Esta semana ficámos presos à reportagem do Observador a Marisa Moura, autora de "O que os portugueses têm na cabeça". Não, perdão, o que nos despertou a atenção foi mesmo o título e todos os comentários à flor da pele que o mesmo artigo gerou (já vai com mais de 20mil partilhas no facebook)
Depois de lermos "Os portugueses são um povo completamente mal educado" tivemos a brilhante ideia de o incluir na ementa do nosso próximo jantar de amigos. Ora confirmem lá a receita.
Ingredientes:
Livro - "O que os portugueses têm na cabeça"
Amigos (opiniosos e portugueses, se tiverem um amigo que tenha estado fora ou até um estrangeiro, será ainda melhor)
Jantar (mesa cheia que é para a conversa durar!)
Vinho (tinto, de preferência!)
Modo de preparação:
Coloquem o livro na mesa da sala
Disponham os amigos ao longo da mesa, alimentem-nos e sirvam bebida
Assegurem vinho durante a refeição (anúncio importante!)
leiam excertos do livro
e vejam os ânimos elevarem-se numa acesa discussão
:)
Depois dos comentários que vimos, não vamos perder a oportunidade de ler este livro. Ou terá sido a reportagem do Observador que veio gerar esta polémica?
Sinopse:
A jornalista Marisa Moura mergulhou em textos de pensadores portugueses e estrangeiros de hoje e de outros tempos, analisou estatísticas, estudou comportamentos e questionou especialistas para tentar encontrar uma resposta para esta incómoda pergunta. O que é que os portugueses têm na cabeça? Haverá características comuns a todos nós, habitantes deste país com nove séculos de história, recordista no consumo de antidepressivos? Somos marcados pelo fado e pela fatalidade. À pergunta «como tem passado?» segue-se uma sentida lengalenga, como se fôssemos empurrados pela vida. A palavra pontualidade não consta no nosso dicionário, ao ponto de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter-se atrasado 31 horas e 27 minutos na entrega do Orçamento de Estado para 2009. Derretemo-nos por um canudo, doutor ou engenheiro é à escolha do freguês e cai o Carmo e a Trindade quando um ministro ousa pedir que o tratem por «Álvaro, simplesmente Álvaro». Fazemos estádios megalómanos e estradas que não acabam, mas não é de agora. Já D. João V tinha estoirado o ouro do Brasil em obras como o Convento de Mafra, enquanto endividava o país. E como esquecer o improviso, aquela maneira de dar a volta à situação, de contornar o problema, tão comum nos Portugueses? Marisa Moura fala-nos, num tom bem-humorado e acutilante, de todas estas características, reunindo exemplos concretos da nossa história passada e presente, numa tentativa de organizar ideias e ilustrar a nossa (in)consciência coletiva.
Estereótipos, ideias feitas... ainda assim características que nos permitem refletir e também sorrir.
