quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Comecei a ler... (sim, já vou no segundo!)

Ontem comecei a ler "Uma semana para te amar" mas a chama consumiu-se em poucas horas. 
Que história brutal a de Drew e Fable!
Esta manhã comecei com o segundo livro, "Vou amar-te para sempre" uma novidade Topseller.
E espero que os outros dois livros da história deste casal também cheguem cá.

A opinião ao primeiro está em preparação.
Fica a sinopse do segundo.

Perder. Tudo na minha vida se resume a esta palavra doentia. O meu treinador culpa-me por termos perdido os jogos decisivos da temporada. E o resto da equipa também. Passei os últimos dois meses completamente perdido e fechado sobre o meu desespero, como um autêntico fracassado. E perdi a minha namorada, Fable, a única rapariga que alguma vez mexeu comigo, por não me achar suficientemente bom para ela e por não querer magoá-la.

Agora sei que deixá-la foi um erro e, ao ser cobarde, fui eu quem mais perdeu. Mas, mesmo que ela finja que está tudo bem e que seguiu com a sua vida, sei que ainda pensa em mim. Conheço-a demasiado bem. Raios! Ela é tão frágil que tudo o que eu mais quero é estar por perto para protegê-la, para abraçá-la, para amá-la.

Só preciso que ela me dê mais uma oportunidade. Estamos perdidos, um sem o outro, mas eu sei que juntos podemos viver um amor incomparável, para sempre.

Novidade Suma de Letras :: "Até que a morte nos una" de Jonathan Tropper

Dizem que as algumas famílias só se juntam nos casamentos ou nos funerais. Curiosamente, as duas ocasiões podem ser catastróficas.
É esse o caso de "Até que a morte nos una" a novidade Suma das Letras.

Sinopse
Quando Judd encontra a esposa na cama com o seu chefe e começava a pensar que as coisas não podiam piorar, recebe a notícia da morte do pai, cuja última vontade é que os filhos cumpram uma tradição que pretende juntar toda a família durante sete dias. 

Algumas famílias podem-se tornar tóxicas quando expostas a uma exposição prolongada e a família Foxman em particular pode atingir um nível de toxicidade letal…

Uma novidade

"Até que a morte nos una", de título original "This is Where I Leave You" foi adaptado ao cinema e cujo o trailer já me roubou umas gargalhadas.
Venha mais um livro que se torna filme :)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Opinião :: "Eleanor & Park"

"Quero largar tudo para voltar a ter 16 anos e apaixonar-me loucamente por um miúdo que fale comigo através de letras de músicas e me toque como poesia declamada a céu aberto"


Se for mencionar todas as coisas que me fazem gostar deste livro, poderia começar pelo facto de a história de Eleanor e Park ter início no ano em que nasci. Parece-me o presságio indicado para um bom começo mas os motivos para gostar desta história não ficam por aí.
Temos o derrubar barreiras de preconceitos juvenis, temos um forte primeiro amor, temos uma banda sonora brutal, temos cenas que nos fazem sorrir de tão doces que são, temos outras que nos prendem a respiração mas acima de tudo, temos duas pessoas únicas, diferentes e especiais. Dois inadaptados, dois excluídos e como alguém mencionou no The Hunger Games “everyone loves an underdog” e eu não sou excepção. Gosto dos estranhoss, dos que não são iguais à carneirada, ora porque não querem ou porque não podem.
Eleanor e Park são mesmo assim, estranhamente deliciosos.

Conhemos Eleanor acabadinha de chegar, caída de para-quedas na casa onde a mãe foi viver com o novo marido. Sabemos que daqui a história não provoca sorrisos nem momentos ohh mas sim apertos de coração, arrepios e uma miríade de outras coisas más.
Eleanor, além de nova no pedaço, é a fatia maior do bolo. Com um explosivo cabelo ruivo encaracolado não passa despercebida por nada deste mundo, e a sua figura uns quantos números acima do tamanho popular, não contribui positivamente para Eleanor se encaixar na nova escola. A excepção ao tratamento desdenhoso é, a partir de certa altura, Park.
Park, o puto meio coreano lá do sítio, mantém à distância tudo e todos que o queiram cheatear. Entre a sua música e a BD, vive os seus dias em total passividade até ao dia em que a personificação de magia que é Eleanor entra pelo autocarro a dentro. O mundo de Park sofre um abalo mas o grande sismo ocorre mais à frente, quando se tocam pela primeira vez e este percebe que não consegue imaginar a sua vida sem que passe um dia em que não toque em Eleanor .
Raios, Eleanor & Park é lindo e faz-me sentir velha :)
A pouco e pouco, entre partilha de lugar no autocarro, música e banda desenhada, nasce uma linda amizade que se torna num belíssimo primeiro amor. Em parte inocentemente romanticos mas verdadeiramente conscientes um do outro, Eleanor e Park vivem uma história intensa, repleta de faísca e total desintegração física na presença um do outro.

Mas todas as belas histórias têm um senão….qual será o deles? Os idiotas que os rodeiam na escola? O preconceito com a figura de Eleanor? A família de um deles? O algo bem maior que passamos todo o livro a recear?
Claro que não vou vou dizer. Leiam :) Sabem que vão gostar! 

Eu termino a leitura com novas músicas na playlist, com os livros de Rainbow Rowell na wishlist e uma vontade enorme de voltar para os meus 15/16 anos.

“Se tinha saudades dele?
Ela queria perder-se nele. Pôr os braços dele à volta dela como um torniquete. 
Se lhe mostrasse o quanto precisava dele, ele fugiria”

A Saída de Emergência pode publicar os restantes livros da autora, que eu fico à espera, bem sentadinha, enquanto aprecio o Unknown Pleasures dos Joy Division ou deixo em repeat Love will tear us apart again

A Dreamworks comprou os direitos do livro mas para mim, que ainda estou a gravitar em torno desta história, não é possível começar já a pensar nisso. Adorei ler os tweets da autora sobre esta notícia. Confirmem vocês mesmos!

Até lá, fiquem a conhecer a história de Eleanor & Park
uma novidade

Comecei a ler...

No momento em que saí o segundo livro de Monica Murphy, aqui a metade colorida tenta ganhar terreno visto que lhe falta ler o primeiro livro :)

UMA SEMANA PARA TE AMAR
é a nova leitura cá do sítio

Sinopse
Temporária. É a palavra que melhor descreve a minha vida nos últimos anos. Sou a mãe temporária do meu irmão mais novo, já que, aparentemente, a nossa mãe não quer saber de nós. Tenho um trabalho temporário num bar, pelo menos até conseguir arranjar outra coisa. E sou a namorada temporária que todos os rapazes querem ter, porque me deixo seduzir facilmente. Ou, pelo menos, é o que dizem os rumores.

Sou neste momento a namorada temporária do Drew Callahan, lenda da equipa de futebol da universidade e de quem toda a gente gosta. Ele precisava de alguém que fingisse ser sua namorada durante uma semana. Em troca de dinheiro. Muito dinheiro.

Levou-me para o seu mundo falso, onde toda a gente me detesta e onde toda a gente quer alguma coisa dele. Mas a única coisa que o Drew parece querer… sou eu.

Já não sei em que acreditar. Tudo o que eu sei é que o Drew parece precisar muito de mim. E eu quero estar lá para ele. Para sempre.

Resultado Passatempo "Adivinha quem sou"

Gostamos de lançar passatempos mas neste momento, gostamos mesmo de é publicar o vencedor.
E sem mais demoras, aqui fica o nome da vencedora :)
É...o Sr. Random gosta das seguidoras !


OBRIGADA A TODOS
*
Nº de Participações: 1398
Participação vencedora - Nº  619
Fátima Azevedo (Facebook: Fátima Maria Azvedo)

A vencedora já foi notificada por e-mail.

*
Leiam um excerto do livro

Opinião "Adivinha quem sou"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Pensar na prenda de aniversário da Mãe

Todos os aniversários, todos os dias da Mãe e todos os natais...
A nossa mãe leva sempre livros.
Posso incluir este livro na próxima prenda, sei que ela vai adorar.

Sinopse:
Mara é uma advogada de sucesso, tem um casamento feliz, é uma mãe dedicada. Tem, também, uma doença devastadora que esconde do marido e da filha pequena. Ama-os demasiado para aceitar ser um fardo para eles. E tudo corre bem durante alguns anos. São anos maravilhosos mas sobre os quais paira a sombra da sua decisão aquando do diagnóstico: viverá enquanto puder manter-se digna. Agora que o seu corpo está finalmente a ceder, Mara estabelece um doloroso prazo: dentro de cinco dias, acabará com a sua própria vida. 

A mais de mil quilómetros de distância, Scott tem também apenas cinco dias para cuidar de Curtis, um menino que acolheu em sua casa e que será agora novamente entregue à mãe, que está prestes a terminar uma pena de prisão. Foi com Scott que Curtis conheceu a estabilidade e o amor e desfrutou plenamente da infância pela primeira vez. O que o espera é uma angustiante incógnita. Para proteger Curtis, Scott tem agora de abdicar dele para sempre.

Mara e Scott são duas pessoas em contagem decrescente. Inesperadamente, as suas vidas vão cruzar-se e unir-se numa amizade que os acompanhará ao longo da semana mais difícil das suas vidas. E, no final dessa dura semana, qual deles estará feliz? Qual estará de luto? E qual deles terá desaparecido para sempre?

Uma novidade

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Opinião "28 Dias" de David Safier

28 dias para viver toda uma vida.
28 dias para descobrir o amor verdadeiro.
28 dias para se converter numa lenda.
28 dias e mais uns quantos de sofrimento, dor, esperança, descoberta, amor e, se possível, liberdade.


Conhecemos Mira a tentar sobreviver no atulhado gueto de Varsóvia. Da sua vida anterior ao início da perseguição ao judeus, tivemos apenas pequenos vislumbres. Concentramo-nos, desde início, na imperativa ideia de Mira em sobreviver, especialmente em fazer com que a irmã Hannah, de 12 anos e com uma imaginação muito fértil, mantenha o minimo de saúde e normalidade ao viver no gueto.
Filha de pai ausente e de uma mãe consumida pelo desgosto, Mira é o ganha pão da família, que obtém os seus bens através do contrabando e acitividade de candonga entre o gueto e o lado polaco de Varsóvia. Forçada a viver confinada no gueto e com o cerco nazi a apertar, Mira encontra alguma paz nas história da irmã e na presença do namorado, Daniel.
Mas no meio do horror da época, do drama que se vive e do caos que se instala ao longo do livro, Mira consegue manter um lado de miúda, que quer em 1943 ou 2015 se mantém muito idêntico e onde um beijo de um rapaz desconhecido é capaz de arruinar toda a concentração, mesmo quando está em causa a sua sobrevivência.

Creio que o objectivo do autor, ao imprimir um linguagem pessoal, honesta e actual a Mira e aos restantes intervenientes de “28 dias”, é dar às gerações actuais um vislumbre de um período da história que eles devem conhecer e compreender.
Claro que aligeirar o tema da perseguição nazi ao povo judeu com uma linguagem mais jovem e um romance juvenil não é de todo o intuito de “28 dias”, embora sejamos testemunhas de um triangulo amoroso entre a candongeira, o órfão romântico e o rebelde sedutor. Em “28 Dias” temos apontamentos que nos fazem sorrir, aqueles que aligeiram o ambiente com recorrência ao humor ou ao insulto jocoso entre Mila e companhia mas não deixamos de ser testemunhas de um relato que nos arrepia, que nos transporta até lá para testemunhar coisas que nem desejamos que sejam ficção quanto mais barbaridades humanas que se tornam factos reais.

Mais que um livro sobre o sofrimento que os Judeus viveram no Gueto de Varsóvia e durante a segunda guerra mundial, “28 dias” é um livro sobre a vida, sobre o que escolhemos para a nós face as circunstâncias com que somos confrontados. Como o louco do guerro pergunta a Mira “que tipo de pessoa queres ser?”
A pessoa que cala e consente? A pessoa que luta? A pessoa que mata? Ou a pessoa que arrisca a sua vida pela pessoa que ama?

“28 dias” pode falar sobre a história de Mira mas fala acima de tudo de 28 dias de resistência, de coragem e decisões difíceis mas 28 dias que ficam para a história. Porque embora Mira e algumas das pessoas que nos são apresentadas sejam ficção, a rebelião da resistência no Gueto de Varsóvia é bem real e prova que no meio de tanto horror, houve quem lutasse por si, pelos seus e pelos que nunca viu mas que sabiam estar a perder a vida por toda a Europa. 

 “Ganha o que menos medo tem. Agora compreendia-o. Foi por isso que o alemães levaram a melhor sobre nós. 
Ate agora. 
Todavia já não tínhamos medo. 
Afinal, já estávamos mortos.”

Eu gostei bastante de ficar a conhecer a história de Mila, que por diversos momentos que prendeu ao local onde estava a ler.
Gostei ainda mais de ficar a conhecer o autor. Creio que ficarei atenta aos seus livros e pelo que li, “Uma Família Feliz” entra na minha wishlist.

Que me dizem? Já leram algum livro do autor?

David Safier é uma aposta

Eu vou apontar para o fim de semana que vem uma sessão para rever "O Pianista"

Mais uma novidade para a wishlist

Uma novidade da ASA que fica no radar.

Sinopse:

A manhã que mudou a vida de Nicki Clements seria como tantas outras se o seu filho não tivesse esquecido a mochila em casa. Foi com o objetivo de lha entregar que ela saiu.  Não planeara passar vezes sem conta pela casa do controverso jornalista Damon Blundy, recentemente assassinado. Mas a verdade é que passou...É a estranheza do seu comportamento que leva a polícia a interrogá-la. Nicki diz a verdade: não conhecia Damon. E não, não sabe explicar a enigmática arma do crime. Nem tão-pouco entende a mensagem que o assassino escreveu a tinta vermelha na parede da vítima: “ELE NÃO ESTÁ MENOS MORTO”. O problema é que não poderá nunca revelar porque estava tão perto do local do crime. Se o fizer, terá de confessar um segredo que a destruirá. É que Nicki pode não ser culpada, mas está longe de ser inocente...


Sobre a autora:

Sophie Hannah foi a escritora escolhida para dar nova vida ao incomparável Hercule Poirot. Os seus romances policiais estão publicados em vinte e sete países. É autora de cinco livros de poesia e foi já finalista do prémio TS Eliot. Vive em Cambridge, onde é professora honorária.

Para mais informações sobre a autora visite o site: www.sophiehannah.com

sábado, 31 de janeiro de 2015

Quando os livros se tornam filmes :: Teoria de Tudo /Viagem ao Infinito


Depois de largamente comentado, livro e filme, chegou a nossa oportunidade de assistir e reunir opiniões sobre este "A teoria de tudo" ou "Viagem ao infinito", que retrata de forma biográfica a vida de Jane e Stephen Hawking, debatendo-se com aquele que foi um desafio, esse sim, semelhante ao infinito, a doença e as barreiras físicas a que a mesma condicionou e condenou Stephen Hawking.
Uma filme biográfico que é um tributo à vida, mas cima de tudo à resiliência e ao amor. 


A teoria da Elsa

Vi o trailer do filme mais ou menos no mesmo momento em que soube da existência do livro, aquando do lançamento do mesmo em Portugal pela Marcador.
Fiquei reticente de ver o filme antes de ler o livro, muito mesmo. Como é suposto encaixar 25 anos de casamento, extremamente desafiantes, em apenas 2 horas?
E embora ainda não tenha lido o livro, tenho de vos dizer, está espectacular. Pode ter alterações temporais ou alguns detalhes polidos para a grande tela, mas a adaptação da história contada por Jane Hawking fala-nos de um amor que luta contra um prognóstico desanimador da doença de Stephen, quando os médicos lhe dizem que terá apenas 2 (complicadíssimos) anos de vida.
Contra tudo e todos, incluindo por vezes até a si próprios, Jane e Stephen casam, têm filhos, vivem juntos por mais de duas décadas e Stephen torna-se no famoso e brilhante físico que todos conhecem. O que ficamos a conhecer neste filme é o que se passou no intermédio dos eventos,  entre os dois.
E no filme, os dois, interpretados por Felicity Jones e Eddie Redmayne, estão perfeitos, então Eddie está soberbo. Se esta interpretação de Stephen Hawking não vale um Oscar, não sei o que vale. 

A teoria do Paulo

Um filme sobre um grande Amor, sobre família, aquela que por muitas vezes é o nosso apoio, a nossa base, mas por vezes destrói, por não entender, por não querer, por não ver que está a fazer mal...
Um filme sobre mentes brilhantes, não só a do Stephen Hawking, como a de Jane que à sua maneira consegue estimular, debater-se com o seu marido, ajudar e levar a novas conclusões, uma Jane que se pode considerar uma heroína, uma mulher que mostra bem a força que se pode ter, consegue manter um amor, uma família, uma mente...
Um filme que me fez pensar o que faria numa situação semelhante, que nos faz perguntar, e se agora sem uma data pré estabelecida de fim, como lidaria com uma doença semelhante da minha cara metade? uma pergunta que foi debatida a caminho de casa, onde as respostas variam a cada momento derivado a uma imensidão de probabilidades.
Enfim um grande filme, que nos faz pensar, acreditar.
Quero realçar uma grande interpretação do actor Eddie Redmayne  a meu ver merecedora de Oscar.


A teoria da Cris

A minha teoria é a das sensações, das questões, do amor e da inteligência.
A doença é uma força destruidora e o amor será uma força tão grande que possa torna indestrutível a degradação que a doença provoca? Será o amor capaz de vencer a barreira dos anos como cuidadora, como responsável, como aquela que garante a segurança, a saúde, a continuação do outro!?
Vejo isso para os filhos, mas para o cônjuge e logo em início de vida parece um desafio quase desumano. Não sei se o filme prova o contrário na sua totalidade, mas demonstra que a paixão, a amizade, a cumplicidade e a tenacidade pode mudar o curso até da ciência e das previsões da medicina para uma doença.
A grande questão é o tempo. O tempo para Stephen tinha toda a importância e é o centro do seu universo. Para ela o universo com ele seriam os anos que lhe restassem de vida, de uma vida ainda por construir, por imaginar como seria. O tempo foi o que foi arruinando e consumindo, por dentro, pelo âmago a relação de amor que os unia. Sobrou a dedicação, a amizade, a compaixão, os filhos e acredito que uma admiração enorme pela mente brilhante como físico, como homem das ciências.
Existem inúmeras teorias a discutir com as várias "portas" que este filme abre, mas a dificuldade é avaliar a prática, como em tudo, é a vida do dia a dia, com as pequena coisas e a rotina que constrói ou destrói uma vida. Não sei se me faço entender...

É no seu todo um filme com uma temática complexa, que está filmado de uma forma comum mas cativante, que nos toca e nos sensibiliza. Há uma transformação brutal de Eddie Redmayne, cujo o tempo todo do filme eu passei a penar de "onde era ele" e é da mini série "Os Pilares da Terra", que se revela numa interpretação brilhante e impactante, com uma expressão no olhar que revela tanto. A interpretação de Felicity Jones está igualmente muito boa pela força e tenacidade que consegue transparecer, mas também fragilidade e exaustão quando a vida a isso conduz.


Os dias de Davanzati - Opinião



Com o título original "Basura" ou lixo, este romance meio puzzle, meio manta de retalhos, faz do livro de Faciolince uma colecção de rascunhos que bem poderia dar origem a um outro título, como encontramos no próprio livro, quando a certa parte há a referência a "O anotador de incoerências", o que a mim que pareceu brilhante.

Davanzati, vizinho e anteriormente escritor, confunde-se muitas vezes com o narrador, por vezes jornalista, mas maioritariamente solitário e pesquisador na vida alheia... não sei se me faço entender.
Basicamente o narrador, combatendo a sua própria solidão, ocupa os seus tempos com o tempo morto de um vizinho.
Mas, teremos algum de nós, um vizinho tão peculiar e interessante que nos leve a intrometer na sua vida e mais ainda no seu lixo!? E se descobríssemos que outrora foi um alguém de renome?!?

«eu sei perfeitamente que, quando um escritor se desprende de algum papel, não o faz para alguém o resgatar ou ler a seguir, pelo contrário, fá-lo para que ninguém, jamais, o leia»

Este livro é uma matrioska, de palavras, de textos, de sensações e de vidas, todas dentro da mesma. É um livro com pedaços de outros livros, rascunhos, esboços, tentativas de romances, contos... enredos inacabados... outros porém, mais valia não terem sido terminados, tal é a divagação e falta de nexo.

A estrutura é realmente viciante, bem como a própria intromissão e quase espionagem nos hábitos de vida alheia. Somos presos a essa expiação e esperamos ansiosamente para saber mais da vida do outro. A mim conquistou-me por completo com as primeiras passagens, os primeiros "roubos" do lixo alheio e a dúvida que tal levanta.

"De quem é o lixo? Tem dono, o lixo? Deitar uma coisa fora é o mesmo que oferecê-la? Fazia a mim próprio estas perguntas numa tentativa de me justificar."

O livro levanta muitas outras questões intemporais e existenciais e tem passagens brilhantes.

"(...) não emito nenhum pedido de auxílio, não pretendo que ninguém me socorra, não tenho fome de olhos que me salvem e me leiam, sou, simplesmente, um náufrago, e relato a mim mesmo que morro de sede enquanto morro de sede."

Há um constante tom de derrota e de anúncio do fim de vida, mas ao mesmo tempo há todo um resgate que dá esperança. É como se o tom de coscuvilhice que o narrador lança, fosse, até certo ponto, uma esperança de salvação para Dazanvati, no entanto, o fim aproxima-se e vislumbramos mais, constatamos que a mera observação e intromissão não nos revelam dados suficientes para conhecermos e avaliarmos... julgarmos o outro e aí há todo mudar de rumo, que traz um novo olhar ao romance.

"Ter-lhe-ia dito, talvez, que a prosa reflexiva dele possuía, por vezes, uma cândida angústia que me agradava, e ter-lhe-ia pedido que desistisse de uma vez por todas de contar histórias, e já que era completamente incapaz de inventar enredos imaginários, que se dedicasse a pensar e a glosar a sua própria vida."

Julgo que a mensagem que o livro passa é superior à peculiar estrutura do enredo e do próprio livro organizado dentro de rascunhos de potenciais outros livros. Enfim, vidas dentro de vidas, que se enredam, que se assemelham... a vida como ela é. Até com os devaneios e loucuras que todos temos e por vezes tentamos esconder.

Confesso que as divagações iniciais foram o primeiro traço de beleza que me conquistou e me prendeu ao livro. Diria que no seu todo é excelente, mas não o acho, pois a meio, parece-me que o autor claudicou um pouco, exagerando a divagação do próprio Davazanti, ainda assim, entre as páginas 158 e 164 está um conto dentro de outro conto com um livro também lá metido que é delicioso.

Há uma frase, mesmo na recta final, que transcrita aqui, quebraria parte do feitiço do livro, mas que revela toda a essência do que Faciolince aqui traz para ao leitor.
Um livro a ler, sem dúvida.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Resultado passatempo "Eleanor & Park"

E no dia em que a leitura de Eleanor & Park começa, confirmamos quem foi o/a sortudo/a a receber em casa um exemplar da mais recente novidade da Saída de Emergência.


Um passatempo que foi um sucesso!!!
OBRIGADA A TODOS.
*
Nº de Participações: 2115

Participação vencedora - Nº  1914
MARIA SANTOS

A vencedora já foi notificada por e-mail.

*
Leiam um excerto do livro


Boas leituras e boa sorte para os próximos passatempos.

Comecei a ler...

Pára tudo!
Vou começar a ler "Eleanor & Park". Por isso vou fechar a loja nos próximos dias, colocar um sinal "estou a ler, não me incomodem".
Depois apanhem os bocados que sobrarem de mim porque sei que vou adorar esta história.


Dois inadaptados. Um amor extraordinário.
Eleanor é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo gorda e ruiva, e com a sua forma esquisita de se vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos. 

Park é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado na música através dos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa por ser diferente quando Park acede a que Eleanor se sente ao lado dele no autocarro da escola. A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco começam por se envolver numa genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor nasce. Porque o amor é um superpoder.

E este será mais um livro que me vai dar música. Entre umas que me são familiares e outras de que nunca ouvi falar, Eleanor & Park tem uma óptima banda sonora.

http://www.saidadeemergencia.com/produto/lit-contemporanea/eleanor-e-park/+

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Novidades Planeta :: "O Homem do Puzzle"

O romance de estreia de Fausta Cardoso Pereira - "O Homem do Puzzle", autora que deu os primeiros passos na escrita com «Bom Caminho». lido e divulgado aqui

Reconhecida como um talento literário surpreendente, uma prosa profunda e inteligente e que se devora de forma imparável.



Uma fábula sobre a paralisação e a mudança, a dificuldade de agir e a importância fundamental de não perdermos um horizonte de liberdade, contada por uma ficcionista que se revela numa escrita clara e num olhar acutilante sobre o mundo e a matéria humana, triste e alegre, que o constrói.
Diz-se que basta pôr um pauzinho na engrenagem para fazer descarrilar todo um sistema. Tirar um pauzinho pode ter o mesmo efeito.
Estaremos prontos, no momento certo, para dar o salto, abrir a porta e fugir das prisões que construímos?

Nós estamos prontos para agir e perceber que puzzle compôs a autora para nos falar de mudança, liberdade e da importância de não perder o foco.
E vocês?

Para ler mais sobre o livro, vejam aqui.

*

Sobre a autora:
Fausta Cardoso Pereira nasceu em 1977, em Lisboa. Estudou Publicidade, Marketing, Comunicação Social e Sustentabilidade.
Trabalhou como criativa copywriter, fez produção de cinema de animação e gestão de projectos na área da responsabilidade social. Alguns dos seus projectos foram premiados no Cinanima - Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho e pela Confederação Portuguesa de Voluntariado.
É autora de Bom Caminho, um relato na primeira pessoa da experiência transformadora do Caminho Português de Santiago, publicado pela Planeta.



Novidade A Esfera dos Livros :: "O Monstro de Monsanto"

Pedro Jardim, chefe de polícia com experiência em investigação criminal, traz-nos no seu romance de estreia um thriller empolgante e arrebatador que nos prende até à última página. 
Pode haver um monstro em qualquer um de nós...
e digam lá que a capa não vos dá um arrepiozinho?

Sinopse
Uma rapariga encontrada morta na floresta de Monsanto. Um delicado vestido azul a cobrir o corpo. O cabelo cuidadosamente penteado. Uma máscara de papel branco com um poema de Florbela Espanca sobre o rosto. É este o cenário que Isabel Lage, inspetora da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária, encontra no local do crime.

A primeira vítima de um serial killer que não deixa pistas, que habilmente se move pela floresta e que parece conhecer todos os passos da polícia. Isabel está apostada em resolver este mistério e fazer justiça em nome das mulheres que morrem às mãos de um assassino frio e calculista. Mas todas as pistas levam a João, o seu antigo companheiro de patrulha, e com quem partilhou mais do que aventuras profissionais.


Sigam a página do livro no Facebook

Pedro Jardim, licenciado em Sociologia, é chefe de Polícia desde 2006, depois do ingresso na PSP em 1998. Além das funções que exerce, detém também experiência em investigação criminal, com curso de especialização em 2003. A paixão pela literatura fez com que aprofundasse os seus conhecimentos e levou-o a estudar escrita criativa com João Tordo. Vencedor do prémio Mais Literatura 2013, pela revista Mais Alentejo, publicou a sua primeira obra, As Crónicas do Avô Chico, em 2011 e A Senhora da Tapada, no ano seguinte.
O seu mais recente romance chega dia 13 de Fevereiro.

"O Monstro de Monsanto" é uma novidade

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Comecei a ler...

 No dia que se assinala 70 anos sobre a libertação dos presos no campo de Auschwitz, iniciei a leitura de "28 dias", uma das novidades Planeta para o mês de Janeiro.

David Safier arrancou sorrisos de milhões de leitores em todo o mundo com Maldito Karma. Agora leva-o ao limite da emoção com um grande romance, sobre o amor e a coragem, passada num dos episódios humanos mais esmagadores da História.Varsóvia, 1943. Mira, uma jovem de 16 anos, sobrevive graças ao contrabando de alimentos no gueto onde os nazis aprisionaram os judeus. O seu único objectivo é o de proteger a mãe e a irmã mais nova. Quando os habitantes do gueto começam a ser deportados para os campos de concentração, Mira junta-se à Resistência.  

Uma novidade

Auschwitz - 70 anos depois da libertação

Faz hoje 70 anos, foram libertados os prisioneiros do maior campo de concentração nazi, Auschwitz-Birkenau. São muitos os horrores passados não só neste campo, como noutros semelhantes.
Para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto sugerimos a leitura de alguns livros que nos marcaram, quer sobre Auschwitz quer sobre a 2º Guerra e o Holocausto.


Sinopse 
Opinião

«O Caderno do meu avô Heinrich»
«O Rapaz do caixote de madeira»
Opinião 

 Sinopse
Opinião

E vocês, qual o livro que vos marcou?

Colorir para aliviar o stress :)

Por aqui já temos um exemplar de "Mandalas e Outros Desenhos Budistas para Colorir"
Os desenho são lindos! O livro tem um elefante que fez as delícias da metade colorida mas sabem qual é o elemento mais interessante? Este é um livro de capa dura :) Um livro de colorir para adultos.

E o que se fez ontem ao final do dia para aliviar o stress de uma segunda-feira complicada no trabalho?
Ora...pintou-se!


Stress de uma segunda-feira chata
RESOLVIDO!! 

"Mandalas e Outros Desenhos Budistas para Colorir" é uma das novidades Planeta para o mês de janeiro

Novidades Topseller (para Fevereiro) :: Vou Amar-te para Sempre

Aqui metade colorida tem sempre o radar ligar para este género :)
Quem já leu o primeiro, "Uma Semana Para te Amar"?
Ainda não tive oportunidade de ler o primeiro mas as reviews são muito boas :)
Por isso, a Topseller já previsto para Fevereiro o lançamento do segundo livro, "Vou amar-te para sempre"

Perder. Tudo na minha vida se resume a esta palavra doentia. O meu treinador culpa-me por termos perdido os jogos decisivos da temporada. E o resto da equipa também. Passei os últimos dois meses completamente perdido e fechado sobre o meu desespero, como um autêntico fracassado. E perdi a minha namorada, Fable, a única rapariga que alguma vez mexeu comigo, por não me achar suficientemente bom para ela e por não querer magoá-la.

Agora sei que deixá-la foi um erro e, ao ser cobarde, fui eu quem mais perdeu. Mas, mesmo que ela finja que está tudo bem e que seguiu com a sua vida, sei que ainda pensa em mim. Conheço-a demasiado bem. Raios! Ela é tão frágil que tudo o que eu mais quero é estar por perto para protegê-la, para abraçá-la, para amá-la.

Só preciso que ela me dê mais uma oportunidade. Estamos perdidos, um sem o outro, mas eu sei que juntos podemos viver um amor incomparável, para sempre.


Monica Murphy é uma aposta

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

VOGAIS lança a história real de Hannah, um relato de amor por Mary MacCracken


UMA CRIANÇA CHAMADA AMOR

Sinopse:

Mary MacCracken, professora especializada em distúrbios de aprendizagem, colocava sérias reservas em receber na sua sala uma nova aluna, Hannah, de 8 anos. Os três rapazes de que se ocupava estavam a fazer progressos assinaláveis e a vinda de Hannah, considerada imensamente problemática, poderia deitar por terra todos esses avanços.

Nas duas primeiras semanas, Hannah refugiou-se num armário, recusando-se a sair. Os seus berros constantes compunham um quadro com os piores sintomas que Mary alguma vez vira.

Como poderia a professora ajudar uma criança habituada a ser tratada como um animal, enclausurada na própria casa e espancada pelo pai e o irmão? O que poderia dizer e o que haveria de fazer para ajudar aquela menina perdida?

Reconhecendo a enorme força interior que habitava no fundo de Hannah, Mary dedicou todo o seu amor, paciência e engenho a uma longa e incrível viagem de recuperação que encetou com a sua aluna.




Sobre a autora:

Mary MacCraken foi uma das mais notáveis professoras de crianças com problemas comportamentais e de desenvolvimento. Começou a trabalhar na área da educação especial como voluntária numa escola de New Jersey, nos EUA, no final da década de 60 do século passado.
Escreveu depois quatro livros sobre as suas experiências com crianças consideradas autistas e psicóticas, que inspiraram e comoveram muitos milhares de educadores e de leitores em todo o mundo: A Circle of Children, Lovey: A Very Special Child, City Kid, Turnabout Children e The Lost Children (Ed. Vogais). Através das suas excecionais qualidades de educadora, Mary MacCracken conseguiu estabelecer relações fortes com as crianças mais problemáticas.Dedicou a sua vida a trabalhar com crianças que ela considerava únicas e não diferentes das outras, ajudando de forma inestimável a comunidade de pais e educadores de rapazes e raparigas com estas caraterísticas.



Novidades Topseller : "A Cada Dia" de David Levithan

Um livro com selo de aprovação John Green?
Para mim fica logo no radar de leitura.
E para vocês?


«A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga. A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida: Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.

Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.»


Gostei da nota sobre o autor
:)
Ainda andava David Levithan na pré-primária quando a sua professora, sem dúvidas, disse aos pais de David que este era homossexual. «It was my teacher who said so. It was right there on my kindergarten report card: Paul is definitely gay and has very good sense of self.»

Com uma sexualidade bem definida, e o sonho de fazer da escrita a sua profissão, David Levithan eternizou de forma perfeita a sua personalidade e o seu sonho no seu primeiro livro “Boy Meet Boy”.

«Books are a wonderful signifier and a perfect conversation starter. With my novel 'Boy Meets Boy,' I've seen it work both ways: I've had kids who've left their copies around for parents to find, as a way of 'coming out' to them. And I've had parents who've left their copies around for kids to find, so the kids would know they were supported and loved.».

Doze anos volvidos, o autor bestseller David Levithan conta já com quase duas dezenas de livros editados e, pelo meio, algumas obras escritas a duas mãos com autores bem conhecidos como John Green. "A Cada Dia", um dos seus romances mais aclamados e nomeado para diversos prémios, chega no dia 29 de janeiro às livrarias nacionais.

«Quando comecei a escrever ‘A Cada Dia’ havia duas questões para as quais eu procurava resposta. Primeiro, como seria uma pessoa crescer sem ter um género, raça, orientação sexual, pais, amigos, e tudo aquilo que sentimos que nos define. Segundo, como seria estar apaixonado por alguém que se transforma noutra pessoa todos os dias. Seria isso possível? Decidi, então, escrever um livro para descobrir quais seriam as respostas.»

Uma novidade