quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"De cada amor tu herdarás só o cinismo" de Arthur Dapieve

"imaginara, também, sem saber por que....o cérebro vive a se auto-sabotar, Adelaide aos chupões com um rapaz negro, suado e forte, sem camisa, espremida num poste."

livro da irmã, lido no trajecto casa-trabalho em 5 dias
resultado final: 5 cantos dobrados, um quantidade infindável de expressão típicas que desconhecia mas fiquei a saber e uma quantidade infinita de pensamentos formulados com sotaque brasileiro.
:)
Livro interessante, fora do meu habitual. Gostei!
Gostei ainda mais de como ele me foi parar às mãos mas isso é outra história. O que me cativou foi mesmo o título
"De cada amor tu herdarás só o cinismo"

e pensando bem, tem muita verdade
quando a vida não corre como queremos, quando os outros não gostam de nós do mesmo modo que gostamos deles, se largamos tudo por algo que achamos ser melhor e no fim ficamos a zeros
é normal que só sobre o cinismo

Quanto ao livro, este fala sobre a vida de Bernardino de Oliveira, quarentão, criativo de sucesso da Manteiga Napoleão III e que teve começou a ver a vida andar para trás no dia em que os seus olhos se cruzaram com os de Adelaide e ela já se encontrava a olhar para ele.
E dai podemos dizer, vem em espiral até ao fundo do poço.

Aborda muita coisa, a diferença de idades, a privação da loucura quando se vive uma vida normal "casado e pai de filhos", o alcool, ali um episódio bem marado com drogas mas acima de tudo, o que me mais interessou, além de uma imagem do Rio por quem lá vive é a autosabotagem que Dino (diminutivo amigavelmente colocado por Adelaide) consegue fazer a si próprio. A autosabotagem de quem está a ficar louco de desejo, de algo mais, de amor, de parvoice.....chamem-lhe o que quiserem.

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