sábado, 22 de setembro de 2012

Irmã por Rosamund Lupton da Civilização

Desapareceste? Vou à tua procura!

É esta a questão e a respectiva ordem que nos é dada muito antes de abrirmos o livro. Ordem essa, explícita logo nas primeiras páginas.

E você o que faria para encontrar a sua irmã?

Sentirmo-nos capazes de ser a própria Bee dá-nos criatividade, poder e protagonismo suficientes para com a nossa própria mente reescrever o rumo desta perseguição pela verdade e pela Tess. É isto que Rosamund Lupton consegue fazer com a sua escrita, levar-nos completamente para dentro do sofrimento desta família. O ritmo e o fluxo da escrita é tão intenso que o que lemos, baralha-se com o que queríamos estar a ler e de um momento para o outro estão a acontecer coisas que nós não queríamos que acontecessem.

A tristeza invade-nos e atingimos com a dura realidade, Tess morreu!
Não se zanguem, não contei nada que a contra-capa não revele... "(...) não posso voar até ao passado, virar na segunda estrela à direita e entrar pela janela aberta para te encontrar viva na tua cama."

"Faria qualquer coisa para ter uma segunda oportunidade..." porém, a saga de Bee não acabou, nem a dela, nem a nossa, pois tal como a opinião da People vocês irão mesmo adorar cada momento...

"- Já preencheu a sua ficha?
(...)
- Não estou aqui para uma consulta médica.
(...)
- Estou aqui porque a minha irmã foi assinada...
(...)
Por momentos, captei-lhe a atenção. O meu cabelo oleoso (...), a ausência de maquilhagem e os papos debaixo dos meus olhos. Viu os indicadores de dor, mas interpretou-os como sinais de loucura."

Mesmo chegando ao fim do livro a saga não termina, é quase isso, uma loucura!
Vocês mesmos irão comprovar. Leiam, vale muito a pena!

A forma abismal como o livro termina deixa-nos a pedir mais, a pensar em diversos caminhos, a desejar que aquele seja o desfecho real, mas poderá ser apenas um delírio? Um sonho?
Creio que Rosamund Lupton talvez nos poderá brindar com uma trilogia, quem sabe! Pois mesmo que ela afirme o que afirma na entrevista, isso não significa que pare por aqui, pois não!?

Não quero terminar sem antes lançar uma pequena discussão. É que eu não gosto de comparar autores, mas a profundidade com que esta autora nos toca sobre a dor, os sentimentos e os relacionamentos familiares assemelha-se em muito ao que podemos experienciar pela leitura de Jodi Picoult. Que ambos os apreciadores não se sintam incomodados pela minha comparação, mas pelo ritmo da escrita, pelo conhecimento depositado nos detalhes, pela escolha e caracterização das personagens e relações entre si e ainda a capacidade de nos arrepiar e comover (palavras também do New York Times Book Review) eu considero-as em muito semelhantes, talvez com uma escrita menos pesada em descrições, mas mais comovente em expressões pela parte de Rosamund Lupton, mas deixo em aberto para me darem a vossa opinião.

Quem sabe numa próxima leitura me dedico novamente a Jodi Picoult para depois concluir se sinto ou não a semelhança quando sair Afterwards, a ser brevemente publicado pela Civilização.



Aliás quero aproveitar esta review para agradecer novamente à Civilização pela parceria e pela gentileza de nos brindar com este bestseller internacional.

Já agora, leitores do Efeito dos Livros, que outros títulos da Civilização recomendam? Estou desejosa de voltar a experimentar a adrenalina de Jeff Abott.

Boas leituras.

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