Pesquisar neste blogue

A carregar...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Silêncio de Ferro, Marcello Fois, ASA

Das minhas primeiras incursões pela literatura italiana.

O que se podia esperar crimes? Amor? ódio? São italianos e bastam, será?
Talvez tivesse feito uma grande expectativa quando li a sinopse do livro e a verdade é que a história não me surpreendeu e a narrativa também não.

Num livro inteiro e apesar de não ser grande (154p) só houve uma folha dobrada a salientar uma frase que em nada se liga ao livro, mas sim a mim mesma...

"Há uma data de coisas de que me lembro, demasiadas talvez. Às vezes tenho a sensação de que a cabeça é demasiado pequena para caber lá tudo e aperto as têmporas, quero esquecer, quero ir-me embora."

Desta vez não foi um pequeno prazer...

ASA

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

é por isso que eu gosto de ler em silêncio

Cada gota de silêncio é a chance para que um fruto venha a amadurecer.
Paulo Valéry

Deus viaja sempre incógnito

"Finalmente terminei"! Não porque o livro me estivesse a cansar, nada disso antes pelo contrário, mas digo "finalmente" porque demorei muito tempo a lê-lo, o que normalmente não acontece. No entanto, com este livro era impossível acontecer o contrário. Este livro fez-me pensar, pensar bastante, em vez de lê-lo foi-me perdendo nos meus pensamento... e olhem que quando eu me perco a pensar, perco-me mesmo! Aliás costumam dizer-me que penso de mais ;\

Este romance é sem dúvida um livro de auto-ajuda disfarçado, camuflado nas histórias de amor superficiais, um livro que nos quer ensinar, de uma forma indirecta a olharmos a nós mesmos, aos nossos medos, às nossas inseguranças, mostrando que o caminho se faz muito mais curto, prazeroso e até menos penoso se adoptarmos algumas estratégias.

De modo algum se diz que é fácil, porque não o é, falo por mim!
Este livro fez-me mesmo pensar, dobrei muitos cantos de muitas páginas, reli por vezes mais de duas ou três vezes a mesma frase e tentei repetir a ideia para mim, fixá-la... pois bem precisava de fixar alguma delas. Confesso!

O incógnito na nossa vida pode ser Deus, por ser uma decisão, pode ser o companheirismo da pessoa que amamos, pode ser um sentimento, uma emoção... só precisamos é descobrir, sentir, presenciar e deixar de vê-lo como incógnito. Este é um livro que nos mostra que o caminho é para a frente, mesmo que por vezes se façam algumas curvas e o caminho demore mais a percorrer. É importante não regredir, não perder a força, devemos sempre levantar a cabeça e orgulharmo-nos de nós mesmos, reconhecer as nossas capacidades, mesmo que muitas vezes estejam escondidas.

Desde que comecei este blog, sem dúvida foi um dos livros que mais significado teve para mim nestes tempos de dúvidas, inseguranças e muitos pensamentos... é assim, sou eu mesma, mas tento ser feliz, o difícil é que quero ser sempre, todos os dias;) Mas afinal quem é que não quer?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Afinal há livros que viram filmes

Assim como tinha falado no post sobre "Um dia" de David Nicholls, este filme vai ser mesmo transformado em filme e já estão a decorrer as filmagens.

como Dexter e Emma
:) vamos aguardar visto que só sai para o ano.