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sexta-feira, 31 de março de 2017

Novidade Porto Editora :: "Regresso por um Rio"



História íntima do rio do autor, o Douro destas páginas, muito longe do cartão de visita dos dias de hoje, surge como um enigma de dimensão mágica que invade a própria linguagem de que se faz este livro. Fantasmagoria que encerra em si algo de sagrado, puro, pode ser lido como num sonho, as personagens pairando sobre as palavras sem um traçado completamente definido. Há, no entanto, um triângulo que podemos identificar: Aníbal, Catarina - o vestido branco, claro, comprido, as rendas, os braços nus - e Henrique, cujo destino, entregue à vontade da poeira e dos ventos, não resistirá ao chamamento do rio.
Publicado originalmente há trinta anos, neste que foi o seu primeiro romance, Francisco José Viegas regressa, com o rio para lá da janela do comboio, às memórias da sua infância, aos seus cheiros e sons, à terra e às suas vozes. Uma homenagem aos segredos e à vida do Douro, que indicia pistas de uma carreira literária que o futuro veio a confirmar e de um género que viria a reinventar à sua medida, o policial.

«Podes vasculhar por toda a eternidade em baús cheios de fotografias antigas, pequenas e grandes maravilhas, arquivos e papéis velhos, o rosto dela está aí: um anjo bate as asas levemente, o seu rosto é o de uma mulher cuja melancolia arrasta consigo a poeira da tarde. Quando o viste pela primeira vez?»

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Com os seus livros, Francisco José Viegas dá uma reviravolta no modelo do romance policial.
Um estilo de alto voo.»
Le Point

«Viegas reinventa um género (o policial), e, acima de tudo, faz uma notável biografia de Portugal.»
Expresso

«A prosa escarolada de Viegas é o exato oposto das “narrativas” que dominam o mercado. Dito de outro modo, estamos mesmo a falar de literatura.»
Sábado

«Contam-se pelos dedos (de uma mão?) os anti-heróis da ficção portuguesa que perduram, ganhando substância na memória dos leitores. Um desses heróis é Jaime Ramos.»
Visão

«O que menos interessa é o enigma policial. Viegas constrói seus personagens como seres abandonados no mundo, e desenha paisagens únicas, de cinema.»
Folha de São Paulo

«A sua meteorologia atormentada transforma-se numa metáfora do destino humano.»
Le Monde

Uma novidade

sexta-feira, 15 de março de 2013

Francisco José Viegas de regresso

O autor de «O Mar em Casablanca» volta à PORTO EDITORA com um novo romance «O Colecionador de Erva» e a reedição de «Longe de Manaus» um dos seus mais reconhecidos títulos, já que foi vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2005.




O novo livro do autor é protagonizado pelo incomparável inspector Jaime Ramos e a acção passa pelos quatro cantos do mundo, onde residem personagens peculiares como o próprio coleccionador de marijuana.

Com capítulos perdidos nos quatro cantos do mundo (entre Portugal, Rússia, Angola, Brasil ou Cabo Verde) O Coleccionador de Erva funciona como uma montagem cinematográfica.

Leia mais no excerto disponibilizado pela Porto Editora


O COLECIONADOR DE ERVA

Jaime Ramos, o investigador protagonista dos livros de Francisco 
José Viegas, vê-se a braços com duas investigações paralelas: a do 
assassínio de dois imigrantes russos (antigos militares soviéticos), 
cujos corpos são encontrados no interior de um carro semicarbonizado, nos arredores do Porto – e o desaparecimento de 
uma jovem de vinte anos, oriunda de uma família tradicional do Minho. 
Se uma das investigações o transporta às suas memórias de militante 
comunista e a uma velha paixão pela literatura russa, a outra leva-o a 
um mundo onde coabitam velhas famílias do Minho ou do Porto, sexo, 
marijuana, espionagem a políticos, venda de armas, negócios em 
Angola e as memórias de um país que vive entre ruínas (as do império 
e as das fortunas recentes e antigas), corrupção e luta pelo poder – e 
que guarda os seus loucos nos armários, para não parecer mal. 
Com capítulos perdidos nos quatro cantos do mundo (entre Portugal, 
Rússia, Angola, Brasil ou Cabo Verde) O Colecionador de Erva 
funciona como uma montagem cinematográfica sem princípio, meio ou 
fim – onde vários crimes são cometidos sem nexo aparente, onde 
personagens aparecem e desaparecem sem justificação, e onde a 
solução nunca está à vista senão apelando à nossa imaginação, como 
num road movie.


Sobre o autor (fonte: Autores, Porto Editora)

Francisco José Viegas é professor, jornalista e editor. Colaborou em vários jornais e revistas, e foi autor de vários programas na rádio (Antena Um) e televisão (Livro Aberto, Escrita em Dia, Ler para Crer entre outros.
Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro, Se Me Comovesse o Amor) e os romances Regresso por um Rio, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Lourenço Marques, Crime Capital, Longe de Manaus (que obteve o Grande Prémio de Romance e Novela, de 2005, da Associação Portuguesa de Escritores) e O Mar em Casablanca.
Estes últimos quatro editados pela Porto Editora e agora o mais recente O Colecionador de Erva.

Uma aposta



Contam-se pelos dedos (de uma mão?) os anti-heróis da ficção portuguesa que perduram, ganhando substância na memória dos leitores. Um desses anti-heróis é Jaime Ramos, personagem criado por Francisco José Viegas.
Visão

Viegas reinventa um género (o policial), e, acima de tudo, faz uma notável biografia de Portugal.
Expresso