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quarta-feira, 19 de junho de 2013

«O Suave e o Negro» de Manuel Monteiro - Quidnovi


Em «O Suave e o Negro» Manuel Monteiro deixa-nos a braços com uma questão (pelo menos a mim deixou) - vale sempre a pena ter um amigo? qual o custo de uma amizade?
Se hoje em dia nada é de borla, isso significa que a amizade tem preço?
Qual? 
Se uma amizade é como uma planta, com a qual temos de falar, dar mimo, regar... enfim, cuidar - pois quem ama cuida, e quem tem um amigo gosta dele - certo?
Errado!
A educação e a sensibilidade de cada um talvez nos queira ensinar que quem tem um amigo tem um tesouro. No entanto, a sociedade em geral e as vivências diárias afirmam-nos e levam-nos a acreditar no contrário. E o livro de estreia de Manuel Monteiro na Quidnovi prova-nos isso mesmo. Há amizades que têm preço e custam caro. São nefastas, minam a nossa auto-estima e... e o resto deixo para vocês lerem e compreenderem a amizade (esta, pelo menos!).

Não quero censurar desde já a amizade, mas vou fazê-lo. Preocupemo-nos então com a abertura do livro.
"Há censura no Prisma e eu senti-a na pele."
Política e pertença de grupo, o que dizer destas duas faces de uma mesma moeda e ainda lhe juntar: adolescência, crescimento e formação de carácter!? Se isso não bastar, juntemos também: diversidade, igualdade, opinião e censura... não podia faltar.

Politiquices epistemológicas à parte interessa-nos a Verdade, certo?
Talvez a nossa verdade, o nosso próprio prisma, as nossas conclusões com base nas nossas sensações, preocupações ou até necessidades. Ou não serão todas estas verdades parte de uma amizade?

"Genocidas intelectuais procurando eliminar até ao último resíduo qualquer ideia contrária à (nossa) Verdade."

É só uma parte, é certo, o que lemos em «O Suave e o Negro» e "a nossa visão parcial do mundo acentuava-se." É assim como estar apaixonado e ser-se sempre infeliz... "Não consigo pensar em mais nada." Cabe-nos a nós escolher o Suave ou o Negro.


 
DISPERSOS... do autor
"A criminalidade é regenerável. A desonestidade não."
"A longo prazo, nunca ninguém é atormentado pelo Bem que fez."





Deixo um pensamento (achado algures em tempos mortos, mas livres, em que procuro sem saber pelo quê) e que achei adequado às amizades vazias!



terça-feira, 5 de março de 2013

História Prodigiosa de Portugal, Joaquim Fernandes

MITOS E MARAVILHAS


Foi com grande expectativa que comecei a ler este livro, mas depressa me apercebi que o entusiasmo ia dar lugar à dificuldade. Como diz outro autor se fosse fácil era para outros, mas confesso que foi com grande dificuldade que fui progredindo livro afora.

O nosso blogue tenciona a cada autor português que lê, fazer-lhe uma entrevista - sempre que seja possível e se tal assim for, sem dúvida que a maior curiosidade que tenho é saber se Joaquim Fernandes escreveu para o comum português!? Será?

Vejo este livro como um compêndio de ilustres factos históricos, similares a um documentário bem estruturado, bem documentado, mas e o ritmo e a fluidez para os séculos parecerem menos pesados?


Apesar de ser um livro com grande interesse, pois conta a história de Portugal de um outro plano, não tão usual e posso dizer mesmo desconhecido para o público em geral "onde eu me incluo também".
Um livro onde reinam personagens, seres fantásticos, magia e as lendas mais estranhas e desconhecidas.
Reconheço o árduo trabalho de pesquisa que o autor teve de fazer para nos apresentar este livro, mas a maneira como está escrito torna-o pesado, para ser um livro de leitura contínua, vejo-o mais como um livro de estudo, até porque o autor se dá ao trabalho de nos elucidar com documentos e as fontes concretas de informação, revelando um completa bibliografia, salientando autores, datas relevantes e detalhes desses documentos, e transcreve ainda partes dos textos que completam e fundamentam a narrativa deste livro.

Quanto aos mitos e maravilhas o autor presenteia nos com um rol infindável delas, algumas mais conhecidas outras nem por isso....

Temos partes sobre soldados como António Rodrigues que curava com a palavra, temos as videntes, temos feitiços feitos de excrementos, temo o sapateiro profeta, sereias e tritões, neblinas que ajudam nas batalhas, temos imperadores e um continente afamado como a Atlântica...

Enfim, uma panóplia de lendas e imagens que conferem uma plasticidade muito mais rica à nossa história, já orgulhosamente vasta.
Se lhe juntássemos uns "pózinhos de perlim pim pim" conseguiria fazer uma série de enorme sucesso sobre o fantástico como tantas outras que andam por ai no mercado - será que nunca nenhum realizador pensou nisso (ora aqui está outra pergunta para o autor).

Por fim, quero deixar a título de aparte, mas que acho digna de realçar - amei a parte central do livro onde são mostradas fotos, desenhos e mais documentos dos temas falados nos livro.

Uma aposta

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Isto Não é (Só) Matemática - uma excelente forma de celebrar uma data romântica


Uma forma diferente de passar o DIA DOS NAMORADOS
Que tal ir conhecer melhor a Matemática!?
Não será o amor uma equação e daquelas com incógnitas difíceis!? 


Nuno Markl reconhece um certo sex-appeal à matemática... e nós ficámos curiosas.

«[Os Aibéos] conseguiram dar uma estranha espécie de sex-appeal à matemática
mas, mais importante que isso, são pessoas inteligentes que perceberam que pelo
humor é que vamos.»

Aliás este livro é também a cara do nosso Caracol Literário... sem dúvida!



acerca do tão aguardado livro:

A matemática nunca foi fácil. (pelo menos para nós as duas)
Um papão para muitos; um enorme desafio para outros! (que é o caso do Caracol Literário)

A matemática é, porém, a base de qualquer ciência e a sua compreensão é uma enorme vantagem para o nosso quotidiano.
O texto apresenta-se como uma série de episódios, pequenos contos, alguns de drama intenso, outros de ação, outros de comédia quotidiana.
No conjunto relatam uma das aventuras mais extraordinárias na evolução humana, quer intelectual, quer social, quer tecnológica. É uma viagem que tem a pretensão de conseguir mudar a forma como o leitor vê o Mundo, ou pelo menos parte substancial dele.

Um livro de contos, de divulgação científica, banda desenhada ou um livro académico?
Definitivamente, tudo isso. A matemática como nunca a viu!

Um livro 

Boas leituras e feliz Dia dos Namorados!

História prodigiosa de Portugal, Joaquim Fernandes - QuidNovi

Portugal está em voga!?
Portugal está na moda!?
Portugal está em crise!?

Portugal está prodigiosamente descrito na obra de Joaquim Fernandes:

História prodigiosa de Portugal 



Sinopse

Diante do leitor abre-se a história de um Portugal profundo, descoberto nas fundações mais arcaicas da sua alma, que o pudor das narrativas historiográficas comuns geralmente omite. Um país formatado pelos enlaces com o sobrenatural, os compromissos com o milagroso, as alianças com o maravilhoso e o fantástico. Um país onde se revelam episódios de uma vida coletiva, mentalmente organizada em torno de mitos, crenças e lendas, que orientaram muitos dos atos políticos ao longo dos séculos, da pré- nacionalidade ao século XVIII. É por tudo isto a descoberta de um país ligado aos céus, mas piscando sempre um olho aos infernos…
Este livro torna-se uma espécie de libelo "acusatório" que elenca as deficiências e fraquezas da "lusitana gente", a sua excessiva sacro-dependência e credulidade para-religiosa e o predomínio da emoção sobre a acção, que estão nos alicerces das nossas crises coletivas, como a do presente. Este inventário de "prodígios" transporta do passado os ingredientes essenciais que sustentam o Portugal do presente: visto ao espelho, melhor nos revemos nas nossas debilidades estruturais, nas tragicomédias do actual quotidiano.
Uma visita guiada aos subterrâneos do inconsciente coletivo que promete prosseguir numa próxima viagem à nossa época contemporânea, prometida para o segundo volume de História Prodigiosa de Portugal: Magias e Mistérios.

História prodigiosa de Portugal de Joaquim Fernandes abre assim a parceria com a Editora QuidNovi