A leitura é uma viagem por palavras nacionais, estrangeiras, umas cultas, outras menos, umas mais rebuscadas, outras simplificadas, algumas levam-nos às lágrimas, muitas delas às gargalhadas e as melhores, aquelas que nos deixam abismadas, tamanha é a profundeza da ideia, da genuinidade expositiva, onde a simples contemplação daquelas palavras nos deixa assim: sob o Efeito dos Livros!
«Só quero poupar-te tempo e fazer com que entendas já, sem grande esforço, tudo o que os adultos levam décadas a perceber»
O que nunca um adulto te disse é isso mesmo: a soma de tudo aquilo que nunca te disseram e mereces saber. O que tens na mão não é só um livro, é uma conversa que a autora tem directamente contigo. Uma conversa simples e descomplexada, na qual te trata como a pessoa completa e sábia que já és.
Vais descobrir como conquistar os teus pais e fazer com que passem de teus «carrascos» a teus cúmplices. Vais ler sobre a importância do amor, da escola e de todos os relacionamentos humanos. Vais descobrir como manter sempre a tua segurança nas redes sociais, nas festas e em tudo o que a vida tem de bom. E também vais perceber como deves reagir quando te sentires desintegrado ou tiveres de enfrentar divórcios, ausências, bullying e outros problemas. Mas a melhor parte? É que se emprestares este livro aos teus pais, eles vão finalmente entender-te!
Repleta de personagens inesquecíveis e episódios memoráveis, A Incrível Viagem de Arthur Pepper é uma história imperdível sobre o despertar para as possibilidades infinitas da vida.
Arthur Pepper, de 69 anos, leva uma vida simples e rotineira, como quando a sua mulher, Miriam, era viva. Levanta-se às 7h30, rega a sua planta Frederica e vai tratar do jardim. O dia a dia de Arthur corre como deve ser. Sem surpresas. Sem sobressaltos.
Até que no primeiro aniversário da morte da mulher, tudo muda. Ele encontra no meio dos pertences de Miriam uma pulseira que não se recorda de ter visto antes. Uma pulseira com oito berloques diferentes, cada um mais misterioso do que o outro. Num deles encontra até um número de telefone.
Intrigado, Arthur resolve telefonar e descobrir a quem pertence aquele número. As revelações que se seguem vão lançá-lo numa jornada surpreendente. De Londres a Paris, cidades que nunca imaginou visitar, Arthur irá fazer novas e fascinantes descobertas não só sobre a sua mulher, mas também sobre si próprio.
Encantador e comovente, mordaz e cheio de humor, este romance é ideal para leitoras de ficção romântica.
Gillian Flynn é, desde Objectos Cortantos, um nome que entra sempre no radar.
Quem já colocou os olhos nesta novidade?
Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo. Numa manhã chuvosa de abril, está a ler auras em Palmas Espirituais quando chega Susan Burke. Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas… Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga.
Uma novidade
Os livros de Gillian Flynn, editados pela Bertrand, já se encontram aqui no Efeito dos Livros
Pensava que Hopeless ou Amor Cruel me tinham afectado mas não esperava que a leitura de CONFESSO fosse um tsunami de emoções que me manteria agarrada ao livro com o coração apertado e os olhos a arder até à última página.
Colleen Hoover deve, à semelhança do que uma vez ouvir dizer sobre George R.R. Martin, banhar-se nas lágrimas dos seus leitores.
Mas nunca um muro no estômago me soube tão bem.
Tinha lido a sinopse de CONFESSO faz alguns meses, muito antes de saber que seria esse o próximo título a ser escolhido pela Topseller para o público português. Pensei que toda a dinâmica dos segredos era uma grande premissa mas o que mais me surpreendeu foi a pintura inspirada nas confissões. Esta é uma componente super interessante até porque eu própria sou uma fã de Postsecret e mais do que uma vez me senti inspirada em escrever depois de ler um segredo.
Mas agora ao ler o livro e os segredos, quer de terceiros quer das personagens, dou comigo a pensar "porque raio não li isto antes?". Sabiam que as confissões incluídas no livro são reais? Conhecem o Instagram da autora Confess your truth?
A sério...CONFESSO é qualquer coisinha do género "quando pensam que sabem o que vos espera, BAM, chapada na cara e o jogo muda de figura" Cada parte partiu um pedaço do meu coração, cada momento me fez tremer de expectativa para saber o que viria de seguida. Colleen sabe mesmo como agarrar os leitores e quando digo isto só imagino que o faça pelos cabelos!
Conhecemos Auburn nos seus primeiros tempos em Dallas. Bem, na realidade até a conhecemos antes mas isso seria dar mais a conhecer do que na realidade quero e garanto-vos que vão querer conhecer esse momento em primeira mão. Por mais que vos doa...
Vou recapitular. Conhecemos Auburn numa altura em que tudo o que quer é ganhar mais dinheiro e endireitar a sua vida. Quando o destino a leva a levantar os olhos e ver o que está ao seu redor, Auburn dá de caras com uma galeria de arte que se inspira em confissões anónimas que lá são deixadas. Algumas encontram-se afixadas na montra, assim com um pedido de ajuda. E quem mais para reconhecer um grito de ajuda que não quem mais dela necessita?
Vou abrir um parêntesis....
não pensem que agora vou dizer "e depois conheceu o dono/pintor da galeria e o seu mundo mudou para sempre". Isso seria previsível, irritante e pouco abrangente. Quase que se torna impossível colocar por palavras o impacto da entrada que Owen teve na vida de Auburn porque na realidade é o oposto que é indescritível. Bem toda a cena é indescritível e sabem porquê?? Porque eu adorei o livro e detesto falar sobre os livros que adoro. Ridículo, não é verdade?
Mas bem, eu vou tentar...
Conhecemos Owen no momento em que faz de Auburn a resposta ao seu pedido de ajuda. Com uma exposição a começar em meia dúzia de horas, necessita de alguém que o ajude e Auburn foi a primeira pessoa que lhe apareceu à porta. Mas será que era a primeira vez que a via?
Ou o dia da exposição só colocou novamente em acção um plano que começou anos antes?
Numa história que se escreve por momentos repletos de uma sensação que ambos desconheciam, são os segredos que nos vão sendo revelados, misturados com uma química inexplicável entre Owen e Auburn e os inevitáveis acontecimentos em que a vida nos trama que nos faz ADORAR esta história.
Estará o destino escrito ou o somos nós que temos de lutar por escrever a nossa história?
Será o sacrifício aquilo que nos separa ou que nos une ainda mais a uma pessoa?
"Tenho medo de nunca mais voltar a sentir isto com mais ninguém
...
E eu tenho medo de que venhas a sentir"
Uma magnífica história que me roubou tanto como me deu. A dinâmica da história, tão própria da autora, deixou-me completamente presa. Esta mulher tem uma capacidade brutal de nos viciar no que escreve. E eles, Auburn e Owen, oh mãe....wow.
Queria tanto contar mais mas não consigo. Honestamente, não quero!
Sabem que há livros que tenho lido em que depois, quando escrevo sobre eles aqui costumo dizer "CONFIEM SIMPLESMENTE EM MIM"
Confiem, leiam "CONFESSO" e não se vão desiludir.
Pensem assim...
Há pessoas que passam por nós e que ficamos a conhecer, há pessoas que quando chegam é como se as tivéssemos conhecido toda a nossa vida. São essas pessoas que preenchem os buracos na nossa alma, são essas pessoas que nos fazem sentir parte de algo que nos transcende.
Há pessoas que entram na nossa vida e outras que são a verdadeira essência do nosso tempo nesta terra. "your arms curled round my waist Hmmm, there would be no better place"
Vou tentar cumprir o meu dever e reescrever esta opinião para assim conseguir falar de Owen, de Auburn, dos quadros, dos segredos, dos momentos que nos fazem suspender a respiração e dos outros que nos enrolam o estômago numa bola.
Até lá...leiam.
Por aqui a metade colorida anda perdida com tanta novidade boa que ainda não chegou à sua estante.
Ora agora conheçam o terceiro livro da série Most Wanted.
Não sabia o que era o risco até o ter conhecido. Não entendia o que era a paixão até ter sentido o seu toque. Devia ter-me mantido à distância, mas como, se ele era tudo aquilo que eu desejava? Se eu sabia que só ele poderia concretizar as minhas fantasias mais obscuras? Eu queria-o, tão simples quanto isso. Kat Laron esconde segredos de um passado conturbado, tendo adotado uma falsa identidade e entrado num jogo de mentiras em que a regra principal é não atrair atenções.
Cole August, dono de uma galeria de arte na zona de Chicago, é um homem influente e desejado por muitas mulheres, por quem Kat se sente tremendamente atraída. Mas existe alguma coisa por definir no comportamento de Cole, algo que revela que também ele esconde segredos - uma verdade sombria que o marcou profundamente.
Kat, contudo, não consegue abandonar aquele jogo de sedução, arriscando quebrar as próprias regras para satisfazer as suas fantasias mais obscuras…
Um homem despeitado, uma viúva desprotegida, uma teia de segredos e uma tentativa de sedução descarada fazem de "Obstinada" muito mais que um romance sensual. Carregado de aventura, drama, traição, vingança, orgulho e pecado, "Obstinada" segue o exemplo dos outros livros de época de Sylvia Day e faz-nos embarcar a todo o vapor logo no primeiro capítulo desta história sedutora e misteriosa.
Marcus Ashford, Conde de Westfield, ainda vive o despeito de ter sido trocado por outro homem mas quatro anos mais tarde, dono de uma reputação pecaminosa e uma vasta experiência ao serviço da Coroa, Marcus vê-se novamente no caminho da sua antiga pretendente, a mesma que o deixou no caminho para o altar.
Elizabeth, Lady Hawthorne, regressa à sociedade após o luto do marido mas o seu motivo não se deve ao simples dever de uma mulher da sua posição. Conhecedora do serviço prestado pelo marido à Coroa Britânica e dos perigos que as suas missões envolviam, tendo levado ao seu falecimento permaturo, Elizabeth é o elo e ligação entre as investigações do marido e o culpado pela sua morte.
Numa posição de alta importância mas de igual perigo, Elizabeth procura ajuda junto do superior do seu esposo e aceita ajudar a organização em troca de protecção. O que Elizabeth não sabia é que o corpo de segurança que a iria proteger fosse o mesmo que anos antes ela rejeitara mas que ainda hoje lhe alimenta desejos.
Determinado em ser responsável pelo caso em que ela se vê envolvida, Marcus não perde tempo em querer misturar negócios e prazer, nem que seja com o principal motivo de reclamar o que anos antes lhe foi negado mas a proximidade com o seu objecto de desejo (ou de vingança) pode ter outras consequências que ultrapassam a razão e o dever.
Quando duas pessoas teimosas e obstinadas se juntam, quem será que cede mais rápido?
A que diz que não ou a que sempre forçou o sim?
Estará Marcus disposto a obter o que lhe foi negado sem pensar nos sentimentos que os ligam ou será a proximidade entre ambos algo que lhe toldara o julgamento e a razão?
E Elizabeth, viúva e destituída de qualquer intuito de casar novamente, terá ela capacidade para baixar as suas barreiras pessoais e aceitar o libertino que Marcus se tornou?
Uma teia de romance, aventura, intriga e sensualidade desmedida, tal como Sylvia Day nos habituou e do qual somos fãs.
Adoro os personagens que a autora nos apresenta, assim como um ou outro detalhe que faz com que tudo se encaixe na perfeição.
«Se encontrar este livro, por favor leia-o. Queria que alguém conhecesse a história dos Goldman de Baltimore.» Até ao dia do Drama, existiam dois ramos da família Goldman: os Goldman de Baltimore e os Goldman de Montclair.O ramo de Baltimore, próspero e bafejado pela sorte, mora numa luxuosa mansão. Encarna a imagem da elite americana, abastada e influente, que vive em bairros exclusivos, passa férias nos Hamptonse frequenta colégios privados. Já os Goldman de Montclairsão uma típica família de classe média e vivem numa casa banal em Nova Jérsia. É a esta família modesta que pertence Marcus Goldman, autor do romance A verdade sobre o caso Harry Quebert. Mas era à família feliz e privilegiada de Baltimore que Marcus secretamente desejava pertencer. Mas tudo isto se transforma com o Drama.Oito anos depois do dia que tudo mudou, é a história da sua família que Marcus Goldman decide investigar. Movido pelas memórias felizes dos tempos áureos de Baltimore, procura descobrir o que se passou no dia do Drama, que mudaria para sempre o destino da família. O que aconteceu realmente aos Goldman de Baltimore?
Joël Dicker vai estar na Feira do Livro de Lisboa, com o seu mais recente romance, O Livro dos Baltimore (Alfaguara), a prequela do sucesso literário Toda a Verdade sobre o Caso Harry Quebert (Alfaguara). No dia 29 de Maio, Domingo, às 17h. O livro está nas livrarias a partir do dia 18 de Maio.
Uma novidade
Opinião ao livro "A Verdade sobre o Caso Harry Quebesrt" - Elsa e Cris
"- O maço de cigarros tinha algo a envolvê-lo, algo que derreteu com o calor e que se fundiu para sempre com ele. Penso que se terá tratado de um elástico. É um truque comum entre incendiários."
É exactamente assim que eles estarão, fundidos. Ambos unidos pela falta de amor e de compreensão, mas também pela sede de vingança e de mostrar ao mundo, o que o mundo deles não lhes ofereceu.
Arlidge traz-nos neste seu quarto thriller policial violentos incêndios que unem a história de várias famílias que se vêm dilaceradas perante a violência que alastra por toda a cidade. Uma onda de crimes que Helen Grace e a sua equipa não entendem e que não parece ter justificação ou ligação aparente.
É entre duas noites gélidas que voltamos a Helen e Charlie, as inspectoras a que Arlidge já nos acostumou, e às suas dúvidas pessoais e profissionais. Porém, saboreamos pouco dessas vidas e da suposta calmia que lhes pauta os dias, já que seis violentos incêndios deflagraram em menos de 24h.
Southampton estava a arder!!!
Este novo enredo traz-nos inúmeras novas personagens que serão o centro das atenções da Unidade de Incidentes Graves, conferindo a velocidade, o horror e a violência a que o autor já nos habituou. Ainda assim, Helen e Charlie têm as suas vidas a decorrer e talvez a irem por caminhos que menos apreciam, vontades contra as quais têm de combater. Ainda assim, senti, ao longo de todo o livro, que se abordou pouco, ou menos, destas duas vidas e talvez fosse delas que eu mais quisesse saber.
"Ali sentada, emoldurada pela enorme janela panorâmica e a ver a sua silhueta no escuro, Helen era a própria imagem da solidão silenciosa."
Julgo que há muita desta solidão silenciosa a pairar sobre todo o ruído que há neste enredo até se chegar às conclusões finais. A solidão e a falta de amor são gritantes e abordadas de forma bastante incisiva, demonstrando a vulnerabilidade e as brechas enormes que abre nas personalidades de cada um, tanto mais jovens como adultos já "feitos".
O autor traz inúmeros temas e flagelos sociais para dentro deste livro, tornando-o muito actual e muito real face a alguns dos problemas que as famílias aqui retratadas enfrentam. Os lares destroçados, fruto de coisas tão diversas como: desemprego, divórcio, famílias monoparentais, violência doméstica ou abusos infantis, são algumas das preocupações que tornam o livro angustiante e capaz de se aproximar em muito à realidade, talvez cumpra até um papel social, alertando para o desespero que se esconde atrás de acções poucos claras e que os demais julgam e repreendem.
Convêm ainda referir que Emilia Garanita continua activa e de boa saúde e claro, a dar as habituais dores de cabeça à inspectora-chefe, mas até ela esteve um pouco mais apagada nesta acção. A dada altura julguei que uma nova reportagem e a sede algo sumarento e tóxico que a fizesse subir na carreira, fosse colocar a descoberto Helen Grace. Eu queria que os seus segredos mais obscuros fossem revelados ao público em geral, devido aos riscos que decidiu correr e já sem Jack, pensei que fosse neste volume que se desmoronassem, mas ainda não. Há segredos que continuarão guardados e novos que se revelam aos olhos do leitor.
Quem sabe se com a vinda do autor a Portugal chegam novidade; desta vez entre Grace e Gardam. Será ele, que em posição superior e de domínio virá a exorcizar os traumas e a solidão dela!?
“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”
Confesso que livros na categoria de auto-ajuda não são parte integrante da minha estante. Um livro de ficção consegue desenterrar mais emoções do qualquer livro que me diz como me devo sentir ou interpretar o que sinto. Por isso, quando este livro saiu e a editora nos sugeriu a leitura pensei que precisava de encontrar motivos para ler este "Razões para viver". Caso contrário como vos poderia falar dele?
Curiosamente foi o autor e a sua capacidade prática e assertiva que me prendeu e me levou ao longo da leitura.
"Razões de viver" não nos vai apresentar uma lista bonitinha sobre porque que é devemos "chutar a bola para a frente" ou "ver o lado bom da vida". Nem nos dá a receita mágica para nos "passar a depressão". Não que alguma vez tenha lido sobre este assunto, principalmente na perspectiva no doente mas garanto-vos que se há coisa que concordo com o autor é que não existe solução mágica e todos somos diferentes, por isso o que resulta para um pode não resultar para outro.
Matt esteve no fundo do poço, se quisermos usar a metáfora. A depressão atacou-o fortemente e trouxe para fazer a festa a ansiedade e os ataques de pânico.
Matt, mais que nos dizer como saiu ou sobreviveu no caminho da depressão, conta-nos como é que se sentia e como é que as pessoas à volta dele o ajudaram durante aquele período, o que eu acho ser uma mais valia tremenda para o espírito de quem ataca este livro. Abrimos este "Razões para viver" não só para perceber a depressão que o tortura mas também para entender quem a sua volta lida com a doença.
Faz uns 10 anos, era jovem e inocente, lembro-me de ter dito a uma amiga uns vinte anos mais velha que não acreditava na depressão, que para mim isso não existia, que isso eram só pessoas que estavam aborrecidas e que havia muita razão para se animaram.
Anos mais tarde a opinião não é a mesma. O mundo mudou enquanto olho para a lista dos "sintomas" e até me identifico com alguns mas continuo a dizer, há muita razão para viver, para sorrir...mesmo que seja com a leitura de um livro, uma música que ouvem na rádio, um passeio na praia ou um fim de tarde a fazer festinhas ao gato no sofá.
Apenas precisamos de encontrar a nossas.
Quais são as vossas?
Quais são as das pessoas à vossa volta que neste momento lutam contra a depressão?
Vale a pena tentar perceber.
O meu exemplar fica cheio de anotações e cantos dobrados.
A minha sugestão é...encontrem as vossas razões para viver. Acreditem que vai valer a pena! Oh raios, agora sim, parecia um livro de auto-ajuda :P
E a música de hoje é igualmente a letra que melhor se encaixa na minha leitura deste livro.
Realmente acompanhar uma série como esta, em que fiquei a conhecer as personagens ao ler o primeiro livro em 2013, faz com que de certa maneira eles sejam uns amigos meio loucos que volto a encontrar para cochichar sobre a vida pelo menos um vez por ano.
Este "Pede-me o que quiseres e eu dar-te-ei" deve ter surgido de uma tremenda dose de saudades, quer da parte da autora, quer da parte dos fieis leitores que ficaram rendidos às personalidades marcantes deste casal.
Ah e para quem tinha saudades de Bjorn e Mel (eu!!) e do restante gang, opah, fiquem descansadinhas que ao longo destas 727 páginas vão ter oportunidade de os rever e de viver mais umas quantas loucuras com eles.
Reencontramos Jud e Eric no seu quinto ano juntos. O casamento corre às mil maravilhas, os miúdos crescem a olhos vistos, Flynn é já um adolescente e nada abala a vida comum da família Zimmerman.
Bem, nada não, até porque todos os casais têm os seus dramas e numa casa onde os génios são tão marcados como os de Judith e Eric, há sempre alguma coisa que serve para gerar confusão mas acho que acima de tudo se deve ao facto de eles adorarem fazer as pazes....na cama! :)
Em simultâneo com o desenvolvimento do amor louco anteriormente referido, temos Bjorn e Mel que se encontram juntos desde "Surpreende-me".
ORA PAUSA.....se não leram os livros por esta ordem, ou seja, se estão a pegar neste sem ler os todos os anteriores, façam um favor a vocês mesmas e guardem este calhamaço para o fim. Eu sou suspeita, EU ADOREI O LIVRO SURPREENDE-ME mas isto é porque quer Mel quer Bjorn são personagens brutais e que me conquistaram desde o primeiro momento que entraram em cena.
Ok, esclarecidas quanto à ordem?!
Trilogia Pede-me o que quiseres e depois Surpreende-me.
Agora voltando que interessa...como mencionei anteriormente, "Pede-me o que quiseres e dar-te-ei" desenvolve em simultâneo a história dos dois casais.
E se sabemos que a faceta intima, já que de privada não tem nada, de todos estes personagens é sempre animada, interessante e até chocante para muitos leitores, tenho de vos dizer que o enredo deste livro vai pegar nas vossas entranhas em revirá-las do avesso.
O que menos queremos ver acontecer a um amigo?
Algo que o faça sofrer, um injustiça e uma série de problemas que sugam a sua alegria de viver.
A trama do dia a dia que vai envolver cada casal é exactamente o tipo que nos faz respirar fundo e pensar "quando é que isto vai rebentar?".
Tudo é um potencial problema. O excesso de trabalho, a falta de ocupação profissional, as pessoas do passado, os filhos pequenos, os filhos adolescentes problemáticos, o cão meio louco, a falta de comunicação, os segredos, as pessoas más que os rodeiam e até os problemas dos outros se tornam uma possível fonte de conflito.
Se para Mel e Bjorn se trata de um passo em frente que hesitam em dar, para Jud e Eric são os consecutivos passos à retaguarda que dão após cada problema que perturba a sua vida familiar.
E quando as coisas estão por um fio, uí, que aperto vos dá na barriga, que dor!
Mas sabemos que estes casmurros estão destinados a ficarem juntos, que depois de tantos anos a acompanhá-los, mesmo com gritos e choros pelo meio, só queremos terminar o livro com um sorriso e a plena certeza que por muito que o barco abane eles se mantém juntos e a flutuar num mar de felicidade (e erotismo!)
Ao terminar a leitura deste livro estive a reler a opinião aos quatro livros e é curioso pensar que quando li o primeiro não fiquei NADA interessa em Eric, na história, sei lá...gostei do fim e da garra espanhola de Jud.
No entanto, aqui estou eu, rendida às loucuras desta gente.
Se como eu já tinham saudades destes tipos, não hesitem....este livro é uma barrigada de erotismo, drama familiar e amor.
Nica Rothschild nasceu no seio de uma família rica. Casou com um barão e era mãe de cinco filhos. Parecia destinada a uma vida fácil e convencional. Uma viagem a Nova Iorque mudou tudo. Estava já a caminho do aeroporto quando ouviu uma música tocada por um pianista desconhecido, Thelonious Monk. Nica ouviu a gravação vinte vezes seguidas, perdeu o avião e nunca mais voltou para casa. Acabava de nascer a paixão abrasadora que viria a consumir o resto dos seus dias. Como que enfeitiçada, largou tudo e instalou-se em Nova Iorque. E a cidade rendeu-se. O seu Bentley descapotável passou a ser presença familiar à porta dos clubes de jazz. A visão de Nica a fumar e a beber whisky de uma garrafinha disfarçada de Bíblia era uma constante. Foi deserdada mas a sua influência não conheceu limites.
Quem foi esta mulher que atravessava com o mesmo à-vontade imponentes mansões inglesas e campos de batalha em África, onde trabalhou como motorista e criptógrafa? Que viveu com o mesmo ardor os tempos negros do Holocausto e a fervilhante noite nova-iorquina? Cujo nome ficaria para sempre ligado à vida cultural do século XX? Esta obra - escrita pela sua sobrinha-neta - não é apenas a biografia de uma mulher muito à frente do seu tempo. É um sedutor e inédito vislumbre de um mundo interdito à maioria das pessoas.
Dalya é filha de um sapateiro e vive em Berlim, na década de 1930. Apesar de ter apenas 15 anos, sabe que o seu destino é seguir as pisadas do pai e tornar-se também ela criadora de sapatos. Mas quando Dalya é levada para um campo de concentração com a família, a sua vida muda para sempre, e vê-se obrigada a deixar para trás tudo aquilo que conhece…bem como um lindo par de sapatos, o primeiro feito por si.
Esses sapatos fazem uma viagem no espaço e no tempo até aos dias de hoje, indo parar a uma loja de artigos em segunda mão. Nesta loja entram Ray e Pinny, duas raparigas que não podiam ser mais diferentes uma da outra: Ray é órfã, vive numa instituição, mas sonha fugir para Nova Iorque, e Pinny é uma otimista incurável, pois acredita que, apesar de ter síndrome de Down, isso não a impedirá de concretizar os seus sonhos.
Um único par de sapatos cor-de-rosa irá unir estas três vidas, marcadas pela perda, numa história de coragem, amor e memórias e dos acasos felizes que nos interligam a todos.
Desde "Eleanor & Park" que Rainbow Rowell ficou no radar.
Fiquem a conhecer a novidade para Maio.
Beth e Jennifer sabem que alguém está a monitorizar os seus e-mails de trabalho (toda a gente na redação sabe, é política da empresa). Mas, mesmo assim, não conseguem levar os avisos a sério. Insistem em enviar uma à outra e-mails hilariantes e intermináveis, em que discutem tudo sobre as suas vidas privadas. Lincoln O’Neill não acredita no seu novo trabalho - ler os e-mails de outras pessoas. Quando se candidatou para "supervisor de segurança na Internet" imaginava-se a combater a pirataria ou a construir firewalls - e não a escrever relatórios entediantes sempre que um jornalista envia uma piada porca.
Um dia Lincoln depara-se com a correspondência de Beth e Jennifer e, apesar de saber que não a deveria ler, é incapaz de resistir às histórias cativantes. Quando finalmente se apercebe de que está perdidamente apaixonado por Beth, já é tarde demais para se apresentar. Como conseguiria ele sequer explicar?
Auburn Reed tem toda a sua vida planeada. Não há espaço para erros ou imprevistos. Até que, um dia, entra num estúdio de arte e conhece Owen Gentry, o enigmático artista dono do estúdio.
Auburn sente, de súbito, que algo muda dentro dela e decide deixar-se levar pelo coração.
Owen, contudo, guarda segredos que não quer ver revelados. As escolhas do seu passado não parecem permitir-lhe um futuro livre, e Auburn tem demasiado a perder se decidir lutar por ele. A única forma de não pôr em risco tudo o que é importante para si é deixar Owen. Confessar é tudo o que ele tem de fazer para salvar a relação de ambos. Mas, neste caso, a confissão pode ser muito mais destrutiva do que o próprio pecado.
Será o amor capaz de sobreviver à verdade?
Confesso é uma história de imenso amor e coragem, que nos faz acreditar em segundas oportunidades.
Inclui 8 páginas a cores com as ilustrações dos quadros de Owen.
«Lorraine Heath é conhecida pelos seus romances deslumbrantes e profundos, e este não foge à regra. As Lições do Amor é um livro perfeito, cheio de lágrimas e suspiros, e com uma heroína que surpreende pela força que tem.»
Washington Post
Sobre o livro:
Autora vencedora do Prémio RITA para Melhor Romance Lady Grace Mabry tem tudo o que uma donzela debutante pode desejar: é bonita, inteligente, vem de boas famílias e possui um dote bastante valioso. No entanto, Grace desconfia dos inúmeros pretendentes que a cortejam, pois acredita que muitos estão apenas interessados na sua riqueza.
Para a ajudar a perceber se os interesses dos seus apaixonados são genuínos, Grace procura o seu amigo de infância, o Duque de Lovingdon. Sem qualquer fé no amor desde que perdeu a família, Lovingdon vive uma vida de libertinagem e prazer. Conhecedor dos jogos e estratagemas para conseguir a atenção de uma mulher, Lovingdon só tem de ensinar a inocente Grace a diferenciar as emoções falsas das verdadeiras.
Mas mal as lições começam, Lovingdon depara-se com um jogo demasiado perigoso, que parece não conseguir controlar…
Conseguirá o Duque abrir o seu coração inteiramente ou irá perder aquela que descobriu que ama?
Edição ao vivo de um livro de contos, num só dia, na baixa lisboeta Chiado Editora desafia à criação de “Um livro num dia” na comemoração do Dia Mundial do Livro 2016
Edição ao vivo de “Um livro num dia” – Chiado Editora23 de Abril, Dia Mundial do LivroPraça Luís de Camões, ao Chiado, Lisboa
Após o sucesso da edição de 2015, a Chiado Editora reeditará este ano a iniciativa "Um Livro Num Dia", na comemoração do Dia Mundial do Livro a 23 de Abril, sábado.Autores reconhecidos, escritores emergentes ou meros sonhadores, podem participar na edição ao vivo de “Um livro num dia”.
Neste dia, a partir das 09h00, a Chiado Editora vai montar um escritório móvel na Praça Luís de Camões, em Lisboa, onde o público pode apresentar os seus textos originais de forma a integrarem esta edição especial. Os contos devem ser entregues em formato digital (PEN), com um limite de 2.000 caracteres, até às 12h00.
Nenhum texto será admitido antes das 9h de dia 23 de Abril. Todas as etapas do processo de Edição de um livro terão lugar a 23 de Abril e à vista de todos.
Todas as fases de construção do livro podem ser acompanhadas in loco, desde a revisão à paginação e design da capa e, às 13h00, o livro segue para a gráfica. Ao final da tarde (18h30), regressa ao mesmo local, onde 1.000 exemplares da obra serão distribuídos gratuitamente ao público.
O livro ficará então disponível para compra em www.chiadoeditora.com e, no dia seguinte, entrará no circuito comercial podendo ser adquirido junto das maiores lojas.
Durante a tarde, o escritório mantém-se aberto, em modo OPEN OFFICE DAY, proporcionando a todos os que passem pelo espaço a oportunidade de conhecer os meandros do trabalho editorial, conversar com os nossos Editores e colocar todas as suas questões, dúvidas, sonhos, projetos, etc.
09h00-12h00 :: Entrega de textos originais, revisão, paginação e design de capa
13h00 :: Livro dá entrada na Gráfica
14h00-18h00 :: Open Office Day
18h30 :: Lançamento do livro e distribuição gratuita de 1.000 exemplares do livro.
Maya Banks é autora que entra no radar aqui da metade colorida mas mais pelas suas obras sobre Highlanders (trilogia dos irmãos McCabe) do pelas suas histórias mais actuais. O série Sem fôlego não me conquistou logo no primeiro livro e a trilogia Surrender ainda me é desconhecida.
Vamos lá ver se esta história contemporânea se encaixa melhor nas preferências.
Protege-me é o primeiro volume da nova série Slow Burn.
Ele fará tudo para tê-la sempre ao seu lado.
Quando a irmã mais noiva de Caleb Devereaux, herdeiro de uma família poderosa e abastada, é raptada, este recorre a Ramie St. Claire, uma mulher sensível e atraente que tem o poder de se ligar às vítimas e de as localizar, sentindo a sua dor.
Enquanto trabalham juntos, o desejo entre Caleb e Ramie torna-se evidente. E embora Ramie mal consiga resistir à tentação, tem de fugir para se proteger de uma perigosa ameaça do seu passado.
Depois de meses à sua procura, Caleb reencontra Ramie, e entregam-se a um romance arrebatador.
Acolhendo-a em sua casa e protegendo-a, Caleb descobre como fazê-la esquecer a sombra que a persegue, e arrisca tudo para mantê-la a salvo – incluindo o seu coração…