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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Opinião :: Sniper Americano - Livro

“Ao contrário do que a tua mãe te disse - respondeu Ryan - a violência resolve, de facto, os problemas”
Começo a minha opinião com a esta frase, da autoria de Ryan Job, colega e amigo de Chris, porque acho que resume uma grande parte do que ficamos a conhecer sobre o(s) SEAL(s) neste livro.
E já que vamos falar sobre o livro, acho que acima de tudo temos de esquecer um pouco o filme. Se não o viram, olha melhor, leiam primeiro o livro e depois vejam o filme.


O relato de Clint Eastwood glorifa, e muito bem, Chris Kyle e os seus colegas. Mostra que na Guerra é matar ou ser morto e o quanto a vida militar afecta os soldados e as suas famílias. Já o livro, além de ser bem mais extenso e detalhado, mostra-nos que Kyle ou qualquer uma das pessoas retratadas no não são perfeitas, não conseguiram fazer sempre tudo bem mas que tinham crenças que seguiram e pelas quais lutaram, fazendo sempre os possíveis por serem muito bons no seu trabalho e no que se referia a proteger os seus colegas e camaradas.
Gosto especialmente de o livro não se poupar a críticas. Chris menciona logo nas primeiras páginas que o conteúdo do livro foi revisto pela entidade competente dentro dos SEAL para verificar a existência de detalhes confidenciais mas nem por isso deixa de atacar superiores preguiçosos, incompetentes e que “batalhavam” pela palmadinhas no ombro, as medalhas bonitinhas e por manter o seu cú fora do perigo enquanto os outros enfrentavam todos os perigos inimagináveis que Chris nos descreve em certos momentos do livro.

Para começar, Chris fala de ter crescido no Texas, ter começado a caçar jovem, ter trabalhado num rancho para mais tarde se alistar nos SEAL. Ao longo da leitura, dei comigo a balançar entre opiniões “este gajo é um herói que cumpriu o seu dever e salvou muitas vidas no terreno” e o outro oposto que me diz que “este gajo é um psicopata, que se sentia melhor na guerra a matar gajos do que ao  pé da família”. Convenhamos, ele refere por diversas vezes o quanto é divertido disparar, apanhar primeiro quem desejava fazer mal aos seus colegas e compatriotas. Se tinham uma arma na mão e encaixavam no perfil estabelecido como ameaça, Chris deixava-os no chão, confesso que muitas vezes com um certo gozo, quer fosse por sentido de dever cumprido, por mecanismo de defesa do horror da guerra ou simplesmente porque uma parte dele era atrofiada o suficiente para gostar mesmo de matar pessoas.
Mas na realidade, não é para isso que ele treinou? Não é exactamente esse o seu papel? Eliminar ameaças e manter os colegas, quer seja SEAL ou outra força no terreno, a salvo?
Então, sejam 160 mortos ou 1600, quem o pode condenar? Ninguém, porque ninguém estava lá, só aqueles que lutaram lado a lado com ele podem saber o que é lá estar.

A certa altura Chris diz algo que faz com que todo o livro faça sentido. Os SEALs são treinados para matar, é-lhes incutida a crença de que são os melhores naquilo que fazem, o que é uma mistura explosiva e que os torna “invencíveis”, pelo menos aos seus olhos. Talvez por isso, e por outros detalhes que Chris menciona, este se tenha sentido impelido e obrigado pelo dever e honra de fazer quatro comissões, porque desistir nunca foi um conceito que encarasse com facilidade.

No fim, posso dizer que por mais que tenha gostado de ver o filme, tenho toda a convicção em afirmar que me deu mais gozo ler o livro, mesmo quando me deparava com informação detalhada sobre equipamento ou calibre de armas. Ler a sua história contada pelo próprio tem outro sabor, Chris Kyle tinha uma maneira muito própria de escrever e explicar as coisas e acho que levo boas “lições” deste livro. Lições sobre lealdade, sobre manternos fieis ao que somos por nós e pelo nossos. Gostei igualmente dos apontamentos da mulher em determinados momentos, especialmente sobre a sua ligação como casal e o quanto as comissões os afectaram.

Levo igualmente uma frase que fez muito sentido no dia em que a li, quer na minha vida pessoal quer na profissional. 
“Se formos profissionais, não precisamos que nos digam o que temos de fazer. Lemo-lo na cara uns dos outros e reagimos”

Sniper Americano, o filme, tem sido um êxito de bilheteira e é um forte candidato aos Oscars. Relembro a nossa opinião, dos três elementos do Efeito dos Livros.
No entanto, por mais que vos possa dizer, vão ver o filme, digo igualmente, vejam este vídeo com o Chris Kyle, o próprio.


Se tiverem mais algum conteúdo interessante que queiram partilhar sobre o livro ou o filme, deixem nos comentários. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Comecei a ler...

Variedade na leitura :)
Depois de romance veio o erotismo e hoje chega o Navy Seal. 
Olha por mim podia vir tudo junto, nem precisavam de colocar lacinho.
Vá, agora a sério, hoje é dia de American Sniper. Comecei a leitura ontem à noite e logo vou à antestreia do filme realizado por Clint Eastwood com Bradley Cooper no papel de Chris Kyle, o autor do livro e o atirador mais letal da história. 

«Chris Kyle conta a sua história com a mesma garra e coragem que demonstrou na vida e no campo de batalha. Uma leitura empolgante.» - Clint Eastwood

Chris Kyle foi o sniper de elite mais letal de sempre. Os rebeldes iraquianos chamavam-lhe «O Demónio». Entre os seus irmãos Navy SEALs, era conhecido como «A Lenda. Em fevereiro de 2013, Chris Kyle (38 anos) foi covardemente assassinado por um antigo marine.

Nascido e criado no Texas, o Navy SEAL Chris Kyle aprendeu a atirar na infância, enquanto acompanhava o pai em caçadas. Depois do 11 de Setembro atuou nas linhas da frente da guerra contra o terrorismo, onde demonstrou as suas capacidades enquanto sniper, com registos excecionais debaixo de fogo cerrado. 

Entre 1999 e 2009 obteve o maior número de tiros bem-sucedidos da história militar norte-americana,confirmado oficialmente pelo Pentágono: 160. Chris Kyle morreu em fevereiro de 2013, em circunstâncias trágicas, assassinado por um antigo marine num campo de tiro no Texas. 

Chris Kyle descreve neste livro, com grande detalhe, a formação e treino dos SEALs, as batalhas em que esteve envolvido e as estratégias e armamento utilizados, bem como a dor provocada pela guerra. Cada capítulo é também pontuado pelos comentários da sua mulher Taya, que fala abertamente sobre as consequências da guerra no seu casamento e no relacionamento de Chris com os filhos. 

Num registo repleto de adrenalina, Sniper Americano é o relato verídico e emocionante das experiências de guerra de um herói americano dos tempos modernos. Uma extraordinária autobiografia, agora levada ao cinema por Clint Eastwood, com Bradley Cooper a interpretar o papel principal. 

Vejam o trailer

A autobiografia de Chris Kyle é uma aposta VOGAIS, agora reeditada com a capa do filme. Nós aqui temos a original, foi ao minha prenda de Natal ao Caracol :)

Boas leituras :)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Novidade VOGAIS : SNIPER AMERICANO

AUTOBIOGRAFIA DO ATIRADOR ESPECIAL MAIS LETAL DA HISTÓRIA
Chris Kyle com Scott McEwen e Jim DeFelice


Ele foi o sniper de elite mais letal de sempre. Os rebeldes iraquianos chamavam--lhe «O Demónio». Entre os seus irmãos Navy SEALs, era conhecido como «A Lenda».
Uma extraordinária autobiografia, escrita na primeira pessoa pelo atirador especial mais letal da História, Chris Kyle, combatente em algumas das batalhas mais importantes das últimas décadas.

Nascido e criado no Texas, Chris Kyle aprendeu a atirar na sua infância, enquanto acompanhava o pai em caçadas. Antes de se alistar na Marinha era já um cowboy experiente. Depois do 11 de Setembro foi lançado nas linhas da frente da guerra contra o terrorismo, onde demonstrou as suas capacidades enquanto sniper, com registos excecionais debaixo de fogo cerrado.

Entre 1999 e 2009 obteve o maior número de tiros bem-sucedidos como atirador especial da História militar norte-americana, confirmado oficialmente pelo Pentágono: 160. Chris Kyle morreu em fevereiro de 2013, em circunstâncias trágicas, assassinado por um antigo marine num campo de tiro no Texas.

Nesta autobiografia, publicada originalmente alguns meses antes da sua morte, Chris Kyle descreve, com grande detalhe, a formação e treino dos SEALs, as batalhas em que esteve envolvido e as estratégias e armamento utilizados, bem como a dor provocada pela guerra ? por ter sido atingido duas vezes, com gravidade, e por ter presenciado as mortes trágicas de dois amigos próximos.

Num registo sem reservas e repleto de adrenalina, Sniper Americano é o relato verídico e emocionante das experiências de guerra de um atirador especial de elite. Este livro é um documento único e inédito sobre os procedimentos e táticas dos SEALs e do exército norte-americano, e os efeitos diretos da guerra na vida quem arrisca tudo pelo seu país.

A adaptação cinematográfica está por conta de Clint Eastwood e estreia a 15 de janeiro de 2015

Uma novidade VOGAIS