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terça-feira, 11 de março de 2014

"O ano em que me apaixonei por todas" :: Opinião

Que encanto ler as últimas páginas de "O ano em que me apaixonei por todas" a sorrir perante o final e o que motiva o título. Estava enganada, faz todo o sentido do mundo agora que terminei a leitura. Na realidade, nem podia ser de outra maneira.
Um ano é o tempo que Sylvain vive em Madrid e este é suficiente para a cidade e os seus habitantes, naturais ou emprestados, mudarem a sua vida e o rumo que levava.


Apaixonei-me pelos personagens deste livro. Todos os momentos que foram lhes foram dedicados tornaram-me mais receptiva ao amor, seja ao das gerações dos Fourniers, da mãe de Sylvain, do Monsieur Tartain e do próprio Sylvian, personagem principal mas igualmente secundária nesta bela história de amores. Sim, até esse casmurro, romântico incurável, sonhador e alheio a responsabilidades no limiar dos seus 30 anos nos cativa.
Mas quem nos cativa mais, a mim pelo menos, foram outros personagens que pontuaram o livro com a beleza dos seus sentimentos, dos seus sonhos e determinação. Foi a história dentro da história que me prendeu a este livro.
Se tantos temos a vida a comandar os sonhos, é sempre bom conhecer os que têm os sonhos a comandar a vida.
A Família Fournier é um óptimo exemplo disso, talvez não todos os membros mas existem sempre os que se destacam, os que lutam e os que amam sem medida.
Foi simplesmente delicioso encontrar pessoas que me são familiares nas entrelinhas deste livro. Os que viajam em busca de si próprios, de aventura e algo mais, os que vêm nos filhos o maior feito da sua vida, os que encontram no seu ofício a sua paixão e o motor para a felicidade e os que andam perdidos e buscam significado para os seus dias.
Minha maior questão é: ao encontrar tantas familiaridades em "O Ano em que me apaixonei por todas" pergunto-me que pedacinhos agridoces destas personagens me cativam, me emocionam e me chocam por serem tão semelhantes a mim e aos que me são próximos.
Com isto não quero dizer que existam historias de amor épicas nas ramificações da minha árvore genealógica, como se constata com a família de Sylvain ou dos Fourniers. Podem existir, mas sem tantos encontros e desencontros como as que conhecemos em "O ano em que me apaixonei por todas".

"A chave da vida é vive-la sem medo" disse algures o Monsieur Tartin que reparava corações danificados com desgostos amorosos (que ao longo da leitura sempre me lembrou o livro que a minha irmã esteve a ler, de Mathias Malzieu, embora não tenha conhecimento da totalidade da história)
Inconscientemente, é isso que Sylvain faz, vive a sua vida sem pensar muito nas coisas mais comuns, à excepção do amor. Começamos por o acompanhar quando decide deixar Paris, a sua cidade natal, uma vez mais e tomar o rumo de Madrid, onde o esperava uma nova etapa e possívelmente, um velho (mas premente) amor.
É nesse ano de descobertas, desencontros e desgostos que Sylvain se torna o homem que tardava ser.
Ver descrita a Madrid que reconheço em alguns pontos é sempre motivo de aproximação da história. Dá vontade de ir de livro debaixo do braço, calle abaixo, passado bairros em busca de Sylvain e das pastelarias Fournier numa qualquer esquina mas mais rápido me via a passar na cidade natal do nosso protagonista, Paris.
Curiosamente, na noite em que terminei a leitura deste livro, decidi ver um dos filmes com o qual é comparado, o Fabuloso Destino de Amélie Poulain. 
Tentei não pensar no livro enquanto via o filme e ao fim de 5minutos estava já tão embasbacada que estive o tempo todo com um sorriso nos lábios. Realmente aquele filme é qualquer coisa de sensacional, é pura magia. Foi como ver o filme pela primeira vez, tendo em conta que a última foi algures lá para trás, em 2003 ou 2004.
A referência a este filme e à Residência Espanhola na contracapa do livro não é descabida. Existe aquele toque eterno de magia e esperança que encontramos na Paris de Amélie em contraste com a cidade espanhola espelho das muitas culturas que a habitam, repleta de nativos de outras pátrias em busca de uma aventura com contornos épicos ou então, apenas de um novo local ao qual chamar lar.

"Os desencontros são geniais, mantêm a esperança na perfeição"

Se querem uma mistura capaz de vos deixar abraçados ao livros a imaginar o enredo a tomar lugar numa Madrid quente e uma Paris eterna, peguem em "O ano em que me apaixonei por todas", esqueçam o título e cheguem ao fim a sorrir, como eu.

Boas leituras 
Uma leitura com o apoio

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

«A Mecânica do coração» de Mathias Malzieu - Opinião

O melhor deste livro: O imaginário de Mathias Malzieu que deu origem à animação e às ilustrações de Benjamin Lacombe.
O pior: é mesmo a tradução. Francamente custa-me dizê-lo, mas parece que quem traduziu não se deixou seduzir pelo universo meio mágico, meio atrapalhado e bizarro de Malzieu, cuidando pouco a tradução, poetizando menos ainda e inclusive com partes que na nossa língua farão menos sentido.


Todo o livro é em formato de coração. Uns gélidos, outros de ferro, outros de madeira... uns mais humanos outros menos, uns com baralhos estranhos, compassados, descompassados... Enfim, corações!!!


Jack é um Eduardo mãos de tesoura mais moderno, ou nem tanto, já que o seu mecanismo é tão inovador e tecnológico quanto um antigo relógio de cuco, instalado por uma falsa artesã de soluções milagrosas para defeitos físicos. Complexo? Nada. Muita imaginação, alguma bizarrice e até alguma infantilidade, num universo gélido e meio negro, mas recheado de musicalidade ou não fosse a sua paixão, o chilrear da mulher com traços de ave.

O que se diz deste livro e do universo do autor pode nem sempre levar à leitura do seu livro, mas recordo o efeito inebriante e apaixonante que senti quando li - METAMORFOSE À BEIRA DO CÉU - e se na altura, curiosamente um ano antes, foi capaz de considerar:

Mathias é um mágico, com uma varinha ritmada e acelerada capaz de, num piscar de olhos, metamorfosiar o leitor, expande-lhe os sentimentos, transborda-lhe os pensamentos, mete-lhe os olhos, o coração e os pés... no céu!
Malzieu é um arquitecto do surreal, um paisagista do céu, um viajante inquieto, um sonhador desajeitado, assim como Tom Hematoma «Quanto mais caía, mais popular me tornava».
É como se Mathias fosse uma pessoa e Malzieu fosse outra, mas que se completam ardilosamente e genialmente, dando origem a esta fábula sobre liberdade.


A capa da 2ª edição da CONTRAPONTO, conto com a ilustração de Benjamin Lacombe

Hoje perante a leitura deste que foi o seu primeiro livro, não posso dizer que tenha sentido nem metade deste arrebatamento.
Fica a dúvida se o problema está todo na tradução e falta de poética dada a este primeiro romance (já que tal é inquestionável na tradução de Tânia Ganho, aquando do segundo livro do autor) ou se na realidade, o autor estaria a preparar-se e a limar as arestas de toda uma arquitectura bordada a penas de pássaro e cheia de rendilhados góticos.

Quem lê ambos os livros, percebe a estrutura comum, as paixões do autor, a fixação com as aves e as suas particulares, a música, a sonoridade, as transformações alucinatórias que podemos sofrer, mentalmente, quando queremos experimentar novas sensações, sentimentos... ou simplesmente tentar ter a vida que sempre quisemos.

O universo fantástico (e eu não aprecio fantástico) do autor é negramente belo, se é que me faço entender. Sim, ele pega em alguns caprichos de criança e mistura com desejos de adulto, mas tudo de uma forma um pouco bizarra, mas nunca olho a que seja "sexual", mas por outro lado, há toda uma ideia repleta de "sem sentido" que vai camuflando alguns problemas sérios e sentimentos muito complexos, como é o caso de Madelaine para com a criança que não é seu filho... No entanto, a falta de cuidado com a linguagem, cansa e desagrada, fazendo esquecer a paixão, o primeiro amor, a primeira desilusão amorosa... tornando tudo ridículo e despropositado. É uma pena. Pode ser que numa reedição, a tradução fique a cargo da Tânia Ganho, que tão brilhantemente tornou seu este universo de Malzieu!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Passatempo - Vamos celebrar o AMOR - 1

PASSATEMPO 
METAMORFOSE À BEIRA DO CÉU
Mathias Malzieu


Mathias Malzieu, um autor com uma forma única de falar de amor!

*

Um passatempo com o apoio


PASSATEMPO 

2 formas de participar - AGORA podem participar via blogue e via facebook:

Se quiserem participar via FACEBOOK, façam GOSTO na nossa página e participem através da foto do livro/passatempo através do link.

Se quiserem participar via BLOGUE EFEITO DOS LIVROS - basta serem SEGUIDORES do blogue (Aderir a este site)  e coloquem nos comentários deste post, o vosso nome (só uma participação por pessoa) e a resposta:

- Quem é que classificou METAMORFOSE À BEIRA DO CÉU como 'un petit bijou' e o que significa isso?
(Veja aqui a resposta no nosso post - http://goo.gl/mYPA3)

Regras:
Só uma participação por pessoa (uma aqui e outra no blogue)
Like e partilha pública (quando a participação for no facebook)
Ser seguidor (quando a participação for no blogue)
Sorteamos o livro no random.org entre todos os participantes.
Só aceitamos participações de residentes em Portugal.
O passatempo é válido até QUARTA feira, dia 20/02/2013!!!
Não nos responsabilizamos por nenhum extravio, caso o vencedor queira o envio do livro em correio registado, deverá cobrir as despesas de envio.


DIVULGUE O EFEITO DOS LIVROS

Celebramos com este livro os 1500 fãs e aguardem por mais 2 passatempos VAMOS CELEBRAR...
Lembrem-se precisamos de ajuda para atingir os 500 seguidores. DIVULGUEM!!! Tornem-se seguidores. Obrigada.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Metamorfose à Beira do Céu, de Mathias Malzieu, opinião

Mathias Malzieu tem uma forma única de falar de amor!


A metamorfose ocorre não só à beira céu, mas à beira de uma vírgula, na esquina de uma página, no fim de uma frase, de um sonho num parágrafo.
A escrita de Mathias Malzieu é em assim como um espremedor, que nos faz mirrar naquilo que somos, mas nos torna suco, flexível e permeável a toda e qualquer transformação seguinte, como a de evaporação...
e sairmos por ai, esvoaçando e contornando nuvens, fazendo razias a pássaros, ultrapassando águias e voando, voando, voando.

Mathias é um mágico, com uma varinha ritmada e acelerada capaz de, num piscar de olhos, metamorfosiar o leitor, expande-lhe os sentimentos, transborda-lhe os pensamentos, mete-lhe os olhos, o coração e os pés... no céu!
Malzieu é um arquitecto do surreal, um paisagista do céu, um viajante inquieto, um sonhador desajeitado, assim como Tom Hematoma «Quanto mais caía, mais popular me tornava».
É como se Mathias fosse uma pessoa e Malzieu fosse outra, mas que se completam ardilosamente e genialmente, dando origem a esta fábula sobre liberdade.

Se para vocês liberdade for amor, paixão, vida, devoção, magia, destino, aventura... enfim Liberdade é Metamorfose, então vocês vão amar tanto este livro quanto eu.

Por isso, parta à aventura:
"Uma velha tenda impermeável, um saco-cama e o campo das possibilidades enfiados numa mochila demasiado pequena, e lá fui eu. Nunca me senti tão leve na vida."
Inicie-se na arte da fuga... mas não se deixe ser apanhado!
"E.T., compreendo porque é que fugiste de bicicleta pelo céu fora. No teu lugar, teria continuado a pedalar até Plutão, sem olhar para trás."

Tom Hematoma é uma vítima da beterraba, que o obriga a envergar o pijama aprendiz de cadáver e onde a cama o devora como uma planta carnívora. A estadia no hospital é para Tom Hematoma, o período das horas mortas, dos relógios à moda de Dali. 

Mas a magia acontece e a lua está em apneia, apaixonada...
E Tom precisa imperativamente de ressuscitar antes de morrer.

Eu poderia continuar por este mundo mágico onde Tom Hematoma quer pôr um ovo com um eu lá dentro (...) e nunca mais ser encontrado pelo Senhor Beterraba, mas assim vocês ficam só a pensar que isto é uma história louca ou ficam loucos pela história!? O que vai ser?

***

Quando terminei o livro tive vontade de contar a quem em português o tornou seu, Tânia Ganho (tradutora) o quanto tinha apreciado o livro e claro a tradução. Durante uma pequena troca de ideias (à qual agradeço imenso a atenção) surgiu esta singela conversa onde tive um rasgo de imaginação que resume muito bem esta delícia de livro:

A metáfora com os nomes é maravilhosa. Ela endorfina, ele viciado em dopamina, mas dependente da morfina... ou a beterraba que funciona como noradrenalina ou voar como serotonina. É uma forma única de falar de amor.

Aproveito então para deixar aqui o meu agradecimento à Tânia pela amabilidade e atenção, partilhando sensações e enriquecendo esta experiência que é o Efeito dos livros!


Boas Leituras no aconchego deste ninho mágico.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

2013... rima com parcerias - BERTRAND

BERTRAND EDITORA

2013, uma nova parceria
300 anos de Editora
3 livros, 3 novidades aclamadas

Melhor ainda são os exemplares a receber para leitura:


Metamorfose à Beira do Céu
Mathias Malzieu



«Malzieu tem um poder de evocação que faz lembrar Lewis Carrol.» 
Metro

«Um estilo contido, agridoce e por vezes surreal, na tradição de mestres como Roald Dahl ou Tim Burton.»
Les Inrockuptibles

«Arquiteto de um mundo, viajante do imaginário, Malzieu é sem dúvida um poeta.» 
20 Minutes




Na Cama com um Highlander
Maya Banks 



O bestseller do New York Times 


Amor 14
Federico Moccia 


«Moccia possui uma técnica narrativa impecável. Além disso, consegue fotografar de uma maneira nítida a sociedade atual.»
Secolo d'Italia

«Federico Moccia é um fenómeno literário.» 
El País


Mais informações desta parceria dentro em breve!
Do Grupo Bertrand Círculo fazem parte as editoras: Pergaminho, Quetzal, Arte Plural, Temas e Debates, Contraponto (de onde tivemos o prazer de ler "As coisas que nunca dissemos"), Gestão Plus, Círculo dos Leitores e 11x17 para livros de bolso.

E que tal? São boas novidades?
Boas leituras.