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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Opinião :: "Até que sejas minha"

Demorei uma semana a ler “Até que sejas minha” mas só para contrariar, vou fazer uma crítica curtinha. Curiosamente, comentar este livro seria por si só um spoiler. Já aguçar a curiosidade de possíveis leitores é uma obrigação!
Como ando a um ritmo de leitura semelhante a uma lesma literária, dei comigo a pensar “Porque raio toda a gente me diz que este livro se consume num instante?”
A meio da leitura percebi a razão e depois foi a correr até ao fim. Juro, fiquei de boca aberta e
completamente arrepiada!
A sinopse inicia-nos num caminho de suspeita óbvio mas assim que vamos começando a conhecer algumas peças ao puzzle, ele começa a ganhar forma perante os nossos olhos. 
Fico feliz por ter adivinhado o fim mas não estava nem de longe preparada para o epílogo. É bem capaz de me dar pesadelos esta noite e de nunca me deixar olhar para amas e grávidas da mesma maneira.

Há pessoas que levam tudo e todos pela frente para verem concretizados os seus desejos mas “Até que sejas minha” estabelece um novo nível de arrepiante. Um livro escrito na visão de três mulheres e que nos faz pensar o quanto a maternidade, ou a sua ausência, pode levar alguém à loucura.

Não deixem de conhecer a história de “Até que sejas minha”. Pelo que andei a pesquisar no Goodreads a autora tem mais dois títulos nos quais figuram a Inspectora Lorraine Fisher. Será uma das próximas apostas da Topseller? :)
Se sim, eu estarei cá para as ler!

Um livro que deve figurar na vossa estante

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Comecei a ler...

A metade literária leu, a mãe devorou e "Até que sejas minha" chegou finalmente ao meu colo.
Vamos lá embalar esta história arrepiante.
:)



quarta-feira, 9 de julho de 2014

"Até que sejas minha", de Samantha Hayes


"(...) ter alguém a quem amar ajuda muito a preencher o vazio que fica de não sermos amados." 



Absurdamente arrepiante é assim que posso encarar este thriller psicológico sobre a intensidade com que estas mulheres desejam e sentem a maternidade.
Cláudia uma mulher forte e para quem a missão de ser mãe é a maior meta da sua vida. Dócil, atenciosa, mulher de família, vê o sonho a poucos passos.
Zoe, misteriosa, enigmática, esforçada. Vive como seu o sonho de Cecília, a maternidade é um elo demasiado forte e não são só mães aquelas que geram vida.
Cecília, criativa, intensa e numa espiral densa e enredada face ao maior desejo da sua vida.
Lorraine, mãe e detective, uma mulher completa que se sente um autêntico puzzle humano, um (quase!) caco, preste a perder tudo.

Não é habito eu enumerar ou tentar explicar um livro, mas ainda assim, revelo muito pouco. E é pegando nas personagens que quero fomentar o interesse deste livro. É a intensidade e o quão fortes são que fazem deste um livro obrigatório.

Não revelo nada que quebre o maior enigma. A maternidade é a obsessão destas mulheres. Mas a maior bizarrice com que certos desejos - nefastos - corrompem o nosso lado mais humano, é isso que é assustador e alarmante.

Este romance de Samantha Hayes que apelidei de thriller psicológico é realmente «obrigatório» e «absolutamente brilhante». É arrepiante ao ponto de efectivamente nunca adivinharmos o final.
Se é para os fãs de Gillian Flynn eu não sei, já que ainda não li dela, mas se for a este ritmo e a esta intensidade, serei fã. Por enquanto, aguardo, inquieta, a publicação de "Antes que morras", também pela TopSeller.

Posso ainda dizer, e julgo que devo. O prólogo é obrigatório leiam-no aqui, e confessem: é irrecusável! Já só querem é lê-lo. Fugir para um canto e consumir. Devorar!

Livros que se devoram é capaz de ser o slogan mais sincero de um selo editorial.