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sábado, 10 de novembro de 2012

Opinião - "Irmã" de Rosamund Lupton

Anteriormente lido pela mana -  Opinião EfeitoCris


A minha opinião:
Faz algum tempo que tinha este livro debaixo de olho desde que tropecei nele pela primeira vez no top do livros mais vendidos do bookdepository (confesso, que me perdi por lá diversas vezes ao longo dos anos)
A sinopse suscitou-me interesse mas foi a boa opinião que a minha irmã e mãe tiveram que o fez saltar à frente de outros tantos que tenho para ler. Disseram-me que havia uma personagem no livro que me iria chamar a atenção, tinha razão.
Por norma, não gosto de ler livros com personagens que partilhem nomes de familiares ou amigos próximos, principalemente quando algo de mal acontece, dá sempre uma dor enorme pensar "e se fossem os meus?".
Em "Irmã", este é o meu pensamento ao longo da leitura. E se fosse a minha irmã a desaparecer? E se fosse eu, iria ela à minha procura?
Costuma-se dizer que a família nós não escolhemos e que mesmo quando não nos damos bem, sabemos que faríamos qualquer coisa por cada um dos elementos que a compõe.
Este livro demonstra exactamente isso, que mesmo estando longe, mesmo quando não se fala todos os dias, há uma parte de nós que está ligada, à irmã, à mãe ou até a um filho (os nascidos e os por nascer).
Gosto da relação entre estas duas irmãs, gosto de como Beatrice descreve a irmã. Como sem nunca ter sido um elemente activo na história, Tess está sempre presente, até ao fim. 
E que fim!!
É interessante o facto de Rosamund ter escrito um romance/thriller/policial (isto existe?). Se não existe e se assim não é classificado, é assim que eu o vejo. Mesmo perante todo o caso do desaparecimento de Tesse consequentes descobertas (até as mais macabras), nunca deixamos ter aquele lado sentimental e emotivo da relação entre as duas e isso mantém o lado humano, mesmo até à última linha.

Rosamund Lupton merece, sem sombra de dúvida, todos os prémios que recebeu com este livro.
Estou sem dúvida curiosa para ler o seu segundo, "Afterwards" (que nada tem a ver com a Irmã, não é uma continuação deste!)
Já temos notícias que irá ser lançado no início do ano. Assim que tenhamos conhecimento da data, nós informamos.

Até lá...
Boas leituras!

sábado, 22 de setembro de 2012

«Irmã» Rosamund Lupton - Opinião

Desapareceste? Vou à tua procura!

É esta a questão e a respectiva ordem que nos é dada muito antes de abrirmos o livro. Ordem essa, explícita logo nas primeiras páginas.

E você o que faria para encontrar a sua irmã?

Sentirmo-nos capazes de ser a própria Bee dá-nos criatividade, poder e protagonismo suficientes para com a nossa própria mente reescrever o rumo desta perseguição pela verdade e pela Tess. É isto que Rosamund Lupton consegue fazer com a sua escrita, levar-nos completamente para dentro do sofrimento desta família. O ritmo e o fluxo da escrita é tão intenso que o que lemos, baralha-se com o que queríamos estar a ler e de um momento para o outro estão a acontecer coisas que nós não queríamos que acontecessem.

A tristeza invade-nos e atingimos com a dura realidade, Tess morreu!
Não se zanguem, não contei nada que a contra-capa não revele... "(...) não posso voar até ao passado, virar na segunda estrela à direita e entrar pela janela aberta para te encontrar viva na tua cama."

"Faria qualquer coisa para ter uma segunda oportunidade..." porém, a saga de Bee não acabou, nem a dela, nem a nossa, pois tal como a opinião da People vocês irão mesmo adorar cada momento...

"- Já preencheu a sua ficha?
(...)
- Não estou aqui para uma consulta médica.
(...)
- Estou aqui porque a minha irmã foi assinada...
(...)
Por momentos, captei-lhe a atenção. O meu cabelo oleoso (...), a ausência de maquilhagem e os papos debaixo dos meus olhos. Viu os indicadores de dor, mas interpretou-os como sinais de loucura."

A forma abismal como o livro termina deixa-nos a pedir mais, a pensar em diversos caminhos, a desejar que aquele seja o desfecho real, mas poderá ser apenas um delírio? Um sonho?
Creio que Rosamund Lupton talvez nos poderá brindar com uma trilogia, quem sabe! Pois mesmo que ela afirme o que afirma na entrevista, isso não significa que pare por aqui, pois não!?