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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Opiniao "A Ilha dos Segredos"

"Temos tendência para projectar o que queremos ver nas pessoas, ou o que achamos ser a verdade em relação a quem são"


Melhor que estar de férias é conseguir ler uma história que nos faz viajar para outro destino onde teríamos todo o gosto de ir e ficar lá perdida durante uns meses.
O encanto das ilhas gregas é-nos incutido ao longo de todo este romance, assim como a compreensão grega sobre os diversos tipos de amor, a devoção à família e a dualidade que o ser humano encontra quando o que mais deseja no mundo e o que deve fazer não coincidem.
 
Anna viveu a sua vida em Inglaterra e esta tem sido a sua casa desde sempre, no entanto, a ilha grega de onde o pai é natural e onde passou bons momentos da sua vida, ocupa um lugar especial no seu coração.
Quando a sua vida entra num momento montanha russa, em que o seu casamento sofre um abalo, a saudade da falecida mãe é insuportável e a necessidade de aproveitar tempo de qualidade com o pai é imperativa, Anna ruma à pequena ilha no mar Egeu para um verão repleto de horizontes a perder de vista, cheiros que a transportam para o passado e tempo que sobra para aproveitar a companhia do pai e dos familiares paternos.
No entanto o que Anna encontra é um verão com sabor à adolescência, repleto de noites ao som das ondas, dos cantares gregos e do tilintar de copos pela noite dentro.
É na ilha que irá igualmente encontrar alguma paz de espírito para voltar a desenhar pelo meio da natureza e sem querer, abrir uma janela para o passado, um conhecimento que a vai fazer colocar toda o seu passado em perspectiva e quem sabe moldar para sempre as decisões e a maneira como dá rumo à sua vida.

Uma lição sobre amor, família, herança cultural e o sentido que cada um dá à palavra "casa".
Mais que o sítio onde vivemos ou nascemos, "casa" pode assumir uma multitude se locais, caras ou momentos.
Poderá até ser um sentimento?


"A ilha dos segredos" é um romance de verão com a capacidade de nos fazer mergulhar de cabeça na leitura e esquecer a piscina que cintila à nossa frente.
Será que posso fechar os olhos aqui e abri-los de frente para o mar Egeu?
Esta descrição toda de sombras de limoeiros, noites quentes ao som de guitarras e copos, movimentos constantes do mar e o carácter grego só me deixou com mais vontade de ir à Grécia.
Posso ir umas semanas para uma destas ilhas no mar Egeu? Eu até aprendo um pouco de grego, não me importo.

Boas leituras
"A Ilha dos Segredos" é uma novidade

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Opinião "Chama-me pelo teu nome"

 Embora não seja costume ler o livro depois de ver a sua adaptação, não resisti em comprar este romance de André Aciman e de voltar aos idílicos meses de verão sob o sol italiano, tão repletos de paixão, mal entendidos, medos e experiências marcantes. Queria confirmar se o primeiro pensamento que tive, que esta história era uma coisa linda e livre de julgamento, se mantinha com a leitura.


Elio é um miúdo com 17 anos no corpo mas muitos mais na alma. A educação e a liberdade que os pais lhe deram fazem-no viver com a complexa tarefa de pensar e sentir como alguém mais velho mas não é por isso que deixa de ter coisas da sua idade.
Quando o mais recente visitante de verão chega para passar 6 semanas, Élio oscila entre a necessidade de agradar e a demonstração casual de indiferenca que por vezes lhe é característica mas que também esconde algo mais.
Oliver, nos seus plenos vinte quatro aproveita a oportunidade para trabalhar no seu livro enquanto ajuda o pai de Élio, isto tudo numa estadia que eu dava um dedo do pé para poder usufruir.

E o que começou com uma secreta atração unilateral transforma-se em algo profundo, capaz de derrubar as barreiras que eles próprios ergueram entre ambos, capaz de os fazer sair da sua própria pele.
Uma história de amor, desejo, culpa, dúvida e intimidade. Uma que me deu um gozo enorme conhecer e que me deixou rendida à beleza que os olhos de Élio captam naquelas semanas. Beleza essa que não se perde nem nas cenas mais in your face

E aquelas últimas 30 páginas mexeram comigo, tanto como quando vi o filme.
Não vos quero roubar a beleza pura de uma conversa em específico mas quando chegarem lá vão perceber. Ou talvez seja preciso ter passado pela nossa cota parte de amores, desamores, dúvidas e julgamentos para ver nesta história a beleza que lhe é inerente.
A verdade é que demoramos tanto tempo a perceber quem somos e vivemos tanta coisa em vidas paralelas à que levamos diante da grande maioria das pessoas que nos rodeia que é bom saber que há quem consiga, sem falácia ou moralidade, apoiar-nos no bom e no mau, no certo e no incerto.
Termino com um sorriso, uma lágrima e esta frase:

"Arrancamos tanto de nós próprios só para nos curarmos das coisas, mais depressa do que deveríamos, que entramos em falência por volta dos trinta anos e temos menos para oferecer de cada vez que começamos com alguém novo"

"Chama-me pelo teu nome" é um dos meus livros preferidos e chega a Portugal pela mão do Clube do Autor

segunda-feira, 26 de março de 2018

Novidades Clube do Autor - Abril

Data de lançamento 4 de Abril


Um livro belo, selvagem e inquietante sobre as dicotomias do ser humano

Uma história sobre família, amor e violência; uma análise dura e implacável à sociedade contemporânea, ao indivíduo e à realidade, aos conceitos de classe e às discrepâncias entre quem somos e quem somos capazes de ser.

Uma novidade

terça-feira, 13 de março de 2018

Novidades Clube do Autor :: Março

Século XVI. Os conflitos pelo poder nos Estados Italianos crescem ao mesmo tempo que as artes prosperam. A Igreja e famílias como os Médici e os Sforza detêm o domínio do território e das riquezas. Savonarola ganha seguidores. Verrocchio, Botticelli, Miguel Ângelo e Rafael são artistas respeitados.
Florença é casa dos Médici e berço desta ebulição cultural. O criativo e genial Leonardo da Vinci finalmente começa a criar nome, tem o seu próprio ateliê e clientes e liberdade para desenvolver a sua arte e as suas invenções. Mas uma acusação anónima de sodomia obriga-o a abandonar os seus planos e a cidade das artes.
Invejas e medos, ignorância e corrupção, sofrimento e perseguição. Quando Leonardo percebe que nada do que parece ser é e que os inimigos podem estar em qualquer lugar, debate-se entre a vontade de triunfar e o desejo de vingança, entre o homem pecador e o génio inventivo, entre o passado e o futuro.

Este é um romance histórico com uma extensa pesquisa por trás, em que as descrições e os grandes nomes da época criam o ambiente perfeito para conhecermos melhor o homem por trás de toda a genialidade.


Ideias Para Descomplicar a sua vida, aproveitar melhor o tempo e sentir-se mais feliz
Transforme a sua vida, de dentro para fora.

No mundo em que vivemos, repleto de estímulos e solicitações, reduzir o número de tarefas parece uma missão impossível. Executar uma tarefa de cada vez, por outro lado, é muitas vezes visto como falta de eficiência. No entanto, o caminho para uma vida mais realizada e feliz passa precisamente por saber dizer não ao acessório e focar-se no aqui e agora.

Este livro vai ajudá-lo a transformar e descomplicar a sua vida. Seguindo os rituais e exercícios de bem-estar que a autora propõe, irá ser capaz de: 

Sentir-se em controlo dos seus dias; 
Minimizar o stresse; 
Aprender a fazer escolhas importantes; 
Esvaziar a mente e dormir melhor; 
Desconectar-se e viver em plenitude. 

Pequenas mudanças para uma vida com maior satisfação pessoal.


Novidades

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Novidade Clube do Autor :: "Na ponta da língua"

Na Ponta da Língua é um livro que mostra a História e a riqueza do nosso vocabulário.


Através de um seleção de mais de 200 palavras (algumas fazem parte do nosso discurso mas gostaríamos de as dominar melhor, outras já ouvimos embora não as utilizemos e outras podemos nem conhecer mas tornam a nossa linguagem mais precisa e culta), o historiador Sérgio Luís de Carvalho apresenta uma obra muito útil e singular para todos os que se interessam pela nossa língua e pela nossa cultura.

Fetiche, maquiavélico ou estoico são palavras recorrentes no nosso léxico, mas entendemos bem o seu sentido?
Sentimo-nos à vontade para usar termos como alvíssaras, gentrificação ou distopia?
E conhecemos vocábulos como heurística, misantropo e gongórico para nos explicarmos de forma mais precisa?

Este é o livro que nos ajudará a ter sempre a palavra certa na ponta da língua!

Uma novidade

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Opinião "Deixa-me Odiar-te"

Entre o interesse e o desdém, há sempre algo que nos convém.
E o ódio, por mais oposto que possa ser do amor, deriva de sentimentos fortes. A questão agora é....quais?


Conhecemos Jennifer Percy, controlada e experimente advogada fiscal, num dos piores dias da sua vida profissional. Está mega atrasada para uma reunião com um cliente importantíssimo e a última coisa que quer é ter de se cruzar com o seu arqui-inimigo, o bonitinho e playboyzeco de meia tigela Lord Ian St John. Sim, nos dias que correm as famílias aristocratas continuam a povoar o mundo, em especial Londres mas Jenny não podia ser mais indiferente ao seu título, beleza ou presença. Na realidade ela só queria mesmo é que ele não...respirasse!
Nascida e criada numa família anti muita coisa, em especial carne e gente rica, Jenny tornou-se numa anomalia no seio dos Percy ao trabalhar para uma grande empresa que ajuda os ricos a gerir as suas propriedades e investimentos, ou seja, a ficarem mais ricos.
Tudo isso seriam pequenas pedras no sapato não fosse a velha animosidade criada entre Ian e Jenny desde os primeiros tempos de trabalho juntos vai já mais de sete anos. A razão da falha sísmica causada pela presença destes dois no mesmo espaço é algo que todos desconhecem...acho que até os próprios. 
Mas como o cliente tem sempre razão, a sua exigência é clara...Jennifer e Ian vão ter de trabalhar juntos para terminarem a tarefa em mãos. Chegou o tempo de resolver a questão que os afasta e estabelecer regras (e tréguas) para que estes dois casmurros se entendam pelo bem da empresa e das suas carreiras.


Mas quando um simples encontro profissional passa para o mundo como um romance que floresce entre dois colegas de trabalho, o quanto será que muda a vida de Jenny? 
E Ian, mesmo em vias de herdar um título, poderá ser aquilo que realmente gosta de ser ou terá de se reger pelas regras da família, assim como acontece com Jenny?
Quanto tempo irá durar o conflito uma vez que percebam que não sabem a razão porque mantém uma animosidade que é mais carregada de tensão sexual que de razões para desgostarem um do outro?

Um romance que traz os nossos lords dos romances de época para a Londres de hoje, com uma mulher independente, forte e trabalhadora ao seu lado e que lhe dá água pela barba.

E porque estes dois deram duplo sentido ao nome desta música, aqui vai...

Um romance leve, divertido e que por mais previsível que fosse o final, soube bem chegar até lá.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Novidade Clube do Autor :: "A Cicatriz do Mal"

Ambiente cortante, uma prosa depurada e uma dinâmica implacável confirmam a mestria de Pierre Lemaitre no universo do thriller literário.


Galerie Monier, Paris. Uma mulher é apanhada de surpresa por três homens armados que assaltam uma joalharia em plena galeria de lojas dos Campos Elísios. A mulher chama-se Anne Forestier. Trata-se nada mais nada menos do que a companheira do famoso comissário Verhoeven. Fazendo tábua rasa da lei e correndo o risco de perder o posto de trabalho, o comissário esconde dos demais polícias o facto de conhecer Anne e assume a investigação. É o primeiro passo de uma manipulação orquestrada por um assassino vingativo. Na realidade, quem dá caça a quem? E quem é a verdadeira presa?

Como habitualmente acontece na escrita de Lemaitre, as aparências enganam, e o famoso comissário acabará por compreender que é vítima de uma intriga que remonta ao passado, vendo-se obrigado a recorrer a todos os expedientes e mais algum para descobrir o responsável, bem como as razões que motivam o enigmático assassino.

Uma novidade

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Opinião "A Ilha das Quatro Estações"

Antes de mais, gostaria de dar os parabéns à Marta Coelho, autora d"A Ilha das Quatro Estações" pela sua escrita fluída que teve capacidade de agarrar alguém com o dobro da idade do público alvo desta história. 
Numa era em que miúdos leitores parecem ser uma espécie em vias de extinção, é bom apelar à sua curiosidade com a premissa "hey tu, como será estar numa ilha sem acesso a tudo o que consideras vital no teu dia a dia?"


A Ilha das Quatro Estações pode ser considerada um paraíso mas até os locais mais idílicos parecem um pesadelo quando não estamos lá de livre vontade.
É com esse espírito que conhecemos Catarina. Os pais pagaram uma pequena fortuna (que não têm) para ela estar ali. A culpa e a tristeza que a acompanham roubaram-lhe a vontade de seguir em frente e a Ilha é suposto ser a sua salvação. 
Já a história é completamente diferente para Santiago. Chegou ali por livre vontade mas a bagagem que traz consigo está bem trancada a sete chaves na sua mente.
Juntamente com Catarina, com quem desenvolve uma química instantânea, vive os meses mais transformadores da sua vida sempre acompanhados por Misha e Rute, outros dois ocupantes desta Ilha.


Contada a duas vozes, "A Ilha das Quatro Estações" é uma historia juvenil que aborda temáticas que vão do luto à culpa, da depressão à violência no namoro.
Uma panóplia de histórias de vida que se misturam na Ilha e que sem querer, permitem ao seus "donos" quebrarem barreiras e criarem pontes.
Porque por vezes a melhor maneira de lidarmos com os nossos problemas é termos a oportunidade de nos abstrair deles enquanto ajudamos alguém com os seus.
E na Ilha das Quatro Estações o objectivo é mesmo esse. 
Ou será que há algum objectivo secreto que Catarina, (San)Tiago, Misha e Rute ainda não descobriram?
Será coincidência o rumo dos acontecimentos que os aproximaram ou haverá alguém a prestar atenção a todos os seus passos?

Um livro que termina mas que nos deixa com um gostinho para mais, já que fica uma janela aberta para a possibilidade da continuação.

"A Ilha das Quatro Estações" é uma aposta 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Novidade Clube do Autor :: "Os Falsários"

Na tradição dos policiais de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, um romance misterioso e profundo sobre o fascínio do colecionismo e o lado sombrio do comércio de livros raros.


O que acontece quando mentimos tão bem que perdemos a noção do que é real? Numa prosa magnificamente cuidada, Bradford Morrow traça uma linha débil entre o devaneio e a intuição, a memória e a ficção autoilusória, entre o amor verdadeiro e o falso.

Uma comunidade bibliófila é abalada com a notícia de que Adam, um colecionador de livros raros, foi atacado e as suas mãos decepadas. Sem suspeitos, a polícia não consegue avançar no caso, e a irmã procura desesperadamente uma pista.

Ao longo das páginas repletas de mistério e simbologias, escritores famosos e citações brilhantes, Will, cunhado e colega de profissão de Adam Diehl, tenta obter uma resposta e, ao mesmo tempo, escapar às ameaças do misterioso «Henry James». Consciente do simbolismo do caso, ele sabe que um homem sem mãos se vê privado do instrumento mais precioso quando se trata de imitar a caligrafia de William Faulkner, James Joyce, Conan Doyle e outros que tais. Na verdade, Will, ele próprio genial falsário, talvez saiba demais.

Uma novidade

terça-feira, 11 de julho de 2017

Novidade Clube do Autor :: "Danos Colaterais"

O novo livro do grande mestre internacional do trhiller reúne todos os ingredientes indispensáveis para mais um êxito: trama aliciante, intrigas, reviravoltas, suspense e adrenalina q.b.


Ele é um assassino profissional de elite, capaz de derrubar chefes de Estado, desmascarar os espiões mais sofisticados e escapar de cenários de terror sem deixar pistas. Mas tudo muda no dia em que não consegue cumprir a sua missão. Determinado a recuperar o seu prestígio, Robie vê-se obrigado a enfrentar o passado que tudo fez para esquecer.

Eis o suspense de Hitchcock numa história repleta de reviravoltas, tão empolgante como uma série policial de televisão. Preparados, caros leitores?

Uma novidade


Novidade Clube do Autor :: "A Ilha da Quatro Estações"

Aqui não são permitidos telemóveis, computadores nem tablets. Só te resta viver.


Onde todos os sonhos são possíveis.

Este é o livro com que todos os jovens se conseguem identificar, uma história atual e relevante sobre os receios, as paixões, as fragilidades e a força de quatro jovens à procura de um novo rumo.

Cat sentia-se sem rumo e não queria ver ninguém.
Tiago só desejava poder voltar a viver como antes.
Misha isolara-se do mundo à sua volta.
Rute precisava de vencer uma batalha muito dolorosa.

Os seus caminhos cruzam-se na ilha e, juntos, preparam-se para enfrentar os seus demónios pessoais. Mas há quem tenha outros planos para eles…

Será que a tua vida pode mudar quando tudo parece correr mal?

Uma novidade

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Novidade Clube do Autor :: "A mulher do camarote 10"



Tudo começa com um convite inesperado para uma viagem de sonho. Lo Blacklock, jornalista, recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu. 

Desesperada, denuncia o ocorrido aos responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.

“Não aconteceu nada. Estamos todos seguros. Para de procurar.”

Uma novidade



quarta-feira, 21 de junho de 2017

Novidade Clube do Autor :: "Café Amargo"

A escritora italiana Simonetta Agnello Hornby vai estar em Lisboa nos próximos dias para apresentar o seu mais recente livro, Café Amargo. Dia 24 estará presente na Noite da Literatura Europeia.


Café Amargo, eleito Livro do Ano por várias publicações, acompanha a vida de uma mulher que não se curva perante o poder masculino. O romance nasce na Sicília, mas a autora transporta-nos até muito mais longe. A protagonista é uma mulher de paixões, marcada também por vários sofrimentos, que engole com altivez como se fosse uma chávena de café amargo.

A história de Maria e das suas escolhas pouco convencionais retrata uma época decisiva da Europa. Falamos dos Fasci, das leis raciais e do período que vai daí até à Segunda Guerra Mundial.

«Café Amargo é um romance histórico único no panorama da ficção contemporânea. A autora apresenta uma escrita densa e, contudo, límpida, insaciável na sucessão de acontecimentos, personagens e ambientes», escreve o La Repubblica

Uma novidade

quinta-feira, 8 de junho de 2017

«O leitor do comboio» de Jean-Paul Didierlaurent :: Opinião


Viajar neste comboio foi uma aventura literária muito agradável. Confesso que até passava a andar de comboio, nem que fosse uma vez por semana, à turista, só para ouvir tal leitor, que com as suas leituras, alegrassem a viagem dos mais madrugadores. 

"Ao nascer do dia, esbarrando contra os vidros embaciados, o texto derramava-se da sua boca numa longa fiada de sílabas, entrecortadas aqui e ali de silêncios, nos quais se engolfava o ruído do comboio em movimento. Na opinião dos passageiros que viajavam na composição, ele era «o leitor», um tipo estranho que, todos os dias da semana, lia em voz alta e inteligível as poucas páginas que retirava da maleta. Tratava-se de fragmentos de livros sem qualquer relação entre si. Um excerto de uma receita podia acompanhar a página quarenta e oito do último Goncourt (...)"

É assim, página a página, entre folhas soltas, condenadas à destruição na Coisa, uma Zestor, uma máquina quase de guerra que triturava toneladas de livros e que ia destruindo a pouco e pouco sonhos e esperanças dos funcionários que operavam com ela. De quase todos, de outros disser-ia que até tinha prazer em tal destruição. Guylain e Giuseppe, combatiam a Coisa, já Brunner até salivava para ser o dia em que iria pressionar o botão. A chefia também não era a melhor, antes pelo contrário, era uma pessoa que latia, berrava, invectivava e urrava. Nada de novo!

"Quando Giuseppe preparava uma refeição, era a Itália inteira que lhe tombava no prato. (...) A sobremesa, que consistia de um prato de amaretti crocantes acompanhados de um copo de limoncello caseiro gelado no ponto, era pura felicidade. Conversavam de tudo um pouco, reconstituíam o mundo. A Coisa aproximava-os intimamente - uma proximidade que só a guerra de trincheiras é capaz de conseguir entre soldados que partilharam o mesmo buraco de obus."

Um obus ainda maior foi o encontro inesperado de Guylain com uma pen. E a partir daí as suas leituras tomaram outro rumo. 

"A pen entrou na vida de Guylain Vignolles por mero acaso. (...)
Desapontado, Guylain contemplou o ecrã de dezanove polegadas. A pen abria para um vazio. Perdida no meio da imensidão luminescente, a única pasta tinha o nome pouco significativo de «Nova Pasta» (...).

Pouco significativo não foi de certeza e o certo é que a vida deste leitor assume novos contornos, aquilo que lia caminhava com ele lado a lado, diariamente, até se tornar insuportável de guardar só para ele. 

"Gosto de imaginar que amadurecem durante a noite, esses escritos, como massa de pão deixada a levedar, e que vamos encontrar na manhã seguinte inchada e odorífera."

Deixo então a levedar a curiosidade, que aumenta o entusiasmo de Guylain por esta escrevedora, Julie, que segue uma filosofia de tialogismos de trazer pela retrete. Estranho? Nada disso. Divertidíssimo assim que apanhar este comboio. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Opinião "Deixa-me odiar-te"

Entre o interesse e o desdém, há sempre algo que nos convém.
E o ódio, por mais oposto que possa ser do amor, deriva de sentimentos fortes. A questão agora é....quais?


Conhecemos Jennifer Percy, controlada e experimente advogada fiscal, num dos piores dias da sua vida profissional. Está mega atrasada para uma reunião com um cliente importantíssimo e a última coisa que quer é ter de se cruzar com o seu arqui-inimigo, o bonitinho e playboyzeco de meia tigela Lord Ian St John. Sim, nos dias que correm as famílias aristocratas continuam a povoar o mundo, em especial Londres mas Jenny não podia ser mais indiferente ao seu título, beleza ou presença. Na realidade ela só queria mesmo é que ele não...respirasse!
Nascida e criada numa família anti muita coisa, em especial carne e gente rica, Jenny tornou-se numa anomalia no seio dos Percy ao trabalhar para uma grande empresa que ajuda os ricos a gerir as suas propriedades e investimentos, ou seja, a ficarem mais ricos.
Tudo isso seriam pequenas pedras no sapato não fosse a velha animosidade criada entre Ian e Jenny desde os primeiros tempos de trabalho juntos vai já mais de sete anos. A razão da falha sísmica causada pela presença destes dois no mesmo espaço é algo que todos desconhecem...acho que até os próprios. 
Mas como o cliente tem sempre razão, a sua exigência é clara...Jennifer e Ian vão ter de trabalhar juntos. Chegou o tempo de resolver a questão que os afasta e estabelecer regras (e tréguas) para que estes dois casmurros se entendam pelo bem da empresa e das suas carreiras.


Mas quando um simples encontro profissional passa para o mundo como um romance que floresce entre dois colegas de trabalho, o quanto será que muda a vida de Jenny? 
E Ian, mesmo em vias de herdar um título, poderá ser aquilo que realmente gosta de ser ou terá de se reger pelas regras da família, assim como acontece com Jenny?
Quanto tempo irá durar o conflito uma vez que percebam que não sabem a razão porque mantém uma animosidade que é mais carregada de tensão sexual que de razões para desgostarem um do outro?

Um romance que traz os nossos lords dos romances de época para a Londres de hoje, com uma mulher independente, forte e trabalhadora ao seu lado e que lhe dá água pela barba.

E porque estes dois deram duplo sentido ao nome desta música, aqui vai...

Um romance leve, divertido e que por mais previsível que fosse o final, soube bem chegar até lá.

Boas leituras :D

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Novidade Clube do Autor :: "Memórias de um escravo"

"Memórias de um escravo" foi uma das obras mais premiadas de 2014 (venceu o American Book Award e foi finalista do Prémio Pulitzer, entre outros) e integrou a seleção dos melhores livros do ano dos principais meios de comunicação social.


Top 10 Livros do Ano – Wall Street Journal
Melhores Livros do Ano – Financial Times
Melhores Romances do Ano – Kirkus
New York Times Notable Book

Memórias de um Escravo é a versão literária de um período histórico entusiasmante, narrada por uma voz que não era considerada digna de ser escutada. Um relato de um homem simples, mas honesto, que queria ser recordado depois da sua morte.

Uma novidade

sábado, 27 de agosto de 2016

Novidade Clube do Autor :: "Inseparável"

«Contada nas vozes de mãe e filha, que lutam desesperadamente para suportar o sentimento de perda causado pela brusca separação, a história está muito bem escrita, fazendo com que o leitor não consiga pôr o livro de lado até chegar ao fim.»
5 estrelas, Daily Express


Carmel é uma menina que está desaparecida. Mas não sabe que está perdida.

Depois do divórcio, Beth vive um medo constante. Acima de tudo, receia que a filha de oito anos, Carmel, com tendência para se furtar à vigilância maternal, possa desaparecer. Um dia, com efeito, o seu pior receio concretiza-se. Um sábado, numa manhã de nevoeiro, Beth leva a filha a um festival infantil ao ar livre, separam-se por breves instantes e Carmel nunca mais torna a ser vista. Vestindo o casaco vermelho de que tanto gosta e que a transforma ao mesmo tempo numa mancha reconhecível e num alvo fácil de identificar, Carmel acaba por cair nas mãos de um homem que lhe diz ser o avô há muito desaparecido. Não tendo outro remédio senão ficar entregue à sua nova família, a menina apercebe-se, à medida que os dias se transformam em semanas e meses, de que o avô possui um dom muito especial... Destroçada, Beth empreende uma busca desesperada e solitária, nunca perdendo a fé no reencontro. Carmel, por seu turno, empreende também uma estranha e angustiante viagem, que a obriga a recorrer a todo o engenho que a caracteriza desde pequena, a fim de manter sempre na sua mente (e na memória) a imagem da mãe.

Alternando entre a história de Beth e o relato de Carmel, numa prosa apaixonante e que nos deixa em suspenso até ao fim, Inseparável é um romance inesquecível.

Uma novidade

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Novidades Clube do Autor :: "Quero-te Morta"


Quando uma mulher conhece o atraente e charmoso Bryce Laurent através de um site de encontros, a atração é imediata. Contudo, à medida que a ligação entre eles se torna mais intensa, a verdade sobre o passado de Bryce, e o seu lado mais negro, começam a emergir. Tudo o que contou sobre a sua vida revela-se uma teia de mentiras e, aos poucos, a paixão de Red Westwood converte-se em terror.

Uma novidade

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Novidade Clube do Autor :: "A Memória" de David Baldacci


David Baldacci, autor de um impressionante número de bestsellers e um dos escritores mais populares em todo o mundo, está de regresso às livrarias de todo o país com A MEMÓRIA.

Eis a história de um homem dotado de uma memória perfeita e perseguido por um crime sangrento. Ele não se consegue esquecer de nada – mas há uma noite que ele gostaria de apagar para sempre da sua mente… Ou então descobrir finalmente quem destruiu o seu mundo.


«Uma obra magistral devido à velocidade da narrativa, à originalidade do herói e ao enredo empolgante. (…) Irresistível.» 
Washington Post

«Uma obra intensa que mostra um escritor no auge da sua maturidade.» Richmond Times
«Aconselhado a todos os que gostam de ver em ação criminosos difíceis de apanhar e detetives determinados e pouco ortodoxos.»  
Library Journal

Uma novidade

quarta-feira, 23 de março de 2016

Novidade Clube do Autor :: "Numa Floresta Muito Escura"

A metade colorida anda a organizar uma despedida de solteira....
hmmm ideias!!! :)

Data de lançamento 5 de Abril


Sinopse
«Não vai largar o livro até chegar à última página. A atmosfera densa e as revelações surpreendentes vão deixá-lo sem fôlego.»
Entertainment Weekly

Uma mulher solitária recebe um convite inesperado para a despedida de solteira de uma amiga que não via há muito tempo. Relutantemente, ela aceita participar na reunião de amigas, algures numa casa isolada na floresta.
Quarenta e oito horas depois, Nora acorda numa cama do hospital. Está ferida mas não se recorda exatamente do que se passou. Sabe, no entanto, que alguém morreu. O que fiz eu?, pergunta-se ela, consciente de que algo muito grave aconteceu naquela casa na floresta escura, muito escura…

Uma novidade
Mais informações no site Leya