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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Opinião "Maldito Karma"


Na altura do seu lançamento ouvi um susururu sobre este livro. "hilariante", etc e tal.
A capa não me seduziu, haviam coisas mais interessantes a serem lançadas naquela altura e depois escapou-me.
Outro dia tropecei nele, li as primeiras páginas e pensei "vais comigo para casa".

Quem ainda não teve oportunidade de ler a sinopse, faça-o aqui. Também podem ser um excerto aqui para ficarem com ideia do que falo.

Divertido e introspectivo, este "Maldito Karma" é uma dose de gargalhadas, situações caricatas e um manual que apregoa a solução para um dos maiores flagelos da vida humana, a incapacidade de aproveitarmos a única vida que temos, mesmo que para isso tenhamos de conhecer de perto a jornada de Kim, que mais parece um programa de 12 Passos para a salvação sem ficar maluquinha da cabeça.

Conhecemos Kim num dia muito importante para a sua vida. Finalmente tem a oportunidade de ganhar um prémio que será o ponto alto da sua carreira mas o dia de hoje devia ser para celebrar o aniversário da filha na companhia do marido que na sua ausência profissional constante tem sido o 2 em 1 da casa. Uma vez mais Kim coloca à frente da família o seu trabalho, realização pessoal e até mais qualquer coisa menos "acumuladora de karma"
Mas este fatídico dia é só o começo de uma grande "aventura" da vida Depois da morte.
Vá não é spoiler...aqui podemos dizer. Ela morre!! E não é no fim! !
Numa jornada à montanha russa, com uma companhia peculiar mas compreensível nessas andanças da compensação Karmica, Kim leva o seu tempo a perceber que a conduta que acha normal na sua vida, só a beneficiava a ela. Perceber o impacto que as nossas acções têm na vida dos outros é uma das nossas maiores iluminações. Ou será que só compreendemos isso quando estamos quase a ver a luz?

Fica a música que melhor combina com o livro lido numa assentada mesmo no penúltimo dia do ano.

Uma livro de David Safier editado pela

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Novidade Editorial Presença :: "O Amor nos Tempos Modernos" de Aziz Ansari

COMO É O AMOR NOS DIAS DE HOJE?
AUTOR INDIANO DE STAND-UP COMEDY DÁ A RESPOSTA

Bestseller do New York Times 
Melhor livro de Não-Ficção de 2015 segundo os leitores do Goodreads


Antigamente era mais fácil. Conhecíamos alguém, os pais aprovavam, casávamos, tínhamos um filho e a vida encaminhada. Hoje em dia é mais difícil. Estamos metidos numa aventura perigosa em busca do amor. Mas, graças às tecnologias, as alternativas aumentaram. Com uma simples pesquisa acedemos a informações que por vezes criam grandes expectativas, por outras, grandes desilusões. As gerações atuais não se contentam com uma relação «estável», procuram uma relação idílica no meio de muita confusão.

Neste livro, o ator e comediante Aziz Ansari alia-se ao sociólogo Eric Klinenberg para perceber os meandros do amor nos tempos modernos. O resultado? Um livro irreverente e cheio de humor sobre mil e um tipos de relações dos tempos modernos.


«Inteligente e divertido. Onde estava este livro quando eu tinha 22 anos?»
Stephen D. Levitt, coautor de Freakonomics

«Abordando temas como as aplicações de encontros online e sustentando-se na investigação em ciências sociais, este livro fá-lo- á rir, e, quem sabe, tirar alguns apontamentos.»
USA Today

«Um relato divertido e desconcertante do que os jovens solteiros passam para encontrar o amor na era digital.»
Rolling Stone

«Uma mistura descontraída e entusiasmante de factos, observações, conselhos e muito humor.»
New York Times

Uma novidade
Para mais informações consulto o site da Editorial Presença aqui

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Ahah A Gaja tem um livro...

Faz algum tempo, tropecei no Facebook d'A Gaja. Santa mãe, foi rir até cair enquanto lia um dos desvarios diários mas o que é ainda mais engraçado é o tipo de reacções que os seus posts geram, uma pequena e hilariante amostra do quanto a internet alberga pessoas dispostas a dizer as maiores baboseiras e a criticar tudo e mais alguma coisa.
Não obstante, A Gaja continua e eu por lá vou passando.
Agora, A Gaja chega em livro, com textos nunca antes publicados e prontos para fazer descambar comentários sobre os mesmos.


Uma novidade

E a apresentação, vai ser bonita vai
Terça-feira, 2 de Junho às 18:30

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Opinião - "Errar é Divino" de Marie Phillips


A minha opinião:

Artemisa passeia cães?
Dionísio é DJ?
Afrodite tem uma linha erótica?
Apolo é apresentador de um programa de videntes?
A sinopse é no mínimo hilariante e foi por essa razão que comprei o livro.

A última vez que li sobre estes deuses, aparte da escola e do gosto pessoal por mitologia, foi na saga Dark Hunter (Predadores da Noite da Sherrilyn Kenyon) da qual sou fã devota que já leu tudo o que havia para ler até ao último publicado, em inglês.
Já nessa saga, os deuses viviam no meio dos mortais, adaptados às mudanças dos tempos e consequente descrédito por parte dos adoradores de tempos antigos.
Neste caso, torna-se curiosa (e deveras cómica) a situação em que estes deuses vivem, desacreditados e quase que esquecidos numa casa a cair de podre no centro de Londres, bem longe dos tempos de glória em que eram venerados por milhões e inconformados com a perda de importância perante os mortais de hoje. Em "Errar é divino" assistimos a uma sucessão de tentativas frustradas de exaltação, que resultam quase sempre em rebuscados erros e mal entendidos.

Mortal ou imortal, todos cometemos erros e, por vezes, não nos bastam só as nossas capacidades. Precisamos que confiem em nós, no nosso poder e assim teremos tudo para ser bem sucedidos, até quando se trata de negociar almas com deuses do submundo.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Opinião - "Minha Besta" de Christopher Moore

Edições Gailivro

Sinopse
C. Thomas Flood, 19 anos, tem um problema. Ele dormiu com a sua incrivelmente sexy namorada, Jody. Acontece que ela é um vampiro. E agora, ele também é um.
Se está à procura de uma história no típico cenário de São Francisco, com sexo quente entre vampiros (semelhante a sexo escaldante entre macacos, mas mais quente ainda), gatos gigantescos barbeados, princesas do Cheddar de Fond du Lac e grandes jogadores de bowling com perus congelados, não procure mais… pois acabou de encontrar Minha Besta

A minha opinião:
o primeiro livro que li do Christopher Moore fez-me rir que nem uma louca e achei que todos iam ser assim. Tinha acabado de sair de um livro de cariz sexual para entrar numa comédia mordaz sobre dois recém vampiros, nos seus vinte anos repletos de muita inexperiência, desejo e gente estranha à sua volta e digamos que a troca foi estranha porque o livro não tem assim tanta piada como se diz.

Pensei em deixar de o ler e pegar nele quando estivesse predisposta a aceitar a história, as personagens e até as piadas que são sempre óptimas, principalmente os insultos.
No entanto, para grande surpresa minha, apanhei o ritmo já para meio do livro e não desisti enquanto não o acabei.
É o estilo dele, não agrada a toda a gente mas não deixa de ser um dos meus escritores preferidos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Opinião - "Beber, Jogar, F*der" de Andrew Gottlieb


Sinopse:
O que é que um homem pode fazer quando oito anos de um casamento sólido e feliz culminam num divórcio amargo e litigioso? Como é que um homem assim pode redescobrir a sua virilidade, depois de anos de serões culturais, workshops de culinária e tardes de fim-de-semana passados às compras com a mulher? Só há uma solução: Beber, jogar e… bom, divertir-se o mais possível. Bob Sullivan era um marido fiel e dedicado até ter sido bruscamente abandonado pela mulher. Farto de ser o bom da fita, Bob decide gastar o dinheiro que lhe sobra (entre as contas do advogado e a pensão de alimentos) a viajar pelo mundo, a divertir-se e a dar cabo de alguns neurónios. Deixa a sua casa em Nova Iorque para ir beber até cair para o lado, na Irlanda, jogar dia e noite nos melhores (e piores!) casinos, em Las Vegas, e deliciar-se com os prazeres (não culinários) da carne na Tailândia. Depois de uma vida inteira a ser responsável, seguro e previsível, Bob decide entregar-se às suas fantasias mais loucas. Afinal, qual de nós nunca sonhou entrar num concurso de atirar facas à porta de um pub em Dublin? E o que poderá ser mais excitante do que ganhar uma fortuna num jogo de cartas para a perder logo a seguir com uma aposta completamente descabida num jogo de futebol? E quem sabe que prazeres se poderão desvendar numa cabana tropical nas profundezas de uma floresta tailandesa? Beber, Jogar, F*der é uma narrativa surpreendente, cheia de humor e deveras inspiradora, que revela como as mais profundas transformações espirituais também podem advir de comportamentos menos espirituais!

A minha opinião:
Mediocre foi a minha primeira análise do livro ainda não estava a meio. Confesso que tive de parar e pensar que este não é o "comer, orar e amar", não é um livro (supostamente) para ser levado a sério, no entanto, é sobre um assunto tão real que prometi a mim mesma que o ia ler todo e tirar uma conclusão decente na história. Consegui, coloquei de parte a ideia inicial de que este livro era uma versão masculina do outro que tantas copias vendeu e decidi aprecia-lo como uma decisão que qualquer um de nós poderia fazer, embora nem toda a gente se interesse com tanto afinco por bebida, jogo e sexo. Via-me bem a fazer uma viagem assim, oh se via, digo se a minha vida se apresentasse nas mesmas condições que a dele.
Talvez esteja tão habituada a ler livros do ponto de vista feminino que me esqueço como os homens conseguem ser concisos nos seus pensamentos e embora estejam a falar do mesmo assunto durante páginas conseguem lá meter mais conteúdo do que nós mulheres, que divagamos sobre um assunto e temos vezes que nunca chegamos a lado nenhum.

"Beber, Jogar e F*der" (confesso que adorei andar com o livro pelos transportes públicos a chocar pessoas), é o resultado da aventura e da libertação de um homem, que após anos de escravidão a uma relação que parecia perfeita e de total omissão dos seus gostos e vontades a favor das da companheira, se vê deixado pela mesma mulher, que afinal achava que ele era o problema.

Uma viagem pelos bares da Irlanda, pelos Casinos de Las Vegas e pelos dias e noites de sexo na Tailândia. Para uma mulher, este é apenas mais um livro engraçado, para um homem talvez seja uma bíblia. Com certeza uma prenda ideal para os amigos solteiros, casados ou divorciados, mas acima de tudo, para amigos com sentido de humor, não vá algum maluco levar o livro a sério e embarcar numa viagem destas.

Não posso colocar uma frase preferida por isso:
“Este livro nunca foi escolha da Oprah!” 
a prova esta logo na capa