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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Opinião "A Rapariga Mais Sortuda do Mundo"

Sabem aqueles livros que chegamos ao fim e não sabemos o que dizer sobre eles?
"A rapariga mais sortuda do mundo" é um deles, uma das opiniões difíceis de colocar em palavras coerentes.


Ani FaNelli é-nos apresentada como o expoente da sofisticação Nova Iorquina, uma self-made woman. Tudo nela é de sonho. Uma mulher que subiu na vida pela sua dedicação e capacidade de deturpação da sua verdadeira natureza.
Oriunda de uma família com pouco mais pretensão do que riqueza no banco, Ani é hoje uma mulher no centro mundo, com um papel importante numa das maiores revistas femininas americanas e uma esmeralda que a reclama como a futura Mrs. Harrison, o prémio máximo na sua vida com carregados laivos de gold-digger. 
Ou assim nos parece...

O estoicismo de Ani é como uma camada de tinta que ela foi aperfeiçoando ao longo dos anos, uma superfície delicada, calculada, pensada e controlada ao minuto.
Mas por baixo, como uma segunda camada da pele esconde-se a TifAni, a rapariga que sempre teve flexibilidade para se adaptar. É nessa camada que borbulham os seus verdadeiros pensamentos e desejos, como um vulcão tumultuoso cujo magma aguarda o momento ideal para sair e matar toda a gente.
Mas que outra opção tem senão ser como é?  
Quando a necessidade de se reinventar para sobreviver é mais forte do que tudo o resto, até quando é que Ani se vai sentir como a rapariga mais sortuda do mundo?


Quando terminei de ler "A Rapariga Mais Sortuda do Mundo" fiquei aborrecida e nem sequer conseguiu colocar por palavras o que encontrei ou qual era a minha opinião. Por vezes acontece, é o que dá ter uma imaginação fértil. Entrei neste livro com uma ideia mas acabei por receber outra diferente que me permitiu magicar um novo final mas que depois não se concretizou. Hm...ainda estou a chegar a um acordo com a história de TifAni. Agora posso dizer que a história merece a atenção que tem andado a receber, especialmente por Ani, pela temática, pelo cariz actual, entre outros detalhes que não posso dar MAS eu acho que o meu problema está com ela.
Quando comecei este livro aborreci-me com a personagem. Começou bem mas ficar a conhecer Ani não foi prazenteiro. A personalidade dela não me conseguiu cativar por dois ou três detalhes que mexem com os meus nervos mas mais para a frente no livro existe uma explicação para ela, para a sua maneira de ser, etc. Tudo sempre tem uma explicação.
E é quando os acontecimentos do passado vêm a lume que o livro ganha um novo ímpeto, um fogo diferente que me fez levar tudo até ao fim. 

Tenham em mente o seguinte:
A pessoa que somos hoje é a soma do que fizemos no passado com um sem número de variáveis que nem sempre são da nossa responsabilidade.
Esperem para conhecer Ani e o seu passado. Depois decidam se ela é ou não "A rapariga mais sortuda do mundo"

Acho que em filme, especialmente se for produzido pela Reese Witherspoon, "A Rapariga Mais Sortuda do Mundo" vai cativar-me muito mais do que lido e magicado na minha cabeça.

Até à adaptação, deixo-vos com a música que passava na rádio quando terminei a leitura e que não podia encaixar melhor 
(nota: na rádio passava Radiohead mas apetece-me partilhar esta)

"A Rapariga Mais Sortuda do Mundo" é uma aposta

Para mais informações visitem o site Editorial Presença

segunda-feira, 13 de março de 2017

Opinião "9 Regras a quebrar para o conquistar"

Quando li o título deste livro lembrei-me daqueles artigos parvos nas revistas femininas que sempre abominei ler. Assim como nós no século XXI não precisamos de conhecer os passos para apanhar o Mr. Right, também Lady Callie não precisa de 9 regras para conquistar ninguém a não ser a si mesma e à sua confiança que faz uma década que anda perdida. 
Lady Callie tem muitos passos para dar e o primeiro é o mais difícil. No entanto, uma vez que começa a andar, nunca mais consegue parar.


Conhecemos Lady Calpurnia (Grande nome, sim senhora!) no ano da sua apresentação à sociedade Londrina. O seu grande dote e história familiar não estão a fazer muito por si. Seja por azar ou por estar rodeada de estrelas que brilham mais que ela, Callie vai-se ofuscando de temporada em temporada até ficar relegada ao canto das solteironas. O único pensamento que lhe aquece os dias e as noites são os romances existentes na biblioteca familiar e o fugaz encontro com um infame libertino por quem secretamente acalenta uma paixão sonhadora. 
 Farta da monotonia e passividade da sua vida, Callie elabora uma lista de coisas que desafiam a sua condição como mulher e membro da sociedade da época. Entre fumar, beber e outras actividades aceites aos homens mas impossíveis de serem praticadas por uma mulher de bem, juntam-se os sonhos de uma rapariga que se sente ultrapassada, pouco importante e incapaz de despertar a atenção dos homens e em último caso, o seu amor (e o desejo de a tirarem da prateleira!)

E é essa lista louca que leva Lady Callie, pela calada da noite, à porta de Gabriel, Marquês de Ralston, o objecto secreto sua paixão.
Gabriel tem uma fama que o precede mas rápido se percebe que os boatos são um rastilho que arde rápido e descontrolado.
Irmão mais velho, por 4 minutos, do seu gémeo idêntico Nicholas, Gabriel é a cabeça da família e a chegada de Callie à sua vida, além de uma curiosa surpresa, é uma bem-vinda adição devido à sua intocável reputação.
Mal sabia ele que ela não caiu como um anjo enviado do céu para o ajudar mas sim como um diabinho disposto a dar os seus passos em direcção à aventura que tanto tem faltado na sua vida e que pode ser o caminho sem retorno para arruinar a sua reputação e consequentemente a de mais alguém à sua volta.

Oh estes dois...que belíssima aventura vão viver.
Um pouco à laia do "se não a podes vencer, junta-te a ela", Gabriel não deixa Callie sair do seu radar.
Sempre munidos com as suas armas, vão-se encontrando com decoro em sociedade mas com fogo e paixão nas teias da má fama onde uma senhora não tem direito a estar.
Grande Callie...quer fumar, beber e jogar cartas num covil de homens e arranja maneira de ser bem sucedida.

Terminei a leitura e escrevi esta opinião no Dia Internacional da Mulher e embora não ache, nem de longe, que precisamos de um homem para nos definirmos, aprecio o seguinte:


Eu devia ser uma boa leitora e fazer render o peixe mas o próximo livro é de Nicholas, o mano gémeo e um espécime bem interessante
Pergunta...para quando a mana? Essa é que vai ser!!

 "9 Regras a quebrar para o conquistar" é o primeiro livro da série Love by Numbers, uma grande aposta