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sexta-feira, 31 de março de 2017

Novidade BIS :: "O Pranto de Lúcifer"

A saga de uma família que se guia pela arte e pelo amor.


Esta é a história de uma família original contada pela mais nova de quatro irmãs, Bernardette, que cresceu correndo Portugal de lés a lés com os pais, autênticos saltimbancos que tanto apresentavam espectáculos de Almeida Garrett como um número em que Marinela, a mãe, parecia morta. Bernardette relata como foi viver na corda bamba nessa viagem constante, rica em aventuras e imprevistos, mas sempre precária. Foi do pai que herdou a capacidade de sonhar, de encarar a vida e o mundo de forma idílica, mas até que ponto é possível conciliar o sonho com a vida?
O Pranto de Lúcifer é um romance simultaneamente divertido e dramático, cruel e poético,  que nos revelou o talento de Rosa Lobato de Faria.

Uma edição de bolso da 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Enquanto Salazar dormia, de Domingos Amaral, opinião

"Que monumento (...) Abençoadas entranhas que a criaram."
O comentário é sobre uma mulher, mas bem que podia ser sobre Lisboa.

Ao ler este romance é impossível não fantasiar com uma Lisboa misteriosa, recheada de espiões e jogos políticos, em tempos estratégicos de uma política ditatorial e de amistosas relações com Inglaterra e com a Alemanha .

"No final da guerra, em 1945, eu já era um especialista em mistificação, boatos negros, sujar o nome das pessoas com intrigas, mas, em 1941 ainda dava os primeiros passos nessa sinistra arte..."

Domingos Amaral retrata, com factos mas recorrendo ao romance, uma Lisboa cosmopolita, ansiosa por novidades, mística e até glamourosa, recheada de intrigas, paixões, luxos e mulheres bonitas, que se passeiam nos sonhos dos nossos protagonistas masculinos.

A propósito de Mary: "Jack, ajuda-me, estou a cair (...). Abracei-a. Mas, mesmo nos meus braços, continuou a cair. Homem nenhum tinha força para impedir aquela queda."

A propósito de Alice: "Sexualmente famosa, acompanhante de luxo, gananciosa, perigosa: Alice tinha todas as características de uma mulher a evitar."

E a propósito de Anika:"(...) murmurou em alemão: Eu sabia que isto não ia resultar. Azar dela, eu tinha aprendido alemão na escola. Por isso repliquei na sua língua: - Isto o quê? Abriu muito os olhos: - Fala alemão? Sorri, de novo cínico: - Ninguém é perfeito."
O que isto me fez rir!

Assim que apanhar mais alguma obra de Domingos Amaral, não hesitarei em ler e se fosse a vocês faria igual.

Deixo-vos com um frase: "O mundo é dos que o conquistam. Não dos que sonham."