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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

E os Hipopótamos Cozeram nos Seus Tanques


E os Hipopótamos Cozeram nos seus Tanques é o livro perdido de W.S. Burroughs, o livro perdido de Kerouac, o livro que permaneceu inédito durante mais de 60 anos e se tornou uma lenda.



Sinopse

«O assassínio que deu origem aos Beats» tornou-se uma história muitas vezes contada, mas não foi a morte de Kammerer que embalou o berço dos Beats; foi a força vital, intelectual e sexual, do adolescente Lucien Carr, alimentado por Kammerer desde a puberdade numa dieta rica em excessos poéticos: o sopro divino de Baudelaire; os actes gratuits de Gide; e a ligação apaixonada entre Verlaine e Rimbaud. E depois Dave e Lucien caíram na loucura, representando esses papéis malditos nas suas próprias vidas.

Em E os Hipopótamos Cozeram nos seus Tanques, Jack e Bill retrataram um caso trágico de uma relação mentor/discípulo que correu mal e a natural crueldade da juventude. No entanto, a dificuldade ficcional [neste romance] estava em que a morte de Kammerer não foi o termo de uma história, mas o começo de uma outra. Com Kammerer morto e Carr preso, restavam três: Burroughs, Kerouac, e Ginsberg... E embora nenhum deles tenha visto a sua obra publicada na década que se seguiu à morte de David, foram eles que o destino quis ver reconhecidos, literariamente e não só.”

«Uma combinação de romance policial com um lamento existencialista, como se Dashiell Hammett se cruzasse com Albert Camus. Um documento único da geração beat.»
San Francisco Chronicle.

Críticas de imprensa internacional:

«Uma combinação de romance policial com um lamento existencialista, como se Dashiell Hammett se cruzasse com Albert Camus. Um documento único da geração beat.»
San Francisco Chronicle



Leia um excerto, aqui.

Um excelente começo para a nossa parceria com a Quetzal



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Livros que se tornam filmes

Viram a opinião sobre o Livro "Pela Estrada Fora?"


Então faço o serviço público de informar que o filme baseado no livro estreia brevemente nos cinemas.
Confesso que estou com imensa curiosidade porque o elenco é fantástico e epah, eu gosto de filmes que me inspirem e que me digam "go girl, faz-te à vida"
:D
fica a dica, o livro óptimo, o filme ainda não tem data de estreia.
Fica aqui o Trailer

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Opinião - "Pela Estrada Fora" de Jack Kerouac

  Editora: Relógio d' Água 
Sim tenho esta edição de 1980 e tal, em segunda mão (ou mais)

 A minha opinião:
Caiu-me no colo. Estava a fazer umas trocas quando tropecei no título numa lista de alguém e pensei "porque não?! já ouvi falar tanto neste livro, talvez seja a minha hora".
Não me enganei!

O livro leva-me a pensar que queremos todos algo de transcendente sem saber realmente o quê, que queremos uma coisa que nem sempre sabemos identificar, mas sabemos que precisamos dela como de ar para respirar.
 Este é um daqueles livros que se ama ou se odeia. Pela escrita, pela história, pelas personagens e pela loucura, a da narrativa ou dos intervenientes. 
Kerouac escreveu "On the Road" a toque de benzedrina e café em apenas 3 semanas, o que realmente se percebe pelo ritmo acelerado e com um travo a loucura que recebi com estranheza no início do livro. Depois entranha-se e vemo-nos intrigados pelas personagens, sim, principalmente pelo Sal Paradise (Alter-ego de Kerouac) e Dean, a loucura em pessoa (inspirado no seu amigo Neal Cassidy).

Temos de ir e não podemos parar até chegarmos lá”, disse, um dia, Neal Cassady. Quando Kerouac lhe perguntou onde iam, respondeu: “Não sei, mas temos de ir até chegarmos lá.”

De nada me serve falar sobre a história, apenas digo que este livro agrada a todos os amantes de viagens, da divagação, da loucura de querer chegar a qualquer sítio, mesmo sem saber o destino.
Não é livro para todos, haverá com certeza gente que o odeia porque não o entende, acha-o uma confusão de ideias e momentos, até o deve achar uma tremenda seca.
Acima de tudo, dá-me vontade de agarrar na mala e partir. Quem nunca pensou, depois de tantos filmes sobre o género, de pegar na mala e no carro e partir pela estrada fora? Quem é que não tem na "wildest bucket list" atravessar os Estados Unidos de costa a costa? Era ter oportunidade e eu fazia-o!

"As únicas pessoas que me interessam são as loucas, aquelas que são loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas; as que desejam tudo ao mesmo tempo. As que nunca bocejam ou dizem algo desinteressante, mas que queimam e brilham, brilham, brilham como luminosos fogos de artifícios cruzando o céu.”
Jack Kerouac