- descobrir - fazendo, experienciando;
- partilhar;
- frase mestra: "devemos ser amigos da realidade!";

É favor aplicar às diversas situações da vida!

«Viver todos os dias cansa» de Pedro Paixão - Opinião


Viver todos os dias cansa, quem é o diz é Pedro Paixão! É provável que sim, especialmente quando se vive mais do que uma vida, se sente mais do que uma pessoa em si mesmo ou se julga ser capaz de viver mais do que uma vida ao mesmo tempo... será só síndrome de escritor ou algo mais? Pedro Paixão assume ser portador de doença bipolar e escreve, julgo eu com muita razão, «As pessoas deviam ter mais de uma vida ou, pelo menos, uma que pudesse também voltar atrás se necessário. Para corrigir o que saiu mal à primeira, aprender a saborear as poucas horas boas - tal como uma canção que quanto mais se ouve mais se gosta - e, sobretudo, para poder ir primeiro por um lado e depois por outro e depois, sim, seguir pelo caminho encontrado.» 

Conto atrás de conto, Pedro Paixão brinda-nos com a sua genialidade e autenticidade, em "Situação Particular", por exemplo, com a frase "o entusiasmo, aliás, não é mais do que uma breve suspensão no movimento da queda". Em "O Porto a quatro cores", a ideia da divagação pôs-me definitivamente a divagar.

Este livro de Pedro Paixão é mesmo assim "abre o teu coração e deixa-o ficar aberto (...) só para que algumas palavras possam passar, sair e entrar."

Garry Willis, provocante!






O mais recente Pulitzer é sobre as palavras de Jesus e a opinião é consensual: Willis é provocante e tudo menos consensual ;) 


É exactamente isso, provocante! O Esquire foi assim que o classificou e eu concordo plenamente. "O que Jesus quis realmente dizer!" é fantasticamente diferente, pelo menos do que andava a ler sobre Jesus. Quem passa de livros como os de Augusto Cury onde a personalidade, a atitude e a palavra de Jesus não é posta em causa, antes pelo contrário é glorificada, seguindo uma linha de pensamento já conhecida e aceite, Garry Wills vem fazer exactamente o contrário.


Jesus era um homem de margens, nunca verdadeiramente integrado, sempre "fora do contexto".


O livro é sem dúvida brilhante, mas a mim, que ainda procuro muita informação, tem frases que me baralham e pedem descodificação e tem outras com que me distraí e  perco.

Foi sem dúvida um bom título para continuar a ler sobre esta temática.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

«Trabalhar sem sofrer» de Maria Jesús Álava Reyes, opinião

Comprei este livro, depois de ter lido da mesma autora, "A Arte de Arruinar a sua própria vida", pois gosto da forma prática como a autora escreve e organiza os relatos dos seus pacientes e tenta demonstrar onde estamos a arruinar as nossas vidas neste binómio vida-trabalho.


Este livro ajuda-nos a encontrar as principais causas de stress e de insatisfação no trabalho, tornando este numa fonte de sofrimento e, em alguns caso, de depressão e profunda desilusão com a vida.
Maria Jesús Álava Reyes ensina-nos a olharmos às situações de uma forma analítica, construtiva e critica, por forma a não nos deixarmos abater pelas mais pequenas situações, tornando-as em autênticos cavalos de batalha.


O livro tem secções muito bem organizadas sobre como gerir o tempo ou organizar-se em relação a uma tarefa ou até como lidar, assertivamente, com o seu chefe ou colegas.


Apesar de escrito de uma forma não tão profissional como até se poderia esperar, a autora dá-nos ferramenta-chave que reduzam os níveis de stress laboral, entre eles:
- aprender a controlar os ladrões do tempo;
- não espere que o chefe lhe dê valor;
- aprenda a desligar quando sai do trabalho;
e, mais importante:
- avalie muito bem, se está na hora de mudar!

Acima de tudo o livro ensina que o trabalho não é tudo na nossa vida, mas acaba por afectar-nos em todos os aspectos, por isso o melhor é realmente sentir-se bem no seu local de trabalho e perceber se por vezes a sua insatisfação não é apenas a necessidade urgente de mudar!!!

«O miúdo que pregava pregos numa tábua» de Manuel Alegre - Opinião

Quem sabe talvez Manuel Alegre seja um miúdo do Porto que pregava pregos numa tábua ou não. Quem sabe se seria um outro miúdo cujo os avós tiveram certas influências na sua vida, quem sabe também se são a mesma pessoa ou uma outra!?
Nada é certo, mas tudo fluí e encanta.

Em jeito de biografia, Manuel Alegre, brinda-nos com o seu jeito enfabulatório, como ele próprio afirma ser capaz, levando-nos assim numa suposta auto-biografia, num pequeno relato, quase romanceado sobre uma criança que cresceu e que hoje, talvez, confunda as crianças, os adolescentes e as revoluções que viveu.

Aliás, Alegre faz-nos a todos pensar se quando paramos num dado momento da vida e se aí nos fosse pedida a nossa história, se saberíamos ao certo distinguir entre o que fomos, o que temos ideia de ter sido e aquilo que realmente fizemos.

Fica a pairar a questão!


Opinião - "Traficante de Armas" de Hugh Laurie

Este livro foi uma prenda de natal da minha irmã. Curiosamente, naquela altura, eu não era dada à leituras mas o facto de o "Dr. House" ser o autor do livro, despertou em mim alguma curiosidade.


A minha opinião:
Garant-vos que vamos da primeira à última página a imaginá-lo (ele, Hugh Laurie) no papel de Thomas Lang, a personagem principal desta trama policial cheia de trambolhões.
Thomas Lang, um ex-policia que se torna mercenário.
Um certo dia recebe uma proposta para assassinar Alexander Woolf, um empresário americano, mas recusa. No acto de bondade ou perfeita idiotice, Lang decide avisar a vítima de que a sua vida se encontra em perigo. A partir desse momento, a vida de Thomas Lang nunca mais será a mesma.
Numa escrita hilariante e ritmada, vemos Lang envolto num turbilhão de corrupção, violência e situações delicadas, como defender partes preciosas do seu corpo de um grupo de Femmes Fatales.

Para quem se delicia com a voz do Hugh Laurie, pode imaginar a narrar a história ao longo de 333 páginas.

domingo, 25 de julho de 2010

Opinião - "A Flor do Desejo" de Cherie Feather


Num dos muitos passatempos que participei em 2009, num deles ganhei este livro. Na altura não me chamou a atenção mas tendo em conta que comecei a devorar tudo o que tinha cá em casa, achei que era a altura ideal para experimentar este e....surpreendeu-me pela positiva....gostei imenso.

Por um lado é impróprio para cardíacos e por outro é muito muito INDECENTE para ler nos transportes públicos. Existem certas palavras que tendem em chocar as pessoas mais abelhudas que decidem meter o nariz nos livros das pessoas que estão ao seu lado.

Aconteceu diversas vezes ao longo da semana em que li este livro..

Eu fiz os possíveis para me isolar, me sentar sozinha, de modo a "salvaguardar" as pessoas do choque de ver as palavras "orgasmo", "pénis" e "ejacular" na mesma página.

Uphs!
Este blog não é para maiores 18!

Este livro é uma surpresa e fornece ideias muito giras :)
Entrelaça de maneira cativante duas histórisa, duas paixões situadas em tempos diferentes. Dá vontade de saber de saber como tudo resulta (ou não!) no fim.

Sinopse
Mandy Cooper, directora do Museu de Arte Feminina da Cidade de Santa Fé, há muito que admira a pintora Catherine Burke e segue com interesse a história da intensa relação amorosa que a artista do século XIX manteve com Atacar, um belo americano nativo. Contudo, a ligação de Mandy ao casal vai estreitar-se ainda mais. Mandy envolve-se com Jared Cabrillo, o perigosamente atraente sobrinho-bisneto de Atacar, naquela que será uma relação escaldante e avassaladora. 

Jared, por sua vez, esconde um segredo que vai mudar a vida de todos. Na posse do diário íntimo de Catherine, que muitos pensavam estar perdido para sempre, conhece todos os desejos e fantasias da artista. E decide recriar na sua relação com Mandy a paixão escaldante que uniu Atacar e Catherine. Ele sabe exactamente como conquistar uma mulher, incluindo o recurso à simbólica e sensual linguagem das flores… Mas Jared sabe também o quão intensamente Catherine amava Atacar e o quão perigosamente ele a amava. Será amor o que o une a Mandy? 

O diário de Catherine é intemporal, simultaneamente romântico, sensual e trágico. Mais de cem anos depois, os segredos contidos nas suas páginas tanto podem unir Mandy e Jared para sempre como destruí-los a ambos - atrever-se-ão eles a amar depois de tudo por que passarem? 

A Flor do Desejo é uma história envolvente sobre dois romances separados pelo tempo, mas unidos e marcados pela mesma paixão arrebatadora

Tenho de ficar atenta aos livros da Quinta Essência. Deste "tema" - Romances Sensuais - só me falta O Fruta da Paixão

Citações

"The condom is the glass slipper of our generation.

You slip it on, you dance the night away with a stranger, and then you throw it away - the condom, that is, not the stranger."

~Marla Singer~
Fight Club by Chuck Palahniuk

Opinião - "Antes de nos encontrarmos" de Maggie O'Farrell


Sinopse
Numa fria tarde de Fevereiro, Stella vê um homem dirigir-se a ela em Londres. Há muitos anos que não via a cara dele, mas reconhece-o instantaneamente. Ou pensa que o reconhece. Nesse preciso momento, no outro lado do mundo, Jake apercebe-se de que a multidão que o rodeia, enquanto celebra o ano novo chinês, está a tornar-se perigosa. Não sabem nada um acerca do outro, mas quer Stella, quer Jake fogem das suas vidas: Jake em busca de um sítio que não exista em nenhum mapa, e Stella em busca de um destino na Escócia, cujo significado apenas a sua irmã será capaz de compreender. Este é um romance sobre vidas paralelas, identidades deslocadas, laços entre irmãs e a força do passado. Acima de tudo é uma história de amor sobre duas pessoas que nunca se conheceram. Considerado o melhor trabalho da autora até ao momento, a crítica encontra muitas semelhanças com uma escrita para cinema, com avanços e recuos, cenas cortadas ao estilo de realizadores, que no fim formam um todo harmonioso e impossível de esquecer.

A minha opinião:
Quem nunca pensou em fugir e deixar tudo para trás?
Quem nunca lhe apeteceu fugir para um local onde nem sequer saibam o nosso nome?
Esconder-se dos problemas, das pessoas que sabem tudo e por vezes não sabem de nada.
Este livro fala-nos disso mesmo. Infelizmente, quando fugimos de uma coisa acabamos sempre por encontrar uma nova.
Cada personagem atormetada à sua maneira, uma pelo passado que não a deixa seguir em frente e outra pelo presente indeciso, resultado de decisões em modo pánico.
 
Tem uma cena de cortar a respiração e em que temos vontade de mergulhar no livro e abraçar a personagem.
 
Um romance bom de se ler. Eu aconselho :)
 
Um romance interessante, que nos coloca a imaginar a história a decorrer como se de um filme se tratasse.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Fenómeno Pennac ou «Como um romance» de Daniel Pennac :: Opinião

Foi assim que foi considerado - Fenómeno Pennac - após a sua obra vender inúmeras cópias e ter atingidos lugares de topo durante meses.

Daniel Pennac foi um dos autores sobre quem muito dissertei em tempos de faculdade, talvez tenha escrito, feito e refeito inúmeras aulas inspiradas pelos Direitos do Leitor, originalmente legislados por este defensor dos prazeres da leitura e dos direitos fundamentais do leitor.

Frases como "ler provoca elevada independência" ou "quem lê nunca está só" não são nada comparadas com as ideias extremistas que Pennac nos transmite.

Um livro pequeno, mas com uma auto-estima e uma personalidade que muitos romances de 500 páginas não têm, é um livro obrigatório, especialmente para quem sente que tem ou que quer, ou deveria ter uma relação mais próxima com a leitura.

Pais, professores, avós, educadores, terapeutas, explicadores, o alvo é um universo infindável dos que, quase que obrigam, crianças e jovens a gostar de ler... por favor, ofereçam este livro, discutam, ponham ideias na mesa, comam e bebem em torno deste livro.

A leitura é uma relação, é uma sociedade, é um grupo... em larga escala é global, é o Mundo, por isso conheçam os vossos direitos e usufruam ao máximo das vossas possibilidade.


Ler é conhecer, é despertar, é viver!

Apenas faltou a Daniel Pennac, legislar que quem lê tem:

- o direito de dobrar cantos às páginas;
- o direito de sublinhar frases, fazer caretas ao desenhar bonecos, riscos, setas, sinais nas margens do texto;
- o direito de usar os livros como agenda, como "guarda-tralhas"
- e que abrir um livro, em qualquer lugar, nunca poderá ser desrespeitoso ou sinal de mau feitio do leitor ;)

Enfim, o direito de fazer de um livro um amigo e o trazer sempre consigo!

"Sputnik, meu amor" de Haruki Murakami

Haruki Murakami...

Destaco o nome do escritor ao invés do titulo do livro, pois acredito que serão muitos os livros que irei ler dele. Para além de um livro, um enredo, será o universo Murakami.

Ao acaso, escolhi e comecei,  "Sputnik, meu amor" e aguardando na estante está o livro de contos, "O Elegante evapora-se". Depois de ler este, fiquei bastante curiosa com as seguintes obras "Crónica do Pássaro de Corda", "After Dark" e sem dúvida o seu Auto-retrato.

*

Sumire é jovem, inquieta, impaciente e deseja muito escrever.
Um narrador, do qual pouco se sabe, nem mesmo o nome, confunde a sua história de vida com a da existência da jovem que o admira e que fez dele seu confidente. Ele, não menos dependente dela, vive uma paixão silenciosa, afogada nas mais variadas linhas que lê de Sumire.
Dito assim parece simples, mas não é, Murakami tem uma narrativa intrincada e intrigante.

Murakami é capaz de nos transpor para a apertada cabine telefónica ou para a inóspita ilha grega.
A figura misteriosa e apaixonante de Miu, confunde-se com a dos sentimentos, as paixões fugazes e os desejos sexuais que desperta. Muitos são os sonhos que vivem na cabeça destas três personagens, grandiosamente interligadas por uma escrita cativante.

Li-o numa semana, mas estive duas para o terminar, não queria chegar ao fim!

Recomenda-se vivamente. Boas leituras.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Pensamentos

Desalinho os meus livros, tal qual as minhas ideias...
Depois há dias em que tudo ganha forma, ganha jeito, se alinha ... bem como eu própria.
Reflicto, oriento, endireito, organizo e tudo ganha vida de novo. Mesmo assim, há sempre um bocado, uma fileira, um canto, onde a desorganização, a frustração, a ansiedade e a curiosidade ficam a pairar no ar.
Aliás não teria graça nenhuma se assim não fosse!
Esta poderia ser a história da minha estante, dos meus dias, da minha vida... há dias em que nos apetece alinhar e caminhar com a corrente, já outros apetece ficar prostrado, quieto e ao sabor do vento, depois vêm rajadas muito fortes, que nos abanam, fragilizam as nossas raízes, obrigam-nos a beber da terra, saciando a sede com tudo o que gira à nossa volta...
Enfim, a beleza dos dias revela-se nos mais simples elementos e nas mais complexas possibilidades de ligação, tal como os livros, que na sua simplicidade são apenas palavras, mas que revelam uma lutam interior enorme, carregada de significados, de ligações, de lições, de páginas da vida!


A olhar para a minha estante... um pensamento feito pequena história!