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sábado, 8 de março de 2014

Entrevista/ Apresentação :: Megan Maxwell / Pede-me o que quiseres

No meu entusiasmo, inexperiência ou pura estupidez, fiquei mais interessada em manter contacto visual e total atenção na autora enquanto respondia às minhas questões, que não apontei as suas respostas na totalidade. Limitei-me a ouvir, inteirar-me do que me dizia e de ver respondidas as questão que eu, como leitora, fiz os possíveis para esclarecer. Por isso, lamento se não vão encontrar uma entrevista clássica mas aqui por estes lados, nunca fomos muito adeptos de fazer as coisas pela normalidade. Deixo-vos as perguntas que levei.

  1. Uma das coisas que mais gostei foi a proximidade geográfica e a semelhanças das personagens a pessoas que conheço. Achas que esse foi um factor decisivo para o sucesso da Trilogia? 
  2. Conhecendo a força de vontade das mulheres latinas, que tipo de personagem no gostas de incluir nos seus livros? 
  3. Antes de trilogia chegar a Portugal, percebi que muitas das nossas segidoras tinham lido o seu livro em espanhol. Tens muita guerreiras em Portugal? E leitores masculinos? 
  4. Quando falas de Eric, pensas em Paul Walker. Todos sentimos a sua morte e tu também. Continuas a ver Paul como Eric Zimmerman? 
  5. Uma das coisas que está muito presente nos teus livros é a música. As referências musicais que encontramos são as tuas músicas preferidas ou as que melhor se adaptam à história? 
  6. A adaptação de Pede-me o que quiseres à televisão ou cinema é um sonho ou uma uma realidade para um futuro breve? 
  7. Todas sabemos que Pede-me o que quiseres ou deixa-me é o último livro da trilogia. Não pensas continuar a história de Eric e Judith? 
  8. ​Que outro livro gostaria de ver publicado em Portugal? 
Confesso que as escrevi em espanhol e agora me estava a ver grega para as transcrever para português. Ora vejamos o meu resumo dos eventos:
A credibilidade dos personagens é um dos pontos que contribuem par ao sucesso da trilogia. Quando lemos um livro queremos sentir-nos próximas das personagens, queremos que elas nos prendam caso contrário não nos vamos dar ao trabalho de ler o livro e acabamos por o largar ao fim das primeiras 10/20 páginas. Judith é uma mulher latina, que te é familiar, parecida com uma amiga, uma prima ou outra que te é próxima. As razões do sucesso não se ficam por ai, pela identificação do leitor com o espaço físico e personagens. Além de esta ser uma história com personagens credíveis, com fantasias comuns que por vezes não confessamos ter, é no carinho com que as leitoras de Megan, as suas Guerreiras, abraçaram este novo projecto que encontramos o motivo para este avassalador sucesso. Fãs dos livros medievais e dos seus romances, estas guerreiras tornaram-se as primeiras leitoras e as principais responsaveis pelo sucesso da trilogia em Espanha, Portugal e América Latina. Muitos dos locais em que hoje estão a ser publicados os livros de Megan deve-se à perseverança das suas leitoras em ter acesso a todos os livros, de todos os géneros, em especial nos países latino americanos. Na realidade, a garra com que as guerreiras lutam pelo seu objectivo é exactamente o que Megan tenta transmitir nas suas personagens. Mulheres fortes, que sabem o que querem, que lutam. Diz não ser capaz de incluir nos seus livros uma mulher submissa, porque não o é. Comparações com personagens femininas de outras trilogias não serão feitas aqui mas foram com certeza feitas durante a entrevista :) Na realidade, não é só em Espanha que as mulheres aderiram aos seus livros e à trilogia Pede-me o que quiseres. A presença de portuguesas no grupo de Guerreiras é comum e a autora não estranhou o sucesso que os livros estão a ter em Portugal. São muitos os contactos que recebe de leitoras portuguesas e fica encantada por saber que em terras lusas a garra latina também está presente. Presentes no grupo de guerreiras e leitoras de Megan estão igualmente leitores masculinos. Embora possa parecer um mito, eles existem. A autora diz que são discretos, enviam email ou mensagem privada no Facebook mas que raramente algum admite em público que lê gosta e está embasbacado por Judith Flores. Como podem ver, não somos só nós a ficar de beiço por um protagonista. E quando ficamos, será que o imaginávamos de acordo com as indicações da autora? Quando pensam em Eric Zimmerman, quem imaginam? Não é segredo nenhum que a autora sempre visualizou Paul Walker, que embora não fosse alemão era loiro de olho claro e encaixava na perfeição neste personagem. Embora tocada pela sua morte, nunca deixará de ver Paul como Eric (da mesma maneira que Judith terá sempre o rosto de Anne Hathaway). No entanto, depois de um pequeno momento emotivo e 1 copo de água servido com muita simpatia, o assunto mudou para as músicas que têm uma presença muito forte ao longo da trilogia, em especial Blanco e Negro, considerada a música de Eric e Judith. Toda a playlist Pede-me o que quiseres está repleta das músicas que a autora mais gosta, que a acompanharam durante as jornadas diárias de escrita. No tempo em que escreveu o primeiro livro, a música de Malu tocava a toda a hora e diz que um dia se fez um clique ao ouvir a música, que a letra era exactamente a história de amor de Eric e Judith. História que de momento não veremos chegar à televisão ou cinema. O facto de ter cenas que para nós, assiduas leitoras de romances eróticos, não são particularmente chocantes para a maioria do público sim e teria de ser uma adaptação feita com muito cuidado para naõ passar uma imagem decadente e infiel à mensagem do livro. Para todos os que temiam um prolongamento desnecessário da trilogia em algo mais, fiquem descansadas porque tal não se irá verificar. Não querendo incluir um detalhe que seria spoiler do segundo livro e eu não quero estragar a leitura a ninguém, posso apenas acrescentar que por mais que as leitoras tenham gostado do segundo livro e tenham pedido mais histórias sobre o casal com o final da leitura do terceiro, a verdade é que Megan pretende encerrar a história centrada em ambos. No entanto, para as mais distraidas e que ainda não se deram de procurar no site oficial da autora a extensa listas de livros que já escreveu, posso dizer que "sorprendeme" será uma magnifica aposta para aliciar as leitoras portuguesas visto que conta a história de Bjorn. Além deste título, a autora salienta ainda a possibilidade de os seus livros medievais serem bem aceites junto do público português, já um pouco aficionado (falo por mim) nos Highlanders. 

 
Novidades e brainstormings de bloggers à parte, foi óptima a hora que passei com Megan (na verdade, é Carmen!) :) Além de ouvir as respostas às minhas perguntas, tive a oportunidade de partilhar essa hora com outras duas bloggers (Os Nossos Livros e DMagia) e é sempre interessante ver as perguntas que trazem para a mesa e a sua opinião sobre a trilogia. Além da oportunidade de ter feito a entrevista a Megan, facto que agradeço à Planeta por ter proporcionado, aproveito para dizer que adorei o Hotel Florida, especial o jardim de inverno no qual tive oportunidade de relaxar em boa companhia. 

 Claro que o dia não estava terminado por aqui e com uma breve deslocação estava no Colombo, pronta para o Round 2. O público não era extenso, maioritariamente composto por bloggers mas embora já tivesse esclarecido as minhas perguntas fiquei enternecida em saber que muitas pessoas lhe agradecem, chegam inclusive a oferecer-lhe grandes ramos de flores, por ter salvado casamentos ou por os seus livros terem salvo a relação afectiva de alguém cuja cama tinha esfriado. Fiquei igualmente curiosa com as perguntas colocadas por outras leitoras e na minha natureza faladora abordei uma das participantes mais activas durante a apresentação que se confessa grande fã da autora, ao ponto de se ter deslocado do Algarve de propósito para a apresentação e para conhecer a autora. Munida com um exemplar de "Sorprendeme", esta Guerreira Portuguesa tem lido os livros em espanhol e fico encanta por ter oportunidade de ver esclarecida as suas questões e de poder privar com a autora durante a apresentação. 

Obrigada à Ana por me deixar tirar a foto e a publicar aqui. Fico a aguardar que te faças seguidora do Efeitos! :) 

E quanto a nós, assíduas leitoras de romances eróticos, que vamos fazer? 
Esperar a saída do terceiro volume, correcto?! 
Já não falta muito, é para Abril. 
 
Quando a própria autora quer ter os livros editados com pequenos intervalos sabemos que o próximo nunca está muito longe. Agora, deixo-vos a minha opinião ao primeiro e segundo livro. Até lá, tentar ler um livro da autora em espanhol, de preferência o "Sorprendeme".

E ahora, buen fin de semana!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Opinião :: "Pede-me o que quiseres"

"Pede-me o que quiseres" pode muito bem ser as Cinquenta Sombras Espanholas porque mesmo não ficando deveras impressionada com a base da história ou com os personagens (especialmente Eric), eu não desisti até ver o fim ao livro só para chegar à conclusão que, devido às últimas páginas, vou obrigatoriamente querer ler o segundo porque preciso de saber o que se vai passar a seguir.
Encontrei outro guilty pleasure...
e tenho imensa curiosidade de ler este livro em espanhol!
Confesso que adorei encontrar semelhanças entre Judith e outras "Judites" que conheço do pais vizinho!


Sinopse

Basta-nos ler a sinopse para saber que Judith e Eric vão muito rapidamente misturar negócio e prazer.
Judith levava uma vida perfeitamente comum, com referência até a um amigo de longa data com quem de vez em quando as coisas aqueciam mas certo dia, os seus encantos marcadamente latinos não passaram despercebidos aos lindos olhos do seu chefe, Eric Zimmerman. Este, levando as coisas aos estereótipos europeus, é o típico homem alemão, frio, distante e demasiado sério, especialmente segundo os padrões de Judith (e os meus).
Mas como se costuma dizer, "os opostos atraem-se" e rapidamente vemos iniciar algo que se assemelha a um romance mas que tem sérios contornos de uma relação Dominador/submissa.
Os gostos de Eric são algo peculiares e embora Judith não seja nenhuma novata no que toca ao prazer, temos de reconhecer que se encontra a jogar em campo desconhecido (e com audiência)
 Como disse anteriormente, encontro diversas semelhanças entre a dupla Eric/Judith e Christian/Anastasia.
Personagens masculinos dominadores, as femininas submissas, os gostos sexuais e a iniciação da companheira aos mesmos. 
Perdoem-me quando comparo este livro aos de E L James. No entanto, e após ler tantos livros deste género, começo a ver que alguns pontos nunca se alteram. Se por um lado temos o homem bonito, rico e dominador, pelo outro a mulher frágil, social e profissionalmente submissa e que acaba por ceder (por vezes até um pouco contra vontade) a todos os caprichos do outro. 
Queridos autores, precisamos de ver outras personagens nestas histórias!

A recorrente utilização da palavra mórbido/a tirou-me um pouco do sério porque, ao meu ver, não se encaixa no tipo de livro que estava a ler. É tipo água e azeite, não se misturam, não no meu mundo. Mórbido não é algo que associe a sexo e se o fizer, é devido a alguma história macabra de necrofilia. Garantidamente esse é um livro erótico que eu não quero ler nem ouvir falar.
No entanto, durante a leitura senti muita curiosidade em saber como este ou aquele momento está escrito na versão original e lá para meio pensei que talvez o mórbido, para os espanhóis, não tenha uma conotação tão negra como para nós.

mórbido

  1. adj. Que padece enfermedad o la ocasiona.
morboso, enfermizo, patológico, malsano, insano, nocivo

Se pegar na definição até consigo compreender a utilização da palavra. Eric cria Judith um desejo devastador e agradá-lo torna-se uma necessidade sob a qual não tem controlo. É doentio o efeito que Eric tem sobre ela mas as cenas quentes não chocam os comuns mortais. Pelo menos não me chocam a mim!
No entanto, a constante utilização do mórbido/morbidez torna-se aborrecida. Consigo pensar em duas ou três palavras que conseguiam descrever a excitação dos dois e a depravação das cenas, mesmo aquelas em que a cama de dois, passa a ser a de três ou quatro.

Sim, AVISO, esta história pode conter cenas que vão contra a moral e os bons costumes MAS, na realidade, quantos dos últimos livros eróticos publicamos anteriormente não vão!?

Com isto tudo, não deixei de gostar e de ter interesse em ler mais. Quero saber onde é que isto vai dar e o facto de a história se passar aqui tão perto, cria muito mais interesse do que uma numa local que não conhecemos. Sempre gostei de ler livros em que a acção passava por ruas ou pontos de referência que me são familiares e com "Pede-me o que quiseres" tive essa sensação. O mesmo se passa com as personagens. Confesso que me ri ao encontrar conhecidos e ex colegas de trabalho por estas páginas fora.


Por isso, a todos os que, como eu, gostam de um bom livro erótico, sugiro a compra deste livro.
Não tarda nada está ai o segundo.
O sucesso de Megan Maxwell e a sua quantidade de seguidoras, que carinhosamente apelidou de Guerreras, é mais que prova que esta trilogia vai dar que falar.
Sigam a autora no Facebook

E já ouvi dizer que o segundo volume - Pede-me o que quiseres, agora e sempre - será lançado em Fevereiro de 2014.
GOSTO !

http://www.planeta.pt/livro/pede-me-o-que-quiseres-2

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sim..."Pede-me o que quiseres"

Uma novidade Planeta para o meu querido mês de Outubro
Megan Maxwell arrasou os tops de venda em Espanha, com mais de 140.000 exemplares, em apenas seis meses. Chega agora a Portugal o primeiro volume da série com o mesmo nome, "Pede-me o que quiseres", ou em Espanhol, "Pídeme lo que quieras".
Ontem, com a publicação desta foto no facebook, fiquei a saber que algumas das nossas leitoras/seguidoras já leram a versão original e estão ansiosamente à espera de saber o fim.

(não resisti a colocar a flor no cabelo, cada um e a sua pancada! 
A Flor é um miminho que veio com o livro)


SINOPSE:
Após a morte do pai, o prestigiado empresário alemão Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as filiais da empresa Müller. Nos escritórios centrais de Madrid conhece Judith, uma jovem inteligente e simpática, por quem se enamora de imediato. Judith sucumbe à atracção que o alemão exerce sobreela e aceita tomar parte nos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo. Com ele aprenderá que todos temos dentro um voyeur, e que as pessoas se dividem em submissos e dominantes… 
Mas o tempo passa, a relação intensifica-se e Eric começa a temer que o seu segredo seja descoberto, algo que poderiaditar o princípio do fim de uma relação. 

Amor, sexo e luxúria sem limites para ler sem moderação. 
Um romance atrevido, em que o mórbido e as fantasias sexuais estão na ordem do dia. 
 Uma história de amor cheia de encontros e desencontros na qual os jogos eróticos, o voyeurismo e o desejo de ultrapassar todos os limites do prazer são os grandes protagonistas.
 
Mais informações no site Planeta