terça-feira, 19 de julho de 2016

Novidades Pactor :: "A vida num degrau"

“A VIDA NUM DEGRAU: Histórias reais de quem venceu a depressão”

Uma viagem apaixonante, baseada em casos reais com final feliz, que nos mostra que é possível ultrapassar uma doença que atinge mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo.


A editora PACTOR apresenta “A Vida num Degrau – Histórias reais de quem venceu a depressão”, o novo livro de Diogo Telles Correia, psiquiatra e psicoterapeuta, Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Psicopatologia. 

Mundialmente conhecida como uma perturbação emocional na qual são experienciadas emoções de angústia, tristeza, frustração e solidão, a depressão assume hoje em dia proporções colossais e afeta pessoas de todas as idades e classes sociais. Apesar de silencioso e em muitos casos diagnosticado tardiamente, este transtorno pode efetivamente ser curado, sendo para isso fundamental a procura de ajuda. 

“A Vida num Degrau” surge como uma fonte de esperança e inspiração para todos aqueles que sofrem desta doença. Através do relato emocionante das histórias de vida reais de António, Afonso, Pedro e Joana, que se viram desprovidos da plenitude das suas vidas mas que "degrau a degrau" combateram a depressão, assistimos, ao longo das páginas, à forma como cada um encarou esta doença, os tortuosos e amargurados caminhos que percorreram e os diversos tipos de acompanhamento que receberam. 

Neste seu novo livro, Diogo Telles Correia aborda a depressão endógena (António cresceu com a depressão, ou seja, provocada por fatores biológicos), a depressão reativa causada por questões amorosas (Afonso desenvolveu a doença na sequência de conflitos com a sua namorada), a depressão reativa causada por mobbing (Pedro sofreu de assédio moral no local de trabalho e foi a sua esposa que pediu ajuda médica) e a depressão bipolar (Joana sofria da forma mais grave desta doença mental e recebeu tratamento electroconvulsivo).

Uma novidade

sexta-feira, 15 de julho de 2016

«Casa de férias com piscina» de Herman Koch :: Opinião

Herman Koch photographed at The Empire Hotel in New York City. June 2014
Fonte: macleans

"De vez em quando rebobina-se a vida para ver em que momento podia ter seguido noutra direcção. Contudo, às vezes não há nada para rebobinar; uma pessoa ainda não sabe, mas a partir daquele momento só vai em frente."

*
Herman Koch é já reconhecido pela mestria com que denuncia a hipocrisia, a inveja e o quanto os sentimentos e as relações se podem tornar de tal modo viscerais, que fragilizam e fragmentam essas mesmas relações, pondo em causa a própria vida. E este, «Casa de férias com piscina», não é excepção. 

Marc Schloss é um médico de família peculiar e com um humor e opiniões tão aguçadas como o bisturi que não usa no exercício da sua profissão. Ou não devia usar. Ralph Meier é um actor bastante conhecido, achando que o reconhecimento e a fama o isentam de certas normas e julgamentos alheios. Ambos reputados, casados e opiniosos, medirão forças e experimentarão desejos fruto da proximidade que não era suposto terem. Já que Marc sofre de excesso de zelo em tudo o que se refere a corpos e Ralph tem predilecção por corpos. Femininos entenda-se. No entanto, não é só Caroline, a esposa de Marc que interessa a Ralph; também Judith, esposa de Ralph desperta em Marc vontades que conduzirão a família deste a um evento sem retorno e que alterará o curso das vidas de ambas as famílias. 

"Uma boca é um mecanismo. Um instrumento. Uma boca respira o oxigénio. Mastiga a comida e engole-a. Prova, sente se algo está demasiado quente ou frio. Naquele momento encarei Judith de novo e continuei a fitá-la enquanto tinha estes pensamentos acerca de bocas. Um olhar diz mais do que mil palavras. É um cliché. Contudo, um cliché expressa mais do que mil palavras."

Os clichés estão tão presentes neste livro como na vida em si e não me parece que Koch queira fugir deles, julgo que quer antes encontrar personagens que vivam num constante combate contra esses clichés, mas que depois os sintam como uma parede que de repente os traz à realidade, pela dura mão dos eventos que não controlamos. Mas tudo isto sem privar o leitor de uma amálgama de pensamentos acutilantes, irónicos e suculentos que insere e dão corpo às personagens. Sim, é verdade, alguns deles chegam a enervar de tão asquerosos ou irritantes que são, mas é aí que encontramos a essência da escrita de Koch, o brilhantismo do seu lado negro e que não disfarça o desprezo por inúmeras situações do quotidiano.

"A gordura está em toda a parte, rodeia os órgãos por todos os lados. Ausculto com o estetoscópio. Escuto os pulmões, que a cada inspiração têm de empurrar a gordura para o lado. «Expire muito devagar», peço, e ouço a gordura a voltar ao seu lugar. O coração não bate: pula. O coração faz horas extraordinárias. O sangue tem de ser bombeado a tempo para todas as extremidades do corpo, mas as artérias também estão rodeadas de gordura. «Agora inspire calmamente», peço. A gordura fica a postos. (...) É uma luta (...) invisível a olho nu."

Marc Schloss não esconde nada, revela-nos as suas fantasias as suas divagações, enquanto se tenta refugiar no poder da imaginação, fugindo do corpo de cada paciente e da sua conversa de doente. Muitas das fugas imaginárias são autênticas criticas sociais. 

"Comprei um relógio com ponteiros luminosos de propósito para as estreias de teatro. Acontece algo com o tempo durante uma peça de teatro que ainda não consegui identificar. O tempo não pára, isso não: coagula. (...) é como se mexesse com uma colher uma substância que se torna espessa rapidamente. A um dado momento a colher pára, fica de pé na substância (...)
Uma pessoa pensa (espera, reza) que já passou meia hora, mas os ponteiros indicam apenas doze minutos (...) Não se pode gemer ou suspirar (...) Quem geme ou suspira em voz alta distrai os actores."

Poderíamos continuar a citar as infindáveis criticas que o narrador e personagem principal tecem sobre tudo o que os rodeia e que caracteriza a vida contemporânea. Nada lhe escapa, é cada parágrafo, cada facada.

"Holandeses no estrangeiro. 
Os empreendedores holandeses queixam-se muito das maquinações incompreensíveis da burocracia do país em questão. (...) Nós, holandeses, gostamos de trabalhar no duro. Por que razão nos levantam tantos obstáculos? Aqui são alérgicos ao trabalho (...) Ao fim de dois ou três anos a amaldiçoar e a maldizer (...) agarram nos tarecos e regressam a casa furiosos."

Podemos dizer que nada escapa à análise milimétrica do Dr. Schloss e mesmo se experimentamos sentimentos menos empáticos para com o personagem, rapidamente estamos ávidos pelo seu próximo alvo e rimos perdidamente quando ele próprio se põe a jeito de ser criticado e ridicularizado. 

O livro é inquietante e inesperado e o enredo é viperino o suficiente para imprimir um ritmo alucinante à leitura, não poupando quaisquer questões, até a da ética médica, colocando assim o leitor numa perseguição desenfreada a fim de perceber que águas quentes agitaram aquele Verão. 

*
Um livro ALFAGUARA | Penguin Random House Grupo Editorial 


Divulgação - «O Silêncio do Mar» de Yrsa Sigurdardóttir


A autora de culto Yrsa Sigurdardóttir, ganhou recentemente o Prémio Petrona 2015, que distingue anualmente o melhor romance policial dos países nórdicos. 

Considerada a «rainha do noir nórdico» e segundo a crítica internacional, «O Silêncio do Mar» eserá o seu melhor e mais assustador romance policial. Best-seller em todos os países onde já foi publicado, este enredo que se passa entre Lisboa e Reiquejavique, cruza o policial com o sobrenatural.

«– Mamã morta. – A vozinha límpida da criança era desconfortavelmente clara. Era a última coisa que Brynjar e, sem dúvida, os outros queriam ouvir naquele momento. – Papá morto. – E ainda piorou. – Adda morta. Bygga morta. – A criança suspirou e agarrou-se à perna da avó. – Todos mortos – concluiu, e começou a soluçar baixinho.»

A escrita cinematográfica da autora valeu-lhe recentemente a venda dos direitos de vários dos seus livros para futura adaptação cinematográfica e este novo livro não é excepção, sendo já apontado como um dos mais cinematográficos.

Sinopse:

«Ægir e a família falaram com a Islândia quando o iate estava a deixar o porto de Lisboa, mas nunca mais se soube deles desde então.»
Um iate de luxo abandona o porto de Lisboa tendo como destino Reiquejavique, na Islândia. Despedindo-se das temperaturas agradáveis da capital portuguesa, a bordo seguem sete pessoas que enfrentarão o frio mar daquele inverno, a caminho do norte.

Porém, daí a alguns dias, quando o barco entra no porto de Reiquejavique, ninguém é encontrado a bordo. O que aconteceu à tripulação e à jovem família que seguia nele ao zarpar de Lisboa? O que se teria passado em Lisboa, ou durante a viagem, que possa explicar o desaparecimento?

Este é o cenário do melhor e mais assustador romance escrito até hoje pela rainha do policial nórdico, Yrsa Sigurdardóttir – um mistério sobre o mar, Lisboa, a família, a fama, negócios obscuros e, como sempre, o mal e a conspiração do ódio.

Um livro QUETZAL

Opinião "O Erro" da Sério OFF-CAMPUS de Elle Kennedy

Quando tivemos a oportunidade e ler o primeiro livro da série, "O Pacto" ficámos a conhecer os amigos mais próximos de Garrett e sem dúvida John Logan foi o que nos ficou debaixo de olho.


Mais um jogador mulherengo que vive apenas e só para essas duas coisas, o hóquei e as mulheres. No entanto, desde que o seu melhor amigo se emparelhou com a adorável e sarcástica Hannah, Logan tem a cabeça completamente  virada do avesso e faz os possíveis para escapar do seu círculo de amigos e dos seus pensamentos.
E é num desses episodios de fugir aos confrontos internos que Logan conhece Grace.

Caloira marrona e disfarçadamente bonita, Grace vive o seu primeiro ano na faculdade de Briar na companhia da sua intempestiva melhor amiga que acalenta um certo tipo mulherengo dos nossos já conhecidos jogadores de hóquei.
Mas quando Logan conhece Grace, atração que se cria entre ambos quase parece mentira. O que poderia um popular jogador de hóquei, com fama de player conquistador querer com uma caloira inexperiente?
Será Grace mais um ponto na sua longa lista de conquistas?
O que é que Logan tanto procura? Um escape? Uma conquista fácil? Ou algo mais?

Grace representa, numa primeira fase, uma distracção para Logan. A verdade é que quando percebe que esta pode ser a sua lufada de ar fresco, Grace já saiu porta fora e se Logan pretende ser digno da sua atenção, do seu corpo e da sua alma, vai ter de suar para provar as suas intenções.

E é ai que começa o divertimento...
Adorei entrar na mente e vida de Logan. Grace também me surpreendeu agradavelmente pela positiva. 
E foi um máximo voltar a encontrar Garrett e Hannah. Ah e o incorrigível Dean. És o próximo e vai ser tão bom ver-te vergar ahhaha

Uma história completamente diferente da primeira, que nos agarra pela conquista de Logan, pela história que lhe limita os sonhos e pela tenacidade de Grace mas que nos dá aquela carga humorística, ofensiva e sarcástica a que este grupo de amigos já nos habituou.

A série de Elle Kennedy é uma grande aposta Suma de Letras que vocês deviam levar como companhia nestas férias de verão.

Mal posso esperar por ler o próximo. É do incorrigível Dean :)
e a descrição perfeita desta série?
É esta!

Uma aposta

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O regresso de Possidónio Cachapa * «EU SOU A ÁRVORE» novo romance.


Sete anos após o lançamento do seu último romance, «O mundo branco do rapaz-coelho», Possidónio Cachapa lança agora este «Eu sou a árvore» pela Companhia das Letras/Penguin Random House.
O lançamento do livro teve lugar a 30 de Junho na Casa Independente, contando com a presença dos autores João Tordo, Filipe Melo e Hugo Van der Ding que, para além do autor, nos brindaram com bons momentos e algum humor, levantando apenas algumas pontas do véu para o Universo fértil deste seu novo livro. 

No centro do Universo deste livro encontramos Samuel, um patriarca, em torno de quem a intriga acontece, juntamente com aqueles que ama. A Natureza e o Homem numa mistura de força bruta na luta pelo tempo que escasseia. 

A critica reconhece a aplaude a genialidade e o Universo próprio de Possidónio Cachapa. Mesmo nesse seu ambiente mágico e próprio, é dono de um realismo muito bem retratado e humanizado, não fugindo ao lado onírico e mágico, pelos momentos proporcionados pela sua escrita. 

"Possidónio Cachapa é um escritor realista, mas o seu realismo é mágico.» Pedro Mexia


«EU SOU A ÁRVORE»

"Nenhum de nós sabe o que sente Hyperion entre as árvores de Redwood. Ou o que avista esta sequóia gigante ao sobrancear o resto da floresta (...)
O que sente a mais alta das plantas, Hyperion, a que não vai a lugar nenhum?
Sonhará a árvore com o som dos seus membros a quebrar, com a dor gigante de quem cai de uma descomunal altura, com a vibração dolorosa das coisas que se partem, a vir desde as raízes mais fundas até à última das folhas?"

*

Espera-nos um romance com árvores dentro, com personagens que se colaram ao leitor e uma escrita que antes de ser para um de nós, leitores, é para o próprio. É dessa escrita para si próprio que Possidónio acredita ter escrito um livro que tocará a todos. 

«AS REPUTAÇÕES» de Juan Gabriel Vásquez :: Opinião



Li «AS REPUTAÇÕES» de Juan Gabriel Vásquez de uma assentada e recomendo bastante a sua leitura. Julgo ser difícil que se faça de outra forma já que o texto flui de forma viciante. 

"Ele já quase nunca vinha à cidade e habituara-se a olhar o mundo através dos ecrãs e das páginas, a deixar que a vida viesse até si em vez de a perseguir nos seus esconderijos (...)
Sim, a cidade era outra. Contudo, não era nostalgia aquilo que embargava Mallarino quando constatava as mudanças, mas um curioso afã por suster a sua própria entropia interior, a lenta oxidação dos seus órgãos, a erosão da sua memória reflectida na memória erodida da cidade: (...)
O maior caricaturista político da história colombiana tinha sido devorado, como tantas outras figuras, pela fome sem fundo do esquecimento. Também de mim se esquecerão um dia, (...)"

É nesta fome sem fundo e neste parágrafo, que para mim fica tudo dito, ou seja, desde o início vemos o passado e o futuro de Mallarino e em função disso acompanhamos as decisões e compreendemos as suas divagações do personagem. 

É um livro pequeno mas que abarca tanta coisa grande. A força do desenho de opinião que pode mudar passados e mover futuros. 
"- Ricardo Rendón, o meu mestre - apressou-se a dizer -, comparou certa vez a caricatura a um aguilhão, mas forrado a mel."
Através do traço que denuncia, Mallarino guia o seu trabalho com esta bússola, exprimindo assim o que o preocupa, mas também o que o faz rir, apelando ao humor negro característico do cartoon. 

"- Ouça - disse Mallarino -, vivemos tempos desnorteados. Os nossos líderes não andam a liderar nada, e muito menos a contar-nos o que está a acontecer. E é aí que eu entro. Conto às pessoas o que está a acontecer. O importante na nossa sociedade não é o que acontece mas quem conta o que acontece."

As polémicas, as reputações, os jogos de poder e a necessidade de denúncia política, juntamente com o procurar uma outra versão dos acontecimentos... é com o que Vásquez constrói uma intriga muito pertinente com questões ainda mais pertinentes face aos eventos que têm marcado a actualidade. Recorde-se a polémica e os atentados em torno dos desenhos do Charlie Hebdo que ocorreram pouco depois do lançamento deste livro e que colocam todo um novo enfoque na importância da liberdade de expressão. No entanto, o livro lança também outras questões, sobretudo a importância da busca pela verdade.

Vásquez cria imagens marcantes com determinados parágrafos, imagens que nos fazem sentir conhecer os personagens. 

"Há mulheres que não conservam, no mapa da sua cara, nenhum traço da menina que foram, talvez por se terem esforçado muito por deixar a infância para trás (...) talvez por entretanto algo ter acontecido, um desses cataclismos íntimos que não moldam uma pessoa, antes a arrasam, como a um edifício, e a obrigam a construir-se de nodo desde os alicerces."

A escrita do autor é especialmente visual quando Mallarino descreve os cartoons que criou, tanto com um traço espicaçante como humorístico. A própria intriga tem também os seus momentos de humor, mas julgo que com as questões que levanta, Vásquez pretende convocar o leitor para uma reflexão mais critica da sociedade, olhando às fragilidades e ao lado efémero das reputações bem como para as relações entre os poderes instituídos.

"(...) a humilhação, toda a humilhação, precisa de uma testemunha. Não existe sem ela: ninguém se humilha sozinho, a humilhação a sós, não é humilhação."

*
No dia 8/7 o autor recebeu o Prémio Literário CAL/Grupo Lena, na Casa da América Latina e no dia 11/7, esteve na Fundação José Saramago, à conversa com o realizador e escritor espanhol Javier Rioyo.
- Discurso na Casa da América Latina

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Esta leitura teve o apoio da ALFAGUARA | Penguim Random House Grupo Editorial 



Novidade Topseller :: "Recebe-me"

Chegou o segundo volume da série Stark International.
Quem já leu o primeiro "Chama-me"?


ELA NUNCA PENSOU QUE FOSSE PERDER O CONTROLO DA SUA VIDA, MAS O DESEJO DELE LEVOU-A À LOUCURA.

Poderoso, ambicioso e extraordinariamente sexy, Jackson Steele era diferente de qualquer outro homem que Sylvia conhecera. Ele sempre teve tudo o que quis na vida e quando foi a jovem o alvo do seu desejo era óbvio que esta não conseguiria resistir-lhe.
Tanto Jackson como Sylvia têm segredos, e as histórias do passado ameaçam seriamente o presente de ambos. A redenção chega na paixão e no desejo que os une, mas será isso o suficiente para que Sylvia se entregue plenamente a este homem poderoso? Será ela capaz de confiar em alguém pela primeira vez?

Recebe-me é uma história ardente, que tem por grandes protagonistas a paixão e o desejo.

Uma novidade

Novidade Editorial Planeta :: 2º livro da série "A Rapariga do Calendário"

12 MESES. 12 VIDAS. 1 AMOR
A jornada de Mia Saunders, acompanhante por força das circunstâncias, continua neste segundo volume de A Rapariga do Calendário! 
Nos três meses que se seguem, Mia viaja para Boston, Oahu e Washington DC.

Em Abril, faz-se passar pela namorada do mulherengo Mason Murphy, um jogador de basebol profissional que precisa de melhorar a sua imagem, e acaba por descobrir que ele não é exactamente aquilo de que estava à espera.

Maio encontra Mia a incendiar o sangue de Tai Niko, modelo fotográfico e intérprete da dança do fogo samoano, enquanto participa numa campanha publicitária que tem como objectivo demonstrar que a beleza não é uma questão de tamanho.

Em Junho, a missão de Mia é servir de enfeite de braço a Warren Shipley, membro do grupo conhecido como Um por Cento. Enquanto finge ser uma caçadora de fortunas, descobre que Warren tem de facto um coração de ouro. Pena é que o atraente filho, Aaron, senador pela Califórnia, não seja em nada parecido com o pai.

Uma série sedutora, doce e tão escaldante que o seu livro pode derreter.

Uma aposta

Relembramos a opinião ao primeiro 

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Novidade Topseller :: "Verdade Escondida"

Mary Kubica conquistou os leitores portugueses com o seu livro de estreia Não Digas Nada. Depois de Vidas Roubadas e agora com a publicação do seu mais recente livro Verdade Escondida, Mary Kubica estabelece-se como uma das autoras de referência no thriller psicológico. A Verdade Escondida foi selecionado como uma das melhores obras para ler no verão por importantes meios estrangeiros de divulgação editorial. 


SINOPSE
Não importa o quão rápido conseguimos correr… O passado acaba sempre por nos alcançar. Quinn Collins acorda e não encontra a amiga com quem partilha a casa na cidade de Chicago. O quarto dela tem a cama vazia e a janela aberta, e Quinn recorda-se vagamente de ter ouvido um rangido durante a noite. Esther Vaughan desapareceu sem deixar rasto. Entre os pertences da amiga encontra uma carta enigmática, assim como outros objetos que colocam em dúvida se Esther será a pessoa que Quinn julgava ser. Entretanto, numa pequena cidade perto de Chicago, uma rapariga misteriosa aparece num café onde um jovem chamado Alex Gallo trabalha. Alex sente-se desde logo atraído por ela, mas acaba por descobrir algo obscuro e sinistro que porá em causa os seus sentimentos. Enquanto Quinn continua em busca de respostas para o desaparecimento de Esther, e Alex tenta saber mais sobre a rapariga desconhecida, forma-se um enredo de ilusões que ameaça esconder uma dura e chocante verdade. Quem será aquela estranha rapariga?

Uma novidade

Relembro a opinião ao primeiro livro da autora lançado em Portugal
http://efeitodoslivros.blogspot.pt/2014/09/opiniao-nao-digas-nada.html

terça-feira, 12 de julho de 2016

Novidade Bertrand - "Solteira até Sábado"

Adorei ler o "Casado até quarta", tenho por ler "Casado até segunda" e com toda a certeza não vou perder a oportunidade de ler o terceiro livro da série de Catherine Bybee.


Karen Jones: Loura e bonita casada com uma estrela de Hollywood, afinal é Karen quem passa os seus dias a desempenhar um papel: o de esposa feliz. Há um ano, aceitou casar com um ator para calar rumores acerca da vida privada deste. Agora, o dia do divórcio aproxima-se e há um cheque de cinco milhões de dólares à sua espera. Mas quando se prepara para sair airosamente do seu casamento falso, o cunhado lindo de morrer entra-lhe pela porta de casa… e do coração. Zach Gardner: Moreno de olhos azuis, Zach chega para celebrar o primeiro aniversário de casamento de Michael e Karen. Está ansioso por conhecer a mulher que o irmão escondeu da sua família. Mas mal Zach e Karen se encontram, surge uma faísca. Quando o casal vai visitar todo o clã dos Gardner, Karen tem de manter o segredo do marido bem escondido de todos… até de Zach, que pode muito bem ser o grande amor da sua vida.

Uma novidade

Novidade Topseller :: "A Maldição do Vencedor"


Kestrel, jovem filha do poderoso general de Valoria, tem apenas duas opções: alistar-se no exército ou casar-se. Ela tem, no entanto, outras aspirações e procura libertar-se do seu destino, rebelando-se contra o pai.
Num passeio clandestino pela cidade, Kestrel vai parar a um leilão de escravos, onde se depara com um jovem, Arin, que parece querer desafiar o mundo inteiro sozinho. Num impulso, ela acaba por comprá-lo — por um preço tão alto, que a torna alvo de mexericos na sociedade.
Arin pertence ao povo de Herrani, conquistado dez anos antes pelos Valorianos. Além de ser um ferreiro exímio, revela-se também um cantor extraordinário, despertando a curiosidade de Kestrel. Arin, contudo, tem um segredo, e Kestrel não tardará a descobrir que o preço que pagou por ele poderá custar muito mais do que aquilo que alguma vez imaginara.

Uma novidade

Opinião "O Amor nos Tempos Modernos"

Quando li a sinopse sabia que, mais tarde ou mais cedo, teria de mergulhar nesta análise humorística e cientificamente analisada de como procuramos, vivemos e perdemos o amor na era digital.


Nota: isto não é nenhum romance, não é nenhuma história com princípio meio e fim. É sim um longo espectáculo de stand-up que podemos ler seguido, salteado ou de trás para a frente. Até podemos imaginar a voz do autor enquanto o lemos....ou não  (ver porquê)

A leitura de "Amor nos Tempos Modernos" dá-nos uma visão e um conhecimento trivia sobre o mundo digital do amor, digno de fazer alguns amigos/as pousar o telemóvel enquanto partilhamos uma bebida num bar qualquer.
Ora vamos lá ver...

Quantos de nós não estamos solteiros/as?
Quantas pessoas não trocam mensagens no whatapp, hangouts, qualquercoisachat?!
Quantos já conheceram um/a ex namorado/a online?
Quantos usam activamente a internet para conhecer um novo interesse amoroso?
Quantos fazem do Tinder uma incursão diária de window shopping?
Quantos acham que alguém sem facebook ou qualquer outra rede social tem algo a esconder? haha calma, esta é brincadeira. Ou não é? :)

Responderam sim a alguma destas perguntas? Responderam sim a tudo? Quase tudo?
Então, bem-vindos ao amor nos tempos modernos. É inegável, a era digital veio mudar por completo o modo como interagimos e comunicamos como o mundo, mesmo no nosso universo romântico.

Aziz e o Professor Eric Klinenberg abordam um pouco de tudo. Desde o modo mais correcto de mostrar que não estamos interessados em alguém à abordagem mais apelativa quando estamos à distância de pouco mais de um clique da pessoa que suscita o nosso interesse. Da fácil capacidade social das gerações mais velhas em comparação com o isolamento presencial das gerações mais novas uma vez confrontadas com os seus pares.
Do que é comum e mundano no ocidente ao que é completamente fora de questão no mundo oriental.

"O Amor nos Tempos Modernos" é uma obra completa para quem gosta de analisar as coisas do dia a dia com outros olhos, especialmente algo que também nós fazemos.
O mundo está a mudar no que diz respeito à interacção humana e à procura do amor.
Mas onde é que vai parar?
Por um lado quase que vou citar as gerações mais velhas com o grande clássico "isto no meu tempo não era assim, era tudo muito mais simples".

by Bansky

Se tivermos de tirar uma conclusão deste estudo e exposição humorística de Aziz é que devemos realmente aproveitar as oportunidade e as facilidades que o mundo digital no proporciona mas sem descurar do mundo real, das pessoas quando estamos cara a cara.
Mais que dar uma oportunidade a quem conhecemos, temos de dar uma oportunidade a nós mesmos.
Deixar de magicar coisas irreais e dar mais espaço para as relações crescerem.

O mundo digital pode ter trazido uma montão de facilidades mas o amor...ui, esse nunca foi fácil.



"O Amor nos Tempos Modernos" é uma aposta

Para mais informações consultem o site Editorial Presença

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Opinião "A Rapariga do Calendário" - Livro 1

Oh uau, adorei! 
Podia dizer apenas isto mas não seria suficiente para vos transmitir o ímpeto com que devorei "A Rapariga do Calendário". Não a rapariga ou os seus clientes, claro, apenas o livro!
Imagino o que foi esperar o tempo entre publicações online para ler cada capítulo, cada mês.
Dei por mim cheia de fome e não me apetecia parar de ler. Continuava já para o próximo capitulo, para o próximo mês....
Raios, eu lia já os 12 meses seguidos!!
Mas enquanto isso não acontece fiquem a conhecer Mia, Janeiro, Fevereiro e Março.


Mia Saunders é uma mulher com garra. Com um passado familiar que sempre lhe incutiu imensas responsabilidades e uma folha de registos amorosos cheia de drama, Mia não é um gatinho assustado. Quando encontra um problema, encara-o de frente.
Mas a última trapalhada do pai deu-lhe um milhão de problemas e a única solução instantânea que Mia encontra passa por se juntar à empresa de acompanhantes da tia.

Se ser acompanhante é isto acho que vou ter de repensar a minha profissão....tou a brincar!

Decidida a selar os sentimentos e a ser bem sucedida, Mia parte nesta aventura com o coração mas mãos mas focada no seu objectivo de ajudar a família. A cada novo mês um novo cliente. E ai Jesus que não podíamos ter começado melhor, já nem sei em que mês estou! Estamos em Julho? É que não me importava nada de fazer aquele Janeiro durar um ano inteiro :) 

Mas sem detalhes....não gosto de spoliers e não quero, nem por sombras, tirar às minha queridas seguidoras o gostinho de saborear esta história em primeira mão. E garanto-vos que até vão lamber os lábios :P
Apaixonam-se pelo conto de fadas em Janeiro, cedem ao desejo e à paixão em nome da arte em Fevereiro e provam a ferocidade do amor por meio de gargalhadas e amizade em Março.
Adorei! 
Quero o segundo trimestre do ano já aqui para ler HOJE MESMO.
Honestamente não vai ser preciso (des)esperar muito.
O segundo livro, Abril/Maio/Junho, chega já dia 20 de Julho


"...posso amar-te e mesmo assim deixar-te ir. Mas tu levarás o meu amor contigo para onde quer que vás, e para sempre.
...
O meu compromisso para contigo é amar-te durante o nosso tempo...Este tempo foi construído com base na confiança, no amor e na amizade.
...
Nada mais é preciso na vida"

A série de Audrey Carlan, "A Rapariga do Calendário" é uma grande aposta

sexta-feira, 8 de julho de 2016

«A Factura» de Jonas Karlsson :: Opinião




"Pela primeira vez, fiquei chocado perante o pensamento desconcertante de que o valor real da minha Felicidade Experimentada pudesse ter sido gravemente subvalorizado."

E você, já se perguntou qual é o seu índice de Felicidade Experimentada?

Com base na Felicidade Experimentada (FE) o destinatário desta factura é confrontado com um valor que lhe parece despropositado. Há que pagar a felicidade. E custa caro.
Espantado com os valores começa uma longa espera bem como longas horas passadas ao telefone para perceber que factores entrarão para os cálculos daquela factura e que fórmula usa aquela empresa de espiões dos sentimentos e experiências sociais alheias para contabilizar tão absurdas quantias.

Mas será que o endividado está a fazer as perguntas certas? Ou sequer estará a analisar-se bem?

"- Além do bem-estar excelente, brancura máxima, masculinidade máxima, também temos... vejamos... sem problemas de sono. Compatibilidade no local de trabalho a cem por cento. Só um velho amigo, Roger, com quem se encontra regularmente..."

Entre chamadas para Maud, que lhe vai desvendando o seu perfil, o cinéfilo que não se acha assim tão feliz, divaga ao som da Mahavishunu Oschestra e recorda Sunita, o amor proibido; divaga também entre filmes e tece uma das melhores "cenas" do livro, quando nos revela uma passagem do filme «A Ponte no Fim do Mundo», que faz todo o sentido no ponto mais tenso do enredo.

A certa parte Maud diz-lhe:
"Veja: olhamos para a vida como se fosse uma peça escrita em moldes clássicos. Aqueles com mais adereços não são necessariamente os melhores. As coisas também têm de acontecer pela ordem certa; caso contrário, não fazem sentido..."
Pouco depois, num acto meio irreflectido, mas na ordem certa das coisas temo-lo a atirar copos de água a uma planta já murcha e é inevitável rir ao imaginar a cena. Surreal, mas deliciosa.

O tom utilizado para descrever os itens desta factura é simultaneamente fantasioso, mas muito cheio de real; é quase fatídico, mas sem qualquer melodrama; é minimalista, mas está recheado de coisas boas; é ainda irónico, sem ser negro.
Não sei se «A Factura» o vai fazer ver a vida de outro modo, mas é bem capaz de pensar na felicidade que experimenta todos os dias e nem sabe.

*

Depois de ler «a factura», temos uma mão cheia de sugestões cinéfilas. A vontade é grande para ver o filme «Most na kraju svijeta», um filme Bósnio a que o autor dá destaque. Nesse «A Ponte no fim do Mundo» a cena descrita é tal modo minimalista, como muito do que se passa neste livro, que ficamos com curiosidade pela cena e para perceber quem tem razão, se ele se Maud.
Fica-se também com os sentidos em alerta para o filme de David Mamet (O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes, Hannibal ou Os Intocáveis) - O Prisioneiro Espanhol ou para «O Jogo» de David Fincher.


Um livro ALFAGUARA | Grupo Penguin Random House Grupo Editorial

Novidade Guerra & Paz "Não se Diz Tudo aos Homens"


As mulheres sabem: não se pode dizer tudo aos homens, há apenas que orientá-los.
Carolina tem um plano romanesco para conquistar António, o joalheiro que ela decidiu querer para futuro, legal e legítimo marido. Ele não sabe ainda, mas ela engendrou um original jogo de sedução para que ele a descubra.

Uma novidade

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Novidade Topseller :: "Um Anjo Caído" - Série de Sarah MacLean

É verdade, a metade colorida está mesmo atrasada nas leituras :)
Guilty!!!

Esta série é brutal. Depois de "Um Marquês Irresistível", "Um Conde Apaixonante" e "Um Duque Glorioso" chega o quarto livro da série de Sarah MacLean.


Durante o dia, Lady Georgiana é conhecida pela aristocracia como a irmã de um duque, rejeitada pela família por ter caído em desgraça com o pior tipo de escândalo possível: ter-se apaixonado por um homem sem título e dele ter tido uma filha. Mas a verdade é muito mais chocante do que isso!
Nos recônditos mais obscuros de Londres, Lady Georgiana é Chase, o misterioso e temido fundador do clube de jogo mais exclusivo da cidade, O Anjo Caído. Circulando disfarçada todas as noites pelo clube, ela conhece os piores segredos das figuras da sociedade e tem-nas na palma da mão. Durante anos a sua dupla identidade nunca foi descoberta…Até agora!
Brilhante, inteligente e irresistível, o jornalista Duncan West está intrigado com esta bela mulher, que descobre estar ligada a um mundo de trevas e pecado. Ele sabe que Georgiana é mais do que aparenta ser e promete descobrir todos os segredos deste «anjo caído», expondo o seu passado, ameaçando o seu presente e pondo em risco tudo o que ela tem de mais valioso. Incluindo o seu coração.

Uma novidade

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Opinião "MAESTRA" de L. S. Hilton

Há livros, que uma vez terminada a leitura, deixam-me transmitir o que me vai na cabeça numa opinião simples, apaixonada e breve.
Depois há livros que me embrulham de uma maneira que fico sem saber o que dizer. 
Por último há a MAESTRA. Deixou-me sem palavras e por mais cliché que possa soar, eu raramente fico sem pio. 
Eu curvo-me à Maestra e à sua capacidade camaleónica que a deixa sempre pronta para sair por cima, incólume.
:)


Conhecemos Judith em Londres, funcionária de uma leiloeira, insatisfeita com a posição que ocupa, social e profissionalmente.
Dotada de um desejo visceral de ser quem não é de berço, Judith embarca num caminho de dinheiro fácil que rapidamente a leva a ponto sem retorno. 
O que estamos dispostos a fazer para vencer na vida?  O quão longe estamos dispostos a ir para sobreviver? A que nível do inferno estamos dispostos ir para sermos quem sempre quisemos ser?

Da realidade fria de Londres, à falsidade endinheirada na costa italiana até aos lugares onde o luxo fala mais alto, Judith é uma mulher de muitos nomes, muitas facetas e muitos segredos.
E quando pensam que já viram tudo ZAASSSS algo excitante, chocante e novo aparece de repente.

Uma mistura explosiva de crime, insanidade, deboche e arte. Maestra capta a nossa atenção pela capacidade de tornar a nossa personagem principal em alguém capaz de tudo para alcançar os seus objectivos.

Há uma curiosidade mórbida, auto imposta por Judith, de querer saber qual o fim do caminho, se há ou não consequências para tudo o que fazemos na vida.

Leiam este livro. É talvez a mistura perfeita de tudo aquilo que gosto de ler. Uma personagem feminina senhora de si mesma, dotada de uma liberdade sexual tremenda e que vive rodeada do nível elevado de intriga e crime.


Nota: não aconselhado a pessoas sensíveis, púdicas e com estômago fraco.
Depois não digam que não avisei!

Nota: um pensamento semelhante que me ocorreu com o final da leitura do Em parte incerta de Gillian Flynn...ninguém é o que parece e não sabes o que pessoa à tua frente teve de fazer para estar onde está.

A MAESTRA é uma estupenda aposta da 
Para mais informações consultem o site da editora

Novidade Topseller :: "O Acordo" de Steven Cavanagh


Uma prestigiada empresa de advocacia nova-iorquina, a Harland & Sinton, há muito que pratica fraudes graves a nível global. Quando David Child, um grande cliente desta firma, é preso e acusado de homicídio, o FBI procura Eddie Flynn para que este aceite a defesa de Child e o convença a testemunhar contra a empresa.
Eddie Flynn não é o tipo de homem, nem de advogado, que se preste a defender alguém culpado. Mas o FBI reuniu provas incriminatórias contra a sua própria mulher, que trabalha na Harland & Sinton…
A ética pela qual Eddie se rege ganha, de súbito, novos contornos. Se não aceitar, será ela a pagar.
David Child tem de aceitar um acordo. É a única forma de a mulher de Eddie ficar longe das ameaças, quer do FBI quer da própria empresa. E Eddie fará tudo para que isso aconteça.
O Acordo é um livro trepidante, pleno de ação genialmente orquestrada e vem confirmar Steve Cavanagh como o novo grande mestre do thriller jurídico.

Uma novidade

«A Viagem Vertical» de Enrique Vila-Matas :: Opinião

"Senti-me de repente contagiado pelo encanto natural e pela queda livre e descida vertical para o Sul daquele senhor de Barcelona que dizia ser nacionalista e a quem o abandono da mulher o transformara em alguém que, de forma possivelmente inconsciente, começara a empreender uma lenta descida para o mundo dos deslocados e dos excêntricos."

"Que destino nos revela a mão sem linha da vida?" (Al Berto)
Talvez esta seja a questão fundamental assim que começamos a ser puxados para esta viagem descrita por Enrique Vila-Matas. Com um humor peculiar, ficamos presos à história a partir do momento em que, entre alfaces e beringelas, um casal se mostra inflexível perante os ajustes que a vida lhes exige.

"- Tudo isto é por causa das alfaces e das beringelas, tenha a certeza. Isto disse Mayol e depois começou a alimentar a desesperada esperança de que a estranha atitude da mulher fosse passageira.
Mas uma semana depois, Mayol, refugiado num bar da Praça Letamendi (...) já sabia que lhe restavam poucas esperanças de que a atitude da mulher fosse passageira."

A vida corre mal a Federico Mayol e a mulher não é o único dos seus problemas, já que os filhos do casal, especialmente o jovem e artista Julián, não partilham das inquietudes do pai e ainda o confrontarão com dúvidas e algumas verdades que Mayol não aceita bem e isso leva-o a partir.
Aliás, são várias as viagens que este septuagenário empreende para redescobrir o sentido da vida. E logo ele que supostamente nunca questionou os caminhos que foi seguindo.

"(...) sentiu que regressava em força à sua consciência a ideia trágica do sempre mutável que é o ato de recordar as transformações que as lembranças sofrem ao serem revividas, a dificuldade de dominar com plenitude total a memória do que foram os nossos dias (...)"

A narrativa de Vila-Matas espelha constantemente essa preocupação com as memórias e o que com elas fazemos, aproximando-nos ou não, dos outros e de momentos que podem ter sido decisivos e que só mais tarde, revivendo-os, aceitamos e acreditamos terem sido determinantes. Todo o livro em questão funciona como uma viagem de regresso e isso sente-se a partir do momento em que, entre amigos, o personagem é aconselhado a viajar apenas para locais onde já esteve. E isso é algo muito interessante na medida em que evoca aquilo que já fomos, provocando confronto.

Entre deambulações, que são várias, sente-se uma alargada critica social, uma constante avaliação da vida conjugal e da paternidade, mas nunca sem esquecer, a religião e a fé, a política e a ditadura e o peso da formação e da educação para o indivíduo que no final da vida sente que o rumo do seu próprio país e da família lhe ditou certas limitações.

"Como ninguém está contente com a sua própria vida, aquele que julga conhecer quem ou o que a estropiou, nunca se esquece do responsável por essa vida não ter sido como esperava."

«A Viagem Vertical» está recheada de cenários hipotéticos, nas divagações e pensamentos que o personagem partilha, mas está também pejadas de cenários muito sólidos, quase como um roteiro que se abre na nossa mão e nos convida a deambular pelas cidades que Mayol visita, convidando o leitor, a perder-se nos becos e vielas, primeiro do Porto, depois Lisboa e por fim já na Madeira, mas talvez esse seja o destino mais metafísico desta viagem.

Entre algum alheamento e reflexão, somos levados para a intertextualidade que a critica em geral aponta às obras de Vila-Matas, neste livro em específico para alguns poetas portugueses. Em algumas passagens, mesmo que sem referências, a forma como o texto está construído apela a um certo encantamento pela poesia alheia.

"(...) tinha vinte anos e, nos primeiros meses, quando não estava no Internacional, dedicava-me exclusivamente a ler, a ler muito e a praticar a saudade, que era e é um sentimento que me encanta apesar de não saber muito bem o que consiste, e talvez por isso me agrade, porque pode ser o que se quiser."

Até certo ponto vamos sempre querendo que a viagem vertical se refira a algo mais transcendente, ultrapassando a própria verticalidade entre os destinos escolhidos, mas um certo acaso altera o enredo. No entanto, daquela imaginação prolifera esperava-se um final mais ao jeito do episódio, "o assassino de taxista da Marginal", que é talvez das partes mais humorísticas de todo o livro.

"Para chegar a essa reflexão, o taxista começou por fazer uma declaração extravagante, definindo-se como um pagão convicto.
- Cheguei a um momento da minha vida - disse, entre outras coisas, a Mayol - em que preciso de rezar. Por esse motivo inventei uns deuses e rezo a eles."

A conversa extravagante e insólita estava só a começar e toda ela é um pouco como o livro, eufórica, difusa e dona de alguns mal entendidos, com uma pitada de desespero e saudade, mas também com uma boa dose de mistério e até um certo charme. Enfim, um pouco como a própria vida que é disso que o livro fala.

"- Não posso estar mais de acordo com Magris quando diz que escrever significa transformar a vida em passado, ou seja envelhecer."


Novidade ASA : "Flores da Tempestade"


Christian Langland, duque de Jervaulx, é dissoluto e arrogante. Mas é também um homem brilhante. Considerado um "génio" da Matemática, está a desenvolver uma teoria revolucionária com a ajuda do notável John Timms. Porém, esta parceria só é possível graças a Maddy, filha de John. Recatada e meiga, a jovem vive para ser os "olhos" do pai, que é cego há já algum tempo. Apesar de repudiar pessoas como Christian, Maddy não consegue evitar o fascínio que sente por ele. E quando Christian é dado como morto, a dimensão do seu próprio sofrimento surpreende-a profundamente…

O tempo passa e Maddy aceita trabalhar num asilo. Uma decisão que terá efeitos inesperados pois é lá que reencontra… Christian. O duque está vivo, sim, mas irreconhecível. Vítima de um trágico ataque, é tido como louco e abandonado por todos. A começar pela própria família, que tudo fará para o manter preso e açambarcar a fortuna. Frustrado com a sua incapacidade de comunicar, Christian é uma sombra do que foi em tempos. Maddy é a única a ver nele uma centelha do homem fulgurante do passado. A jovem está determinada a curá-lo, mas nunca poderia imaginar que a sua ânsia de o ajudar fosse alterar tanto as vidas de ambos… e uni-los no desejo… e no amor.

Uma novidade