quinta-feira, 16 de novembro de 2017

«SÁBADO» de Ian McEwan :: Opinião



"Quem não dorme de madrugada faz um ninho com os seus próprios medos. Imaginar acontecimentos assustadores e esquemas para lhes escapar deve oferecer vantagens do ponto de vista da sobrevivência. Esse truque dos pensamentos negros é um legado da selecção natural num mundo perigoso. Na última hora esteve num estado de profunda insensatez (...) A incompreensão está generalizadas a todo o mundo. Como podemos confiar em nós próprios?"

Abrimos este «Sábado» às 03.40 com Henry Perowne, nu, contemplando o frio do quarto no corpo e apreciando essa sensação. Há também nele um certo despeito pelo que o rodeia, nada o incomoda para justificar aquela insónia; mas ainda assim teme estar a ver-se a ele mesmo num sonho, coisa que o desaponta, já que considera a realidade uma experiência muito mais rica. 

Analisa detalhadamente a Londres que consegue avistar da janela, pensa em Rosalind, a mulher com quem é casado e por quem continua a sentir um desejo sexual enorme e questiona casamentos falhados fruto de traições para as quais nunca se sentiu tentado; lembra-se da filha e das leituras que faz para se manter em contacto com ela; divaga por mudanças e exigências da sua profissão e das transformações dos últimos tempos no hospital, orgulhando-se da sua prestação. Continua a contemplar a cidade, avaliando-a à luz dos mais recentes eventos, como o atentado de 11 de Setembro. A mulher que se remexe ao de leve na cama, fá-lo parar por breves momentos as suas reflexões, mas volta rapidamente a um episódio que capta a sua atenção e o afasta de outros pensamentos como aqueles que tem sobre a criatividade do filho.

"A guitarra de Theo toca-o porque contém uma censura, um resquício da insatisfação mitigada da sua própria vida, do elemento que falta. Esse sentimento surge por vezes quando o concerto acaba, quando o neurocirurgião se despede afectuosamente de Theo e dos amigos e, ao chegar à rua, decide ir a pé e reflectir. Não há nada na sua vida que contenha aquela criatividade, aquela liberdade."

Talvez possamos ver neste longo primeiro capítulo, de um modo introdutório, um homem que se debate e procura conciliar o interno e o externo, exigindo da vida ou da idade, explicações e considerações que lhe mostrem a grandiosidade da vida. Uma grandiosidade em que ele tendia a acreditar e a querer ver, mas sem esquecer o peso de um outro lado da realidade, pejado de maus exemplos. A História estava viva e alimentava bem as memórias e o pessimismo actual. Ainda assim, seguimos neste «Sábado» com um dilema que se alimenta das divagações de Perowne, dissertando sobre a fragilidade da vida, o pessimismo, o terrorismo, mas também o valor das artes: a música, o romance ou a poesia e o seu papel na rotina do indivíduo.  

"(...) o sobrenatural era o recurso de quem tinha uma imaginação insuficiente, uma incúria, uma fuga infantil às dificuldades e às maravilhas do real, à exigente recriação do plausível”.

As maravilhas do real, dominadas por dois lados, aquele que é assustador e monstruoso, mas ainda assim cada vez mais especulado pelas notícias; e o lado do indivíduo, que fechado na sua individualidade cultivada e informada, julga ter algum papel activo na sociedade, esquecendo-se da sua pequenez. Desta forma questionamos qual é o papel de cada um de nós em questões importantes, mas que se passam do outro lado do mundo. E assim se assiste a uma clivagem entre pai e filha que discutem manifestações e motins pelo Não à guerra no Iraque. 

Ainda assim julgo que nada prepara o leitor para os episódios que o atingem e lhe abalam o fim do dia. O medo e o perdão, juntamente com a fragilidade da vida, que talvez pautem todas as considerações e decisões do personagem ao longo do livro,  não deixam adivinhar o desenlace final e as diferenças entre um Perowne confiante que madruga e se coloca à janela e um Perowne mais frágil que se aninha na mulher e aceita que o futuro nem sempre está nas nossas mãos.



Opinião "O Conde"

Oh pah, este Conde passa a perna a tantas histórias que tenho lido ultimamente. Que enredo maravilhoso, que espectacular escapadinha pela Escócia e que delirante história de amizade, confiança, amor e perseverança. "O Conde" e a Lady Justiça já me tinham deixado curiosa em "O Espadachim" mas aqui fizeram com que me rendesse por completo a este amor que tardava em se revelar. 


Colin Gray, Conde de Egreemor, tem sido desde alguns anos o orientador sereno e compenetrado das acções do Clube Falcão mas os recentes acontecimentos no grupo e na sua vida pessoal fizeram com que a sua atenção recai-se sobre as suas obrigações para com o seu título, sendo uma delas o cumprimento de uma promessa antiga, a de desposar a filha de um velho camarada de armas do falecido pai. 
 Longe de querer ser alvo de quaisquer propostas de casamento está Emily Vale, filha solteirona e reclusa amante de livros de um Lorde indulgente que sempre permitiu que a filha se tornasse um ser pensante numa época em que a mulher nenhum direito tinha, nem o de agir segundo os seus pensamentos e escolhas. Por isso quando o Colin, um velho amigo do passado, aparece na sua sala de estar com um pedido de casamento a sua resposta não poderia ser outra... NÃO! 
 Forte, independente e dona de uma opinião versada sobre o mundo que a rodeia, Emily não é so uma solteirona que afasta pretendentes mas a famosa planfletista Lady Justiça que escreve em nome dos que não têm voz, das mulheres ao mais masculino dos operários, do trabalhador do porto de pesca ao pastor das terras altas escocesas. 

 No entanto, este novo capítulo pela verdade na intriga que envolve o Duque do Diabo, junta Emily e Colin numa corrida pela sua própria vida. Por entre fugas a cavalo, noites sem dormir e serem confundidos com criminosos, estes dois vão perceber que os anos que passaram separados em nada diminuíram o que sempre sentiram um pelo outro, mesmo quando cada um acredita piamente que o outro o odeia. 

E a história de Colin....opah ☺ adorei que a história deles tivesse começado em tão tenra idade. 
 E a dinâmica entre eles...é simplesmente espectacular!! Já tinha gostado bastante desse detalhe no casal anterior. 
Agora, só falta descobrir o mistério do Duque do Diabo e eu tenho a minha teoria. Será que estou certa?? 
Vamos esperar para ver?

Nota: sinto que me faltam livros antes deste. Queria ter lido a história dos outros membros do Clube do Falcão para assim ter pequenos vislumbres destas magníficas personagens e assim ir aposentando os diversos membros até só restar o nosso Belo Conde, consorte masculina nesta dança de casmurros que conhecemos em O Conde

"O Conde" é o segundo livro da série O Duque do Diabo de Katharine Ashe.

Relembro a opinião ao livro "O Espadachim"

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Novidades Topseller Novembro Parte 1

Como andamos atrasadas nas novidades, desta vez vamos condensar as coisas boas todas num bolinho único.
Tipo bomba calórica literária :D


Duas mortes aparentemente desligadas entre si juntam novamente Olivia Rönning e Tom Stilton numa investigação de contornos surpreendentes.

Griffin York, o Duque de Halford, não tem qualquer intenção de se casar, mas a sua diabólica mãe obriga-o a escolher uma noiva entre as jovens de Spindle Cove.
Continuação da série Spindle Cove que já conta com três livros - Uma Noite para se Render, Sete Dias para Se Apaixonar e Romance ao Anoitecer

A Dark Net existe! Ninguém sabe o que realmente contém, mas estão prestes a descobrir que o Inferno na Terra está a apenas a um clique de distância.

Para a inspetora Helen Grace, este dia vai tornar-se uma corrida contra o tempo. Quem vive? Quem morre? Quem será o próximo? O relógio não para...
A série da detective Helen Grace já conta com 6 livros.

Um livro Topseller #Bliss
A Meg é a típica nerd de ciências que sonha mais com as estrelas lá em cima do que com o mundo cá em baixo. Mas está prestes a receber uma missão carregadinha de realidade!

Estes livros já se encontram disponíveis nas livrarias desde o início de Novembro.

Amigo Secreto Literário


Quem nos segue no Facebook sabe que iniciámos esta semana cheias de ideias e já com um cheirinho a Natal.
Depois da votação sobre o melhor método para realizar esta iniciativa, aqui fica o formulário e todas as informações necessárias para quem queira se inscrever no 1º Amigo Secreto Literário do Efeito dos Livros


Informações SUPER importantes:
- As inscrições são até dia 22 de Novembro. 
- Os amigos secretos vão ser emparelhados e as moradas enviadas até dia 30 de Novembro.
- O envio do livro para o amigo secreto literário deve ser feito até ao dia 15 de Dezembro.

Para mais informações, vejam as FAQ's que se encontram após o formulário. 



FAQ's
Perguntas que toda a gente tem, que toda a gente faz e que assim não precisamos responder mil vezes :) 


Em que consiste o Amigo Secreto Literário do Efeito dos Livros?
Quem é que nunca participou numa troca de prendas dos amigos secretos? Todos os jantares de natal deviam ter um!
Para quem não está bem a ver o que é, o Amigo Secreto é o jogo em que se sorteia aleatoriamente a quem se vai dar uma prenda e toda a gente recebe um miminho surpresa do seu amigo secreto. No nosso caso, o miminho será...um LIVRO!!
Cada participante recebe uma morada e tem que enviar um livro para o seu amigo secreto literário até dia 15 de Dezembro

Como vão ser sorteados os Amigos Secretos Literários?
Toda a gente interessada tem de preencher o formulário com o seu nome, email e morada e género de livros que ama/odeia até dia 22 de Novembro. Após a recolha dos dados de todos os participantes, aqui a idiota da metade colorida (que foi quem teve esta ideia!) vai ter o trabalhão de vos emparelhar com outro/a leitor/a do Efeito dos Livros.
Será um sorteio do género A envia ao B, B envia ao C e por aí fora até o último enviar ao A. 

Como posso participar?
Inscrevendo-se no formulário presente nesta página até dia 22 de Novembro. 
Depois dessa data bem que podem pedir com muito jeitinho mas não vai dar para vos incluir nos amigos secretos literários deste ano.

Quando vou saber o nome e a morada do meu amigo secreto literário?
Assim que tenha tempo irei arranjar uma maneira de vos juntar, baralhar e emparelhar com um amigo secreto e depois envio-vos um e-mail com a morada que vos calhou. A pessoa a quem vão enviar o livro não será a mesma que vos enviará a vocês. 
Os emails serão enviados do email amigosecretoefeitodoslivros@gmail.com até ao dia 30 de Novembro.

Como é que escolho um livro para uma pessoa que nunca vi??
Essa é a parte que fica entregue a cada um dos participantes do amigo secreto literário. Podem escolher um livro que toda a gente gosta, um livro que vocês gostaram muito, um livro que começaram mas perceberam que interessa a outros mas não a vocês, um clássico, um bestseller, um livro que vai virar filme….o que vocês acharem melhor.
O livro pode ser novo ou em segunda mão. PEÇO que sigam a máxima “não façam aos outros o que não querem que vos façam a vocês”, por isso, não enviem a ninguém um livro a cair de maduro (velho), um refugo esquecido nas páginas do tempo ou algo que não esteja em condições.
Querem sorrir quando a prenda do vosso amigo secreto literário chegar? QUEREM!? ÓPTIMO….é o que toda a gente quer, por isso, façam a vossa parte!
Para facilitar o processo de escolha, pedimos que toda a gente que preencha o formulário inclua um género que gosta e outro que detesta.
Exemplo "Gosto Romances históricos / Detesto Policias"
"Gosto de Terror / Detesto livros lamechas"

Eu gosto de tantos géneros que não sei o que colocar no formulário! Ajuda-me!!!
É simples, coloca qualquer coisa que possa ajudar o teu amigo secreto a encontrar o livro ideal para ti. Podem dizer que gostam de romances ao género do Nicholas Sparks, que adoram Young Adult, que gostam dos policiais com detectives femininas ou que tudo o que mais queriam era diversificar a vossa cozinha com novos livros de culinária.
O mesmo se passa com os livros que não se gosta. Seja géneros, títulos ou autores, ajudem o vosso amigo secreto a não comprar aquele livro que só usariam como base dos tachos.

Então mas além de comprar um livrinho ainda tenho de o enviar! E o envio ainda é muito caro?
FAÇAM OS ENVIOS EM CORREIO EDITORIAL (info valores) / O pessoal nos correios por vezes faz-se de desentendido mas peçam a taxa de livro. Tenham atenção que para efectuarem o envio com essa taxa apenas podem enviar o livrinho num envelope novo ou embrulho que possa ser aberto para verificação postal (habilmente atado com um laço e sem fita cola). Se quiserem ser mais fofinhos ou até criativos, podem fazer um envio normal e adicionar um postal, um marcador ou uma caixinhas de chocolates.
Cada um sabe de si e da sua carteira :) 

 Como é que sei que não vou gastar dinheiro com o meu amigo secreto literário mas no fim acabar por não receber um livrinho que alguém tem de me enviar?
NÃO SABES! Eu sei É UMA TRETA mas pode acontecer.
O amigo secreto literário é para ser levado a sério, por isso, peço que todos os envolvidos o façam com a maior seriedade possível. 
Espero que ninguém tenha esse problema e que toda a gente receba o livrinho que o amigo secreto lhe enviou.
Caso contrário, lembrem-se que eu sei quem é que ficou com quem E TENHO MORADAS e CALHAMAÇOS capazes de partirem joelhos, por isso, não me tentem!

Mas tenho de enviar livros para estrangeiro?
Não. Infelizmente não vamos conseguir levar isto além fronteiras. Amigos e seguidores que estão em outros locais desta maravilhosa terra, as minhas mais sinceras desculpas, mas enviar livros para fora de Portugal é o terror!
No entanto, se a vossa mãe, avó ou tia ainda tem morada em Portugal, façam favor de se inscreverem e participarem na mesma. Se vierem a casa no Natal vão ter mais um presente para abrir :)

Até quando é que tenho de enviar o meu presente para o amigo secreto literário?
Até dia 15 de Dezembro.
Depois de receberes a morada podes escolher o livrinho e enviar. Convém que toda a gente cumpra os prazos para que dia 15 de Dezembro toda a gente que participou já tenha recebido o seu presente.

Sou uma despassarada e esqueci-me de enviar o livro. O que faço? 
VAI A CORRER AOS CORREIOS E REZA PARA QUE O LIVRO CHEGUE AO DESTINO. Não queremos ver ninguém triste.

(Peço que após o dia 15 de dezembro, caso não tenho recepcionado o vosso miminho, entrem em contacto comigo para eu verificar quem ficou de vos enviar um miminho e ir buscar o calhamaço para o caso de ser necessário partir para a violência)

Ok já enviei o miminho. E agora, o que devo fazer?
Esperar :) Agora é mesmo esperar que o Sr. Carteiro chegue com o miminho que o teu amigo secreto literário te enviou.

Uhuhuh recebi o meu miminho. Afinal ninguém me passou a perna e recebi um livro. O que devo fazer?
Partilhar uma foto no nosso facebook!! De preferência num ambiente bem natalícioliterário :) 

Recebi o meu miminho mas o meu amigo secreto enviou-me um livro da treta. O que devo fazer?
“Dá ao próximo e não ao mesmo!” - Infelizmente as prendas têm esse lado menos positivo. Por vezes ninguém acerta no que gostamos e ficamos a braços com um monte de tretas. Um livro é um livro. Não fiques triste se recebeste um livro antigo, que já leste ou pouco interessante. Tenta encontrar algo de bom em todas as coisas da tua vida :) profundo neh!? :P especialmente se recebeste um livro de auto-ajuda.
E podes sempre oferecer o livrinho à tia que te oferece meias todos os anos (eu gosto de meias, para mim não é um problema!)

 O meu amigo secreto literário vive na mesma cidade que eu? Será que posso entregar-lhe o miminho em mãos? 
Oh meus amigos, força!! Troquem uns mails, bebam um café e falem de livros.
Se o teu amigo secreto afinal for um amante de policiais serial killer, não me culpes. Se por acaso encontrares o amor da tua vida literária, fica a saber que a tua primeira filha deverá ter o nome da Rainha do Gelo, Elsa :D

Quem tiver mais alguma pergunta que não se encontre aqui, se faz favor, fala connosco no Facebook. 

A todos os participantes do Amigo Secreto Literário, o Efeito dos Livros deseja-vos um feliz e santo Natal na companhia dos que mais amam, rodeados de livros e comida.

Boas leituras :)

“A Queda de um Homem” de Luís Osório :: Opinião



"Ela esforçou-se por executar o primeiro movimento. (...), sabia que precisava de se apressar porque o primo tentaria entrar no seu espaço e ela não lhe desejava fazer mal, só matá-lo o que pouca importância tinha, já o vira morrer antes. 
(...) Uma mão oferece-se à outra mão, intimidade que a levou a contorcer-se ligeiramente, um indecente formigueiro misturado com o medo de lhe tocar, de a porta de abrir e ele a possuir. (...) Quer e não a quer. Amar o que nunca será consumado é o seu campo de batalha, a sua especialidade e conforto, um amor não correspondido. (...) Há muitas maneiras de sobreviver quando a vida parece um poço. Sofrer é uma delas (...)"

Sofrer é uma das palavras de ordem neste «A Queda de um Homem». Um homem e uma mulher que em todas as suas potencialidades, mas também em todas as suas formas defeituosas de viver e sofrer, são palco e metáfora para todos nós. Um romance em que a sua estrutura desafia a resiliência do leitor em ser constantemente baralhado, chocalhado e posto novamente no caminho para tentar compreender quem busca compreensão e confundindo-se nas suas próprias preocupações. Este primeiro romance de Luís Osório é como uma descida aos confins dos pensamentos de cada um e um vir à tona com tantas ou mais dúvidas que pautam os dias de quem se questiona e busca um sentido para a vida. 

"(...) A marcha acelerada do comboio disfarçara o descabido ruído de que nunca mais se lembrara. A hipótese de existir uma outra carruagem, as feridas cicatrizadas, o vendedor de botões, a maneira como cortara um homem às postas, as pessoas lá fora, a visão do apocalipse, o anão que era gigante (...) A prima condenara-o a morrer dentro de um sonho. (...) Há força de tanto fantasiar talvez tenha criado uma maneira de penetrar nos sonhos dos outros."

Se pensarmos no comboio tantas vezes referido neste livro, como uma metáfora para o que se apanha
e o que se perde durante a vida, possamos perceber o jogo confuso com carruagens que o homem vê e deixa de ver e outras que não sabe se existem. Tal como tantos acontecimentos na vida. E o sonho, que impacto tem o sonho nos nossos dias? Se à força de sonharmos muitas vezes formas capazes de viver dentro do sonho ou transformá-lo em realidade? Será assim? Será essa parte da mensagem que acompanha a decadência destes dois personagens?

Por outro lado, esta prima, esta mulher meio enigmática e "aleijada", presa a uma cama, tem o dom de escrever, criando histórias, o que leve a leitor a pensar no papel do escritor e do quanto as histórias que os livros encerram podem contribuir para a reinterpretação da vida e dos dias, que atrás uns dos outros, se somam e seguem e por vezes nos comem os significados que buscamos. 

“Um escritor inventa histórias, especula com as palavras e faz nascer vidas que antes de as pensar não existiam. Um tempo difícil para os escritores, a maioria exige carne e o osso, coisas que a televisão torna reais, sangue a sério. Uma ironia. Porque é no tempo em que tudo parece virtual e volátil que se exige que tudo seja implacavelmente real. Ser escritor é não capitular a tal mentira, é recusar escrever a partir da realidade (o lugar em que a verdade melhor se esconde).”

Percebemos ao longo da leitura, que exige e espreme o leitor, a ironia latente em toda a narrativa, já que é difícil, se não impossível, descortinar quando é realidade ou sonho, quando a personagem vive ou habita o sonho, e se o seu ou o do outro. Este estranho real que se confunde e esconde as verdades dos personagens, terminando sem que o leitor compreenda ou possa afirmar, com certezas, tudo o que aconteceu naquilo que acabou de ler. 


Um livro TEOREMA.




Opinião "O Ódio que Semeias"

"Sejam rosas que crescem no cimento" 
 É com a última frase dos agradecimentos e referência a Tupac Shakur, que abro a minha opinião sobre o magnífico "O Ódio que Semeias".

Por vezes parece fácil ficar alheia a coisas que acontecem do outro lado do mundo mas acho que acima de tudo isso acontece porque nunca fomos confrontados com esses eventos ou as situações que os causaram mesmo debaixo do nosso nariz. O meu bairro é seguro, eu não fui criada ao som de tiros ou ensinada a temer a Polícia.
A Starr Carter não pode dizer o mesmo. Quando tinha 12 anos o pais tiveram duas conversas com ela, uma sobre "como nascem os bebés" e outra sobre como agir se a polícia alguma fala-se com ela.
Mantém as mãos à vista, nada de movimentos súbitos e fala só quando falarem para ti.
Pode parecer-nos exagerado mas Starr levou a sério os ensinamentos dos pais e embora nunca tenha necessitado de fazer uso dessa informação, teve-a sempre presente enquanto cresceu no bairro de Garden Heights, um local onde gangues rivais disputam território, a droga é moeda de troca e onde raramente os jovens chegam à maioridade sem se meterem em algum problema, acabarem na prisão ou mortos.
A família Carter tem feito os possíveis para dar aos filhos um futuro melhor e embora mantenham as suas raízes no bairro, Starr e os irmãos estudam numa escola fora do bairro, rodeados de brancos "de boas famílias". Mas se durante a semana fazem vida na Williamson, o resto do tempo é passado no bairro e é numa dessas noites que tudo muda e Starr se vê obrigada a repensar toda a sua vida, assim como modo como vê o mundo que rodeia,
Um amigo de infância jaz baleado no chão, o segundo em apenas 16 anos, um polícia branco aponta-lhe uma arma e Starr congela no tempo sem conseguir acreditar no que está a acontecer.
E nós também não! 

Nunca fomos confrontados com tal sentimento e na pele de Starr somos sugados para o momento, para a confusão e dor que se cria na sua cabeça, para a raiva que se acumula e se agita no seu peito e para a luta que se trava entre honrar a memória do amigo ou manter-se em segurança.

"Sempre que estou inteira e de volta ao normal, acontece algo que me desfaz, e sou obrigada a começar tudo de novo"

Starr, ao seu jeito cru, teen e sincero coloca a nú as dificuldades de viver no seu mundo, de tentar ser fiel à sua educação e sentido de comunidade, enquanto por outro lado mantém a fachada numa escola onde miúdos negros baleados pela polícia é algo que se vê na TV e se esquece assim que se muda de canal, até porque provavelmente "era traficante e estava a pedi-las"
Dos vários momentos que tive vontade de dobrar cantos neste livro, especialmente nas cenas que envolvem a família Carter, dei comigo a fixar o momento em que Starr refere que não acredita que seja possível alguém ser culpado do seu próprio assassinato.
E é esse o foco principal de "O Ódio que Semeias", uma história actual, não só sobre os que são injustamente perseguidos mas também sobre os que cá ficam a chorar uma vida perdida e a sua incapacidade de se fazer ouvir, de pedir justiça.

"O ódio que semeias" é uma chapada na cara que nos faz pensar no quanto somos privilegiados por termos tido a oportunidade de nascer onde e como nascemos.
É triste pensar que uma vida humana se perca assim porque continuamos a alimentar preconceitos e ideias feitas sobre as pessoas só pela sua cor da pele, o seu aspecto ou o sítio de onde vêm.
Aqui o amigo de Starr chama-se Khalil mas quantos Khalil não morrem todos os dias?
Quantos ombros se encolhem perante a notícia de mais uma morte de um miúdo num bairro problemático?
E agora pergunto eu...
quantas mentes se podem abrir com a leitura deste livro?
IMENSAS!
Se Angie Thomas se inspirou no Tupac, um activista que transmitia a sua mensagem através da música, então inspiremo-nos em Angie Thomas para contribuir para a educação de muito boa gente, especialmente de quem temos em casa e que olha para o mundo através de um filtro que ajudamos a criar.

"O ódio que semeias" nas crianças lixa toda a gente, dizia o Tupac, reforça a Angie e eu concordo.
Não é altura de mudar?

I come here today to talk about how I feel And I feel like that we are treated differently than other people And I don't like how we’re treated Just because of our color doesn't mean anything to me


E o Filme?
Já está a ser rodado e vejam algumas das fotos que têm sido partilhadas no Instagram aqui

Pronto, agora vou fechar a matraca e dizer "favor incluir O Ódio Que Semeias na lista de presentes para este natal".

Uma novidade


Para mais informações visitem o site Editorial Presença

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Vencedores Passatempo 10mil seguidores Facebook


Mea Culpa de Carla Pais
Graciosa Reis 

O regresso da Primaver​a de Sveva Casati Modignani​​
Magna Viegas

​As Duas Vidas de Sofia Stern ​de ​Ronaldo Wrobel  
​Joana Chaves

O Ódio que Semeias de Angie Thomas
Rui Miguel do Rosário Alves

​​O Fabricante de Bonecas de Cracóvia de R. M. Romero
Rita Gomes Costa

Comer, Mexer-se, Dormir de Tom Rath
Marcia Ferraz
​Pack Planeta - ​As Mulheres do Castelo, A mulher do meu marido, Foste sempre tu e Se conhecessem a minha irmã
Marisa Almeida

Dieta Sem Gluten
Sílvia Afonso
Ser Feliz no Alaska
Patrícia Vidal Pinto

3 Mosqueteiros (3 Livros)
Teresa Rómulo Ávila
Sara Santos
Fabi Valente

O Duque Mais Perigoso de Londres ​de​ Madeline Hunter
Ana Jorge

Livro das Mentiras ​de Teri Terry
Ana Marques

​​Mitomorphia do ​Kerby ​Rosannes
Manuela Santos

​​O assassino do Crucifixo ​de ​Chris Carter
Tânia Maia

Treina o teu cérebro Pack (3 Livros)
Daniela Fragoso 

​​As Memorias de uma cortesã​ de ​Wray Delaney
Joana Duarte
O anel dos Löwenskölds​ de Selma Lageröf
Cristina Serra

Corrupção de Don Winslow
S​andra Gomes


Todos os vencedores já foram contactados por email.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

«Os livros das nossas vidas» de Mendo Henriques e Nazaré Barros - Opinião


"Afinal, o modo correcto de ler é o que satisfaz a nossa necessidade. A leitura apressada, lenta ou cuidadosa, depende dos nossos objectivos. Escreveu Francis Bacon: «alguns livros são para ser degustados, outros engolidos e outros ainda mastigados»."

Pequeno, conciso e variado assim é este «Os livros das nossas vidas». Um compêndio generoso de diversas sugestões de leitura, espalhadas por várias áreas e para serem degustadas consoante a nossa vontade ou não fosse este livro ser apresentado como uma roda dos alimentos, sendo os livros, nas seus mais variados conteúdos, as diferentes fracções da roda dos alimentos. 

"Transportamos recordações e, através delas, construímos narrativas do que somos, do que vivemos e do que queremos vir a ser e a fazer. 
Bibliotecas e livrarias são os locais destas memórias. (...) Retiramos um livro da prateleira, consultamos, lemos, anotamos, e repomos como numa despensa organizada e repleta de sabores, condimentos e aromas."

Por isso, arrancamos para a leitura com duas perguntas: «como é a nossa dieta?» e «se tivermos o prato vazio, o que vamos lá colocar?». 
Fácil, percebi logo que o meu ficaria recheado de hortícolas e frutas, ou seja, romances e outras ficções e alguns romances cheios de fibra. Mas como é óbvio, uma dieta saudável precisa de variedade e pequenas pitadas de coisas diferentes que exponham o indivíduo a novos apetites. Também seria fácil: alguns ensaios e poesia.

Mas também entendi que o melhor tempero são as personagens: aquelas cheias de força, de indecisões, dores e tormentos ou então vidas cheias de absurdo, de ridículo; personagens que fazem um romance ganhar força e fibra.

"Em Conversa na Catedral (1969), de Vargas Llosa, temos de viver com as personagens, dar a mão aos figurantes e caminhar com eles, tomar partidos pelas personagens, rir e discutir, viver uma experiência abrangente, porque a relação é intelectual e emocional. É preciso consentir que as personagens ganhem vida na nossa imaginação e seguir-lhes o rasto de modo a saborear os diferentes paladares da obra."

Se o tempero característico e de base, que dá sabor ao prato são as personagens, o condimento que acusa se a narrativa está no ponto ou não, é a quantidade de sal, certo?; então aí temos uma mistura de sais, conspiração, intriga, suspense... e chegamos aos mestres desses despertares, onde os crimes espreitam a cada esquina e o leitor consome páginas vorazmente, garfada, atrás de garfada.

"O suspense aguça o raciocínio e aumenta a concentração. Todos os neurónios se agitam e a curiosidade intelectual vai-se adensando à medida que o suspense aumenta (...)
A atitude interrogativa na literatura policial e de espionagem é absorvente. Somos levados a analisar o caso, levantar hipóteses, verificar perspectivas, relacionar pistas..."

Nada melhor que um policial para digerir o jantar e o stress acumulado de um dia de trabalho. Ler implica desligar do resto e concentrarmo-nos ali, naquelas vidas, naquele enredo e relaxar do nosso próprio enredo. 

"Ler implica saber ouvir, disponibilidade para seguir a outra voz e nos deixarmos levar pelos seus caminhos, não de um modo passivo, mas tentando compreender o outro acima de tudo, sem urgência de nos pronunciarmos, actividade cada vez mais rara."

Ou seja, ler melhora a alimentação e o estado de espírito, em suma, faz de nós, leitores, melhores pessoas, mais sensíveis, mais despertas para a linguagem e os sinais do outro.

"(...) é importante não resistir ao efeito da literatura. Devemos deixar que a narrativa nos comova. O romancista maximiza as ambiguidades latentes da linguagem para alcançar a riqueza e a força da vida interior..." 

Este pequeno livro de Henriques e Barros dão uma visão alargada do poder dos livros nas nossas vidas, sejam eles romances que alegram e dar cor ao nosso prato ou grande épicos que nos enchem de fibra e energia, tal como as proteínas dadas pela filosofia ou os livros de História, sem esquecer os deleites com o teatro e a poesia ou as digestões mais difíceis e trabalhosas dos grandes temas da Humanidade que o jogo da informação actual nos oferece ou os caminhos sinuosos das Religiões. 

Seja qual for o foco de cada leitor, o recomendado é que se varie e e se saboreei o melhor da cada mundo. 

"Comecemos pela epopeia de Gilgamesh, gravada em tabuinhas sumérias em 2000 a. C., embora a narrativa date de 2750 a. C. Após muitas aventuras, Gilgamesh chora a morte de Enkidu, seu companheiro,. Incapaz de aceitar a aniquilação, o herói começa a busca pela vida eterna. Quem encontrou na sua caminhada, incita-o a apreciar a vida (...)"

E talvez seja essa a maior saga do leitor: procurar a imensidão da vida eterna, vivendo muitas vidas através dos livros, ou, aproveitar a vida, gozando os livros e o quanto eles ensinam a aproveitar o agora, através de lições e exemplos de superação que nos ensinam a relativizar. 

"Ler poesia é escutar, conversar, dialogar. Não é um monólogo, antes um contacto com outro mundo (...) Os grandes livros de poesia são aqueles que contêm as grandes ideias ou as ideias que vão ao encontro das nossas inquietações. O poema tem essa mesma função: elevar, transportar a outros estágios, causar bem-estar. Todo o poema é uma lição de vida. (...)
Quem lê poesia, vive menos cansado das coisas bruscas da vida."



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

«As Cidades Invisíveis» de Italo Calvino :: Opinião



Difícil tarefa tem o leitor viajante para se aventurar nesta viagem por entre cidades invisíveis contadas a quem tanto deseja conhecer e narradas por quem parece ter algo a esconder. «As Cidades Invisíveis» é um conjunto de divagações ou micro narrativas de Italo Calvino, por entre conversas entre Marco Polo e Kublai Kan e eu diria até entre um leitor viajado que vai em busca de reconhecer alguns dos destinos que já visitou e com boa memória mantêm vivas diversas viagens.

"Tudo para Marco Polo pudesse explicar ou imaginar que explicava ou ser imaginado a explicar ou conseguir finalmente explicar a si próprio que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de si, e mesmo que aquilo que ele procurava era sempre algo que estava diante de si, e mesmo que se tratasse do passado era um passado que mudava à medida que ele avançava na sua viagem, porque o passado do viajante muda de acordo com o itinerário realizado, digamos não o passado próximo a que cada dia que passa acrescenta um dia, mas o passado mais remoto. Chegando a qualquer nova cidade o viajante reencontra o seu passado que já não sabia que tinha: a estranheza do que já não somos ou já não possuímos espera-nos ao caminho nos lugares estranhos e não possuídos."

Talvez esta longa explicação possa orientar o leitor por entre tantas possibilidades de visitar cidades com nome de mulher a quem o narrador remete características oníricas e descrições, que na objectividade podem encaixar em diversas cidades reais (quais nunca saberemos), mas na subjectividade já só podem encaixar naquelas em que se criaram memórias, de onde se trouxeram cheiros e sabores e imagens que, inevitavelmente, mudam à medida que cada um de nós muda e já com outros olhos, olha e recorda uma viagem.

"Se devo explicar-te de que maneira o espírito de Olívia tem a tendência para uma vida livre e uma civilização requintada, falar-te-ei de damas que navegam cantando de noite em canoas iluminadas por entre as margens de um verde estuário; mas é só para te recordar que, nos subúrbios onde desembarcam todas as noites homens e mulheres como filas de sonâmbulos, há sempre quem  no meio do escuro desate a rir, quem dê o sinal de partida às brincadeiras e aos sarcasmos."

Aqui, neste pequeno excerto da terceira parte, «As cidades e os sinais» pude perfeitamente regressar a 2006 quando visitei Veneza, quando dei por mim, novamente, parada junto a um cais olhando perdida ao romantismo que envolvia aquelas gondolas que navegavam devagar e contrastavam com a horda de vaporettos carregados de pessoas que regressavam do trabalho, envolvidas e revolvidas com turistas.
Este retorno sentiu-o outras vezes, dei por mim a viajar nas palavras de Calvino e a aterrar outra vez em Ronda, contemplando o horizonte que se estende e diminui ainda mais o caminheiro, que palmilha campos e planaltos na ânsia de atingir o topo e usufruir da cidade. Ou cheguei outra vez a Roma, olhando-a sempre com outros olhos, mas também com um resquício de nostalgia de quem procura aquilo que a fez regressar.

"Clarice, cidade gloriosa, tem uma história atribulada. Várias vezes decaiu e refloresceu, tendo sempre a primeira Clarice como modelo inigualável de todo o esplendor, em comparação com o qual estado presente da cidade não deixa de suscitar novos suspiros... (...)
Nos séculos de degradação, a cidade, esvaziada das pestilências, baixando a estatura devido aos desmoronamentos (...) entupida por incúria ou falta dos responsáveis pela manutenção (...) Agarravam-se a tudo o que se pudesse retirar donde estava e pôr noutro lugar para servir para outro uso (...) E então os resquícios do primeiro esplendor que se tinham salvado adaptando-se a necessidades mais obscuras eram novamente deslocados..."

Muito se podia viajar e esmiuçar neste compêndio de divagações, memórias e observações de Calvino, mas deixo para cada leitor, a fuga para dentro destas invisíveis, ocultas na memória de cada um e guardo para o fim, retirado de «As cidades e os mortos» um excerto e uma pergunta, serão as viagens um somatório de retalhos, com vivências, cheiros, pessoas, imagens... que vão completar a cidade final; a cidade que habitaremos quando já mortos?

"Pensei: «Se Adelma é uma cidade que vejo num sonho, onde só se encontram mortos, o sonho faz-me medo. Se Adelma é uma cidade verdadeira, habitada por vivos, bastará continuar a fixá-los para que as parecenças se dissolvam e apareçam caras estranhas, que dão angústia. (...)»
«Chega-se a um momento da vida em que da gente que se conheceu são mais os mortos que os vivos. E a mente recusa-se a aceitar outras fisionomias, outras feições (...)»
«Talvez Adelma seja a cidade a que se chega ao morrer e em que cada um reencontra as pessoas que conheceu. É sinal de que também estou morto» (...)"


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Passatempo Efeito dos Livros - 10 Mil Seguidores!

Demorou uns anos a cá chegar mas aqui estamos....nos 10 mil seguidores no facebook!
Um número, é verdade mas também uma desculpa para celebrar e oferecer livrinhos.
Por isso, boa sorte!


Passatempo a decorrer em simultâneo no Facebook e aqui no blog.

Para se habilitarem ao passatempo  10Mil Seguidores, preencham o formulário abaixo e sigam as regras dos nossos passatempos:

ATENÇÃO - REGRAS:
- O preenchimento do formulário é obrigatório para se habilitar ao passatempo.
- Podem participar todos os dias e para mais do que um livro, basta voltar a preencher o formulário e partilhar o passatempo nas redes sociais.
- Só serão apuradas participações de fãs e/ou seguidores do Efeito dos Livros
- Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
- Sorteamos os prémios no random.org entre todos as participações.
- Não nos responsabilizamos por nenhum extravio. O envio do prémio será efectuado pela editora.

Este passatempo termina dia 31 de Outubro às 23h59.


Novidades Saída de Emergência - Outubro


Três duques pecaminosamente atraentes, três corações prestes a encontrar os seus parceiros. 

Toda a sociedade londrina está em suspenso com o regresso de França do escandaloso duque de Stratton. A sua reputação precede-o e sussurra-se que procura vingança pela morte do seu pai. Quando conhece Clara Cheswick, a bela e rebelde filha do homem que suspeita ser seu inimigo, o desejo complica o objetivo do duque.

Clara pode ser a mulher que deslumbra Stratton, mas ela está mais interessada em publicar o seu jornal feminino do que em ser seduzida — especialmente por um homem que dizem estar sedento de vingança. No entanto, com o seu faro para uma boa história, Clara questiona-se se ele será sincero no seu desejo de justiça. Deixar-se arrebatar pelo duque tem provavelmente desafios que não antecipa, mas quem diria que seria tão divertido ser cortejada pelo perigo?


Em Bone há uma casa. Na casa há uma rapariga. Na rapariga há uma escuridão.

Margo não é como as outras raparigas. Ela vive em Bone, um bairro abandonado, numa casa decrépita, com a sua mãe negligente que não lhe fala há dois anos. Os dias passam e ela sente-se invisível. O seu mundo vira do avesso quando conhece o vizinho Judah Grant, preso a uma cadeira de rodas, que a ajuda a dar mais sentido à sua vida.

Um dia, a tragédia abate-se sobre a pequena comunidade quando uma rapariga de sete anos desaparece. Judah vai tentar ajudar Margo a descobrir o que aconteceu à menina, mas a revelação da verdade irá despertar uma escuridão no seu interior.

Agora Margo está determinada em descobrir molestadores de crianças, e em puni-los, um por um. Mas caçar o mal é perigoso e a jovem arrisca-se a perder tudo, incluindo a sua alma…


O novo e eletrificante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma…

O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven – o amigo que a traiu –, Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.
Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar.
Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?
Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre?

Uma novidade

Opinião "Foste sempre tu"

Entre todas as histórias de amor, as minhas preferidas continuam a ser as improváveis, impossíveis e as que se prolongam por diversos anos num eterno "nunca é o momento certo para nós embora a química que nos envolva seja capaz de incendiar galáxias".

Foto de Marco Benigni

Conhecemos estes dois na sua adolescência. Se de um lado temos o americano colleage kid Richard, do outro a irreverente amante de música Hanna. 
O seu primeiro contacto é o exemplo perfeito da dinâmica entre ambos mas se pensam que foi amor à primeira vista, um arrombo de alma declarado, confessado e sofrido, estão completamente enganados.

Saltitando quase ano a ano, acompanhamos duas personagens que evoluem, que são obrigados a crescer, que passam por momentos marcantes, que construem laços familiares e de amizade mas que acima de tudo fermentam um carinho especial entre eles, um "não interessa o que estou a fazer neste momento, largo tudo porque tu chegaste" e que mais tarde se torna algo mais. Mas como em todas histórias de amor ha provações, contratempos, entraves e lágrimas, muitas lágrimas, creio que algumas até possam ser nossas, tudo depende do quanto a nossa vida já não marcou no que toca a amor perdidos, família, filhos, obrigações VS. desejos.

Richard e Hanna vão arrancar sorrisos e lágrimas e fazer-nos pensar que aquele "se amas algo deixa-o partir, se voltar é teu" nem sempre corre muito bem.
E são os detalhes deste prolongamento de amor e amizade que se estende ao longo dos anos que nos fazem querer acompanhar Richard e Hanna, mesmo quando não concordamos com o que se passa, mesmo quando queremos meter a mão dentro do livro para distribuir uma ou outra chapada, mesmo quando nos revemos nos erros deles.
Contar mais seria tirar o gostinho de ler a história :)

"Hanna estava tão imóvel nos seus braços que Richard pensou que estava em estado de choque e perguntou a si mesmo se teria medo, como ele, de deitar abaixo o muro que tinham ambos construído com tanto cuidado. Ambos tinham feito um pacto separado com o diabo, ambos tinam prometido não pisar a linha invisível que os separava".

"Foste sempre tu" podia ser contado com uma playlist mas por curiosidade, eu escolhi apenas esta música. Embora Coldplay seja falado num tom quase desdenhoso, é exactamente uma música deles que encaixou perfeitamente na minha leitura.



Uma novidade

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Novidades HarperCollins Portugal


SINOPSE "A BOA FILHA"
Karin Slaughter é uma das escritoras de suspense e ficção policial mais galardoadas do panorama literário atual, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos.

No romance A Boa Filha tudo começa com duas meninas que são obrigadas a entrar num bosque com uma pistola apontada. 
Uma foge para salvar a vida. A outra fica para trás.

CRÍTICAS
«Sigo-a e segui-la-ei em todos os seus livros.»
Gillian Flynn 

«Romance negro em estado puro.»
Michael Connelly

«A escritora de thrillers mais audaz do momento.»
Tess Gerritsen


SINOPSE "CORRUPÇÃO"
Denny Malone chefia uma unidade especial que há 18 anos combate gangues de drogas e armas. 
Nesta cidade construída com base na ambição, ninguém é honesto nem imune à corrupção, incluído o próprio Malone.

CRÍTICAS
«Fascinante, um triunfo. Pensem n’O Padrinho, só que com polícias. Muito bom.»
Stephen King 

«Provavelmente o melhor romance policial alguma vez escrito.»
Lee Child

«Winslow criou o que pode muito bem tornar-se no nosso romance policial fundamental.»
Booklist «[Um] romance épico de devastadora moral.»
Publisher’s Weekly

Novidades

Novidade Coolbooks :: "Da Gaveta"

Depois de Eu, do Nada, livro que nasceu como “resposta” a uma crónica de Miguel Esteves Cardoso, Isabel Tallysha-Soares publica Da Gaveta. 


Junto da gaveta onde reencontra a memória da sua mãe, com quem mantém uma grande proximidade emocional, a protagonista procura compreendê-la e adaptar-se ao vazio deixado pela sua morte, enquanto revisita o próprio passado em busca de respostas sobre o presente. Insatisfeita e pejada de dúvidas, parte rumo a um destino sem nome na expetativa de encontrar a sua identidade, superar o luto e renascer.

Prescindindo de nomes e percorrendo uma geografia emocional sem mapa definido, Isabel Tallysha-Soares apresenta um romance em que apenas a busca da verdade sobre nós mesmos importa.

Uma novidade

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Novidade 5ª Essência :: "Memórias de uma cortesã"


Wray Delaney, acredita que existe um forte vínculo entre o mundo da imaginação da infância e o amor erótico adulto. Assim, ao misturar vários géneros – erotismo, ficção histórica, realismo mágico – a autora cria algo muito original. Um romance erótico, imoral e divertido, passado na cidade de Londres do século XVIII
Uma história forte é apresentada ao leitor, ao longo do livro, dando a conhecer a jovem Tully que chegou a ser a mulher mais desejada de Londres. Agora, todos disputam os melhores lugares para assistir à sua execução. Ela sabe que tem apenas uma hipótese de escapar à forca. Para tal, tem de conseguir contar a história da sua vida à única pessoa capaz de a salvar.
Nas catacumbas da prisão de Newgate, Tully aguarda... E escreve com a emoção de quem luta pela vida. Casada à força aos doze anos para saldar as dívidas de um pai alcoólico, consegue escapar apenas para ser despachada para o bordel mais sumptuoso da cidade, onde descobre a sua vocação como cortesã. Tully Truegood é órfã, cortesã e aprendiza de um feiticeiro. Será também assassina?

Pleno de erotismo e realismo mágico, Memórias de uma Cortesã é uma magnífica viagem ao submundo londrino do século XVIII.

Uma novidade

domingo, 15 de outubro de 2017

Novidade Saída de Emergência :: "Cozinhar com amor"

Mais do que uma tarefa, cozinhar é um ato de amor a pensar em si e no bem-estar da família. 


Depois de viajar pelos quatro cantos do mundo com Viagens da Comida Saudável, Daniela Ricardo está de volta para partilhar a sua energia e visão sobre a cozinha natural e consciente. E desta vez não está sozinha, mas acompanhada por amigos que partilham a sua experiência e preocupação com a alimentação e hábitos de vida saudáveis.

Fátima Lopes, Geninha Varatojo, Pedro Norton de Matos, Rute Caldeira, Luís Baião e Alexandre Gama juntam-se a Daniela Ricardo com as suas receitas e histórias para privilegiar um regime alimentar que, muito mais do
que uma dieta, é um verdadeiro estilo de vida.

Seja qual for a área em que trabalha ou as dificuldades diárias que enfrenta, o desejo de uma vida mais saudável depende apenas da sua vontade e do amor com que cozinha.

Uma novidade

Novidades Vogais Editora :: "100 Alimentos que Deve Comer"


Há milhares de dietas, das mais rígidas às mais ligeiras, e em quase todas encontrará algo em comum:
Os 100 alimentos que apresentamos neste livro.

Escrito com o objetivo de nos fazer pensar de forma diferente sobre os alimentos que compramos e consumimos, este livro está repleto de receitas e informações úteis. É ideal para todos os que queiram simplificar a forma como veem os alimentos e aprender a
incorporá-los num estilo de vida saudável.

Organizado de modo a refletir a forma como comemos — inclui um capítulo sobre «como poupar» —, este livro é incrivelmente fácil de usar.

Cada um dos 100 alimentos inclui informação detalhada sobre as suas propriedades, benefícios para a saúde, como comprar, guardar, cozinhar e, por fim, uma receita muito simples de confecionar.

Pequeno-almoço | Petiscar | Almoço para levar | Poupar no Verão | Conviver com os amigos | Comida rápida | Domingos Descontraídos | Crianças | Sobremesas | Bebidas

 Uma novidade

Novidade Esfera dos Livros :: "O Que Faz Bem e o Que Faz Mal"

Não beba leite, pois é péssimo! Beba leite, porque é um dos alimentos mais completos! Pode consumir por semana a quantidade de ovos que quiser. Atenção, não pode comer mais do que dois ovos por semana. Já se deparou com este tipo de informações contraditórias? Quantas vezes somos bombardeados com notícias sobre alimentação nas quais não sabemos se devemos ou não acreditar? 
A alimentação está em constante mudança, mas é importante que tenhamos uma fonte de informação fidedigna que nos permita fazer escolhas conscientes, acertadas e saudáveis. A nutricionista Magda Roma, tendo por base estudos científicos e a sua prática clínica, analisa os principais benefícios e desvantagens dos alimentos que consumimos. Da carne ao peixe, passando pelos vegetais e lacticínios, todos os grupos alimentares são devidamente escrutinados, porque é necessário desmistificar verdades que se consideram absolutas. O salmão é rico em ómega 3. Verdade. Mas sabe como é criado e os riscos que o seu consumo pode ter para a saúde? E as carnes brancas são realmente as mais saudáveis? E o trigo é aconselhável? Sim, caso não seja celíaco, mas o problema para todos os outros está no facto de a maioria do trigo já estar geneticamente modificado, podendo criar reações inflamatórias e/ou intolerâncias, cujos sintomas podem ser dolorosos comprometendo a sua qualidade de vida e saúde. Quais são os melhores regimes alimentares? O paleolítico, o vegetariano, o mediterrânico, outro? Não pode escolher o seu regime alimentar apenas porque está na moda ou porque ouviu dizer que é o melhor. É preciso conhecer os prós e contras e saber qual se adequa a si. Magda Roma apresenta também 55 receitas nas quais pode confiar e servir à sua família e amigos sem receio de colocar a sua saúde em risco. 

Uma novidade

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

(Auto)medicação literária AKA Opinião "Remédios Literários"


Quando o livro "Remédios Literários - Livros para salvar a sua vida de A a Z" me chegou às mãos dei comigo a pensar "Quais são as minhas maleitas? De que me queixo?". 
Incapaz de selecionar este ou aquele mal, percorri por ordem alfabética, qual buffet, os males do corpo e da mente representados no livro, numa espécie de "vamos lá ver com o que é que me identifico".
Confesso que como em todos os buffets, escolhi um bocadinho de todos e acabei com uma barrigada de sugestões de leitura.

- Canto chão de Kent Haruf
- Monte dos Vendavais
- Moby Dick
- O Preço do Sal
- Falsa Aparências
- O quarto de Jack
- Maurice
- A noiva despida
e por ai em diante...

O conceito é espectacular. Biblioterapia. Na realidade já o fazemos há imenso tempo.
Vamos ao médico de tanta coisas, porque não consultar também um médico dos livros? 
Não, os nossos livros não estão doentes. No máximo têm um pouco de pó e um ou outro bicho do papel. Já nós temos pequenos bichos que nos carcomem física e psicologicamente todos os dias. Há quem os combata homeopaticamente, quem os envenene de químicos e os outros que preferem ver se passa e não tomam nada. Eu confesso que sou daqueles que acreditam que há males, não todos, que podem verdadeiramente beneficiar de um remédio literário. Por isso, além de estudar o compêndio biblioterapeutico de Ellen e Susan, as duas metades do Efeito vão consultar um especialista esta semana e quem sabe possamos medicar as nossas e as vossas maleitas. Sim, porque quem é que nunca se automedicou ou passou a sua sabedoria médica ao próximo? 
Eu automedico-me com os romances loucos dos outros, purgo a alma com lágrimas pelos dramas desta ou daquela personagem e viajo pelo mundo enquanto estou presa numa carruagem apinhada de gente.
Para os bons e os maus momentos, LER É O MELHOR REMÉDIO!


Nota: tiro umas quantas sugestões práticas deste livro. Vou passar a ter um registo de leitura ao qual pretendo chamar Diário da Honestidade Literária. Cada livro terá uma entrada, um resumo para mim mesma, repleto de spoilers e lembretes sobre a leitura. Creio que nunca mais vou ficar na dúvida sobre um ou outro detalhe quando pegar num livro que tem continuação.

Mais informações no site QUETZAL 

Novidade Editorial Presença :: "O Fabricante de Bonecas de Cracóvia"

O poder do amor e do instinto de sobrevivência, vivido de um modo fantasioso, até nos tempos mais sombrios

UMA ALUSÃO A ACONTECIMENTOS REAIS OCORRIDOS NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


Há guerra.

Há dor.

Mas há magia e há esperança.

Cracóvia, Polónia, 1939.

Por magia, uma boneca chamada Karolina adquire vida numa loja de brinquedos e torna -se amiga do amável e discreto fabricante de bonecas, que é também o proprietário da loja.
Quando a ocupação nazi se abate sobre a cidade, Karolina e o Fabricante de Bonecas têm de recorrer à magia para salvar, custe o que custar, os seus amigos judeus dos perigos iminentes que pairam sobre eles.
Reunindo uma atmosfera de magia, história, tradições e cultura local, esta impressionante narrativa fala -nos sobre como encontrar esperança e amizade nos lugares mais tenebrosos.

Uma novidade