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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Opinião "O Mundo Amarelo"


Tropecei em Albert Spinosa faz algum tempo com o seu “Tudo o que poderiámos ter sido tu e eu se não fôssemos tu e eu". Confesso que depois dessa leitura o radar ficou activo. Guardo esse livro com elevada estima na minha estante. Surpreendeu-me e eu gosto quando um livro me surpreende, quando me deixa de boca aberta ou me faz sair de órbita. 
Curiosamente, sinto-me muito tentada em encaixar este lá mesmo ao lado. Confesso que quando comprei este livro, comprei-o pelo autor. Pouco li sobre a história, pouco mais que a contracapa e embora tenha tido a primeira impressão do “isto soa-me a auto-ajuda”, o que obtive da leitura, além de um continuo sorriso, foi uma grande lição, especialmente devido ao conturbado historial médico de Espinosa, o que na realidade foi a sua base para tamanha sabedoria e para o mundo amarelo que ele aborda neste livro.

Explicar o que são os amarelos, o porquê dessa cor ou o mundo que Espinosa diz ter criado era tirar-vos o gozo de ler o livro. No entanto, acho que há um momento para ler certos livros e este requer um especial. Vou guardá-lo na estante, espero voltar a ele para sorrir porque sim e não porque preciso. 
Se algum dia me questionassem sobre que livro oferecer a alguém que está doente....eu diria "O mundo amarelo" de Albert Espinosa. 
Porquê?
Porque desmistificar as coisas e chama-las pelos seus nomes é a melhor maneira de encarar os nossos problemas e porque a maneira de Espinosa ver o mundo, mesmo naqueles momentos a preto e branco, está carregada de cor.

A próxima vez que tropeçar num livro do autor, é garantido que o vou trazer comigo para casa.
E vocês, conhecem a genialidade de Albert Espinosa?

"A Sorte é seres como és. A desgraça é não conseguires perceber como são as outras pessoas"

"O Mundo Amarelo" é um livrinho perdido que encontrou agora lugar na minha estante.
Mais informações no Site Editorial Presença

segunda-feira, 16 de março de 2015

Opinião :: "Tudo o que poderiámos ter sido tu e eu se não fôssemos tu e eu"

Sabem aqueles livros que à primeira vista até nem ligamos muito mas que depois nos apanham completamente desprevenidas? 


Este livro apanhou-me na curva, pegou em mim ao colo, correu por uma qualquer rua de Madrid comigo aos trambolhões, sem ter a mínima noção do caminho e depois largou-me numa praça, onde fiquei estatelada no chão a contemplar o céu, tal foi a estupidificação boa que se abateu sobre mim quando terminei a leitura.
Wow!

Pensar que tive este livro no radar de leitura durante tanto tempo com as perspectivas completamente erradas. Nunca pensei que ajustar as minhas ideias pré-concebidas sobre um livro me desse tanto gosto, mesmo quando confrontada com alguns momentos estranhos que vivi ao longo da leitura.
Pior que tudo, e como me acontece sempre, os livros que mais me agradam e mais mexem comigo são igualmente aqueles sobre os quais não faço ideia o que dizer. O que posso dizer de um livro que não anuncia nem metade daquilo que tem para oferecer? Melhor, o que dizer de um livro em que nos fartámos de dobrar cantos? Mais que frases, são momentos, são vislumbres de uma personagem que nem está presente no livro mas do qual ouvimos ensinamentos que nos fazem concordar com um subtil aceno de cabeça, um “concordo plenamente!”


Se tiverem oportunidade de ler “Tudo o que poderíamos ser tu e eu se não fôssemos tu e eu”, façam-no num local que vos permita parar para pensar, para ter um momento em privado com os vossos pensamentos, especialmente no final. Quando terminei o livro, fiquei pendurada naquela última frase. Senti que mergulhei num momento de introspecção, logo seguido de uma derradeira vontade de reler o livro.
Aqui entre nós, aproveitem um dia de sol para ler este livro e ao terminá-lo, contemplem o céu e pensem no quanto somos apenas um pequeno ponto no infinito mas que nem por isso devemos deixar de fazer os possíveis para tornar a nossa passagem por esta vida algo de transcendente. 

Sabe bem ler um livro assim !

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Comecei a ler...

Honestamente não devia começar a ler nada até ter feito as críticas que tenho pendentes mas....
olha...não consigo!
E o título deste livro apanhou desde o primeiro momento que o vi.
Tudo o que Poderíamos ter Sido tu e eu se não Fossemos tu e eu

Quem já o leu?

Sinopse
"Não sei se o meu dom me encontrou a mim ou eu a ele. O meu dom…É difícil de explicar. Como aprendi a utilizá-lo é ainda mais estranho de relatar. Como acabei por trabalhar para Eles, acho que também não é nada simples de explicar. Mas quero contar-vos. Há coisas, pequenos detalhes, que formam parte de nós próprios e nos fazem ser como somos. E o dom era algo que me definia. Ainda que o utilizasse muito pouco. Fazia-me sentir mais vivo. Se estivesse a usar o dom quando vi a rapariga do Espanhol talvez não tivesse sentido o mesmo por ela. O que senti foi primário, foi muito autêntico. Como podia ter tantas saudades dela sem a conhecer? O ser humano é mágico e indescritível. Sentia algo especial ao voltar a recordá-la. Aquela confiança não deve surgir entre desconhecidos mas que às vezes existe e é mais intensa do que a que sentimos por alguém que faz parte do nosso ambiente há mais de vinte anos. Ela não se tinha apercebido da minha presença, não tinha sentido que os meus olhos não se tinham afastado dos dela nem por um instante"