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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Opiniao "A Ilha dos Segredos"

"Temos tendência para projectar o que queremos ver nas pessoas, ou o que achamos ser a verdade em relação a quem são"


Melhor que estar de férias é conseguir ler uma história que nos faz viajar para outro destino onde teríamos todo o gosto de ir e ficar lá perdida durante uns meses.
O encanto das ilhas gregas é-nos incutido ao longo de todo este romance, assim como a compreensão grega sobre os diversos tipos de amor, a devoção à família e a dualidade que o ser humano encontra quando o que mais deseja no mundo e o que deve fazer não coincidem.
 
Anna viveu a sua vida em Inglaterra e esta tem sido a sua casa desde sempre, no entanto, a ilha grega de onde o pai é natural e onde passou bons momentos da sua vida, ocupa um lugar especial no seu coração.
Quando a sua vida entra num momento montanha russa, em que o seu casamento sofre um abalo, a saudade da falecida mãe é insuportável e a necessidade de aproveitar tempo de qualidade com o pai é imperativa, Anna ruma à pequena ilha no mar Egeu para um verão repleto de horizontes a perder de vista, cheiros que a transportam para o passado e tempo que sobra para aproveitar a companhia do pai e dos familiares paternos.
No entanto o que Anna encontra é um verão com sabor à adolescência, repleto de noites ao som das ondas, dos cantares gregos e do tilintar de copos pela noite dentro.
É na ilha que irá igualmente encontrar alguma paz de espírito para voltar a desenhar pelo meio da natureza e sem querer, abrir uma janela para o passado, um conhecimento que a vai fazer colocar toda o seu passado em perspectiva e quem sabe moldar para sempre as decisões e a maneira como dá rumo à sua vida.

Uma lição sobre amor, família, herança cultural e o sentido que cada um dá à palavra "casa".
Mais que o sítio onde vivemos ou nascemos, "casa" pode assumir uma multitude se locais, caras ou momentos.
Poderá até ser um sentimento?


"A ilha dos segredos" é um romance de verão com a capacidade de nos fazer mergulhar de cabeça na leitura e esquecer a piscina que cintila à nossa frente.
Será que posso fechar os olhos aqui e abri-los de frente para o mar Egeu?
Esta descrição toda de sombras de limoeiros, noites quentes ao som de guitarras e copos, movimentos constantes do mar e o carácter grego só me deixou com mais vontade de ir à Grécia.
Posso ir umas semanas para uma destas ilhas no mar Egeu? Eu até aprendo um pouco de grego, não me importo.

Boas leituras
"A Ilha dos Segredos" é uma novidade

sábado, 28 de janeiro de 2017

Novidade Noites Brancas :: "Quando o Amor Acontece"

Um retrato terno e autêntico sobre a redescoberta de emoções intensas quando menos se espera.


Dois desconhecidos cruzam-se no parque e, aos poucos, descobrem que têm muitos gostos em comum. Conversam, riem-se, partilham esperanças e segredos, e até desgostos de amor. Oferecem um ao outro uma nova oportunidade na vida e no amor, mas será que vão ter coragem de a agarrar? 

Porque razão não posso encontrar-me com um homem no parque, enamorar-me e ter relações sexuais com ele? -pergunta Hilary Boyd. Lá por não ser jovem uma mulher não deixa de gostar de sexo, acrescenta. 


Com este livro, a autora incita as mulheres a assumirem a sua liberdade de escolha e a não temerem julgamentos. Porque, afinal, o amor não tem prazo de validade.

Com o seu romance de estreia Hilary Boyd converteu-se na estrela da literatura para mulheres reais. Quando o Amor Acontece surpreendeu o mundo editorial.
The Independent

Uma novidade
Noites Brancas

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Opinião "Deixa-me odiar-te"

Entre o interesse e o desdém, há sempre algo que nos convém.
E o ódio, por mais oposto que possa ser do amor, deriva de sentimentos fortes. A questão agora é....quais?


Conhecemos Jennifer Percy, controlada e experimente advogada fiscal, num dos piores dias da sua vida profissional. Está mega atrasada para uma reunião com um cliente importantíssimo e a última coisa que quer é ter de se cruzar com o seu arqui-inimigo, o bonitinho e playboyzeco de meia tigela Lord Ian St John. Sim, nos dias que correm as famílias aristocratas continuam a povoar o mundo, em especial Londres mas Jenny não podia ser mais indiferente ao seu título, beleza ou presença. Na realidade ela só queria mesmo é que ele não...respirasse!
Nascida e criada numa família anti muita coisa, em especial carne e gente rica, Jenny tornou-se numa anomalia no seio dos Percy ao trabalhar para uma grande empresa que ajuda os ricos a gerir as suas propriedades e investimentos, ou seja, a ficarem mais ricos.
Tudo isso seriam pequenas pedras no sapato não fosse a velha animosidade criada entre Ian e Jenny desde os primeiros tempos de trabalho juntos vai já mais de sete anos. A razão da falha sísmica causada pela presença destes dois no mesmo espaço é algo que todos desconhecem...acho que até os próprios. 
Mas como o cliente tem sempre razão, a sua exigência é clara...Jennifer e Ian vão ter de trabalhar juntos. Chegou o tempo de resolver a questão que os afasta e estabelecer regras (e tréguas) para que estes dois casmurros se entendam pelo bem da empresa e das suas carreiras.


Mas quando um simples encontro profissional passa para o mundo como um romance que floresce entre dois colegas de trabalho, o quanto será que muda a vida de Jenny? 
E Ian, mesmo em vias de herdar um título, poderá ser aquilo que realmente gosta de ser ou terá de se reger pelas regras da família, assim como acontece com Jenny?
Quanto tempo irá durar o conflito uma vez que percebam que não sabem a razão porque mantém uma animosidade que é mais carregada de tensão sexual que de razões para desgostarem um do outro?

Um romance que traz os nossos lords dos romances de época para a Londres de hoje, com uma mulher independente, forte e trabalhadora ao seu lado e que lhe dá água pela barba.

E porque estes dois deram duplo sentido ao nome desta música, aqui vai...

Um romance leve, divertido e que por mais previsível que fosse o final, soube bem chegar até lá.

Boas leituras :D