sábado, 14 de janeiro de 2017

«Hotel» de Paulo Varela Gomes :: Opinião

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Apetece-me começar logo por dizer que «Hotel» foi uma das grandes leituras de 2016 e que o recomendo pelo brilhantismo que encontramos na escrita de Paulo Varela Gomes, mas também pelo intrincado artístico que encontramos no dito hotel, que é muito mais que um antigo palacete acastelado e propriedade de Joaquim Heliodoro que, brotado milionário recentemente deseja que as obras sejam capazes de o transformar numa peça de arte para a qual o leitor se dispõem, com muito gosto e admiração, a olhar e a querer conhecer, durante todo o livro.

"Era dele, dele!, aquela enorme casa, um mundo de recantos e desníveis, de portas e postigos, de passagens e escadas, de corredores e impasses, por onde podia, se quisesse, andar livremente, cosido às paredes como um espião, ou todo-poderoso como um fantasma, onde podia abrir todas as portas, deitar-se em todas as camas, repousar em todos os sofás, refrescar-se em todas as casas de banho, olhar para o seu feio corpo em todos os espelhos."

Para além da arquitectura e de uma certa adoração aos ornamentos e ao detalhe, existe todo um lado carnal e de retoque erótico que vai alimentando uma curiosidade no leitor, especialmente pelas preferências escopofílicas de Heliodoro. Cedo ficamos a perceber o seu desejo incontrolável de observar. Percorremos corredores, subimos e descemos escadas juntamente com este personagem longilíneo e leptossómico, na ânsia de, entre coisas não ditas e lições de arquitectura, possamos compreender o jogo erótico que se poderá esconder por detrás de tão misterioso espelho.

"(...) e tudo se decidiu num intervalo de tempo, mas também num lugar preciso, uma casa, porque a escopofilia, diferentemente de outras orientações sexuais, resulta directamente das características do espaço que separa o olhador do objecto olhado, do modo como a luz ilumina certos lugares e se afasta de outros (...), quer dizer, a escopofilia é uma pulsão arquitectónica e arquitectada, a ponto de o lugar (...) adquirir uma intensidade erótica que subsiste muito para além do olhar."

Paulo Varela Gomes escreve prodigiosamente, o impacto da linguagem e o poder de inúmeras descrições conferem à narrativa toda uma outra dimensão e profundidade, tal como a Joaquim Heliodoro. O enredo não avança durante inúmeros capítulos, mas no entanto toda a erudição alimenta o leitor com curiosidades e conhecimentos que se tornam suculentos e completam muito bem a acção.

"Disse ao casal, o seu fascínio quase hipnótico pelo exercício da erudição, uma espécie de arte de memória e da minúcia, nas suas palavras, uma arte ao mesmo tempo de arquivista e de presciente (...). O erudito é aquele que faz melhor uso do arquivo da memória. (...)
(...) a remissão para autores ou fontes não prova nada, só prolonga a espiral do conhecimento, vertiginosa e sem destino, sem fixação possível."

É com Heliodoro, Margaret, Laszló Batory e Manuela que andamos nesta espiral, que se prolonga num livro maravilhosamente hábil, inteligente, delirante, intrincado e divertido que ora esconde, quase que por pudor, ora desvenda e explica de forma enciclopédica e explícita e vai mimando o leitor, tornando-o ele mesmo num voyeurista dissimulado, mas viciado nos pequenos alarmes que se vão acendendo à medida que o mistério avança.

"O observador começa por ser confrontado com uma porta muito velha, perfurada por dois orifícios, através dos quais só uma pessoa de cada vez pode aceder à vista, uma função privada característica do voyeurismo. (...) os lábios do seu sexo estão mesmo em frente da abertura da parede. Todo o dispositivo está construído de modo rudimentar, mas a figura poderia ser interpretada como vítima de um crime..."

Se quisermos podemos ainda olhar a este hotel, com os seus quartos e corredores, dignos de desencontros e conjugações que entre si permitem diversas orientações ou atalhos para o enredo. O enredo é a vida. O hotel é a vida de Joaquim Heliodoro, a obra que um homem pensa, desenvolve e na qual toma parte, um legado, um feito para observação e contemplação póstuma. Em paralelo com estas conclusões, mais para o final do livro, existe um capítulo fabuloso que encerra em si, exactamente, esta noção de que a vida é uma combinação de desencontros e conjugações.



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Novidade ASA :: "4,3,2,1" de Paul Auster

O que nos motiva verdadeiramente? O que nos leva a optar por um caminho em detrimento de outro? De que futuros abdicamos pelo simples facto de termos apenas uma vida para viver?


No dia 3 de março de 1947, na maternidade do hospital Beth Israel em Newark, New Jersey, nasce Archibald Isaac Ferguson, filho único de Rose e Stanley Ferguson. Uma só criança a quem são dados quatro caminhos ficcionais diferentes, quatro direções possíveis. Uma pessoa que se desdobra em quatro, para assim viver quatro vidas paralelas e absolutamente diferentes, mercê das circunstâncias, do acaso, e das escolhas.
Os contrastes entre os quatro Fergusons são evidentes. As distintas relações com a família e as amizades, o amor romântico e as paixões intelectuais percorrem a tumultuosa paisagem da América, entretecendo-se com momentos cruciais da História do século xx. Em comum, o fascínio por uma mulher: a magnífica Amy Schneiderman. Todavia, cada uma das relações entre os quatro Fergusons e Amy é única. E nós, leitores, somos as testemunhas de cada momento de prazer, cada momento de dor, cada lento avançar rumo ao inevitável culminar das suas - de todas - as vidas.

4,3,2,1 é o primeiro romance que Paul Auster escreve em sete anos, e sem dúvida uma das suas obras mais complexas. Uma criação de um autor no auge do seu talento, um testemunho de paixão pelo realismo, pela História e a própria vida. Um tour de force absolutamente inesquecível.

Uma novidade

Novidade Alfaguara :: "A Forma das Ruínas"


Bogotá, Colômbia, 2014: Carlos Caballo é detido por tentar roubar de um museu o traje de Jorge Eleiécer Gaitán, líder político assassinado em Bogotá em 1948, em plena guerra do Estado colombiano com os narcotraficantes. Carballo é um homem atormentado em busca de sinais que lhe permitam destrinçar os mistérios de um passado pelo qual está obcecado. No entanto, ninguém, nem as pessoas que lhe são mais próximas, suspeita das verdadeiras razões da sua obsessão. O que liga o assassinato de Gaitán, cuja morte partiu em dois a história da Colômbia, e o homicídio do presidente americano John F. Kennedy? Como pode um crime ocorrido em 1914 marcar a vida de um homem no século XXI? Para Carballho, não existem coincidências e todos estes eventos estão intimamente relacionados. Depois de um encontro fortuito com este misterioso Vásquez (sim, o próprio Juan Gabriel Vásquez, que aqui deixa cair a máscara) sente-se compelido a esmiuçar os segredos de uma vida alheia, ao mesmo tempo que se debate com os momentos mais obscuros do passado colombiano. Uma leitura compulsiva e uma indagação magistral às verdades incertas de um país que ainda mal se conhece a si mesmo.

Uma novidade


Leiam a opinião ao livro do autor "As Reputações"

Novidade Guerra & Paz :: "A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa"

Intriga, amor, violência, ciúme, paixão, tragédia...


Tudo isto fez parte da vida de quem falou português ao longo dos séculos, uma língua que come­çou a ser germinada na voz daqueles que, há quase 2000 anos, na Galécia, falavam um latim popular com sotaque celta. A história surpreendente da nossa língua, contada como um romance.

Embarque na aventura da descoberta das raí­zes da língua portuguesa na companhia da família Contreiras e, entre factos reais e muita imagina­ção, conheça a nossa língua pela perspectiva de gente comum e de grandes escritores.

Acompanhe uma celta e um romano aos beijos, um amigo de Afonso Henriques à procura de mou­ras encantadas, Gil Vicente a perseguir um homem perigoso pelas ruas de Lisboa, uma coleccionadora de livros a fugir numa carroça para Amesterdão, Camões ao murro por causa duma dama da corte e muitas outras aventuras de que é feita esta história da língua portuguesa, recheada de deliciosas sur­presas e um toque de humor.

Uma novidade
Para mais informações, visitem o site Guerra & Paz

Ah e marquem na agenda o lançamento do livro.
Dia 18 de Janeiro, às 18h30, na Bertrand no C. C. Picoas Plaza.

Novidade Nascente "Quem Me Roubou de Mim?"

O sequestro da subjetividade e o desafio de ser Pessoa


Neste precioso livro, o Padre Fábio de Melo fala-nos de uma violência subtil, mas devastadora. A das pessoas que foram roubadas de si próprias.

Chama-lhe sequestro da subjetividade, um conceito pouco habitual, que se refere à privação que sofremos quando estabelecemos com alguém um vínculo que mina a nossa capacidade de sermos quem somos, de pensarmos por nós mesmos, de usufruirmos da nossa autonomia, de tomarmos decisões e de exercermos a nossa liberdade de escolha.

Precisamos de estar atentos, para que esse roubo não nos aconteça. O Padre Fábio, neste livro indispensável, ensina como consegui-lo.

Uma novidade

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Novidade Editorial Presença :: "Nem tudo será esquecido"


Na pacata cidade de Fairview, no Conneticut, a vida parecia perfeita até à noite em que um acontecimento trágico chocou a comunidade. Jenny Kramer, uma adolescente com quinze anos, é brutalmente violada depois de sair de uma festa. Os médicos decidem administrar-lhe um fármaco usado nos casos de patologias de stress pós-traumático, eliminando as memórias do incidente. Contudo, nos meses seguintes, Jenny é surpreendida com sensações que a fragilizam psicologicamente, levando-a a tentar o suicídio.
O pai, Tom, está determinado a descobrir o culpado e fazer justiça. A mãe, Charlotte, age como se nada tivesse acontecido. Os pais de Jenny procuram a ajuda do psiquiatra, Alan Forrester. Nisto, o seu casamento é posto à prova, revelando segredos e fragilidades, bem como a teia que une toda a comunidade.
Afinal, todos têm algo que não desejam revelar e a busca pelo violador conduz a um thriller psicológico com um desfecho inesperado e perturbante.

CRÍTICAS
«Um thriller psicológico tão surpreendente que me manteve expectante até ao fim...»
Reese Witherspoon

Uma novidade

Para mais informações visitem o site Editorial Presença

domingo, 8 de janeiro de 2017

Novidade 20|20 Editora 2017


ELSINORE (Ficção Literária)

Depois de ano e meio de atividade, com 22 títulos publicados, grandes êxitos e obras marcantes, como Vozes de Chernobyl, de Svetlana Alexievich, Born to Run, de Bruce Springsteen, Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada, de Eimear McBride, O Luto É a Coisa com Penas, de Max Porter, ou Depois do Fim, de Paulo Moura, 2017 será um ano muito importante para a ELSINORE.

O aumento significativo de lançamentos consolidará o projeto editorial, permitindo, ainda, a abertura de novas linhas de publicação. O enfoque continuará em escritores consagrados e em novos autores (em primeiro livro ou romance), com uma atenção renovada ao ensaio e a entrada no campo da literatura portuguesa.

Grandes livros, muitos deles premiados (com o Pulitzer e o Man Booker, por exemplo). Todos aguardadíssimos.

O ano começa, em janeiro, com Naquela Língua - Cem Poemas e Alguns Mais, com seleção e organização de Francisco José Viegas. É a primeira antologia da novíssima poesia brasileira lançada em Portugal, um desafio a que o leitor atravesse o Atlântico em busca de outros versos escritos em português. Dezoito poetas com obra publicada exclusivamente no século XXI: Alice Sant'Anna, Ana Guadalupe, Annita Costa Malufe, Caco Ishak, Diego Callazans, Laura Assis, Laura Liuzzi, Leonardo Marona, Luca Argel, Luis Maffei, Maíra Ferreira, Maria Rezende, Mariano Marovatto, Marília Garcia, Naiana Amorim, Nina Rizzi, Roberta Ferraz e Tatiana Pequeno. 

Em fevereiro, A Avó e a Neve Russa, de João Reis, assinala a estreia da Elsinore na ficção portuguesa, uma linha a desenvolver ao longo do ano. Narrado na primeira pessoa (com a perspetiva de uma criança de 11 anos), é um romance feito de inocências aparentes e da coragem com que se veste o deslumbramento das infâncias, sobre a peregrinação de um neto através do Canadá e dos Estados Unidos para encontrar uma cura para os «pulmões destruídos» da sua avó bielorrussa, sobrevivente do acidente nuclear de Chernobyl e emigrante no Canadá. O livro, resultado de uma residência literária em Montreal, é o segundo romance de João Reis, conhecido tradutor de línguas nórdicas. 

Em março, dois autores de referência da Elsinore. Svetlana Alexievich, com Rapazes de Zinco, relato polifónico da Guerra do Afeganistão e do papel que a União Soviética teve nesse conflito. Foi o segundo livro publicado pela Prémio Nobel de Literatura de 2015, obra que consolidou o seu estilo expressivo e original. À semelhança do que fez em A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, já publicado pela Elsinore, Svetlana dá-nos o retrato de uma guerra que mutila e desfaz - pessoas, famílias, países e futuros. O livro, construído a partir de dezenas de entrevistas a envolvidos na guerra, foi mal recebido pelo poder político aquando da sua publicação, em 1989. Era o contraditório da propaganda. Ainda de Svetlana Alexievich, As Últimas Testemunhas, no final do ano, com cem histórias nada infantis de crianças na II Guerra Mundial.

De J. G. Ballard, a Elsinore publicará O Reino do Amanhã, o derradeiro romance do escritor inglês, publicado três anos (2006) antes da sua morte (2009) e ainda inédito em Portugal. Como é habitual em J. G. Ballard, trata-se de uma distopia que apresenta uma sociedade num presente alternativo, muito parecido ao nosso mas com diferenças subtis que se revelam fundamentais para o desenlace do livro. Neste caso, um mundo no qual o consumismo e a dependência do desporto como entretenimento se assumem como uma nova forma de fascismo, levando a ações xenófobas e a um nacionalismo desmedido por parte das pessoas. Centra-se num personagem que procura descobrir quem matou o seu pai e porquê.

O ritmo de publicação da Elsinore aumentará a partir de março / abril, desde logo com uma obra sonante: As Guerras de Fátima, de Paulo Moura, a propósito do centenário das aparições de Fátima. Novidades em breve.

Em jeito de síntese, eis mais destaques de 2017, sobretudo do primeiro semestre.

Na área do romance, Ali Smith, com duas obras, o recente Autumn e o How To Be Both, que foi finalista do Man Booker e distinguido com o Baileys Women's Prize for Fiction, o Goldsmiths Prize e o Costa Book Awards.




E duas obras premiadíssimas em 2016. O vencedor do Man Booker Prize e do National Book Critics Circle Award: The Sellout, de Paul Beatty, de quem a Elsinore publicará ainda The White Boy Shuffle. E a fulgurante estreia no romance de Viet Thanh Nguyen, The Sympathizer, que recebeu seis prémios, incluindo o Pulitzer.

Sublinhado ainda para La hora de despertarnos juntos, de Kirmen Uribe, a saga de uma família basca (e da própria região espanhola) da Guerra Civil à atualidade. Um romance muito bem recebido em Espanha, já publicado em diversos países da América do Sul e com traduções em curso em vários idiomas.
Em 2017, também haverá novos livros de autores que já integram o catálogo da Elsinore. Em Junho saem The Lesser Bohemians, de Eimear McBride, autora do romance sensação Uma Rapariga É Uma Coisa Inacabada, e Boy, Snow, Girl, de Helen Oyeyemi, autora dos contos reunidos em O Que não É Teu não É Teu.

A atenção crescente ao ensaio traduz-se em vários títulos, em particular Homo Deus: Breve História do Amanhã, de Yuval Noah Harari, a continuação do aclamado, tantas vezes citado, lido e aconselhado (incluindo por Barack Obama, Bill Gates ou Mark Zuckerberg) Sapiens: História Breve da Humanidade. Para pensar a atualidade e o futuro com um outro olhar.

Ao longo do ano, mais ensaio com The Telomere Effect, de Elizabeth Blackburn e Elissa Epel, duas investigadoras premiadas na área da saúde que revelam alguns dos segredos do envelhecimento dos cromossomas. E também com The Stranger in the Woodsde Michael Finkel, uma história de sobrevivência no Maine, Ódio à Poesia, de Ben Lerner, reflexão sobre a criação poética, Can Non-Europeans Think?, de Hamid Dabashi, resposta não europeia e ocidental ao europeu e ocidental Slavoj Zizek, e The View From the Cheaps Seats, uma coletânea de paixões culturais e de experiências de vida do autor de culto Neil Gaiman.  

TOPSELLER (Ficção)

É em maio que chega um dos livros mais aguardados do ano. Into The Water é o segundo título da britânica Paula Hawkins, autora do surpreendente A Rapariga no Comboio, livro que tem permanecido nos tops de vendas em todo o mundo desde 2015. Envolto em secretismo, apenas podemos adiantar que os leitores podem esperar por um thriller psicológico que manterá o suspense em alta até ao virar da última página.

Mas antes, em janeiro, a Topseller publica Lucrécia Bórgia: A Princesa do Vaticano, figura ilustre e filha do Papa Alexandre VI. C. W. Gortner revela-nos a história fascinante de uma das mais poderosas famílias do Renascimento que dominou a política e a sociedade da época.

Em fevereiro, M. J. Arlidge regressa com O Anjo da Morte, a sexta aventura da detetive Helen Grace. O escritor britânico é já um dos preferidos dos leitores portugueses, sucesso comprovado pela sua passagem pela Feira do Livro de Lisboa de 2016.

Mas o início do ano é também ideal para concluir a publicação de algumas séries. O Fugitivo, de Mason Cross conclui a trilogia Carter Blake; Mark Lawrence conduz a Trilogia dos Espinhos à sua derradeira conclusão, com Imperador dos EspinhosEnvolve-me, de J. Kenner, completa a série Stark International; A Submissão de Lily, de Monica Murphy, encerra a série As Irmãs Fowler; Nobody But You, de Jill Shalvis, é o último livro da série Cedar Ridge e Os 100: Rebellion conclui a tetralogia de ficção científica da autora Kass Morgan. 

Em abril, Maria João Fialho Gouveia que já nos habituou a histórias contadas numa narrativa brilhante, dá-nos a conhecer, desta vez, o rasto da espionagem dos anos 20 no Estoril.

Ainda em maio, a Topseller publicará o mais esperado e aclamado livro da escritora norte-americana Colleen Hoover: It Ends With Us. Autora bestseller e com obra traduzida em mais de 30 línguas, foi em 2016, e pelo segundo ano consecutivo, a vencedora dos Goodreads Choice Awards na categoria Romance. Este It Ends With Us é um romance corajoso e profundamente pessoal, que confirma Colleen Hoover como uma das grandes escritoras da atualidade.

Ainda a tempo das férias de verão, ótimas para pôr a leitura em dia, chega o último livro da trilogia Pessoas Desaparecidas, de Sara Blaedel. Depois de As Raparigas Esquecidas e O Trilho da Morte, a Rainha Dinamarquesa do Thriller brinda-nos com The Lost Woman, uma história em que uma morte com contornos misteriosos revelar-se-á um caso bem difícil de desvendar para a agente da polícia Louise Rick. 
 
VOGAIS (Não-ficção)

Na Toca do Lobo: A História Verdadeira de Dusko Popov. Aqui está um livro que vai dar que falar. O autor americano Larry Loftis vem a Lisboa, em fevereiro, apresentar a história daquele que foi considerado o maior espião da Segunda Guerra Mundial e em quem Ian Fleming se inspirou para criar a personagem James Bond. Popov levava um estilo de vida boémio, sendo frequentemente visto em lugares badalados e acompanhado de belas mulheres. Presença assídua no Casino Estoril, local de eleição para a troca de informações entre espiões, Ian Fleming terá presenciado uma elevada aposta nas mesas de jogo entre Popov e um agente alemão, cena que serviria de inspiração para uma das cenas do filme Casino Royale. Entre o Hotel Palácio e o Casino Estoril, vai viver-se a História ao ritmo de Larry Loftis. 

NASCENTE

Nota para um importante título que será editado sob a chancela da Nascente: The Book of Joy, um bestseller do New York Times que coloca frente a frente, em diálogos deliciosos e inteligentes, Dalai Lama e Desmond Tutu, ambos prémio Nobel da Paz e duas das pessoas espiritualmente mais influentes em todo o mundo. Um livro transversal a gostos literários. A publicar em fevereiro.

BOOKSMILE (Infantojuvenil)

Líder no segmento infantojuvenil, a Booksmile terá em 2017 um catálogo rico em livros de qualidade a pensar no desenvolvimento dos mais pequeninos e no incentivo à leitura desde o pré-escolar. Clássicos da literatura infantojuvenil, contos de fadas que atravessam gerações, histórias tradicionais recontadas de pernas para o ar e narrativas aparentemente simples para temas complexos.

Depois de A Teia de Carlota, ao longo do ano publicaremos mais dois clássicos de E. B. White, autor célebre em todo o mundo pelas suas histórias cheias de peripécias e personagens inesquecíveis. O Pequeno Stuart Little, já em janeiro, e O Cisne e o Seu Trompete, no segundo semestre.

Nos primeiros meses, novo volume, o terceiro, da coleção «A Escolha é Minha», de Margarida Fonseca Santos. Tem como título Está nas Tuas Mãos e trata da doença Artrite Idiopática Juvenil. Os direitos de autor revertem na íntegra para a Associação Nacional de Doentes com Artrites e Reumatismos da Infância. O segundo semestre terá outro volume desta coleção que aborda os grandes desafios da juventude e adolescência.

Em 2017, reedições de grandes êxitos, como O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. E, antes de um novo conto de fadas virado do avesso (agora João Pé de Feijão e Milady do seu Coração), José Fanha verá o seu recente livro Memórias de um Lobo Mau em segunda edição. Nos dois casos, as ilustrações são de Mafalda Milhões.

Refira-se ainda, entre muitos outros lançamentos, uma nova coleção sobre o admirável mundo da ciência, Clube dos Cientistas, com textos de Maria Francisca Macedo e ilustrações de Sara Paz.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Novidades Marcador para 2017


Para começar o ano, a Marcador vai publicar já a 18 de Janeiro o novo livro do autor campeão de vendas em Portugal, em Itália e no Brasil: Pedro Chagas Freitas, intitulado Envelhenescer, que pretende ser um romance onde o mundo como o conhecemos não existe e as pessoas enfrentam uma realidade em que ao invés de envelhecerem ficam mais jovens.Também em Janeiro foi publicado o livro do grande contador de histórias, aclamado a nível internacional Rubem AlvesOstra Feliz Não Faz Pérolas, um livro de reflexão sobre a vida, a dor a morte e tudo em volta. Sempre com o tom poético que o caracteriza.
Ainda no início deste ano, será publicado mais um romance do jovem autor Samuel Pimenta, que se aventura mais uma vez na prosa, com um livro sobre a força do feminino e as suas conquistas, com o título Iluminações de uma Mulher Livre. Este livro foi escrito no âmbito da bolsa que venceu o ano passado dos Jovens Criadores do Centro Nacional de Cultura.
A autora de romances históricos Carla M. Soares, consolida este ano a sua carreira neste segmento com O Ano da Dançarina, um livro narrado num início de um século XX, ainda a fortalecer ideais políticos e a combater epidemias físicas e ideológicas, passado entre o Brasil, França, Inglaterra e Portugal.
No seguimento da publicação de grandes clássicos internacionais (com a publicação de autores como Amin Malouff ou Lars Gustafsson), a Marcador publica este ano A Revolta do Atlas de Ayn Rand, considerado por muitos, um dos livros mais influentes da história.
Com uma clara aposta em autobiografias de grandes vultos do panorama internacional, será publicada a segunda parte da autobiografia de Nelson Mandela, com textos inéditos e reflexões do activista e presidente sul-africano. A autobiografia (Hound Dog of The Sea) também do surfista estrangeiro que mais acarinha Portugal, Garrett McNamara, o relato autobiográfico de uma das fotojornalistas mais aclamadas no mundo, Lynsey Addario (It's What I Do: A Photographer's Life of Love and War), que vai dar origem a um filme já com o realizador Steven Spielberg e com actriz principal Jennifer Lawrence a desempenhar o papel da fotógrafa, já confirmados.
Também nas autobiografias, o destaque será para as memórias do mais conhecido nome da indústria automóvel Enzo Ferrari (Le mie gioie terribili. Storia della mia vita), onde pela primeira vez e pela sua própria voz o patrão e criador da Ferrari expõe a sua vida profissional e intima. Enriquecida pela história muito pessoal de seu filho Piero, mais uma vez a «confissão imprudente» do homem que se tornou o símbolo do génio italiano no mundo. O livro irá dar também origem a um filme realizado por Michael Mann.
Finalmente na literatura infanto-juvenil o destaque vai para Dog Man, um spin of do famoso Capitão Cuecas. Sendo este livro protagonizado pelo seu fiel amigo Dog Man, um Cão que pretende ser ele próprio um super herói carregado de humor.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Opinião "No teu olhar"

Oh tio Nick, tenho reservado a primeira leitura do ano para um dos teus livros e não é que tenho acertado?!
Este "No teu olhar" foi uma óptima surpresa e começo a achar preocupante eu querer roubar livros à minha mãe, especialmente de Nicholas Sparks.


Comecei a ler este livro no momento seguinte a ter lido a sinopse pela primeira vez. Pensei "ahhh miúda betinha conhece rufião e depois de muito lutarem contra tudo e todos, essencialmente a família Betinha, vão conseguir vencer todas as adversidades e serem felizes para sempre....ou ele morre por causa de uma parvoíce qualquer"
Gostaram do resumo céptico?
Pois, engana-se quem pensou o mesmo que eu, pelo menos em certa parte.

Maria realmente podia ser a Betinha. Advogada que se esfalfa como assistente numa sociedade de renome, vive para o trabalho, a família e o seu passatempo preferido, o paddleboard (confesso que fiquei curiosa de experimentar).
Com alguns episódios menos bons no departamento amoroso e outros complicados no campo profissional, Maria mantém-se segura na rotina casa-trabalho-casa da família super protectora.

Já Colin é um lobo solitário. Com um passado conturbado e que lhe garante uma estadia de longo prazo na prisão caso meta a pata na poça, Colin tenta viver uma vida calma entre o trabalho, as aulas na faculdade e os treinos intensivos diários. A única coisa que foge à sua rotina maníaca de controlo é a presença efusiva dos únicos amigos, Evan e Lily.

Agora...
O primeiro encontro entre a "Betinha" e o "Rufião" não podia lançar de melhor maneira o mote surpresa do livro. 
Mais que um romance e uma história de redenção, "No teu olhar" tem crime, pânico, perseguição e todas aquelas situações que fazem arrepiar os pelinhos do corpo se estivessem a acontecer connosco. Não, o tio Nicholas não escreveu um thriller mas à medida que Colin e Maria ganham substância, o que é uma coisa bonita de se ver, há partes das suas vidas que vão ganhando contornos bem negros e são esses detalhes que me agarraram ao livro para que eu o consumisse em três dias.

Ando aqui a pensar que este livro um dia destes chega a filme mas não consigo pensar quem seria o actor ideal para ser o Colin. Quando comecei a ler, lembrei-me do Travis Maddox e o meu cérebro já só consegui ver o Colton Haynes (sim, algures pela mesma altura da minha primeira leitura do livro da Jamie Mcguire eu andava a ver o Teen Wolf!)

Tio Nicholas, talvez durante o ano leia outro. Estive a olhar para a estante e tenho 10 livros teus por ler. Vou pensar nisso!

Boas leituras!
Uma edição

Novidade Chiado Editora "Loucura de Instantes"


Este romance retrata dois olhares que se cruzaram numa esplanada de um bar, cada um em mesas separadas acompanhados de seus respectivos amigos.

Bárbara Marie, uma mulher romântica, descontraída, simples, portadora de um sorriso iluminado, divorciada, encantou-se por Thomas Warrior, um homem atraente de olhar intenso, misterioso, um desportista profissional casado. A evidente atracção que Bárbara sentiu por Thomas levo-a a procurar saber mais sobre ele…

Não sabendo ela, que uma simples mensagem mudaria a sua vida. Uma serie de encontros intensos, levaram Bárbara a envolver-se demasiado, dando tudo de si mesma a um perfeito, encantador desconhecido…

Uma novidade

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Opinião "Maldito Karma"


Na altura do seu lançamento ouvi um susururu sobre este livro. "hilariante", etc e tal.
A capa não me seduziu, haviam coisas mais interessantes a serem lançadas naquela altura e depois escapou-me.
Outro dia tropecei nele, li as primeiras páginas e pensei "vais comigo para casa".

Quem ainda não teve oportunidade de ler a sinopse, faça-o aqui. Também podem ser um excerto aqui para ficarem com ideia do que falo.

Divertido e introspectivo, este "Maldito Karma" é uma dose de gargalhadas, situações caricatas e um manual que apregoa a solução para um dos maiores flagelos da vida humana, a incapacidade de aproveitarmos a única vida que temos, mesmo que para isso tenhamos de conhecer de perto a jornada de Kim, que mais parece um programa de 12 Passos para a salvação sem ficar maluquinha da cabeça.

Conhecemos Kim num dia muito importante para a sua vida. Finalmente tem a oportunidade de ganhar um prémio que será o ponto alto da sua carreira mas o dia de hoje devia ser para celebrar o aniversário da filha na companhia do marido que na sua ausência profissional constante tem sido o 2 em 1 da casa. Uma vez mais Kim coloca à frente da família o seu trabalho, realização pessoal e até mais qualquer coisa menos "acumuladora de karma"
Mas este fatídico dia é só o começo de uma grande "aventura" da vida Depois da morte.
Vá não é spoiler...aqui podemos dizer. Ela morre!! E não é no fim! !
Numa jornada à montanha russa, com uma companhia peculiar mas compreensível nessas andanças da compensação Karmica, Kim leva o seu tempo a perceber que a conduta que acha normal na sua vida, só a beneficiava a ela. Perceber o impacto que as nossas acções têm na vida dos outros é uma das nossas maiores iluminações. Ou será que só compreendemos isso quando estamos quase a ver a luz?

Fica a música que melhor combina com o livro lido numa assentada mesmo no penúltimo dia do ano.

Uma livro de David Safier editado pela

Novidade Harper Collins :: "Elementos secretos"

Esta é a história incrível de um grupo de matemáticas afro-americanas que, com os seus cálculos, ajudaram a NASA e os EUA em alguns dos acontecimentos mais importantes da corrida espacial.

Este livro começa na Segunda Guerra Mundial e desenvolve-se durante a Guerra Fria, o movimento dos direitos civis e da corrida espacial. Elementos Secretos segue a vida de Dorothy Vaughan, Mary Jackson, Katherine Johnson e Christine Darden, quatro mulheres afro-americanas que participaram em vários dos maiores sucessos da NASA. É uma crónica de quase três décadas durante as quais essas mulheres enfrentaram desafios, forjaram alianças e usaram o seu intelecto para mudar as suas próprias vidas e o futuro do seu país.

Antes que John Glenn descrevesse uma órbita à volta da terra ou Neil Armstrong caminhasse na lua, um grupo de matemáticas conhecido como os «computadores humanos» calculava, com lápis, réguas e calculadoras simples, equações complicadas que permitiriam lançar os foguetões e os astronautas para o espaço.

Entre estas “calculadoras” havia um pequeno grupo excecional de mulheres afro-americanas, especialmente talentosas. Faziam parte das mentes mais brilhantes da sua geração. Mulheres que tinham sido relegadas para ensinar matemática em escolas públicas só para negros do Sul, mas que foram chamadas para servir durante a Segunda Guerra Mundial, devido à escassez de mão de obra, quando a indústria da aviação necessitava de qualquer pessoa que pudesse ajudar. De repente, essas mulheres desvalorizadas até então, encontraram empregos adequados à sua genialidade, e responderam afirmativamente à chamada do Tio Sam e foram para Hampton, na Virgínia, para o fascinante laboratório aeronáutico de Langley.

Mesmo ali, foram segregadas do resto das mulheres porque a Lei na Virgínia assim o estabelecia. Deste modo, esta equipa ajudou de forma excelente a que os Estados Unidos ganhassem a corrida espacial à URSS durante a Guerra Fria.

Esta é a história verdadeira das mulheres matemáticas afro-americanas da NASA, cujos cálculos ajudaram a concretizar alguns dos maiores feitos americanos no espaço, na qual se baseia a próxima grande estreia de Hollywood.
Um livro que se torna filme e com um elenco magnífico.
Vejam o trailer.

Uma novidade

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Novidade Chiado Editora : "Efeito Secundário"


A carreira de Luís não poderia estar a correr melhor, sendo um escritor mundialmente reconhecido e apreciado, aproveitava cada momento das suas fantásticas viagens a trabalho para conhecer diferentes histórias de vida e diferentes culturas para poder incorporar esses elementos na sua escrita. Num dia, que parecia igual a todos os outros, percebeu o poder que a insegurança e o medo podem trazer, quando de repente se vê infetado por uma substância desconhecida, com a capacidade de o fazer perder até as suas impressões digitais e com elas parte da sua identidade. A sucessão vertiginosa de acontecimentos, provocados pelo mistério e a sedução de uma jovem médica que aparece na sua vida e que o ajuda a lidar com toda esta situação, vão transformar a sua vida para sempre.

Uma novidade

Novidade Bertrand :: "Confissões de Inverno"

Uma história comovente sobre os desafios de crescer e amar



Um romance que aborda um tema difícil com muita sensibilidade. Quando a vida de Aidan Donovan, de 16 anos, se começa a desmoronar à sua volta, ele procura refúgio no bar do pai e nas atenções do padre Greg, o único adulto que o escuta. Chegado ao Natal, Aidan entra numa crise profunda ao compreender a natureza obscura do afeto do padre. Vira-se então para um novo grupo de amigos: Josie, a rapariga por quem talvez esteja apaixonado, Sophie, a amiga um pouco rebelde, e Mark, o carismático capitão da equipa de natação, cuja sensação de angústia rivaliza com a de Aidan. Um romance ousado e corajoso que olha de forma intensa e sensível para os desafios do crescimento e do amor.

Uma novidade

Novidade Harper Collins :: "Gravar as Marcas" de Veronica Roth

Boas notícias para quem gosta da autora da série Divergente.


CYRA é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.

AKOS é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar. Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?

Da autoria de Veronica Roth, Gravar as Marcas é um retrato deslumbrante do poder da amizade e do amor, numa galáxia repleta de dons inusitados.

Uma novidade
Mais informações no site 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Novidade Edições Pim! : "Retratos de Jovens Senhoras, Cavalheiros e Casais"

Uma novidade que nos leva a conhecer uma nova editora.
Já conhecem a Edições Pim! ?
Visitem o Facebook e o site.


As românticas, as pragmáticas, os tímidos, os expansivos. Com um humor tão refinado como acutilante, os textos deste livro abordam o tema dileto da grande literatura e da melhor sátira. Nestes «retratos» reconhecerá a leitora ou leitor os diferentes tipos de homens e mulheres que, empenhando a juventude e a felicidade, se sujeitam a disputar, num campo de batalha chamado casamento, a eterna guerra dos sexos.

Uma novidade

Novidade Sextante Editora :: "Viver na Noite"

Um dos primeiros livros que se tornam filmes deste 2017.


Boston, 1926. A bebida abunda, em cada esquina há troca de tiros, e um homem decide deixar a sua marca no mundo. A Lei Seca levou à criação de uma complexa rede de destilarias e bares clandestinos, gangsters e polícias corruptos. Joe Coughlin, o filho mais novo de um respeitável capitão da Polícia de Boston, há muito que voltou costas à sua educação severa e se rendeu ao lucro, à adrenalina e à notoriedade de ser um fora da lei. Mas uma vida de crime cobra um alto preço. Numa época em que homens implacáveis e ambiciosos se digladiam pelo poder, dispondo de armas, bebidas ilegais e muito dinheiro, o mote é: nunca confiar em ninguém - nem na família nem nos amigos, nem nas amantes nem nos inimigos.
Uma história de amor arrebatadora e uma saga épica de vingança, Viver na noite cruza traição e redenção, música e morte, e traz de novo à vida uma era passada em que o pecado era motivo de celebração e o vício uma virtude nacional.

Lehane é brilhante quando escreve sobre laços familiares e sobre o bulício febril de uma cidade.
John O'Connell, The Guardian

Um prazer renovado frase após frase. Estamos nas mãos de um mestre. E sabemo-lo.
Janet Maslin, The New York Times

Com o seu estilo fresco e preciso e uma simpatia intensa pelas paixões que movem as personagens, Viver na noite atinge uma realidade intocável e única.
Bill Sheehan, The Washington Post

O estilo de Lehane combina descrições detalhadas, quase poéticas, ação vigorosa e diálogos matizados. E oferece todas as paixões, surpresas, violências, traições e peripécias que levam o leitor a virar as páginas sem parar.
Dick Lochte, Los Angeles Times

Viver na noite é uma história esplêndida, intensamente vivida e ambientada numa era que continua a fascinar.
Adam Woog, The Seattle Times

Relembramos o trailer

Uma novidade
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Novidade Bertrand "O Coração é o último a morrer"

Coisas fora do vulgar para começar o ano.
Este vai para a wishlist, só saí é lá para o dia 20 deste mês :D


Charmaine e Stan estão desesperados: sobrevivem de pequenos trabalhos menores e vivem no carro. Portanto, quando veem um anúncio a Consiliência, uma «experiência social» que oferece empregos estáveis e casa própria, inscrevem-se imediatamente. A única coisa que têm de fazer em troca é ceder a sua liberdade mês sim, mês não, trocando a sua casa por uma cela da prisão. Não tarda, porém, que Stan e Charmaine, sem o saberem um do outro, comecem a desenvolver obsessões apaixonadas pelos seus «Alternantes», o casal que ocupa a sua casa quando estão na prisão. E assim mergulham num pesadelo de desconfiança, culpa e desejo.

Uma novidade
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Leituras ElsaR/Metade Colorida 2016

E mais um ano que chega ao fim e com estes 12 meses de 2016 muitos foram os livros adquiridos e e lidos.
No ano passado tinha colocado uma meta meia louca e fiquei pelo caminho. Este ano pensei fazer a coisa pelos 100 livros mas fiquei nos 85. Sim...Hoje e amanhã não devo ler nada.
Já tenho planos para 2017. O desafio no goodreads vai ter apenas 80 livros, uma quantidade que tenho conseguido ler.
No entanto, o desafio vai ser outro....
Já viram no nosso facebook o desafio de leitura para 2017? São 24 dicas para nos ajudarem a escolher leituras diferentes neste novo ano que se avizinha.
Eu já tenho tenho alinhavadas as primeiras três leituras do ano....
que rapidamente vão ser atropeladas por outras....mas pronto! :) 
Sigam as actualizações ao desafio de leitura no nosso grupo no facebook (AQUI)

Até lá....vamos relembrar o que se leu por aqui neste 2016
































































E os últimos ainda não têm opinião :) 
E a vossa lista de leitura de 2016 foi menor, maior ou igual à minha?

Boas leituras
é o desejo do Efeito dos Livros para 2017 !