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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Livros que se tornam filmes :: Lixo

AFINAL HÁ LIXO QUE TEM VALOR!



A leitura data de 2012, o filme tem data de estreia marcada para dia 30 de Outubro em Portugal.
Com Wagner Moura, Rooney Mara, Martin Sheen e Selton Mello, a adaptação da obra de Andy Mulligan promete ser arrebatadora. 
A história de três rapazes, Raphael, Gardo e Rato, que sobrevivem a vender os restos que encontram no lixo.
Uma descoberta surpreendente leva-os a viver uma aventura onde terão de enfrentar as autoridades e corrigir um terrível erro.

Fiquem a conhecer as nossas opiniões:
- Efeitocris
- Caracol Literário

e o Trailer de LIXO



Curiosos?
Quem já leu LIXO?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Trash - Andy Mulligan - opinião

O livro Trash de Andy Mulligan está a dar que falar pelo nosso círculo de amigos...
Neste momento já conta com mais uma critica aqui para o blogue e já passou por mais 2 mãos leitoras...
...

«Perturbador, entusiasmante e absolutamente brilhante.» | The Bookseller UK

Sem ter uma escrita muito cuidada...
este livro surpreendeu-me pela maneira como a história é contada...
ora por um ora por outro personagem...
uma historia simples, cativante e que chega a ser viciante...

este livro permitiu-me viajar de varias formas...
a primeira foi porque o devorei em quando voava após férias em Milão...
e não consegui pregar olho noutra coisa que não o livro...
levou-me a viajar por uma exposição de Vik Muniz
levou-me também a viajar por vários documentários sobre o tema...

o livro descreve-nos duras realidades vividas por pessoas...
crianças em países de terceiro mundo...
onde para a maioria de nós seria impensável viver...

mostra-nos até onde vai a corrupção...
a malvadez, o ódio e a ganância...
duma maneira simples...
leva-nos a querer ajudar alguns dos personagens...
e a exterminar outros...

no fim posso dizer que amei o livro...
e recomendo vivamente a leitura e que procurem pela obra do artista plástico Vik Muniz


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Trash de Andy Mulligan, Opinião

Afinal há lixo que tem valor!


Este podia ser muito bem ser o teaser para este livro.
Esta pode ser também a frase que resume tudo, mas que não conta nada sobre este livro.

O que me despertou à atenção em Trash,  foi vislumbrar, numa primeira impressão, Lixo Extraordinário um documentário que eu adorei da autoria do artística plástico Vik Muniz. Mas agora troque o Jardim Gramacho do Brasil, por Behala na Índia e irá encontrar uma realidade igualmente dura, pobre, deteriorada e desesperante, onde crianças crescem à mercê do lixo e das surpresas que por lá vão aparecendo.

Apesar de ter o trabalho de Vik Muniz ainda muito presente no meu imaginário, essa sensação de semelhança e proximidade rapidamente foram varridas pela realidade de crianças como o Ratazana ou o corrupto Zapanta ou até mesmo a quase invisível Pia, cujo o pai me arrancou uma gargalhada enorme, silenciosa, infelizmente, já que  num voo cheio de gente desconhecida e a dormir não iria apreciar o som estridente do meu riso a acordá-los do seu sono de beleza.

Lido em praticamente duas horas de viagem Trash é tão desconcertante como inocente. É um livro infestado e duro, fruto da realidade que descreve, embora infantil e com tendência a sentimentos brandos ou não fosse a quase timidez e simplicidade com que certos detalhes são escritos.
Em pouco mais de 200 páginas, Andy Mulligan consegue ter uma obra que prima pela simplicidade e quase consegue esconder a dureza do que é crescer numa lixeira, tal é a mestria de todos os seus personagens.

A meu ver, este livro consegue ser uma excelente aventura para os mais pequenos, que sem a devida explicação não irão atingir o quão tenebroso será a infância destas crianças e irão deliciar-se com as personagens e as suas vivências. Para os adultos, a leveza com que está escrito permite, por momentos, esquecer essa mesma dureza e realidade e sentir-se empolgado até ao fim. No entanto, o enredo pede que paremos para perceber o quão somos favorecidos e ricos em oportunidades.

O mesmo acontece ao vermos o documentário de Vik Muniz. Vejam e leiam, recomenda-se!