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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

“Fábrica das Palavras", a nova Biblioteca de Vila Franca de Xira

É com enorme orgulho que coloco esta publicação, informando que Vila France de Xira terá um novo espaço de lazer e cultura, uma nova Biblioteca.

“Fábrica das Palavras"

A partir de 20 de Setembro o concelho de Vila Franca de Xira, o nosso concelho, terá o privilégio de contar com uma nova Biblioteca Municipal,
Designada por “Fábrica das Palavras”, em memória da antiga fábrica de descasque de arroz, erigida no mesmo local.
No âmbito da aposta de requalificação da frente ribeirinha do Concelho, esta nova Biblioteca beneficia todos com a sua localização privilegiada e é, em si, uma singular peça de arquitectura contemporânea da autoria do arquitecto Miguel Arruda.

Informação de http://bmvfx.cm-vfxira.pt/
Informações sobre o equipamento aqui: http://bmvfx.cmvfxira.pt/images/2014/nova_biblioteca.pdf
E o programa de inauguração, aqui: http://bmvfx.cm-vfxira.pt/images/2014/AnimPrg.pdf 


Vai ser quase esta, a visão das próximas horas a ler na nova Biblioteca!



domingo, 15 de junho de 2014

Em jeito de despedida à "minha" querida Biblioteca!

Desde que me lembro que frequento as Bibliotecas Públicas. Primeiramente as da escola, ainda muito novinha e na escola básica. Depois no secundário, foram largas horas para estudar, preparar trabalhos e finalizar o 12º ano e respectivos exames nacionais. A universidade foi o passo seguinte e aí o mapa de Bibliotecas a frequentar evoluiu e as Municipais de Lisboa passaram a fazer parte do roteiro habitual... mas isto tudo para dizer que a casa mãe, a biblioteca de origem, aquela a que mais vezes retornei e onde me sentei para estudar, tomar um café, ler uma revista ou que simplesmente passava para uma visita, foi sempre a de Vila Franca de Xira.

Por isso, anunciado o seu fecho - temporário - era impossível não lhe prestar uma última homenagem e me despedir.
Fica um singelo registo.



E para "activar" o cartão uma última vez neste espaço, trouxe comigo, para próximas leituras:


Fica o aviso, aliás, agora já só aguardamos pelo aviso de INAUGURAÇÃO!!!


Para ler mais clique na imagem abaixo.




sexta-feira, 16 de maio de 2014

"Infravermelho" de Nancy Huston - Divulgação/Breve Opinião

Setenta páginas depois e estou rendida.
Um livro diferente. Num misto de viagem à Toscana e viagem emocional, Rena Greenbalt expõe a sua vida, as suas memórias, os seus fantasmas, a sua educação e os seus infravermelhos.
Um enredo familiar alucinante e um tanto desapegado. Uma falta de calor parental que Rena cedo descobre nas investidas sexuais precoces (aqui apresentadas com curiosos detalhes) e também elas desapegas...
E assim se começa mais uma nova leitura.

Este livro foi adquirido pela Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, consultem o site, aqui.
Desde já o nosso agradecimento.


Leia as primeiras páginas, aqui
Uma edição, SEXTANTE

Uma curiosidade sobre este livro é que anualmente, os ingleses, com o seu sentido de humor único, têm um prémio anual para o livro com pior sexo. Em 2013, o Literary Review’s Bad Sex Prize foi ganho por Nancy Huston, que derrotou oponentes de peso como E.L. James. A autora não compareceu à entrega do galardão mas mandou uma mensagem: “Espero que este prémio seja um incentivo para milhares de mulheres britânicas. Espero que tirem fotografias (close-ups) do corpo dos seus amantes em todos os estados de empenhamento e abandono.”
Informação retirada do artigo do Público.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

«O Colecionador de Mundos» de Ilija Trojanow - Opinião

Eu deveria ter desconfiado quando Günter Grass avaliou este livro e o comparou a um clássico. Ler Grass é uma aventura e um desafio, ler Trojanow não foi por isso diferente. A «Mody Dick» vou deixar para outras viagens literárias.

Ilija Trojanow é um verdadeiro admirador de Sir Richard Francis Burton, são palavras do próprio autor aquando da apresentação do livro em Lisboa, por isso, aquele que poderia ser um livro biográfico do oficial britânico é antes um romance com uma linha ténue entre o relato verídico e o ficcional, igualmente afirmações do autor, já que não possuo conhecimentos sobre a vida e a obra de Richard Burton.
Para além das considerações, quase sinopses do livro, assistir a esses pequenos trechos relatados pelo próprio autor, é captar a paixão do mesmo pelo tema e pela personagem, foi esse interesse e o cunho de uma escrita, que no desenrolar do livro se torna cada vez melhor, que me fez terminar este livro.

Se o início do ano foi marcado por Mo Yan e as particularidades de uma China distante e culturalmente afastada da minha realidade, chegou agora a vez de ler Trojanow e experienciar um romance igualmente difícil. Se nas primeiras 200 páginas houve uma luta muito grande para continuar a leitura, todas as dúvidas se dissiparam durante a peregrinação a Meca. É aqui, na segunda parte do livro que eu me viciei na escrita e  na acção ali descrita. Já na terceira parte, compreende-se perfeitamente o subtítulo «Na memória dissolve-se a escrita», se para mim é a parte melhor, é também a parte que retorna ao início e algumas dúvidas retornam, afinal, o que pretende Trojanow narrar? Que fio condutor encontramos na escrita sobre Burton? Será «O Colecionador de Mundos» quase um álbum das três grandes incursões camufladas do oficial britânico!?
Se nas últimas 170 páginas, as primeiras 40/50 arrancam levemente, as cem últimas fazem-nos desejar novas aventuras, talvez mais outra cem, quem sabe mais.

"De que tens medo, baba Sidi? Da linguagem dos tolos e ingénuos para a qual tu e outros como tu traduzem qualquer tipo de experiência. Aquilo que eu vi não encontra lugar nos pequenos espaços despidos que tu arranjas." (pp.336)

Se é no poder da palavra, seja ela escrita, ouvida ou falada que reside o fundamento da vida de um homem, então Burton foi exímio na qualidade da palavra que pronunciou. "Só havia uma possibilidade de não desperdiçar a sua vida: aprender línguas. As línguas eram armas. Com elas iria conseguir libertar-se das amarras do tédio, incentivar a sua carreira, enfrentar tarefas e desafios mais exigentes." (pp.50)


Se me perguntarem o que relata o livro, eu diria que o livro é uma aprendizagem, antes de mais, é uma história sobre aprendizagem. É um romance sobre o ser humano, a sociedade, o mundo, as culturas, as diferenças, mas acima de tudo a aprendizagem que podemos fazer uns dos outros, incentivando o nosso próprio conhecimento sobre o que somos capazes de fazer.
Se a Burton importava conhecer e falar a língua dos nativos, interessava-lhe igualmente experienciar, disfarçar-se para se interligar com os povos, conhecendo-os assim por dentro, no âmago das suas experiências culturais.

Se sempre lhe interessou a riqueza na mistura e na convivência com os povos, interessou-lhe também os segredos da religião, da tradição ou até da intimidade com uma mulher, uma cortesã e os segredos do prazer. É aqui que chega o primeiro grande episódio, que marca para mim este capítulo. O que serão verdadeiramente as cortesãs cobras e o envenenamento pelo prazer. Será este envenenamento pelo prazer uma metáfora para as grandes aventuras de Burton? Viveria ele uma história toda ela envenenada pela curiosidade e a ânsia de viver? Terá toda a vida de Burton um cunho de consumação por um amor maior?  Ou foi apenas um episódio digno das artes de cortesã, para atrasar o clímax!?

Se na Índia encontramos a melhor qualidade narrativa nas palavras de Naukaram ou até na relação com Upanitche (o homem com um livro no lugar do coração - pp.91), já a caminho de Meca, a riqueza da acção reside no extenso interrogatório que confere dinâmica e fluidez à própria viagem para que naveguemos até aos leitos do Nilo, onde ninguém conhecia o caminho, se ninguém conhecia o caminho, todos podiam servir de guia. É na voz de Sidi Mubarak Bombay que conhecemos a luta pelos diferentes ideais entre os wasungus Burton e Speke. Qualquer uma das partes revela duros episódios, mas descobertas e conquistas maiores ainda. O enredo e a narrativa acompanha majestosamente cada parte, diferenciando a escrita, consoante o narrador, a viagem e a própria presença marcante de Burton, fazendo-nos quase pensar que estamos na presença de três livros diferentes, que se completam é certo, mas que são em si metáfora para a crise interior de Burton, um homem que parecia insatisfeito com o que a sua cultura e sociedade lhe ofereciam, mas que sabia não pertencer às que visitava. As leis de Burton prendiam-no apenas à lealdade para com quem partilha o mundo, não se podia caminhar hoje ao lado de alguém, e amanhã abandoná-lo à sua sorte e miséria.

"O chicote não deixa para sempre marcas numa pela que se muda. Acreditem no que vos digo, meus amigos, o ser humano muda de pele como uma cobra." (pp.366)

Confesso que a pouco mais a meio do livro, tive necessidade de ler mais sobre o autor para compreender onde me levaria tal romance. Se da Índia colorida, mas suja, jejuamos com o oficial e aprendemos hindustani, deixamo-nos melhor ainda peregrinar e interrogar a caminho do local sagrado da fé islâmica, obrigando-nos (pelo menos a mim obrigou) a querer ter mais imagens do local. Por fim, assistimos à expedição até aos grandes lagos, às nascentes do Nilo. E lendo sobre o autor, descobrimos que talvez ele próprio se reveja na pertença ao mundo que Burton parecia sentir.


Quero ainda dizer que o "se" é a palavra que marca a leitura deste livro, pois tendo começado por uma afirmação "se eu o ler até ao fim", passei para "se eu tivesse a gostar!?" para agora, ao fim de um mês de leitura e mais de uma semana a fermentar a crítica, chego à fase de dizer "se este não será um dos favoritos deste ano!?"
Um livro que é em si uma verdadeira peregrinação à excentricidade de um homem que despertou a curiosidade e a aprendizagem de muitos.

Uma leitura que recomendo vividamente, já que aqui o que importa não é o destino, mas sim os capítulos da viagem.

*
Uma leitura com o apoio da Rede de Bibliotecas Municipais de Vila Franca de Xira que gentilmente adquiriram esta obra por sugestão do nosso blogue. Obrigada!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Prémio Literário Alves Redol



Na tentativa de estarmos atentas às iniciativas literárias que acontecem no nosso concelho, o nosso blogue tem todo o gosto em divulgar, que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira / Divisão de Bibliotecas, está a proceder à divulgação/realização do novo Prémio Literário Soeiro Pereira Gomes, destinado a alunos do 3º ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.

Indo ao encontro das recentes diretrizes de combate à iliteracia, emanadas da comissão Europeia /EBLIDA (Europian Bureau of Library, Information and Documentation Associations), esta iniciativa pretende incentivar o gosto pela escrita e pela leitura, através do estímulo à criatividade literária dos jovens, expressa na produção de contos e poesia.

Porque acreditamos no poder da leitura e no efeito que os livros têm em todos nós, decidimos divulgar tal iniciativa. Para acederem a informação de outros anos, vejam no site.

Para mais informações, contactem:

Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira
Rua do Curral, 8 | 2600-134 Vila Franca de Xira
Tel: 263 271 200 | Fx: 263 270 225
E-mail: secretaria@bmvfx.net

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O filho de mil homens! Valter Hugo Mãe, Alfaguara


Há muito que ando para ler algo de Valter Hugo Mãe e quando li sobre este livro, sobre ser uma nova fase na sua escrita, desta vez mais virada para a paternidade e família, já que também por estes lados e também tendo passado um marco, o dos trintas, a verdade é que existem questões que se colocam. Por isso, quando hoje entrei na biblioteca e dei de caras com este exemplar heis que não resisti.

Aqui ficam mais algumas informações:

site do autor: http://www.valterhugomae.com/livros/o-filho-de-mil-homens/

Crónica do autor: http://recursos.wook.pt/recurso?&id=2834990

Alfaguarda/Objectiva: http://editoraobjectiva.blogspot.pt/2011/11/o-filho-de-mil-homens-de-valter-hugo.html

A título de curiosidade, este livro foi requisitado na rede de bibliotecas do concelho de Vila Franca de Xira, e aqui fica o link que devem usar para pesquisar o catálogo das "nossas" bibliotecas municipais.
Aproveito para indicar que as Bibliotecas aceitam sugestões de livros e outros materiais, passem por e dêem uma olhadela. Vale a pena!!!