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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Opinião - "Dominadas" de Sylvia Day


 Três pequenos contos, três pequenas maravilhas pela mão de Sylvia Day. Sejam as suas histórias contemporâneas, quer as dos livros fantásticos ou os romances de época super sensuais, eu tenho de admitir que gosto de todos.
Aqui confesso que me rendi ao primeiro, ninguém resiste ao pirata ;) mas é engraçado no mesmo livro saltar de conto e começar a ler a história de alguém que conhecemos no conto anterior. Por vezes temos isso num romance único e ficamos com a ideia de querer ler mais sobre aquela personagem. Pois aqui podem!

Mas vamos começar pelo princípio.
"Prazeres Roubados" 
Sebastien Merrick fugiu da responsabilidade de ser Lorde e navega os mares da índias ocidentais como um dos piratas mais infames e resolutos que o mar tem visto mas quando a mulher que viaja a bordo do navio que a sua tripulação decide saquear se apresenta como Lady Merrick, sua esposa, Sebastian sabe que acabou de encontrar o seu maior tesouro ou a razão da sua destruição.
Um conto repleto de audácia, sensualidade e amor ao sabor das ondas, "Prazeres Roubados" faz-nos viajar pelo imaginário de um tempo em que homens viviam presos a um título e mulheres circulavam como mercadoria, soltando ambos as amarras numa intimidade escandalosa mas que nós adoramos ler em cada um deste livros.
E quem resiste ao pirata?!

"A Aposta de Lucien"
No segundo conto, somos catapultados para Londres onde Lady Julienne faz os possíveis para colmatar os erros e as dívidas do jovem irresponsável e libertino a que chama irmão. Disposta a encontra-lo num dos antros de hedonismo em que o irmão se refugia, Julienne vê-se cara a cara com Lucien Remington, o infame dono do clube de cavalheiros mais bem sucedido da capital.
Numa luta pela honra e a reputação contra o desejo e a paixão, Julienne e Lucien tentam travar o inevitável mas mesmo divididos por estratos sociais que os tornam incompatíveis aos olhos da razão, Lucien e Julienne são perfeitos um para o outro, basta que não sejam tão casmurros para o ver.

E por fim...
"A Duquesa Louca"
Neste último conto reencontramos Hugh La Coeur, irmão de Jullienne e cunhado de Lucien.
Vítima de um imprevisto em viagem, vê-se obrigado a pedir refúgio e ajuda numa mansão decrépita, lar da famosa mas desconhecida Duquesa Louca que faz anos que ninguém vê e que vive rodeada do grupo mais bizarro de criados, à excepção de Charlotte, a dama de companhia e um encanto aos olhos de Hugh desde o primeiro segundo.
Uma mini história sobre liberdade, confiança e saltos de fé, algo que o amor e o estrondoso desejo carnal que os une necessita para sobreviver fora das paredes da mansão da velha duquesa.

E rever as personagens das três histórias nas últimas páginas torna este livro a união perfeita de 3 casais e das suas histórias.
Sylvia Day
Nunca me desilude!

Que continuem a chegar até nós os romances históricos desta autora. Eu já ando de olho nestes.

Sylvia Day é uma estupenda aposta

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mommy Porn Goes Global - Um artigo Toronto Life e uma opinião Elsar

Sempre adorei a expressão Mommy Porn!
Sendo a leitora de serviço para tudo o que é livro erótico que entra biblioteca Efeito dos Livros (e ainda bem!), não podia de deixar o meu comentário ao ler o artigo da TorontoLife

Ler o artigo Toronto Life (ilustração

Dizem que os livros eróticos estão para as mulheres como a pornografia está para os homens. Acabo por concordar e assim como nem todos os homens gostam de pornografia (isto quase me faz rir!), encontro muitas mulheres que não se interessam por livros eróticos, especialmente pelos recentemente editados. Conheço pessoas que não usariam um dos Cinquenta Sombras de Grey nem para pousar a panela no centro da mesa, quanto mais para entretenimento. No entanto, não podemos negar o seu sucesso, mesmo com todos os defeitos que a trilogia tem. Com a sua publicação abriram-se portas bem largas para à quantidade massiva de títulos que proliferam no mercado e se encaixam neste género. Temos trilogias, temos fantásticos com cenas tórridas pelo meio, temos BDSM, temos ménages, temos o desabrochar para gostos mais kinky, temos o clássico ricaço com a miúda inocente, o mauzão tatuado, temos todo o imaginário mais secreto e erótico a sair da cabeça dos autores para as páginas dos livros e posteriormente a entranhar-se nos nossas leituras, nos nossos gostos e nas nossas conversas.
Mais que abrir portas a tantos outros exemplares do género, livros como "Cinquenta Sombras de Grey" ou "O Inferno de Gabriel" (que ainda não tive oportunidade de ler), criaram precedentes. Além de terem tornado aceitável ler qualquer livro em público (ler pornografia para mulheres!), transformaram o modo de muitas mulheres abordarem o tema, de expressarem o que gostam, o que querem e o que "valha-nos deus, nunca ninguém me deu"!

Quanto a mim, vou numas 3 dezenas de livros do género e até agora apenas posso dizer que por muitos maus enredos que possa ter lido, só tenho a ganhar com isso. Além de ter conhecido personagens muito interessantes, ter ganho novos conhecimentos (mesmo que teóricos) e ter andado entretida, garanto que o que mais me dá gozo ao ler estes livros é chocar as pessoas que ainda teimam em espreitar para a leitura do vizinho nos transportes público.

A todos os que se repelem pelas palavras grosseiras, pelos livros sem conteúdo e pela febre dos livros eróticos, apenas digo, há livros para todos, para todos os gostos.
E ainda bem, já que a minha mãe sempre me disse que não podemos gostar todos da cor amarela!

Para quem, como eu, não perde uma novidade da prateleira do degradê de cinzentos, que venham eles. Eles os livros, os personagens masculinos, caras senhoras, não existem!

Boas leituras, eróticas ou não! 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Opinião :: "A Submissa"

Quando li o primeiro livro desta colecção (Jogos Perversos) achei que este tinha todos os elementos para ser um dos meus livros preferidos do género. Uma história sensual, com personagens fortes e cenas bem escaldantes, fossem praticadas a solo, a dois ou a três. "Submissa" pegou nessa formula a levou-a ao limite.
Viciante e arrojada, é como vejo a história desta personagem e é igualmente assim que Deke vê Kimber, muito antes de esta entrar pela sua casa a dentro com um pedido no mínimo fora do vulgar.

(foto elsar)
SINOPSE

A destemida Kimber embarca numa aventura desinibida, submete-se aos ensinamentos e à experiência de Deke, que já antes vimos envolvidos em cenas "sexualmente chocantes", com o casal do livro anterior.
Acho estúpida a necessidade de recorrer a medidas tão extremas apenas para futuramente agradar um outro homem com quem nunca tivera qualquer ligação física. Creio que preservar a virgindade para alguém e ao mesmo tempo ter conhecimentos/experiência em "ménages" é uma contradição, é quase contra-natura.
No entanto, para Kimber, entrar na vida de Deke e consequentemente, na de Luc (primo de Deke e parte deste triângulo excitante) é talvez a melhor coisa que lhe aconteceu. Cada um com o seu estilo, com os seus segredos e com a mestria para a levar à loucura, Deke e Luc fazem a personagem feminina o centro da história, fazem-na evoluir pessoal e sexualmente. Aceitar ficar com ambos é como entrar na toca do(s) lobo(s) mau(s), o que requer muito de Kimber, mas ainda mais de Deke, que foge de qualquer relação a dois. O seu primo Luc, (mal posso esperar para ler o seu livro - é o próximo), é uma personagem importante mas mais secundária e embora tenha um papel muito presente, já que tudo faz para que Kimber se adapte ao seu estilo de vida e para que Deke aceite o seu passado e veja em Kimber o futuro para si, para ambos. Se acham que ter sexo a 3 é a loucura, imaginem o que deve ser querer viver uma vida de casamento e filhos a 3! É uma logística que não consigo sequer visualizar.
No entanto, fora toda a questão do futuro a 3, que é uma ideia um tanto descabida, a insistência de Deke e Luc em manter as coisas sempre em triângulo tem um motivo, cada um tem razões fortes para encarar as menages como mais que um divertimento, encaram-nas como uma tábua de salvação.  Quanto a Deke, pensei que fosse algo mais...forte, mas vou aceitar o motivo. Luc, talvez seja o desespero que fala mais alto, a impossibilidade de ter algo que nos faz cometer loucuras para preencher a nossa vida com coisas que substituam outras. (não posso dizer nada senão dizem que ando por aqui a deixar spoilers!) :P


As cenas são de alto calibre descritivo e escaldante mas a quantidade é quase excessiva. Foi das primeiras vezes que dei por mim a querer saltar a parte picante para saber qual era o segredo escabroso de Deke que tanto o atormentava e impedia de ser feliz.

ATENÇÃO: este livro tem muitooooo sexo, 99% dele praticado com 3 elementos. Como é que é o aviso?  Contém cenas desaconselhadas para pessoas facilmente impressionáveis ou com historial de arritmia cardíaca.  Um VERMELHO vivo com a classificação "ai meu deus que isto é porno" de que já tanto se falou aqui no blog

Mais informações no site da editora
Ah não esquecer que para ler este, é sempre aconselhável ler o primeiro, "Jogos Perversos"
E já agora, faço uma pequena nota. Eu teria optado por outro título, aqui ainda brinquei com a leitura 8 ou 80, mas na realidade este título remete uma história de submissa/dominador e esse não é o caso neste livro. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mais um para a wishlist...

A minha querida colecção de romances sensuais da Quinta Essência já se sente desfalcada. Com os últimos lançamentos, já tenho três livrinhos em falta, os últimos três. Agora, com o lançamento de "Escravos do Desejo" de Kate Pearce, a parada aumenta para 4.
Ainda bem que faço anos para o mês que vem, talvez alguém se lembre de mim!! :)
Sim, estou a lançar o isco!

Este é o terceiro volume da série e temos a oportunidade de ficar a conhecer a história de Helena, a dona da Casa do Prazer frequentada por todos os outros personagens.
Acabei de ver o Goodreads que esta série já tem 9 livros!! Kate Pearce, assim não dá!

Sinopse:

Um fim de semana proibido anos atrás, Helene Delornay viu-se presa a um desconhecido. Ousado, viril e exímio nas artes eróticas, Philip Ross abriu os olhos de Helene para um mundo de prazer sexual que ela nunca julgou existir. Agora, proprietária da casa de prazer mais exclusiva de Londres, Helene não esqueceu a felicidade carnal que dividiu com Philip — e nunca encontrou um outro homem que pudesse satisfazer os desejos insaciáveis que ele despertou nela...
Quando Philip volta a entrar de repente na vida de Helene, a atração física que partilham é demasiado forte para que qualquer um deles a possa negar. Agora, enquanto exploram as suas fantasias e as levam para além do limite, Helene descobre que os seus sentimentos por Philip são muito mais intensos do que julgara...

«A paixão da história erótica de Pearce é intensa desde o primeiro encontro do casal até ao seu reencontro anos mais tarde. Os seus encontros sexuais e fantasias aquecem as páginas.»
4 Estrelas, Romantic Times BookReviews
Por aqui já tivemos oportunidade de ler os dois primeiros, relembrem a nossa opinião:

Escravos do Amor de Kate Pearce

Escravos da Paixão de Kate Pearce

Boas leituras!!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Hotelle - Quarto 1 :: Opinião

(foto ElsaR)
 
Sinopse

A minha opinião:
Quando comecei a ler a história de Elle pensei na Vivian, a nossa tão conhecida Pretty Woman mas rapidamente larguei essa ideia. Vivian procurou e encontrou o príncipe no cavalo branco, Elle foi encontrada por ele (e pelo irmão!).
Torna-se acompanhante de luxo por necessidade mas também porque está aborrecida, porque almeja uma vida que a sua humilde origem não lhe permite viver.
As voltas que a sua vida dá como acompanhante são mínimas quando comparadas com o tumulto que se inicia na sua cabeça e no seu corpo no momento em que David entra na sua vida e em que começa a receber as mensagens e mandamentos secretos por parte de um homem desconhecido.

Há quase um vislumbre de Síndrome de Estocolmo entre Elle e o seu "captor", aquele homem misterioso que a vai seduzindo, a vai atormentando, física e psicologicamente. Embora ela não seja sequestrada, visto que se desloca de livre e espontânea vontade aos encontros no Hotel dos Encantos, é o seu corpo que está prisioneiro do prazer e da auto-descoberta imposta pelos mandamentos do homem mistério.

 Será este mais um romance eróticos desses que se encontram às resmas nas prateleiras?
Hotelle - Quarto 1 é igual a tantos outros mas com nuances que o tornam bem diferente e único. Rico em detalhes, isso é, um festim para os sentidos e não apenas nas descrições dos momentos picantes mas em todo o ambiente que envolve Elle e o jogo de sedução e intrigas em que se vê inserida. É majestosa a descrição dos quartos que compõem o Hotel dos Encantos e, pessoalmente, adoro as curiosidades contadas por Louis sobre Paris e as personalidades conhecidas.
O mais interessante é que Elle nem é de todo a personagem mais interessante, embora seja a principal. Para mim, o interesse está nos irmãos Barlet, cheios de segredos sobre um passado que Elle vai descobrindo a cada capítulo. 

Hotelle - Quarto 1 tem uma história dotada de detalhes, de uma capacidade de fazer voar o imaginário romântico e erótico de cada um de nós mas uma apresenta algumas falhas, principalmente na personagem principal e na decisão final que toma.
Mas deixo o carácter e as decisões de Elle sob o escrutino de cada um dos leitores que decida ocupar o Quarto 1 do Hotelle.

Quanto à classificação, dou um excitante e erótico laranja avermelhado a Hotelle. Embora o livro viva muito em torno do enredo mundano de Elle e da sua descoberta pessoal/sexual e das pessoas que a rodeiam, as cenas no Hotel dos Encantos podem abalar a consciência moral de umas quantas pessoas, por isso, vamos lá coloca-las na categoria 3 - "Ai meu deus, o que é isto? AKA Porno"

Agora fiquem com referência musical que fecha o livro e a história da protagonista.


No fim do livro temos a oportunidade de consultar uma longa playlist com músicas e líricas que se inserem na perfeição na história de Elle e dos quartos no Hotel dos Encantos.
 Além da playlist, é de salientar a extensa lista de sugestões de leitura erótica que eu terei todo o gosto de ter em conta. Se quiserem, posso partilhar aqui convosco.

Boas leituras!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Opinião :: "Jogos Perversos"

Segurem as vossas carteiras e criem espaço na vossa estante porque "Jogos Perversos" é um livro que vos vai arrebatar e criar a necessidade de ler a série toda. "Wicked Lovers" de Shayla Black é uma colecção que vai dar que falar e eu espero que, para mim, dê muito que ler.

(Foto ElsaR)
Saída de Emergência
Chancela: Chá das Cinco
 
» Excerto «

 Opinião:
Eu queria dizer que, comparar este livro às 50 Sombras de Grey é possível mas tem limites. Para começar, fazia uma sugestão. Aquela referência ali no canto superior direito devia ser tipo autocolante, até podia ser de uma cor berrante para chamar atenção (o único objectivo de comparar este com o outro é o de chamar atenção) mas o leitor, depois de o comprar e de o ler, devia ter a oportunidade de "separar as águas" e colocar a série de Shayla Black num canto e o Grey noutro. Até podem ser da mesma família mas apresentam características que os destingem e os tornam especiais.

ATENÇÃO: este livro tem muito sexo e daquele que não agrada a toda a gente (com cenas D/s, BDSM e linguagem "ordinária"). Um VERMELHO vivo com a classificação "ai meu deus que isto é porno" de que já tanto se falou aqui no blog


No entanto, mesmo com esta classificação chamativa (e que nada me choca), este livro tem muita coisa que me agrada: romance, intriga, sexo e humor.
Não são estes os melhores ingredientes para fazer um bolo que faz o tempo passar a correr, as páginas voarem nas mãos de um leitor que não quer mais nada do que passar um bom bocado a ler enquanto se diverte com as loucuras e histórias das personagens? Eu comia uma fatia deste bolo todos os dias!

Shayla Black não se limitou a debitar uma surpreendemente excitante história carregada de cenas tórridas. A autora conseguiu envolver o que já esperávamos, a exploração de uma história a dois, num enredo de mistério, perseguição e mentiras que nos prende até às últimas páginas. 
Além disso, tem personagens fortes, com conteúdo, com medos, com um passado plausível repleto de traições e inseguranças. Especialmente Morgan que finalmente encontra em Jack uma maneira remendar a sua auto-confiança, mesmo que os métodos usados sejam um pouco extremos, vemos a personagem evoluir e reconhecer os "buracos" que tinha na alma (e no corpo).


Confesso que esta série já me conquistou e ainda só li um livro. Assim como os livros que compõem a saga Predadores da Noite de Sherrilyn Kenyon (do qual sou fã e já li tudo o que está editado em inglês), "Jogos Perversos" tem a dinâmica "um casal por livro" o que nos permite apreciar a história que lemos no momento, conhecer personagens novos, rever os antigos e ainda acrescentar mais qualquer coisa ao fio condutor da saga. Se "Wicked Lovers" tem um fio condutor, não sei ainda dizer, mas ao ler a sinopse do segundo livro, verifiquei que a personagem principal é o melhor amigo e sócio de Jack. Vai saber tão bem "rever" Deke!

"Wicked Lovers" é uma óptima aposta da
Saída de Emergência
e eu espero tê-la toda na estante.

E vocês, ficaram curiosos?
Acabei de adicionar um livro à vossa wishlist?

terça-feira, 21 de maio de 2013

"Escravos da Paixão" - Opinião

Já falta pouco para ter a colecção Romances Sensuais da Quinta Essência toda lida.
Deste vez, graças aos meus queridos amigos, recebi este livrinho no último Natal e só agora tive tempo para pegar nele e apreciá-lo de uma ponta à outra.


Sinopse

Como tinha mencionado na crítica de "Os Escravos do Amor", os livros desta série tornam-se facilmente nos meus preferidos. De todos os li que li do género, continuo a apontar os da Kate Pearce e os da Cheryl Holt como os meus preferidos (sim, li 50 sombras e Crossfire mas estes são especiais).
Se o primeiro livro da série "Casa do Prazer" tinha cenas que podiam não agradar a algumas pessoas, este bate o primeiro a largos pontos.
É um livro que não deve ser iniciado de ânimo leve, especialmente para quem se choca facilmente com cenas que fogem ao padrão homem-mulher. “Escravos da Paixão” explora relações homossexuais, as tão famosas “Ménage à trois” entre outras coisas. Razão pela qual vou atribuir o smiley ordinário e coradinho a este livro :)  "Escravos da Paixão" é um livro de Categoria 3 - VERMELHO - "Ai meu deus, o que é isto?"
NOTA: Para quem ainda não conhece a escala, veja-a AQUI 

O que é motivo para muitos fecharem o livro, para outros é uma
motivação para continuar a ler, talvez porque partilham dessas fantasias ou simplesmente por verem o sexo como prazer, simplesmente prazer, independentemente de ser entre homens, mulheres ou mais do que duas pessoas. Quem diz sexo, diz amor mas eu não vou entrar por esses caminhos que podem levar a discussões mais acesas.

No mundo de Peter, a personagem central desta história, todas estas aventuras são banais. Escravo sexual num bordel turco durante anos, Peter viveu as mais impensáveis experiências, com homens e mulheres. Não se pode esperar para este personagem, que sinceramente se tornou o meu preferido, um desfecho comum. Sabemos para até ser feliz, Peter terá um grande caminho a percorrer.
 
A proposta do Lorde Beecham e da sua esposa Abigail, constitui o desafio que Peter precisava para testar os limites do seu estilo de vida. Cansado de passar as noites em encontros fortuitos com desconhecidos na Casa do Prazer de Madame Helene, Peter inicia uma relação, não com uma mas com duas pessoas. 
Questão é, com qual dos dois fica?

 "Escravos da Paixão" é a o 2º volume da série «Casa do Prazer».

Fico contente por saber que a série "A Casa do Prazer" já vai no livro nº 9 e quem eu gostava que tivesse uma história só sua, tem a oportunidade de nos satisfazer a curiosidade já no livro nº 3 e 4.
Claro que me sinto tentada em abrir o bookdepository e comprar o livro nº 3 - Simply Shameless mas vou ficar queitinha, à espera da edição da Quinta Essência, não sei para quando mas espero que para breve.

Até lá, boas leituras!
 

terça-feira, 19 de março de 2013

Opinião - "Valentina - O Lado Obscuro do Desejo" de Evie Blake



 A opinião EfeitoCris
A minha opinião:

Ai Valentina, Valentina...
Esta mulher é como uma noite calma mas carregada de energia, que de um momento para o outro e sem contarmos, cai sobre nós. Valentina é uma tempestade!
Uma mulher independente, determinada, bem sucedida e com um muro de fachada bem alto à volta dos seus sentimentos que emparedou aos longo dos anos, por a sucessiva desilusão com a mãe e um amor que a fez sofrer aos 19 anos. 

Vive em Milão (cidade que quero visitar!), terra natal e famoso palco da área em que trabalha, Valentina é uma fotografa de Moda de sucesso, com particularidades únicas. Embora o sucesso tenha sido alcançado por mérito próprio, é indiscutivelmente associada à mãe, fotografa de renome na indústria. Pior que viver na sombra profissional da mãe, é saber o quanto são parecidas, ou o quanto a mãe teima em dizer que elas são "farinha do mesmo saco", emocionalmente desapegadas ao conceito romântico do amor, família e uma relação com um único homem.

E o que faz Valentina, vai exactamente contra aquilo que a mãe diz que ela é, ao convidar Theo (um romance que começou com um olhar no metro) a viver com ela ao fim de 6 meses de....romance?....não, aventuras absolutamente eróticas e esporádicas em hotéis espalhados pelo norte de Itália.

Quando este pede para que sejam algo mais que apenas duas pessoas que vivem e dormem juntas, pede que seja sua namorada, o sistema de autodefesa de Valentina fica em modo de alerta. Teme pela sua independência, teme que as palavras da mãe seja verdade e teme que realmente ame Theo e que acabe por ceder.

Em jeito de despedida para mais uma das ausências enigmáticas de Theo, este oferece um álbum com negativos a Valentina que vai alterar o rumo da sua história e leva-la a conhecer uma parte de si que estava adormecida, leva-a a conhecer um pedaço do passado que explica tanta coisa.

Ai ficamos a conhecer a parte de todo o livro que mais me cativou, a história que é contada em simultâneo à de Valentina, ficamos a conhecer Louise, mulher de respeito durante o dia e que à noite (ou quando consegue fugir às garras do marido) é prostituta em Veneza.
Quer uma história, quer outra, começam com a luta contra o desejo mas rapidamente sucumbem à tentação, ao prazer e à entrega total, ao seu lado mais obscuro.

Quer o passado, quer o presente está marcado por momentos de carácter erótico forte, por cenas de nos cortar a respiração e deixar com um sorriso nos lábios (um laranja com algumas tonalidades de vermelho na nossa classificação de romances eróticos).

Um livro que termina e me faz perguntar, "onde está o próximo?". Valentina - O lado Obscuro do desejo é um livro erótico capaz de cativar um número elevado de público, quer feminino ou masculino, quase baseado na clássica expressão "women want to be her, men want to have her". Quem é que não desejava, a certo ponto da sua vida, ter ou ser uma Valentina?

Eu adoro o título original - Valentina e la camera oscura, visto que remete para mais do que um significado. 

Ao longo da leitura dei por mim a pensar, é interessante como se encontra pequenos pedaços de muitas mulheres que conheço (incluindo eu própria) em Valentina. Quem é que por despeito não fez exactamente aquilo que disseram que não combina connosco ou que não devíamos fazer?
Quem é que não foi mais longe do que devia ter ido?

Questão é, quem é que se arrepende disso?
;)

Vamos esperar que a Editorial Presença traga até nós a continuação da excitante história de Valentina.
Boas aventuras :) e óptimas leituras.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Está a chegar...

Para quem nos tinha perguntado quando sai o segundo livro da Série Crossfire de Sylvia Day, aqui está a resposta.
4 de Março 
:)

Onde estão as leitoras que ficaram rendidas ao primeiro?
Quem ainda não leu, pode ficar a conhecer a minha opinião sobre o primeiro livro.

Sem mais demoras...

(já podem ler um excerto aqui)

Sinopse
Neste tão esperado segundo livro da série Crossfire continuamos a acompanhar a escaldante relação de Eva e Gideon que iniciou em Rendida, romance bestseller do New York Times .

Gideon Cross: tão bonito e perfeito por fora como atormentado e complicado por dentro. Ele enfeitiçou-me com uma paixão que me arrebatou e me despertou os prazeres mais secretos. Eu não conseguia, nem queria, ficar longe dele. Ele era o meu vício... o meu desejo... era meu.
A minha história era tão violenta como a dele, e eu estava igualmente marcada pela vida. Nunca conseguiríamos ficar juntos porque era demasiado doloroso... exceto quando era inacreditavelmente perfeito. Nesses momentos, o desejo e o amor desesperado conduziam-nos a um estado de sublime insanidade.
Gideon e eu estávamos a ultrapassar todas as fronteiras e a nossa paixão levar-nos-ia aos limites da doce e arriscada obsessão.

Críticas de imprensa
"As tórridas cenas de sexo e o enredo acelerado são reforçados pela soberba escrita de Day; os leitores vão envolvendo-se gradual e profundamente no mundo de Eva e Gideon. Mal posso esperar para ver o que Sylvia Day fará a seguir! "
RT Book Reviews

"... as escaldantes cenas de sexo e as voltas de um enredo intricado vão deixar os leitores a reclamar por mais."
Library Journal

Finalmente - alguém mais sensual do que Christian Grey."
The Wall Street Journal

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Opinião - "Na cama com um Highlander" de Maya Banks


A minha opinião:
Faz algum tempo que não lia um romance deste género, a receita com elementos q.b. de história, romance e sexo, que me fez lembrar uma saga. Sou fã assumida, com a leitura em dia nas edições originais, de toda a saga Dark Hunter (Predadores da Noite) da Sherrilyn Kenyon. Embora as histórias não tenham comparação, é a dinâmica "um casal por livro" que me cativa.
Ficamos a conhecer uma história de amor, um casal mas ao mesmo tempo somos apresentados ao ambiente, ao local e aos restantes intervenientes da saga.

Em "Na cama com um Highlander" somos apresentados a Mairin e Ewan, duas pessoas que se conhecem por obra do destino cruel que leva Mairin à terra do McCabe, em busca de refúgio da ira e ganância de Duncan Cameron, que é igualmente o maior inimigo do Ewan.

Pautado por ocasionais cenas sexuais muito interessantes, sem dúvida, mas detentoras de uma bolinha amarela. Muito sensuais, com detalhes suaves que não chocam ninguém. São um casal recente que se vai conhecendo aos poucos, com até algumas cenas de humor pelo meio.

Com a história de Mairin e Ewan, sobre o qual não abro mão de mais informação, somos cordialmente apresentados  aos outros dois irmãos McCabe, que nos chamam à atenção logo nas primeiras linhas em que aparecem.
Tanto Caelen como Alaric rejeitaram a existência de uma companheira ou qualquer sentimento romântico para o seu futuro mas a repentina mudança que a chegada de Mairin provoca no clã, irá ter repercussões na vida de todos, especialmente dos dois irmãos McCabe.
Neste livro, levantamos o véu para o 2º livro (Seduction of a Highland Lass) e para a história de Alaric.

Quando é que sai mesmo??
Já está disponível no site da Bertrand os restantes livro da trilogia mas em inglês
Seduction of a Highland Lass
Never Love an Highlander

Sei que esta é uma trilogia que terei muito gosto de sugerir às minhas amigas. Uma história cheia de intriga, humor, vingança e pela conexão especial que existe entre o casal protagonista e todo o clã McCabe.

Até termos oportunidade de ler o livro do Alaric McCabe, temos outros coisinhas boas para ler.
Boas leituras!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Opinião - "O Fruto da Paixão" de Noelle Mack

Morangos: deliciosos e sumarentos, é impossível resistir-lhes. E foi assim que surgiu a Bliss uma ideia que iria mudar a sua vida para sempre…

Bliss Johnson é uma sensual publicitária a quem acaba de ser atribuído um novo cliente - Hot Treats, um poderoso grupo da indústria alimentar. À frente da empresa está Jaz Claybourn. Com um metro e noventa e cintilantes olhos verdes, Jaz é um executivo muito sexy. A atracção entre ambos é imediata e a relação profissional rapidamente se converte num escaldante envolvimento.
Ao longo do Verão, os dois trabalham juntos no lançamento do novo produto da Hot Treats, inspirado numa ideia de Bliss - as MyPies, pequenas tartes com recheio de fruta verdadeira. Mas as longas reuniões de trabalho não impedem que os dois se envolvam em sessões de sexo escaldantes e sem preconceitos, no escritório da empresa, na casa de praia dele, no pequeno apartamento dela, ou em qualquer outro lugar onde estejam juntos e se deixem levar pelas suas fantasias…

Mas será que, no final, este tórrido romance de Verão com o homem dos seus sonhos, em tudo idêntico ao que Bliss sempre desejara, vai sobreviver aos dias mais frescos que se avizinham?

 A minha opinião:
Sou neste momento uma orgulhosa detentora da colecção completa de Romances Sensuais da Quinta Essência. Foram com estes livros que comecei a ler este género e fico contente de os ter todos.
Este é o primeiro mas só há pouco o conseguir adquirir.
Confesso que não me agradou muito quando li a sinopse mas depois a minha opinião mudou à medida que fui lendo o livro.
NOTA: este é um livro de categoria 3 - VERMELHO - "Ai meu deus, o que é isto?
Na realidade, temos a noção disso logo na sinopse. O romance de Verão vivido por Bliss e Jaz (sim, parece nomes de actores porno) começa abruptamente, ao fim de um par de horas de se conhecerem. Das propostas de marketing aos lençóis vai um curto espaço de tempo mas muito jogo de sedução.
É exactamente isso que conhecemos a cada página que passamos, um casal com uma grande química sexual que decidi aproveitar os dias quentes, entre a cidade quente e a casa na praia. 
Mas o tempo que passam juntos, embora muito seja passado na cama (e nos outros locais onde se divertem a dois), acaba por permitir se conheçam, que fiquem a saber o que os faz sentir bem e o que querem à medida que os meses passam.

"O Fruto da Paixão" ou "Juicy" (no seu título original) pode até não ser, aos olhos de muita gente, um romance interessante pela quantidade elevada de sexo que as personagens parecem apreciar ao longo do livro mas também prova que nem todos os relações começam da mesma maneira. 
Por vezes, uns começam com um olhar, outros com um café e os outros na cama!

Agora, mal posso esperar para ler o próximo da colecção
"Os Escravos da Paixão"

 E vocês, já leram este livro?
Acham interessante a classificação que efectuamos aos livros deste género?

PROMOÇÃO
Aproveitem que a os EBOOKS eróticos estão em saldos na LEYA

Boas leituras!!
 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Classificação de Romances Sensuais

Ontem estava a rever os livros deste género que tenho lido nos últimos anos e é curioso como não podemos enfiar tudo na mesma estante, por assim dizer, porque apresentam características muito diferentes em termos de conteúdo (mais ou menos....ordinário). Razão pela qual tenho tido algumas dificuldades em terminar a minha opinião a publicar sobre o último livro que li, "O fruto da paixão" de Noelle Mack.

Acho que, primeiro que tudo, temos de começar a definir bem o que são os romances sensuais e que tipos de escrita/cenas podemos encontrar nos diversos livros que se inserem neste género.
Recentemente tenho visto muitas opiniões indignadas de quem é apanhado desprevenido pelo conteúdo explicito ou linguagem "ordinária" dos livros considerados sensuais, quando na realidade deviam ser apelidados de porno com algum romance (ou história, se assim preferirem).

 
Vamos então passar a classificar, pelo menos aqui no Efeito, os livros por 3 intensidades:
Sensual, Erótico e "Ai meu deus, o que é isto?" (sendo esta última a maneira simpática de dizer Porno)

O Sensual é mais romance que sexo. Tem algumas passagens sensuais, que despertam interesse mas não são descritas em detalhe, deixando na cabeça do leitor a possibilidade de criar a imagem mental da cena, se assim o desejarem.

O Erótico tem romance mas tem erotismo em forma escrita, tem cenas intimas que despertam ou educam o leitor sobre sexo. Podemos dizer que é "50/50", metades iguais para as temáticas romance e sexo.

O "Ai meu deus, o que é isto? AKA Porno" centra-se pouco no romance e mais nas cenas intimas entre as personagens, sendo estas constantes e explicitas, tanto nos actos como nas palavras utilizadas para descrever a cena. Digamos que são os Romances de Bolinha Vermelha! 
Nota: estes romances podem incluir, além de linguagem e cenas explicitas, conteúdos relacionados como BDSM entre outras coisas que eu ainda não conheço.

Ou seja, vamos passar a classificar os Romances Sensuais com bolinha consoante a intensidade (amarelo para os sensuais, laranja para os eróticos e vermelho para os porno)
 
Acham que será boa ideia?
Deste modo, podemos deixar claro que tipo de livro é, para que ninguém seja surpreendido (muitas vezes, pela negativa).
 
Acham que devia fazer alguma alteração à descrição das 3 intensidades ou até incluir mais algum nível que eu desconheça até agora ? (ali o vermelho já inclui algumas coisas mais...chocantes)