Mostrar mensagens com a etiqueta edições gailivro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta edições gailivro. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

"Dois Guardam um Segredo"

Foi com gosto que peguei e devorei este livro, os últimos capítulos roubaram 2h de sono pela noite dentro tal era a vontade de dar resposta à pergunta "Quem?". 
Num registo que me captou a atenção pela memória dos meus teen years a ver "Sei o que fizeste no verão passado", "Scream" e outros filmes do género, este "Dois guardam um segredo..." constrói uma malha tão bem feita que estive até às últimas a pensar "foi este ou este?" sem nunca ter bem a certeza.  



"Bem-vindos a Echo Ridge.
População:4935
Durante os 18 anos em que lá vivi, este número nunca se alterou. Parecia que, se quisesses levar lá alguém, outra pessoa teria de sair primeiro"


Echo Ridge pode ser uma bonita e a abastada cidadezinha no Vermont mas tem sido notícia pelas piores razões, raparigas desaparecidas e/ou mortas. Nenhuma cidade é perfeita mas esta é consumida recorrentemente por segredos, intriga e crime. Primeiro o mistério do desaparecimento de Sarah Corcoran e muitos anos depois, a doce rainha do baile de boas vindas Lacey Kilduff que aparece morta no parque temático de Halloween Murderland (os states e estas cenas macabras que só ajudam aos massacres). Nenhum destes crimes foi resolvido por mais dedos que tenham sido apontados e o presente de Echo Ridge ainda tem estas histórias todas à flor da pele. 

 Quando os gêmeos Ellery e Ezra, os sobrinhos da primeira rapariga desaparecida, chegam pela primeira vez a Echo Ridge encontram uma cidade muito simpática, que os conhece muito bem mas que esconde demasiados segredos sob a sua superfície polida. E tão rápido como a sua passagem pela placa que dá à boas vindas à cidade, os eventos estranhos e directamente relacionados com as rainhas dos bailes de boas vindas (mortas e vivas) recomeçam. 
Mau timing ou a altura perfeita para fechar o círculo que começou com Sarah há mais de 16 anos atrás? 

 Se Ezra é um camaleão que rapidamente se acostuma aos lugares por onde passa, Ellery é mais difícil de convencer, não fosse ela desconfiada de natureza, uma perita em criar teorias criminais depois de tantos anos a ler livros sobre crimes reais e a querer resolver o mistério do desaparecimento da tia. Serão eles parte da investigação ou da nova onda de crimes que assola Acho Ridge?

Uma história que se devora em meia dúzia de horas de leitura e que nos faz pensar que a grande maioria das pessoas tem algo a esconder.

Karen M. MaManus já me tinha cativado com "Um de Nós Mente" mas com este segundo livro veio suspender o meu actual estado de apatia literária. 
E ainda bem...tenho saudades de ler mas não creio que ande a cruzar-me com os livros certos.
O que acharam deste "Dois Guardar um Segredo"?

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Opinião "Um de nós mente"


Um jovem morre misteriosamente rodeado de quatro pessoas que, ainda sem saberem, têm todos os motivos para o querer ver desaparecer da face da terra.
  Antes do fatídico dia em que Simon morreu, ninguém se aproximava muito dele. Conhecido pela capacidade digna de Agente Secreto para descobrir segredos dos outros e o à vontade com que os divulgava no seu site "Má língua", Simon não era uma das pessoas mais amadas de Bayview High. Na realidade, distância era a medida que todo o corpo estudantil aplicava, não fosse algum dos seus dirty little secrets acabar publicado aos olhos de todos. 

Quando conhecemos o quarteto presente no momento chave da abertura deste livro não podemos deixar de nós rir pelo grupinho Breakfast Club mais típico de sempre... 
Bronwyn, o cérebro, a aluna dedicada, a filha perfeita e total cumpridora das regras. 
Cooper, o desportista, estrela em ascensão da equipa de basebol e menino lindo sulista cheio de boas maneiras. 
Nate, o ovelha negra, actualmente em liberdade condicional por vender droga e com um suporte familiar igual a zero. 
Addy, a menina bonita, com o cabelo e o namorado perfeito mas sem grande coisa na cabeça. 
Quem são realmente Bronwyn, Cooper, Nate e Addy além do estereótipo que representam?
Que etiquetas se colariam à sua imagem actual se o que escondem viesse a público?
 Numa dança das cadeiras onde todos têm segredos e ninguém é bem o que parece ser, quem é que não vai conseguir lugar no banco dos inocentes quando a música acabar ? 


E sabem, "Um de nós mente" começa a matar....mesmo!
Somos levados a descobrir cada camada da personalidade, do passado e presente dos diversos intervenientes que estavam no castigo desse dia, inclusive de Simon.
Ao longo da história a autora conseguiu que se apontasse o dedo a todos, sem excepção e quando finalmente perceberem vão concluir o mesmo que eu
"Estes putos são marados!"
Mas eu gosto de gente marada, por isso, adorei este livro.
"Um de nós mente" pode ter pitadinhas de Breakfast Club, Pretty Little Liars e outras histórias do género mas consegue prender o leitor pelos detalhes de cada personagem porque, assim como nos exemplos mencionados antes, há sempre uma personagem com quem simpatizamos mais.
Comigo foi o Nate.
Qual foi o vossa?

"Um de nós mente" é uma aposta

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Opinião "36 perguntas que me fizeram gostar de ti"

 
Qual foi a última vez que tiveram um encontro com um estranho?
Sei que na era da Internet, do Tinder e companhia isso é capaz de ser bem comum mas mesmo assim garanto que existem muitos de vós que responderam "nunca" ou "nem pensar" à minha pergunta.
Agora imaginem que são pessoas predispostas a responder a inquéritos, estudos de mercado e coisas do género. Achariam interessante o confronto de dois desconhecidos, escolhidos aleatoriamente, perante 36 perguntas feitas para se ficarem a conhecer melhor, quem sabe, até se apaixonarem?
Eu acho a experiência uma coisa curiosa e creio que por vezes encontramos mais facilidade em abrirmos a alma a um estranho, do que a quem nos conheceu toda a vida.

Hildy é a típica menina de boas famílias, voluntariosa por natureza que decide participar no estudo por puro "desporto", ou melhor, por interesse na área de psicologia. Quando descobre a temática fica um pouco de pé atrás, talvez por complicações amorosas passadas mas não hesita em avançar.
Já Paul chega desinteressado e pronto a despachar tudo num ápice, já que o incentivo à participação só é recebido no final.
O completo oposto a Hildy, que fala sem parar quanto mais nervosa está, Paul parece inicialmente arrogante e mais interessado em queimar o tempo do que ouvir a parceira no estudo mas quando o verniz entre ambos estala é que a coisa anima a valer.
Serão estas 36 perguntas suficientes para que os pólos opostos se atraíam?

Duas pessoas que caso se cruzassem na rua não olhariam uma para a outra com interesse, encontram nesta "experiência" o escrutínio que lhes permite olhar para si e para o outro com uma perspectiva diferente.
Um romance que me surpreendeu pela positiva e que me deixou a querer mais. Mais história, mais um livro, mais Paul e Hildy.

E vocês? Estão dispostas a sentar frente a frente com um desconhecido e responder honestamente a 36 perguntas que vos colocam a alma a nu?
Leiam o livro de Vicki Grant e confirmem isso mesmo. Eu dei por mim a responder às perguntas para mim própria e pensei no quanto deve ser um desafio olhar outra pessoa nos olhos e deixar sair cá para fora a verdade.

"36 perguntas que me fizeram gostar de ti" é um livro

Opinião da metade negra

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Novidades a sair

Por aqui estamos sempre atentas às novidades


Sinopse
Natália e Cecília não se conhecem. São duas mulheres jovens muito diferentes, uma introvertida e amargurada, a outra confiante e determinada. Mas têm a irmaná-las o excesso de peso - e, apesar de cada uma lidar com ele à sua maneira, fugindo do espelho ou assumindo o corpo, a verdade é que nem sempre é fácil viver numa sociedade com os cânones de beleza instituídos e na qual se convive diariamente com o preconceito.
Natália está convencida de que não merece ser feliz; Cecília, pelo contrário, numa atitude desafiante, defende a beleza das suas curvas e o seu direito à felicidade, independentemente da diferença e da discriminação social. 
Num mundo em que se mascara a felicidade com plásticas e dietas loucas, Rute Coelho construiu uma história realista e surpreendente sobre a forma como podemos e devemos assumir o nosso corpo, aprendendo a gostar dele através das mudanças necessárias.


(adoro a capa, parece uma caixa de chocolates!)

Sinopse 
A família de Rosemary Bliss tem um segredo. É o Livro de Receitas da Felicidade - um volume antigo, encadernado em pele, de receitas mágicas como Bolinhos de Canela Pedra de Sono e Gengibre Cantante. Rose e os irmãos têm de manter o livro guardado enquanto os pais se ausentam da cidade, mas é nessa altura que aparece uma misteriosa estranha. A «tia» Lily anda de mota, usa lantejoulas roxas e cozinha pratos exóticos (e deliciosos) para o jantar. E não demora muito tempo até que as receitas aborrecidas e não mágicas se assemelhem à vida antes da tia Lily - sem graça. É então que Rose e os irmãos começam a experimentar algumas receitas do livro. Uns Queques do Amor e uma dúzia de Biscoitos da Verdade não podem causar muitos problemas… ou será que podem?

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Onde os últimos pássaros cantaram, de Kate Wilhelm - Opinião

Não sabendo muito bem como me chegou às mãos, "Onde os últimos pássaros cantaram" é uma obra de 1976 que podia muito bem ter sido escrita agora, pois estaria perfeitamente contextualizada aos dias de maior instabilidade, dúvida e incontrolável indecisão que o nosso mundo atravessa.

As preocupações climáticas são amplamente superadas pela utopia de uma sociedade quase secreta e capaz de superar aquilo que poderia ser o fim da humanidade como a conhecemos. Tal como a noção e a importância do grupo e da união é igualmente superada pela luta pela individualidade e independência de cada um de nós. A clonagem e a tentativa de nos aproximar ainda mais do que só pelas semelhanças de espécie é alarmante e francamente bem jogada pelas descrições simples e pragmáticas de Kate Wilhelm.

Vencedora do Prémio Hugo logo no ano seguinte ao seu lançamento esta obra lança-nos para um drama emocional:
(sinopse)
David, estou a contar-te aquilo que o maldito governo ainda não quer admitir. Estamos no início duma longa depressão que vai arrastar a nossa economia, e a de todas as nações deste mundo, para uma crise como nunca antes imaginámos. A poluição espalha-se mais rapidamente do que sabemos. Já estamos com um crescimento zero da população há alguns anos. A fome já se estende a um quarto do mundo, neste preciso momento. Há mais doenças agora do que quando Deus lançou as pragas sobre os egípcios. Há mais secas e cheias do que há registo. Espécies inteiras de peixes desapareceram, simplesmente desapareceram. Não há o raio duma colheita neste mundo que não sofra de algum tipo de praga ou doença, e as coisas só vão piorar. E eles não sabem o que fazer a respeito de nada disto. Estes loucos vão justificar cada catástrofe, atribuindo-a a uma condição isolada, e virarão as costas ao facto de se tratar de uma questão global, até ser tarde de mais para o evitar.

Emocional porque ainda hoje a clonagem é um assunto tabu e perante o qual todos devemos questionar qual será o nosso papel como indivíduos, não numa perspectiva de individualismo  mas sim de individualidade própria e tão apurada na nossa espécie.
Seríamos nós capazes, de conscientemente, abandonar a nossa perspectiva pessoal, a nossa capacidade de decisão e acção em prol de uma utopia!?

"(...) 
- Pela primeira vez, desde que a Humanidade caminha na terra - disse ele -, não haverá inúteis.
- Nem génios - acrescentou uma voz condescendente. (...)"

Até que ponto damos especial interesse à comunidade onde vivemos? Quando nos virmos sem ela? Quando nos sentirmos ameaçados? E quando formos, ainda mais, apenas números? Apenas pedaços trabalhadores que fazem pequenas partes de uma sociedade funcionar? Conseguiremos nós, agora, após anos de evolução a tomarmos partido, a sermos donos de parte da nossa evolução, conseguiríamos agora depositar tudo nas mãos de um grupo!? E se a clonagem nos retirar toda esta capacidade de questionarmos? Viremos todos ao mundo reprogramados para sermos escravos de uma comunidade? Sentiremos nós essa escravidão? Será assim em outros planetas? Seres geneticamente apurados, capacitados de "skills" específicos e contribuidores, cada um na sua área, sem misturas, sem questões, sem desafios!?!?!

Apesar de curtas ideias e de apenas lançar o mote à dúvida e à questão, creio que a autora é exímia em nos deixar a pensar:

(...)
- O indivíduo não existe. Existe apenas a comunidade. O que é correcto para a comunidade, é correcto, mesmo sob risco de morte do indivíduo. Ninguém existe, existe apenas o todo.
- Onde ouviste isso?
- Li.
(...)
- esse livro é uma mentira (...) eu sou um. Eu sou um indivíduo.
- Mark espera - interpelou Barry. - Alguma vez viste o que acontece a uma formiga que entra numa colónia estranha?
(...)
- Mas eu não sou uma formiga - contrapôs Mark.

As personagens neste livro não são como formigas, são mais como números em dia de bingo, uns serão muito importantes, e outros menos, ou quase nada. Essa forma de nomear algumas personagens com números foi o que mais que custou a entranhar durante a leitura, mas agora vejo que foi estrategicamente bem escolhido e premeditado, foi de certeza o trigger necessário para trazer ao livro a frieza, o distanciamento e a capacidade de desumanizar toda a luta e utopia conseguida por alguns e desafiada por outros.

Agora que penso bem nesta leitura, creio que quem lê este livro e segue a série "Walking Dead" verá algumas semelhanças, algumas lutas idênticas, algumas dúvidas que persistem e o motivo é sempre o mesmo, a luta pela Humanidade, tal como a gente a conhece.

Boas Leituras

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Opinião - "Minha Besta" de Christopher Moore

Edições Gailivro

Sinopse
C. Thomas Flood, 19 anos, tem um problema. Ele dormiu com a sua incrivelmente sexy namorada, Jody. Acontece que ela é um vampiro. E agora, ele também é um.
Se está à procura de uma história no típico cenário de São Francisco, com sexo quente entre vampiros (semelhante a sexo escaldante entre macacos, mas mais quente ainda), gatos gigantescos barbeados, princesas do Cheddar de Fond du Lac e grandes jogadores de bowling com perus congelados, não procure mais… pois acabou de encontrar Minha Besta

A minha opinião:
o primeiro livro que li do Christopher Moore fez-me rir que nem uma louca e achei que todos iam ser assim. Tinha acabado de sair de um livro de cariz sexual para entrar numa comédia mordaz sobre dois recém vampiros, nos seus vinte anos repletos de muita inexperiência, desejo e gente estranha à sua volta e digamos que a troca foi estranha porque o livro não tem assim tanta piada como se diz.

Pensei em deixar de o ler e pegar nele quando estivesse predisposta a aceitar a história, as personagens e até as piadas que são sempre óptimas, principalmente os insultos.
No entanto, para grande surpresa minha, apanhei o ritmo já para meio do livro e não desisti enquanto não o acabei.
É o estilo dele, não agrada a toda a gente mas não deixa de ser um dos meus escritores preferidos.