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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

As coisas que nunca dissemos, Marc Levy, Contraponto

Este autor tem mais de 26 milhões de livros vendidos por algum motivo será!? certo!? Sem nunca antes ter lido nada dele... infelizmente, heis que surge a oportunidade pele mão da Contraponto
Não tardei a aceitar e claro a encetar tal leitura.

E que leitura, que surpresa!
Uma atrás da outra.
Peguem em palavras simples, ideias concisas, um enredo que vai desde a guerra fria até às quezílias mais a Oriente. Esqueça ideias pré concebidas sobre a morte ou sequer sobre a vida e esqueça ainda determinadas formalidades e moralidades acerca de vidas paralelas, clonagem ... especule pouco, sinta mais!!!

Um livro orientado para a leitura em compasso acelerado, tal é o desenrolar de acções e novidades que nos fazem querer saber mais, descobrir o que há ainda mais por descobrir e perceber como é que coisas mortas ganham vida e importância.

Não pense em detalhes fastidiosos, nem queira esmiuçar aquilo que não tem resposta nem explicação. Esta história bebe no amor e embebeda-se de segundas oportunidades. O amor paternal, a paixão tão poderosa e marcante como a guerra, a distância que isola mas não atenua a saudade... este é um livro simples, volto a dizer, com ideias atribuladas e com pontas soltas por esclarecer... mas afinal... quem é que, no amor, está assim tão esclarecido e detentor de toda a verdade!?

Não posso ainda deixar de dizer que existem dois ou três detalhes na história que me deixaram a pensar e que ligaram esses pensamentos a outros episódios e curiosidades. Não será demasiada coincidência que o Stanley desta história seja tão gay e tão amigo de Julia, como o Stanley do Sexo e a Cidade, na sua amizade com Carrie!? Será Julia uma aluada apaixonada e com problemas de auto-estima, neste caso com Antony e que na série é com Big!? Coincidências!? É capaz... para quem vê a série é inevitável pensar: "... eu conheço isto de qualquer lado", para quem não vê nem repara nos detalhes.
É difícil nesta aldeia global por vezes não se ter sempre a sensação de que a repetição acontece.
Eu arriscaria a dizer que a repetição é uma nova forma de arte, onde a redefinição, o limar arestas e o pensar-se nas coisas de outro ponto de vista é por si mesma uma outra forma de criatividade e de pensar o que já foi pensado.

Esta história levou-me também os pensamentos para longe, locais cheios de boas recordações ou não tivessem sido 3 das minhas viagens favoritas: Berlim, Roma e Nova Iorque... a diferença entre as "alemanhas" tão bem sentido (ainda agora) em Berlim; as trattorias e os cheiros macarrónicos de uma Itália que me encanta e claro, não podia deixar de ser... um passeio pelos quarteirões da "big apple" onde tudo consegue ter quase tanta mágica como os animais e bonecos animados criados pela mão e Julia.

Não posso terminar sem antes dizer que neste livro toda a acção que envolve Adam acaba por ser hilariante... pensando nele como um cartoon, ele seria assim um boneco estilo cabeçudo (e depois vejam o porquê da analogia), com acessos de barata tonta, com uma pitade de temperamento canino e uns instinto de perseguição de lesma... AMEI!

Para terminar deixo-vos um excerto de romance, afinal este livro é uma história de amor... só não vos digo é como é que ela aparecem... talvez uma imagem valha mais do que mil palavras...

"Tu és e serás sempre na minha memória a coisa mais bela que me aconteceu. vejo quanto te amo ao escrever estas palavras. Até breve, talvez. De qualquer modo, tu estás ai, estarás sempre aí. Seja onde for, sei que tu respiras e já é muito. Amo-te (...)"

Quem leu este ou algum outro livro de Marc Levy?

Eu tenho que confessar que fiquei bastante interessava na duologia (será assim?) ora se 3 livros são uma trilogia, dois serão uma duologia? faz sentido, mas irei perguntar a quem mais sabe sobre língua portuguesa.
Mas voltando a Marc Levy, a curiosidade alastrou-se a "A primeira noite" e a sequela (que os entendidos, dizem ser este o nome correcto) "O primeiro dia." 
Aproveito para divulgar os booktrailer... uma nova moda que eu adoro.





Boas Leituras,

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Livros que marcam a diferença, Contraponto


Acadabinho de chegar!
A nossa mais recente oferta, cortesia da CONTRAPONTO, Livros que marcam a diferença!
Nada melhor do que começar uma parceria logo com um autor como Marc Levy, ou não fosse ele o «autor francês mais lido em todo o mundo». A nós chega-nos com "As coisas que nunca dissemos".

«Uma comédia romântica fantástica e cativante. Marc Levy preparou aqui um belíssimo cocktail de emoção, suspense e humor.»
Le Matin 




Procurando as novidades da Contraponto , como quem procurava o novo policial de Dan Wells, heis que tomo contacto com este prometedor enredo familiar, pois a frase: "Até depois de morto, Anthony Walsh parece ter o dom de transtornar a vida da filha." despertou logo a minha curiosidade. Ora vejam:

As Coisas Que Nunca Dissemos
Marc Levy

Julia Walsh sempre teve uma relação difícil com o pai. Quase nunca se viam, mal se falavam e, das raras vezes em que estavam em contacto, acabavam sempre a discutir.
Três dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema da secretária do pai. Tal como ela esperava, Anthony Walsh não vai poder comparecer ao seu casamento. Contudo, tem uma justificação inabalável: está morto. Julia não consegue deixar de ver o lado tragicómico da situação. De um momento para o outro, passa da preparação de um casamento para a preparação de um funeral. Até depois de morto, Anthony Walsh parece ter o dom de transtornar a vida da filha. Porém, a seguir ao funeral, Julia descobre que o pai tinha mais uma surpresa reservada: a maior aventura da sua vida e, finalmente, uma oportunidade de dizer tudo aquilo que sempre calou… Neste comovente e divertido romance, Marc Levy cria um mundo de intriga e suspense, através de uma história sobre a força do amor.

«Uma bela fábula, cheia de humor, leveza e traços do fantástico.»
Metro


Contamos já na próxima semana ter novidades após esta leitura.
E por ai, já alguém leu? Se sim, deixem-nos saber de vossa justiça.
Eu para já, seja pelo título seja pelo mote «pais capazes de transtornar filhos», lembro-me logo do estreia da semana passada... "As volta da vida" com Clint Eastwood e que recomendo totalmente, também eles, pai e filha, tinham muita coisa que nunca disseram ;)

Até lá, boas leituras e quem sabe, bom filme!