A leitura é uma viagem por palavras nacionais, estrangeiras, umas cultas, outras menos, umas mais rebuscadas, outras simplificadas, algumas levam-nos às lágrimas, muitas delas às gargalhadas e as melhores, aquelas que nos deixam abismadas, tamanha é a profundeza da ideia, da genuinidade expositiva, onde a simples contemplação daquelas palavras nos deixa assim: sob o Efeito dos Livros!
Não dá para resistir a um livro em que a personagem principal é uma vaca chamada Elsie :)
Uma fábula moderna sobre a revolucionária odisseia de uma vaca, de um porco e de um peru. Elsie é uma vaca feliz. Passa os dias a comer, a dormir e adora a quinta e os fazendeiros. Mas, um belo dia, aproxima-se da casa dos fazendeiros e, através da janela, vê uma televisão onde está a passar um horroroso programa sobre «produção industrial de carne». E o mundo de Elsie cai a seus pés. Ou melhor, patas. Apenas uma solução se apresenta: fugir para um mundo melhor e mais seguro. Mas não vai sozinha: rapidamente se juntam a ela o peru Tom, que não sabe voar mas é ágil a usar um iPhone; e o porco Jerry, ou melhor, Shalom, recém-convertido ao Judaísmo. Elsie tem tanto de filósofa e viajante quanto de hábil narradora, cheia de referências pop e nerd e um humor muito peculiar Tom é um peru psicanalista que aprenderá a voar. Shalom é rejeitado pelo povo que adota mas acaba por ser um diplomata involuntário. Deixe-se surpreender por estes carismáticos heróis - e pelas lições morais e de vida que lhe vão dar. Quem diria que uma visão do mundo de uma vaca seria tão divertida e, ao mesmo tempo, tão honesta e verdadeira?
Vaca Sagrada é, um livro inteligente e divertido desde a primeira página.
Chegou às livrarias "Fatima, A Filha de Maomé", o segundo volume de As Mulheres do Islão
A vida em Meca torna-se demasiado perigosa para o Mensageiro de Alá. Maomé decide partir e Fatima acompanha-o na sua longa viagem para Yatrib, futura Medina, onde são acolhidos pela comunidade judaica que reconhece nos ensinamentos de Maomé a herança de Abraão e de Moisés. No entanto, essa é uma época de mágoa para Fatima. O pai desposa Aïcha, a filha muito jovem de Abu Bakr e Fatima sente-se traída.
Casada com Ali sente-se constrangida num papel que não se lhe adequa.
O nascimento de Hassan, seu primeiro filho, já esboça o conflito que continua a dividir o mundo muçulmano. Quem será o herdeiro do Profeta? A linhagem de Hassan, reivindicada pelos xiitas? Ou a de Abu Bakr, reivindicada pelos sunitas?
Longe das ideias feitas, o romance de uma mulher rebelde no momento em que o nascimento do Islão altera o equilíbrio entre judeus, cristãos e politeístas na Península Arábica.
A 12 de novembro, a Porto Editora publica um novo livro de Valter Hugo Mãe, intitulado "Contos de cães e maus lobos"
Esta obra, prefaciada por Mia Couto, é composta por 11 contos, ilustrados por trabalhos de artistas como Graça Morais, Joana Vasconcelos ou José Rodrigues. Ilustram estes Contos de cães e maus lobos os artistas Ana Aragão, Cadão Volpato, Daniela Nunes, David de la Mano, Duarte Vitória, Filipe Rodrigues, Graça Morais, JAS, Joana Vasconcelos com Alice Vasconcelos, José Rodrigues, Luís Silveirinha, Nino Cais e Paulo Damião. Recentemente, através da chancela digital do Grupo Porto Editora, a Coolbooks, um dos contos que integram este novo livro foi publicado em formato ebook, com 6 ilustrações de Paulo Damião.
DO PREFÁCIO POR MIA COUTO
«Há na escrita de Valter Hugo Mãe algo que nos desconcerta e nos fragiliza. (…) Está nestes contos aquilo que está em toda a sua obra: o questionar das nossas certezas mais fundas, uma visita às profundezas da alma. A escrita de Valter sugere, a todo o momento, que os outros somos nós mesmos.»
Uma novidade Booksmile, há muito esgotada em Portugal e que regressa agora às livrarias. Considerada um clássico da literatura juvenil, e inspirada na vida da própria autora, esta envolvente obra fala-nos da Segunda Guerra Mundial numa nova perspetiva e, de forma inusitada, com algum humor.
Vive-se o ano de 1933. Anna tem apenas nove anos e anda demasiado ocupada com a escola e com os amigos para reparar nos cartazes políticos espalhados pela cidade de Berlim com a suástica nazi e a fotografia de Adolf Hitler, o homem que muito em breve mudaria a face da Europa. Ser judeu, pensa ela, é apenas algo que somos porque os nossos pais e avós são judeus.
Mas um dia o pai dela desaparece inexplicavelmente. E, pouco tempo depois, ela e o irmão, Max, são levados pela mãe com todo o sigilo para fora da Alemanha, deixando para trás a sua casa, os amigos e os amados brinquedos. Reunida na Suíça, a família de Anna embarca numa aventura que vai durar anos.
«Uma introdução apaixonante ao tema da Segunda Guerra Mundial.»
Books for Your Children
«Um livro encantador e comovente, e nalguns momentos muito engraçado.»
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
É este o melhor mote para o livro que jaz dentro do livro que temos entre mãos e que se lê avidamente. No entanto, não entra para o meu top de thrillers já que consegui, nem sequer umas setenta páginas tinha lido, delinear logo todo o enredo escondido no thriller que opõe as famílias Ravenscroft e Brigstocke.
Catherine é aparentemente uma mulher bem resolvida e bem sucedida, mas essa imagem cai por terra logo quase no início quando um simples livro a leva a perder as estribeiras. As insónias e a desmotivação voltam como lhe aconteceu há anos e é esse o mistério maior, sabermos o que diz no tão misterioso livro que apareceu, sabe-se lá de onde, em sua casa e a fez desmoronar. Robert e Nick, marido e filho de Catherine, não entendem de forma muito clara as suas atitudes mais recentes, tal como, em tempos Stephen não entendeu a reacção da esposa Nancy perante um acontecimento que mudaria as suas vidas.
Os enredos de ambos os livros são exactamente esses eventos que mudam por completo o rumos das nossas vidas e é muito curiosa a estrutura do livro, é intrincada e muito bem conseguida, pois é como estar a ler um livro do qual já nos contaram o fim, mas mesmo assim queremos confirmar se as coisas foram mesmo assim. E dizer mais não posso, não quero que corram riscos desnecessários ;)
Todo o detalhe neste livro foi, certamente, muito bem pensado, as duas vozes, inicialmente separadas por uma faixa temporal de dois anos, vão-se aproximando a passo a passo, juntamente com a chegada da verdade, no entanto, as duas vozes, passam a uma mais, que é efectivamente um livro escrito e reescrito, não por uma, mas por duas pessoas e o melhor é que as diferenças se sentem, tal como as emoções que os personagens estão a sentir. Revolta, angústia, desespero, injustiça, ingratidão e claro, loucura e demência, que se fundem todas em puras coincidências.
“Perfeito Desconhecido“ é o livro dentro de «Pura Coincidência», onde nos é dado a conhecer uma vilã que teve o fim que merecia. Na inquietação das suas páginas, descobrimos personagens que despoletam as atitudes que vemos "hoje" nas personagens que compõem a acção e é essa inquietação que juntamente com a aceleração típica do dia-a-dia e as falhas de comunicação provocam mais enganos ao sabor das tais coincidências, enganos esses que podem levar a erros fatais.
Toda a trama tenta levar o leitor a algum estado de confusão, mas eu, infelizmente, com esta mente sórdida desfiz o enigma e isso retirou-me algum prazer na leitura, o que não retira ao livro qualquer qualidade, aliás o mesmo chega até a ser exigente para o leitor. Quero ainda salientar que a capa esta altamente bem conseguida e ao lerem, se atentarem nos detalhes, perceberão porquê. Há ainda mais uma ressalva, as descrições estão muito bem conseguidas, há uma cena com Stephen, já muito descuidado, onde ele fala como corta e rói as unhas, é brilhante e vívida o suficiente.
Era suposto começar a ler um policial depois do último romance mas por esquecimento meu, dei-me conta que o livro tinha ficado em casa. A alternativa era um ebook que aguardava leitura no meu telemóvel.
"Just Breathe - Apenas respira" chegou até mim pela mão da autora, Sílvia Rodrigues Pais, e foi minha leitura nas últimos dias.
Primeiro deixem que vos diga que foi complicado não misturar a história e personagens porque, por azar, o último livro que li tinha a mesma base. Girl meets boy na universidade nova, existe uma grande tensão entre eles, ele é um mulherengo, ela é reservada, passam a vida a discutir mas secretamente desejam-se. Ups e agora? Ainda meio revoltada com a primeira história que li (do outro livro), será que quero ler mais um romance de gato e rato repleto de discussões? Sim, porque a linha de acção de Just Breathe conquistou-me quando, logo de inicio, Emily afirma que não entende como as miúdas que rondam Liam têm tão pouco amor próprio, desmarcando-se assim com facilidade daquela imagem de "vou correr atrás dele na mesma, não me interessa que não goste de mim e me trate mal porque eu tou mortinha de amores por ele".
Mas vamos lá falar deste Just Breathe (que automaticamente associo a uma música de Pearl Jam).
Emily candidatou-se a Yale para colocar a maior distância possível entre si e o seu passado. Decidida a frequentar a mesma faculdade que o falecido pai, Emily dedica-se a 100% ao estudo não descurando por isso de fazer amigos na sua nova morada. E como é de esperar, um amigo traz logo uma cambada de outros atrás e rapidamente Emily se vê inserida num grupo que em parte reside numa fraternidade que realiza festas dia sim dia não. É é aí que reside Liam, alguém que Emily pega de ponta desde o primeiro momento. Opostos em muitos pontos fundamentais, Liam e Emily fazem do ataque verbal a sua forma de comunicação.
Rapidamente toda aquela tensão entre ambos ganha outros contornos e em segredo tornam-se mais íntimos do que gostariam de admitir ao mundo e a si próprios.
Mas além dos sentimentos que começam a possuir um pelo outro, há outras coisas que estes dois teimam em guardar para si mesmos, especialmente o quanto o seu passado os moldou e ainda hoje os massacra. Quem melhor para entender as cicatrizes do outro que não aquele que também possui as suas marcas?
Just breathe é um romance simples, bem conseguido, que nos embala com uma história de amor e esperança sem nos fazer esquecer que são os momentos maus que nos fazem valorizar ainda mais os bons.
E será que Just breathe terá uma continuação? Just keep breathing? Just remember? Lembrei-me do Just keep swimming da Dori...extremamente apropriado. :)
Eu estou curiosa e gostava de ter lido este livro em papel. Simplesmente nao me oriento com marcações em e-books. Gosto de dobrar cantos, o que é que posso dizer?!
Parabéns Sílvia pela belíssima estreia.
Esperamos pelo próximo.
Agora deixo-vós com a música que andou na minha cabeça desde que li o título do livro
Terminei "O Marquês Irresistível" a sorrir com a entrada da Lady Philippa em cena...esta história promete.
Lady Philippa Marbury, ou Pippa, é… estranha. É jovem, bela e filha de um marquês respeitado da sociedade, mas interessa-se por livros em vez de rapazes, por ciência em vez de passeios, e por laboratórios em vez de amor. O seu plano é casar-se em breve com o seu noivo, um homem simples, e viver o resto dos dias em sossego com os seus cães e as suas experiências científicas. Mas antes do casamento, Pippa tem duas semanas para experimentar tudo o resto. Quinze dias para fazer pesquisa sobre as partes excitantes da vida. Não é muito tempo e, para o fazer, precisa de um guia que esteja familiarizado com os recantos mais obscuros de Londres.
Ela precisa de Cross: o sócio da casa de jogo mais exclusiva da cidade, e que tem fama de ser o maior conhecedor do mundo do vício e dos prazeres. Mas a fama muitas vezes esconde segredos negros, e quando a nada convencional Pippa lhe pede que lhe arruíne a reputação, isso vai ameaçar tudo o que ele sempre se esforçou por proteger.
Sarah MacLean era uma autora desconhecida ao radar da metade colorida. Parece que agora aparece a piscar e em cores bem vistosas!
"O Marquês Irresistível" começa a série dos quatro aristocratas caídos em desgraça que fazem do submundo Londrino o seu Reino e não podia começar de melhor maneira.
Faz muitos anos que o Marquês de Bourne caiu em desgraça. Jovem arrogante e vidrado no jogo, perdeu toda a sua herança ficando apenas com a casa de família mas sem os luxuosos terrenos que a circundavam. Orientado pela vingança, Bourne tornou-se um homem poderoso, temido e taciturno mas mesmo com riquezas sem fim, a grande peça que falta na sua vida, além de fazer justiça contra quem o enganou é reaver as suas terras e no dia em que estas se tornam no avolumado dote de uma das solteirona mais conhecidas de Londres, Bourne não hesita em colocar o seu plano em marcha. Nem passar por cima de Lady Penélope, a detentora do dote e sua amiga de infância, será motivo suficientemente forte para o parar.
Ou será?
Ao contrário dos muitos romances do género que eu já li, este é capaz de ter sido aquele que não se encaixa na fórmula do "conheceram-se, ficaram loucos um pelo outro, viveram um amor proibido pela sociedade mas lutaram contra tudo e todos para ficar juntos". Embora "Um Marques Irresistível" tenha um pouco de tudo isso, incluindo o prestígio das classes e dos títulos, o escândalos das temporadas, os clubes dos prazeres decadentes e a desvalorização da mulher como indivíduo, tem também uma coisa que me agradou e que me deu uma gana desgraçada durante a leitura. Este dois são ossos duros de roer, ele fixo na vingança, chega a ser frio e maldoso grande parte do tempo e ela apaga o fogo que reside no seu íntimo cada vez que as expectativas não correspondem à realidade mas não deixa de ser um bálsamo poderoso para a mente irada de Bourne.
Mas não é só isso, "Um Marques Irresistível", embora com o seu título tão típico de romance sensual de época, é bem mais complexo e mesmo tendo os seus momentos escaldantes é o tipo de historia que nos faz sofrer com as personagens (enquanto secretamente lhes damos palmadas por serem obstinados ou se vitimizarem a todo o instante).
Este Marquês é irresistível mas igualmente irritante, interesseiro e irascível. Quando digo o marquês, falo dele não do livro.
Fico com a pulga atrás da orelha para ler os livros dos três companheiros de Bourne na gerência d'Anjo. Chase, Cross e Temple. Olha que quatro! E o próximo, só pelas últimas linhas que vislumbramos vai ser ainda melhor que este.
"Um Conde Apaixonante" tem data de lançamento para o mês de novembro. ADORO!
Por aqui não temos perdido as história da Detective Helen Grace.
Fiquem a conhecer a novidade com data de lançamento para 9 de novembro.
O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome.
Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil — um predador que já matou antes.
À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.
Uma aposta
Relembramos a opinião aos dois primeiros livros do autor
A metade colorida tinha visto o trailer de "The Dressmaker" e ficou com a imagem da Kate Winslet gravada na memória. Assim que esta capa se cruzou com os seus olhos, "A Modista" entrou automaticamente na wishlist.
Que me dizem desta novidade?
Data de lançamento - 4 de Novembro
Dungatar é uma pequena cidade no interior da Austrália, mas onde, curiosamente, as mulheres se vestem como modelos parisienses.
Após vinte anos de ausência, Tilly Dunnage, uma jovem bela e reservada, regressa da Europa a Dungatar para cuidar da mãe. Tinha abandonado a sua terra natal em circunstâncias adversas e os habitantes recebem-na com desconfiança, mas ela conquista-os um a um através do seu enorme talento como modista. Todavia, cedo ressurgem os velhos rancores. É então que Tilly se apaixona e Dungatar, outrora pacata, mergulha no caos.
Todo o emblemático sentimento em relação à leitura do anterior, mas efectivamente posterior «Mataram a Cotovia» não me influenciou totalmente para a leitura deste «Vai e põe uma sentinela», por um lado, por ainda não o ter lido, mas por outro influenciou, devido ao quanto já li sobre o enredo, os seus personagens e a força da história. Perante a leitura deste, esperava um enredo, um mistério (devido aos segredos) muito maior e até muito mais envolvente para o leitor, deixou-me na mesma com muita curiosidade pelo primeiro, para saber essencialmente mais sobre a história e a infância e de Scout e também pelos personagens que são o pai e o tio e o lado mais forte de como a educaram.
Polémicas à parte, entre este e o livro anterior ou o quanto um influencia o outro ou até ao próprio leitor, a prosa de Harper Lee é bastante bem conseguida e flui com considerável leveza mesmo quando toca em aspectos como Política, História e Religião, aliás ganha ainda mais velocidade e impacto quando aborda tais assuntos e revela aspectos que caracterizam as personagem, a família e a cidade onde se inserem e uma contextualização da sociedade sulista da década de cinquenta. Está cá tudo. Os resquícios que ainda se sentem dos tempos de escravatura, a segregação e a discriminação, o impacto das políticas mais humanistas e a opinião e tradição vinda da igreja nas suas diversas formas... mas também estão as diferenças e as quezílias entre famílias e o peso de um sobrenome, bem como o papel que é esperado da mulher e a sua respectiva educação. Tudo ainda muito tacanho e tradicionalista, em confronto com as vivências de Jean Louise em Nova Iorque, ainda assim, sente-se o saudosismo aquando da sua volta a estas terras.
«Vai em põe uma sentinela» é um retrato da sociedade da época pelos olhos de uma menina-mulher, que tal como a imagem inicial, a de alguém que se aproxima de comboio, se vai desenvolvendo e analisando a acção, nesse analogia de chegar mais perto das coisas. Há, primeiramente, uma análise como um todo, menos detalhada e mais ao sabor da nostalgia das memórias, para depois, passo a passo, se ir aproximando e vendo com maior relevância as alterações que os anos foram trazendo, tanto a Maycomb, como à família e a si própria.
"A ilha de cada um de nós, Jean Louise, a sentinela de cada um é a sua consciência. A consciência colectiva, tal coisa não existe."
É em conversa com o tio, Dr. Finch que esta consideração surge e faz a ponte com outras "tomadas de consciência" ao longo da história. No entanto, fico na dúvida se esta ideia da consciência, bem como da própria analogia com a sentinela e o seu sentido, não irão ligar e beber na outra perspectiva da história em «Mataram a Cotovia»!?
Para além desta, o livro levanta outras questões, desde morais a políticas e a ideologias que pedem ligação à história da Guerra de Secessão. Já para não falar do próprio lado de tradição e educação familiar e social da época, se bem que a temática das questões raciais está, constantemente, na ordem do dia, mas não sei se este livro se torna assim tão essencial ao entendimento do nosso mundo actual.
Fiquei com curiosidade de ir perceber mais sobre Scout e a sua personalidade intempestiva, mas doce, meio revoltosa para a época, mas inocente e claro a sua adoração pelo pai, que se continua a sentir neste livro. Aliás o fim deixa isso bem claro. A idade adulta traz-nos escolhas e entendimentos que quando toldados pelas ilusões de criança não compreendemos. A ideia de podermos estar nos sítios errados, ou que parecem errados, para poder fazer escolhas mais acertadas, nem sempre é fácil de aceitar.
A impulsividade de Scout chega a ser por vezes contestada, mas isso faz com que a história ganhe algum mistério como se estivessem segredos obscuros na calha... a pedirem para serem descobertos.
Creio que o livro tem um enredo circular e fechado nele mesmo, nele e no outro, provavelmente. Do início só não gostei tanto de um certo controlo das emoções, de um lado mais lamechas, quase como uma história banal de mais uma citadina que volta irreverente à terra natal, mas talvez até isso, seja propositado na escrita de Harper Lee e sirva também para caracterizar a maria rapaz que ainda resiste em Scout.
Durante a leitura recordei bastante dois filmes, As Serviçais e Selma. Será que podemos contar com uma adaptação cinematográfica deste livro? Ou quem sabe de ambos.
Chegou a hora, a Hora Solene, o terceiro e último volume da trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno.
Inspirado num discurso de guerra de Winston Churchill, depois de atingir a consagração com A Espia do Oriente, o vencedor do Prémio Literário Book.it 2012 com O Espião Português, Nuno Nepomuceno regressa para a terceira e última parte da trilogia Freelancer. Um romance de espionagem imprevisível, no já característico estilo sofisticado e intimista do autor, onde os valores tradicionais da cultura portuguesa se fundem com uma abordagem inovadora e única que o irá surpreender.
Numa fria noite de tempestade, um homem é esfaqueado e deixado abandonado no meio de uma rua de Londres. A poucos quilómetros de distância, um procurado terrorista de nome O Gótico entrega-se voluntariamente aos serviços de inteligência britânicos. Ao mesmo tempo, um avião sofre um violento atentado sobre os céus da Irlanda, enquanto um surpreendente vídeo é entregue na redação de uma famosa cadeia de televisão.
Bem no centro destes acontecimentos que aparentemente nada têm em comum, está André Marques-Smith. Importante funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o espião português lança-se numa demanda impossível pela verdade. Mas não está sozinho. Foragidos, dois antigos colegas regressam e revelam ao mundo tudo o que está por detrás do Projeto Lebodin. E há ainda uma mulher. Em parte incerta, esta misteriosa espia de feições orientais poderá ser a chave de todo o mistério. Mas que explicação haverá para o seu desaparecimento?
Conseguirão os dois agentes alguma vez ficar juntos?
Através de uma viagem frenética por entre os deslumbrantes cenários reais de Londres, Hong Kong, Macau, Praga, Belize, Moscovo e Lisboa, as missões multiplicam-se, os disfarces sucedem-se. Questões sobre ética, moral, família e o valor da vida humana são levantadas. E uma teia de meias-verdades, ilusões, e complexas relações interpessoais é finalmente desvendada no capítulo final de uma série que já estabeleceu novos patamares para a ficção nacional.
Uma novidade
Relembro as opiniões aos outros dois livros da série
A Nuvem de Tinta é uma nova chancela da Companhia de Letras que faz a sua entrada no mercado editoral Português com "Fala-me de um dia perfeito" de Jennifer Niven.
E que estrondosa entrada!
Há livros que nos tocam, outros que nos passam ao lado e outros que nos mandam para o chão, nos pontapeiam e nos caem em cima.
“Fala-me de um dia perfeito” é um destes, dos que magoa, dos que nos faz apaixonar por uma personagem, nos faz compreender os sentimentos dos intervenientes da história, que nos faz sorrir e chorar alternadamente, como se estivéssemos numa montanha russa hormonal. Tenho uma mão cheia de livros que me provocaram esta panóplia de sentimentos e este livro junta-se agora à lista.
Foi um privilégio conhecer Violet e Finch!
Curioso em como de todos os livros que leio, aqueles me mais me tocam, são os que tenho mais dificuldade em falar. Para todos os outros, a opinião passa do cérebro para as pontas dos dedos em meros minutos mas estes, oh estes, ando aqui a remoer a história e a ouvir a playlist que eu própria criei em loop. Acho que acima de tudo para dar sentido à história, aos meus pensamentos e ao peso que levo comigo. Acho que preciso de tempo para colocar tudo em ordem de modo a que quando chegar a escrever para vocês as coisas terem algum sentido.
Honestamente, desta vez acho que nada do que eu escrevo faz sentido, por isso, perdoem-me. confiem em mim, leiam, não se vão arrepender.
Conhecemos Violet Markey, uma miúda que vive os seus dias como uma tarefa que risca rotineiramente do calendário a marcador negro, a cor que a sua alma e o seu espírito apresentam desde a morte da irmã. Dormente, perdida e sem rumo, Violet bate fundo no momento em que sobe ao ponto mais alto da escola para terminar a vida vazia que leva mas o destino trabalha de maneiras misteriosas e nesse mesmo momento, naquele mesmo local está Theodore Finch, o outcast da escola, que se encontrava no mesmo sítio a ponderar no mesmo, a testar o limite, a ver até que ponto alguém se importa, alguém repara nos alertas sucessivos que a sua depressão profunda tem lançado.
Um pouco contra vontade de Violet, iniciam uma jornada capaz de mudar para sempre as suas vidas. Graças a Finch, Violet reaprende a ver a beleza nas coisas simples, naquelas que perderam o brilho nos meses em que deambulou por casa e pela escola, alvo de olhares de compaixão, palmadinhas nas costas e constantes desculpas pelo estado delicado em que se encontra.
"Tu precisas de ser atirada, não empurrada. Tens de recuperar as rédeas da tua vida. Se isso não acontecer, vais ficar no parapeito alto que criaste para ti mesma"
E é assim, num constante arremesso de Violet que vemos esta história ganhar corpo, tornar-se épica, virar romance e tragédia, digna de um pacote lenços, uma playlist emocional e uma mão cheia de valiosas lições.
Uma vez li que as pessoas que valem a pena ter por perto são aquelas que não só nos ajudam a sair do buraco como saltam lá para dentro para nos fazer companhia enquanto não conseguimos sair por nós próprios.
Creio que a depressão seja um pouco assim. Ninguém que está fora vê o que vai cá dentro, logo, como pode entender?
O problema no pensamento anterior é: e se buraco em que nos encontramos é pequeno comparado com a cratera negra que envolve a pessoa que se prontifica a nos ajudar, que nos quer ver sair da depressão em que nos encontramos?
Por vezes as pessoas que parecem mais fortes, as que têm carapaça de tartaruga, que respondem a tudo com uma atitude positiva e um sorriso são as que já desmoronaram por completo no seu intimo.
E quantas vezes paramos para olhar para as pessoas que nos rodeiam, para as que nos são queridas e nos questionamos até que ponto estão bem?
Quantas vezes paramos para ouvir resposta ao mundano "então tás boa?"? Quase nenhuma!
Mas não divagando...
Além de gostarmos muito de Violet e da história que estes dois criam, não dá para contornar o Finch. Não dá mesmo!
Um camaleão de aspecto louco, alvo dos piores comentários proferidos na escola que frequenta mas alheio, ou assim parece, a tudo o que é suposto o afectar.
Ele é...aquela pessoa que nos faria abanar a cabeça perante as suas loucuras mas sentir redondamente especial por ser considerada sua amiga.
O resto...
o resto é magnífico! Magnificamente belo, triste, pesado, louco...magnífico!
Eu disse que o que iria escrever não faria sentido.
Olha....fiquem com a playlist que organizei e a notícias que a autora já está a preparar o guião para a adaptação do livro ao cinema.
E é com grande expectativa que os amantes dos livros de colorir têm aguardado por Sete Mares, de Johanna Basford, a autora n.1 mundial de livros para colorir para adultos, cujo lançamento em Portugal será em simultâneo com os principais mercados editoriais fora de portas. Trata-se de um livro com ilustrações belíssimas e detalhadas que levam os leitores a uma viagem deslumbrante pelos oceanos.
Sete Mares é uma aventura deliciosa pelos oceanos, repleta de ilustrações encantadoras às quais deve dar cor e vida. Há muito por descobrir, desde delicadas tranças de algas marinhas até jardins de coral e magníficos navios naufragados! Ao longo deste livro irá encontrar muitos seres que aguardam pela sua imaginação e criatividade: sereias encantadas, peixes exóticos, caranguejos, polvos e búzios. Não existe aventura sem tesouro, claro: por isso, se pesquisar com cuidado poderá encontrar, espalhados pelas páginas, arcas de tesouros e artefactos preciosos. Sete Mares Inclui um poster destacável.
O instagram da autora é brutal :) ter oportunidade de ver o processo de criação deste livros espantosos é qualquer coisa de extraordinário.
Recordamos que a autora tem outro livro publicado em Portugal (Jardim Secreto)
Em criança, foi enviada para um campo de concentração nazi e aos 7 anos foi violada. Aos 19 anos foi amante de Fidel Castro e a CIA contrata-a para o assassinar. Aos 22 teve uma filha com o ditador venezuelano Marcos Pérez Jiménez.
Foi party girl da máfia nova-iorquina, informadora da polícia e hoje, com 75 anos, sobrevive com apoios sociais, em Nova Iorque.
Chamo-me Ilona Marita Lorenz. Nasci na Alemanha em 1939, poucos dias antes de Hitler invadir a Polónia. Durante a guerra, passei pelo hospital de Drangstedt e pelo campo de concentração de Bergen-Belsen. Sobrevivi. Pouco depois da libertação, aos sete anos, fui violada por um sargento norte-americano.
São poucas as pessoas que podem dizer que viram passar uma parte importante da história do século xx ante os seus próprios olhos. Não como meros espectadores, mas quase que a devorando. Marita Lorenz é uma delas... um grupo de barbudos, encabeçado por Fidel Castro, subiu a bordo. Foi amor à primeira vista. Uma semana depois, el Comandante mandava buscá-la a Nova Iorque e fazia dela sua amante.
Quando tinha 19 anos, conheci Fidel Castro. Tornei-me sua amante e fiquei grávida. Em Cuba, fui drogada e forçada ao que me disseram ter sido um aborto, mas, duas décadas depois, Fidel apresentou-me Andrés, o filho que me arrancaram naquela mesa de operações. Poder-se-á imaginar o que isso significou para uma mãe que saiu da ilha de ventre vazio?
Três pequenos contos, três pequenas maravilhas pela mão de Sylvia Day. Sejam as suas histórias contemporâneas, quer as dos livros fantásticos ou os romances de época super sensuais, eu tenho de admitir que gosto de todos.
Aqui confesso que me rendi ao primeiro, ninguém resiste ao pirata ;) mas é engraçado no mesmo livro saltar de conto e começar a ler a história de alguém que conhecemos no conto anterior. Por vezes temos isso num romance único e ficamos com a ideia de querer ler mais sobre aquela personagem. Pois aqui podem!
Mas vamos começar pelo princípio.
"Prazeres Roubados"
Sebastien Merrick fugiu da responsabilidade de ser Lorde e navega os mares da índias ocidentais como um dos piratas mais infames e resolutos que o mar tem visto mas quando a mulher que viaja a bordo do navio que a sua tripulação decide saquear se apresenta como Lady Merrick, sua esposa, Sebastian sabe que acabou de encontrar o seu maior tesouro ou a razão da sua destruição.
Um conto repleto de audácia, sensualidade e amor ao sabor das ondas, "Prazeres Roubados" faz-nos viajar pelo imaginário de um tempo em que homens viviam presos a um título e mulheres circulavam como mercadoria, soltando ambos as amarras numa intimidade escandalosa mas que nós adoramos ler em cada um deste livros.
E quem resiste ao pirata?!
"A Aposta de Lucien"
No segundo conto, somos catapultados para Londres onde Lady Julienne faz os possíveis para colmatar os erros e as dívidas do jovem irresponsável e libertino a que chama irmão. Disposta a encontra-lo num dos antros de hedonismo em que o irmão se refugia, Julienne vê-se cara a cara com Lucien Remington, o infame dono do clube de cavalheiros mais bem sucedido da capital.
Numa luta pela honra e a reputação contra o desejo e a paixão, Julienne e Lucien tentam travar o inevitável mas mesmo divididos por estratos sociais que os tornam incompatíveis aos olhos da razão, Lucien e Julienne são perfeitos um para o outro, basta que não sejam tão casmurros para o ver.
E por fim... "A Duquesa Louca"
Neste último conto reencontramos Hugh La Coeur, irmão de Jullienne e cunhado de Lucien.
Vítima de um imprevisto em viagem, vê-se obrigado a pedir refúgio e ajuda numa mansão decrépita, lar da famosa mas desconhecida Duquesa Louca que faz anos que ninguém vê e que vive rodeada do grupo mais bizarro de criados, à excepção de Charlotte, a dama de companhia e um encanto aos olhos de Hugh desde o primeiro segundo.
Uma mini história sobre liberdade, confiança e saltos de fé, algo que o amor e o estrondoso desejo carnal que os une necessita para sobreviver fora das paredes da mansão da velha duquesa.
E rever as personagens das três histórias nas últimas páginas torna este livro a união perfeita de 3 casais e das suas histórias.
Sylvia Day
Nunca me desilude!
Que continuem a chegar até nós os romances históricos desta autora. Eu já ando de olho nestes.
Nota : favor ler as coisas por ordem. Não se aventurem na leitura desta série sobre os irmãos Maddox sem terem lido o ponto de ignição desta trama toda, os dois primeiros livros com a história de Travis e Abby. Acreditem, por mais que as história estejam sobrepostas em termos cronológicos, será sempre indicado começar por aí. Se já leram há muito tempo, como eu, releiam ou relembrem a história, especialmente os irmãos Maddox e Trent, o pedaço de mau caminho nesta estrada. Ah e a sinopse.....muito importante!!
Caso contrário chegam ao fim e pensam "SACANAGEM Jamie Mcguire SACANAGEM, este fim é sacanagem!!!" e dão com vocês a detestar tudo aquilo que tinham adorado até à última página.
Mas vá, não querendo desanimar ninguém porque eu gostei, mesmo com a sacanagem final.
Conhecemos Trent como um dos braços direitos de Travis. Uma junção de bom humor, dedicação, fidelidade e uma carrada de tatuagens, não fosse ele tatuador de profissão.
Fiel à má fama Maddox, também Trent é um mulherengo e está sempre de radar ligado para a confusão. Podia dizer que tudo isso para no momento em que conhece Cami mas é mentira. A viverem na mesma cidade desde miúdos, o conhecimento de Cami sobre os irmãos Maddox é mais que profundo. Ela própria irmã mais velha de 3 rapazes igualmente desordeiros e empregada de bar do local de paragem de todos eles, Cami conhece tão bem como qualquer mulher da zona os boatos e a veracidade da má fama dos irmãos Maddox mas isso não a impediu de ceder à marcação cerrada de Trent, que no verdadeiro jeito Maddox não desiste de algo que quer, NUNCA.
Mas Cami tem namorado.
Hmm...um namorado que vive noutro estado, com quem raramente consegue estar mas ainda assim um namorado.
Mas quem é o seu namorado?
"Não estou contigo porque não consegui a minha primeira opção. Se achas que amas duas pessoas, tu escolhes a segunda, certo? Porque, se eu amasse mesmo o T. J, nunca me teria apaixonado por ti"
Responder a isto, comentar sequer seria dar spoilers, coisa que eu detesto POR ISSO encomendem o livro online ou comprem o e-book e leiam. E quando lerem tudo, espero que fiquem de boca aberta como eu, que num misto de revolta e traição tive de ir fazer uma segunda leitura na diagonal deste livro e da história de Travis e Abby.
Curiosas??
Se gostam dos irmãos Maddox vão adorar conhecer Trent. Raios, nem vai dar para escolher qual dos dois que até agora conhecem é que gostam mais.
Mas lembrem-se que depois da química, da boa disposição e da história que se criou ali há o momento SACANAGEM e depois, depois não digam que eu não avisei.
Proximo irmão Maddie Sff !!!
Até lá fico a pensar que o meu próximo tatuador podia ser o Trent Maddox, nunca mais ninguém me via :) haha
Isto dava uma série brutal!!! Mas se na minha mente o Travis é o Colton Haynes, não consigo criar uma ideia para o Trent. Que tal um Channing Tatum? hmmm....tatuado, ainda por cima.
Uma novidade Nicholas Sparks faz sempre virar cabeças.
Lá em casa sempre captou a atenção da nossa mãe, agora capta igualmente a atenção da metade mais nova (a colorida).
Não dá para fugir aos romances deste Senhor!
Relembro que também está para breve a adaptação de um dos seus primeiros romances, "Uma Escolha por Amor". Chega às salas de cinema no início de 2016
Data de lançamento: 10 de novembro
Colin Hancock é jovem mas já viveu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Foi perante o abismo que tomou a corajosa decisão de começar de novo. Agora, o emprego num restaurante da moda pode não o satisfazer, mas o sonho de se tornar professor parece cada vez mais perto de se concretizar. Dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve é o seu grande e único objetivo… mesmo que o preço a pagar seja a solidão.
Maria Sanchez também deseja, acima de tudo, uma vida calma. Filha de imigrantes mexicanos, aprendeu desde cedo o valor do trabalho árduo, da ética e da lealdade. Para ela, bastam-lhe o emprego num prestigiado escritório de advogados e uma noite tranquila em casa para repôr as energias. Nem a insistência da sua irmã surte efeito. Com uma profissão tão arriscada, Maria aprecia a segurança que o isolamento lhe dá.
Colin e Maria não foram feitos um para o outro. Ele representa tudo aquilo que ela despreza, é o típico meliante que ela está habituada a ver atrás das grades. E quando se cruzam numa noite de tempestade, o fosso que os separa é profundo e evidente. Mas, a partir desse momento fortuito, as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.
Conseguirão eles ver para além das aparências? Ler nos olhos do outro o que de mais profundo lhe vai na alma? Ceder à persistente memória daquela noite?
Estava a actualizar a wishlist e dei comigo a perguntar...como é que vocês me escaparam??
Relembramos o anterior...
Uma donzela perdida, um castelo misterioso, um duque com um temperamento e um passado um pouco… Complicados. O cenário perfeito para um amor improvável. Como filha de um afamado escritor, Isolde Ophelia Goodnight, também conhecida por Izzy, cresceu em redor de românticos contos de cavaleiros corajosos e belas donzelas. As histórias daqueles livros prometiam inúmeras possibilidades. E por isso mesmo nunca duvidou de que o romance teria lugar também na sua vida.À medida que foi crescendo, porém, foi riscando essas possibilidades da lista. Uma a uma:O patinho feio que se tornou cisne. Ser raptada por um atraente salteador de estrada. Ser salva da miséria por um príncipe encantado. Alto lá… Agora que os seus desejos de amor romântico se haviam gorado, Izzy já estava resignada a uma vida de mera subsistência. Mas havia um conto de fadas predestinado a esta mulher de vinte e seis anos, não tão atraente quanto isso, pobre e que nunca fora beijada. Esse conto de fadas era... Este.
Ela tinha tudo o que uma donzela da sua posição podia querer: era linda e estava noiva do solteiro mais cobiçado da cidade. Um longo e desesperante noivado, porém, levou-a a querer romper o compromisso e a tomar as rédeas da sua vida.Clio Whitmore está noiva do Marquês de Granville há oito anos, mas ele está sempre ausente no estrangeiro, levando-a ao desespero por não se sentir desejada. Quando Clio herda um castelo que lhe proporciona independência financeira, decide romper o noivado e iniciar uma nova vida.Para tal, ela terá de convencer Rafe, irmão e procurador do Marquês, a aceitar o fim do noivado. Mas Rafe tem planos para a fazer mudar de ideias, organizando-lhe um casamento de sonho...Ele começa com flores. Um casamento nunca tem flores suficientes... Ele diz-lhe que ela dará uma belíssima noiva? e tenta não imaginá-la como sua.Como conseguirá Rafe convencer Clio a casar-se sem se deixar vencer pelos sentimentos que crescem dentro dele, e que são a cada dia mais fortes?Ele não irá apaixonar-se pela única mulher que nunca poderá beijar nem dizer ser sua. Ou irá?
Aqui a metade colorida não resiste a este tipo de livros :)