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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Novidade ASA :: "A Magia do Acaso"


Sofia, secretária num escritório de um famoso advogado, casada com André, um bem-sucedido administrador de uma empresa do ramo imobiliário, e eterna sonhadora, sente-se insatisfeita com a confortável vida que leva. Num encontro improvável conhece Bernardo, um fascinante homem de negócios. Apesar do charme inebriante deste e da inesperada atracção que sente não se decide a pôr em causa o seu casamento. Mas um acontecimento inesperado encarregar-se-á de fazer tremer os pilares da vida monótona que hesita em deixar. Após inúmeros encontros e desencontros, peripécias e reviravoltas, Sofia consegue finalmente fazer uma ruptura total com a vida que levou até aqui, virar a página e entregar-se por completo a Bernardo. Os sonhos e a magia do acaso vencem sempre.

Uma novidade

quinta-feira, 19 de março de 2015

Opinião "Romance em Amesterdão"

Mais que nos falar de um romance que começou além portas, numa cidade que me agrada bastante, este livro mostra-nos o quanto um velho amor pode perturbar o nosso presente e alterar o rumo do nosso futuro. 
Os amores antigos, os mal terminados e os inalterados com o tempo são os que maior mossa fazem, especialmente aqueles que os anos não souberam apagar.
Como é possível esquecer alguém que nos fez ver uma parte de nós que julgávamos perdida ou irremediavelmente danificada?


Para ela, Amesterdão foi um escape, uma recordação guardada no cantinho da mente a que se podia recorrer em momentos mais introspectivos.
Para ele, Amesterdão foi o ponto de viragem, o ressuscitar do seu desejo pela escrita, foi conhecer o grande amor da sua vida e perde-lo ao fim de algum tempo.
15 anos volvidos, Mariana casou, é mãe, tem uma carreira profissional de sucesso e é dona de uma vida confortavelmente abastado. Por outro lado, Zé Pedro vive uma vida despretensiosa, escrever livros enquanto mantém a sua privacidade resguardada e gere uma pequena livraria lisboeta.
Uma decisão levou-os a dois caminhos diferentes que um dia se cruzam.
E como é não ver um grande amor durante décadas para depois nos cruzarmos com ele num local de passagem, tão banal ao dia a dia como uma estação de metro.
Para Mariana reencontrar Zé Pedro foi abrir a caixa de pandora que fechou no momento em que voltou de Amesterdão e uma vez aberta, não haverá volta a dar.

Um romance de Tiago Rebelo que aborda um temática que é comum na vidas que nos rodeiam ou até mesmo na nossa. Em que estado de sítio fica a vida da nossa família no momento em que se anuncia que se quer o divórcio, que se foi infiel ou que não se aguenta mais?
Cada um de nós tem uma história para contar, seja próxima ou que conhece, de uma situação semelhante, a de um velho amor que arrasa o presente como um tsunami.
Para Mariana e Zé Pedro, será Amesterdão forte o suficiente para se impor no presente e permanecer num tempo futuro? Ou será que a ilusão que se criou de um momento com 15 anos não nos deixa ver até que ponto duas pessoas que se amam e desejam, podem ser completos desconhecidos.
Haverá espaço para a Amesterdão de Mariana e Zé Pedro em Lisboa?

Para mim, há Amesterdão no meu coração. Essa cidade é o local ideal para deambular em busca de algo, é um sítio onde nos perdemos e encontramos, por entre canais, bicicletas, luzes, idiomas e álcool. 
Já fui feliz em Amesterdão, sem romance mas com vida, muita vida.


Boas leituras, bons amores e boas viagens :)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Comecei a ler...

Querem viajar sem sair do lugar?
Leiam um livro!
Eu voltei a Amesterdão :) 
Desta vez pelas palavras de Tiago Rebelo em "Romance em Amesterdão"


Sinopse: 
Mariana e Zé Pedro passaram quinze longos anos sem se tornarem a ver. O tempo que poderia ter sido suficiente para fazer desmaiar a sua paixão vivida em Amesterdão. Os mesmos quinze anos que fizeram Mariana imaginar, milhares de vezes, o reencontro; e Zé Pedro desesperar de alguma vez voltar a encontrá-la. Quando, subitamente, numa azafamada manhã, numa estação de metro, se voltaram a encontrar. Quando tudo parecia ter sido diluído no tempo, eis que o passado volta a ser vivido no presente. Um romance apaixonante!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

"O Império dos Homens Bons" :: Opinião

Uma viagem ao passado, que nos leva a caminhar nos dias quentes de Moçambique, enquanto acompanhamos a vida e obra do Padre Montanha e as intrigas que existem em todas as vilas, seja aqui, Inhambane ou em qualquer parte do mundo. 


A minha opinião: 
Confesso que inicialmente não me sentir particularmente interessada na história do Padre, especialmente a ligação com Leonor. Em primeira instância era apenas mais um homem a sucumbir aos desejos animais, a alimentar a besta que o consumia de desejo pela mulher que se passeava ingénua (ou astuta) semi desnuda pela casa, a fazer a lida. No início não conseguia desligar que ele se estava a aproveitar da escrava Leonor e da sua posição superior de membro do clero. Tudo mudou com o decorrer da historia do dia a dia de Inhambane, uma terra em que a Coroa não consegue ter mão, cheia de mexericos, tumultos e governadores que ninguém parece respeitar e aceitar como válidos para o lugar. Vemos o romance do Padre com Leonor assumir contornos íntimos, sem querer estragar a historia a ninguém permito-me só dizer que por vezes há relações em que não são necessárias conversas para as coisas serem percebidas e entendidas pela outra parte, por vezes o silêncio carregado, um olhar mais demorado ou uma caricia consegue denunciar o que uma torrente de palavras não consegue dar a entender. Presenciamos todo o quotidiano de uma vila se desenrolar debaixo dos nossos narizes e queremos saber qual será o destino das personagens, principalmente daquela que mais abominamos (honestamente quase todos os Governadores) e as que mais gostamos (Fornazini e Padre/Leonor).
 "O Império dos Homens Bons" é uma magnifica obra biográfica e imagino o quanto deve ser espectacular conseguir vascular no passado da nossa família e encontrar alguém que localmente ou além mares, tem uma história tão curiosa para contar. 

Pessoalmente, embora reconheça a qualidade da história, gosto muito mais das histórias actuais escritas pelo autor, isto, das que já tive oportunidade de ler ("O Homem que Sonhava ser Hitler" olha para mim cada vez que passo pelas estantes na casa da mana). Não me escapa até ao final do ano! 

Uma pequena nota: Gostei particularmente do capitulo 31 que conta uma pequena história dentro da narrativa principal. Um amor desmedido de corações jovens que num misto de inocência, manha e loucura acabam por contribuir para o pandemónio que é Inhanbane. Eu gosto deste pequenos momentos que tornam a narrativa principal bem mais rica e interessante. Boas leituras! 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O homem que sonhava ser Hitler



Com uma escrita bastante simples
Tiago Rebelo consegue prender-me desde a primeira página
Não fosse este um tema que eu adoro...
além do tema, amei o desfecho do livro...
nem nos meus sonhos mais torcidos eu decifrava este policial...
Amei que o autor tenha conseguido incluir no livro... 
acontecimentos actuais e sermos capazes de ao ler o livro 
ser quase como abrir o jornal


O livro leva-nos ao "ponto rebuçado"...
devido a ter personagens tão bem construídas..
sentindo por algumas ÓDIO...
e já de outras apenas... PENA...
foi quase como se fossem nossos vizinhos...
nossos familiares... como se estivessem ali ao nosso lado.

O Homem que sonhava ser Hitler, faz-nos saltar os sentimentos mesmo para «a flor da pele»...
e no fim....
bem o fim deixo para vocês lerem... 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Opinião - "Breve História de Amor" de Tiago Rebelo


Sinopse:
Breve História de Amor é o desfile de retratos autênticos sobre relações quotidianas. Caminhos do acaso que levam homens e mulheres a cruzarem os seus destinos, por vezes, nas circunstâncias mais surpreendentes.
Pessoas que se encontram, ou se reencontram, que se unem ou se separam, sentimentos intensos e irreprimíveis que determinam as suas vidas e alteram bruscamente e sem aviso os seus destinos.
Através de uma descrição intensa e cirúrgica, Tiago Rebelo conduz-nos aos pensamentos mais íntimos das personagens que tantas vezes se confundem com os nossos.
Autor de romances bem conhecidos do público, como O Tempo dos Amores Perfeitos, O Último Ano em Luanda ou Uma Noite em Nova Iorque, Tiago Rebelo oferece aos leitores a versão original das melhores histórias publicadas ao longo de mais de um ano na revista Domingo, do Correio da Manhã, e ainda o conto inédito Amores Indeléveis.

A minha opinião:
Logo na primeira história senti que levei uma livrada de 168 páginas na cara às primeiras horas de segunda-feira. Quem te mandou escolher um livro que fala sobre amor, repleto de momentos mágicos, paixões em que tropeças e cais no colo de alguém novo e interessante....quem te mandou ler sobre os que encontram (e perdem) aquilo que teimas em pensar que não procuras?
É um pequeno livro, cheio de curtas amorosas, trágicas, banais e suspeitosamente familiares histórias de amores e desamores.
O gostar ou não gostar, vem de acordo com a tua bagagem e o limite de peso imposto até agora.
Lado positivo, se não gostares, o natal está mesmo ao virar da esquina e há sempre alguma romântica incurável que não só irá adorar com tem a oportunidade de tirar de algumas histórias lições que não aprendeu com os tropeções que deu na sua própria vida.
Esta opinião foi publicado no Blog Ouvi Dizer
 Inspirada neste livro, iniciei uma série de pequenos textos do mesmo género, espero que gostem.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Homem que sonhava ser Hitler, Tiago Rebelo


O Homem que sonhava ser Hitller, é um dos mais recentes romances de Tiago Rebelo. No entanto a minha "relação" com os romances deste autor já é longa data, mas nem sempre tão proveitosa como com este último romance, que  é para mim, quase um policial político!?!? (se é que esta categoria existe).
Depois de ter lido "És o meu segredo" e ter gostado bastante, percebi que já me tinha cruzado com este autor em "Não vou chorar o passado" e com a obra infantil "Amarguinha" com a qual fiz alguns trabalhos de literatura infantil.

Voltei mais tarde às leituras de algumas das suas obras com "Encontro em Jerusalém" e "O Tempo dos Amores Perfeitos", ambos lidos nas férias, fruto das requisições na Biblioteca. Alguns anos depois cá estou perante este novo título me despertou enorme interesse, ou não fosse eu ter um fanático pela 2ª Guerra Mundial/Hitler em casa.

Surpresa, surpresa... O Homem que sonhava ser Hitler foi lido pelo Paulo com elevado empenho e foi partilhando comigo algumas passagens que aguçavam a minha curiosidade e quando passou para as minhas mãos foi lido com a mesma energia e voracidade para que percebesse o desfecho desta história actual, política e que nos levou a muitas conversas paralelas.

Tiago Rebelo imprime um ritmo de leitura incessante que nos deixa preocupados por saber o que acontece a seguir, são diversas histórias que se cruzam e que estão invariavelmente ligadas por ideias e crenças políticas, tendências ou simplesmente ideais mais frescos e pouco fundamentados que nos fazem criar para esta história diversos desfechos possíveis. Quase que loucamente, o leitor perde-se em teorias e acaba sempre por estar enganado, o que aumenta ainda mais a curiosidade de ler e ler incessantemente até chegarmos ao fim.

O final é impensável, tão simples e quase hilariante, isto se tivermos em conta todas as nossas especulações (minhas e do Paulo) , talvez por ser um tema tão actual e tão discutido, tanto em Portugal como no contexto Europeu, especialmente com o surgimento galopante de políticas e tendências nacionalistas de extrema direita.

Leiam e depois digam-me quem é que sonhava ser Hitler!!!???