Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Galindro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Galindro. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Novidade Porto Editora :: "Uma ideia de felicidade" de Luis Sepúlveda e Carlo Petrini


No dia 7 de novembro, a Porto Editora publicou um livro que nos propõe desacelerar o ritmo do quotidiano e tentar aproveitar as pequenas coisas que nos levam à felicidade. 


Em Uma ideia de felicidade, o escritor chileno Luis Sepúlveda e o fundador do movimento Slow Food, Carlo Petrini, abordam temas pertinentes numa conversa que alterna entre a política, a literatura e a gastronomia, sempre no pressuposto de que o prazer se alcança com a mesma lentidão e sabedoria dos caracóis. 
Os autores defendem que «a vida é breve, boa, e há um direito fundamental que é o direito à felicidade, que não se manifesta e não se deve confundir com uma espécie de direito natural a ficar rico, ou suplantar os outros. Falamos de uma outra felicidade. Satisfações pequenas, que valem muito».

Carlo Petrini, o fundador do movimento Slow Food (facebook), partiu dessa mesma ideia para propor a Luis Sepúlveda, autor do livro História de um Caracol que Descobriu a Importância da Lentidão (lido e comentado aqui no Efeito dos Livros), uma conversa tranquila onde se interligam memórias, experiências e reflexões sobre o que é a felicidade e como conquistá-la.
De um extremo ao outro da Terra, por entre histórias de grandes líderes e de heróis do quotidiano – e, posteriormente, como guias das suas próprias ideias-base para uma vida feliz – Petrini e Sepúlveda orientam-nos numa busca pelo direito ao prazer que é hoje o mais revolucionário, democrático e necessário dos oobjectivos do Homem.


SINOPSE
Mais ou menos meio segundo. É o tempo que um motor de busca demora a devolver-nos uma resposta – cerca de cento e trinta mil ocorrências (em português) ao pesquisarmos «uma ideia de felicidade». E, no entanto, a busca da felicidade não é, de todo, imediata. Alcançá-la é uma tarefa morosa, pausada, lenta. Quase tão lenta como a marcha de um caracol…

IMPRENSA
Um hino à vida, para conquistar o direto de desfrutar de sua própria existência, saboreando cada momento com prazer, lentamente.
www.recensionelibro.it


De salientar que a capa tem novamente a assinatura de Paulo Galindro.
Excelente!!!
Veja mais do ilustrador, aqui.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

História de um caracol que descobriu a importância da lentidão, de Luís Sepúlveda - Opinião


Há muito que não pegava num livro do Sepúlveda e francamente já estava meio esquecida da capacidade enorme que o autor tem em fazer-nos sonhar, divagar e até infantilizar.
Se estas fábulas têm o dom de poderem ser prescritas dos 8 aos 80, verdade seja dita, que a ilustração de Paulo Galindro (ilustrador) compõe a obra como um verdadeiro teatro. Daqueles que se fazem com figuras de papel, com os "actores" escondidos por trás, por vezes com os pés de fora... quebrando metade da magia, mas dando outra aura aos professores, pais ou contadores de histórias que estão atrás da "caixa mágica".

Relembrar este tipo de história, quase com uma linha de resumo, intitulada «moral da história» fez-me retornar aos tempos de escola, não meus como aluna, mas como professora estagiária. São tempos mágicos. Trabalhar literatura infantil com a criançada é mágico!

Na voz deste caracol Rebelde e da tartaruga Memória encontra-se uma amizade peculiar, com um ensinamento que durará para a vida destes personagens que personificam muito bem qualquer um de nós.
Todos temos dúvidas, todos buscamos soluções, respostas para as nossas inquietações. É essa parte tão humana, tão nossa que nos faz aproximar destes personagens do prado do País do Dente de Leão ;)

Este livro de Luis Sepúlveda, brilhantemente ilustrado por Paulo Galindro transporta-nos para a luta pela liberdade e o ultrapassar de barreiras que nos são impostas pela nossa suposta condição, cultura, género, religião... seja lá o que for que seria suposto dar-nos qualidade e ferramentas, mas que só parece limitar-nos. É assim que se sente o Caracol que queria um nome e que é baptizado de Rebelde... pensem lá porquê!?

Este texto é transversal e para todas as idades já que também trava uma luta contra preconceitos e dá um alerta para o avanço da sociedade e a usurpação do espaço que a Natureza ocupa... e deve ocupar! Há também uma luta intrínseca e eterna, que é deve ser comum a todos: Quantas vezes ao dizermos "Sim" aos outros, estamos a dizer "Não" a nós mesmos!? É essa barreira que este livro também quer levantar.

Dito desta forma, quase parece uma fábula de auto-ajuda, de desenvolvimento e crescimento pessoal... mas efectivamente todo o bom livro dá-nos sempre ferramentas para crescermos e aprendermos. Todo o bom livro, faz-nos sorrir, mas também nos deixa a pensar.


Divulgar mais ilustrações seria cortar mais de 50% da piada deste livro. Aliás é quase um desafio, um chamamento, olhar a estas ilustrações e criar uma história, uma viagem só nossa.
Boas leituras e divirtam-se com este Rebelde!

Uma leitura com o apoio PORTO EDITORA.